segunda-feira, 15 de agosto de 2016

ELES ESTÃO VIVOS

 Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te vêm e te escutam! Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições ! Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação ! Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos. Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração. Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam. Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor... Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia. Outros muitos seguem-te ainda... Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida; os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores; os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência... Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer. Auxilia aos entes queridos na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar! Se lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer. Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo ! Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação! Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre! E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem as lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás a todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar. 

Emmanuel

Extraído do livro Caminho de Volta
Psicografado por Francisco C. Xavier


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

VOCÊ É APENAS UMA PESSOA
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
Embora estejamos vivendo os anos de um novo milênio, alguns conceitos de séculos passados continuam a vigorar entre
nós.
Um deles, muito arraigado, é o de que homem não chora. Apesar do testemunho de algumas celebridades masculinas que
afirmam ter chorado, mais de uma vez, ante grandes dificuldades, a maioria dos homens ainda acredita que não deve se permitir
chorar.
Chorar denota fragilidade. E o sexo masculino é o sexo forte.
Com aquele pai, recentemente divorciado, não era diferente. Até há poucos meses, ele estava casado e tinha com quem
dividir as tarefas domésticas, as contas do mês, as inquietações e tristezas.
Mas, agora, estava sozinho. E com dois filhos.
Naquele dia, ele chegou do trabalho, deu banho nos meninos, enquanto eles riam de puro prazer e jogavam espuma um no
outro.
Ouviu as gargalhadas deles, correndo pela casa, em brincadeiras barulhentas. Tendo conseguido acalmá-los
um pouco, os
levou para a cama.
Cinco minutos de massagem em cada um deles. Depois, o violão e canções folclóricas, diminuindo devagar o ritmo e o
volume até ter certeza que eles dormiam.
Ele estava determinado a lhes proporcionar uma vida doméstica, a mais estável e normal possível.
Contudo, estava sendo difícil!
Saiu do quarto, desceu as escadas e foi até a cozinha. Sentou-se
numa cadeira, colocou os cotovelos sobre a mesa, as mãos
no rosto e desabou a chorar.
Desde que chegara, era a primeira vez que sentava. Tinha cozinhado, servido o jantar, cuidado para que as crianças
comessem.
Enquanto lavava a louça, supervisionara a lição de casa do filho que estava na segunda série. Tinha elogiado os desenhos
do mais novo e as suas construções com blocos.
Agora, estava ali, sozinho. Sentia o peso da responsabilidade, a solidão. E a preocupação com as contas a pagar.
Conseguiria dar conta de tudo?
Ele se sentia como se estivesse no fundo de um mar, indefeso, perdido. O choro se tornou convulsivo e os soluços o
sacudiram.
Nessa hora, um par de bracinhos lhe rodeou a cintura e um rostinho o examinou com atenção.
Ele olhou para a carinha simpática do filho de cinco anos. Envergonhou-se
por estar chorando.
Desculpe, falou, não sabia que você não estava dormindo. Eu não queria chorar. Desculpe. Estou um pouco triste hoje.
O menino passou a mãozinha no rosto em lágrimas, fazendo carinho, foi se aconchegando no colo do pai, recostou a cabeça
em seu peito, os bracinhos rodeando-lhe
o pescoço.
Então, com a sabedoria da inocência, falou:
Está tudo bem, papai. Não tem problema chorar. Você é apenas uma pessoa.
* * *
Você é apenas uma pessoa! Uma pessoa que tem sentimentos de dor, solidão, impotência. Que ama e deseja ser amado.
Que tem carências.
Pai ou mãe, você não deixa de ser um ser humano, com todas as fraquezas próprias da Humanidade.
É bom que seus filhos saibam que você sente dor, saudade, frustração. Que não é um super herói
ou a mulher maravilha.
Demonstre seus sentimentos e fale a eles a respeito.
Família, em essência, significa amor, dedicação, auxílio mútuo, um ombro amigo para chorar.
Mesmo que seja de uma criança de apenas cinco anos de idade.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. Permissão para chorar,
de Hanoch McCarty, do livro Histórias para aquecer o coração dos pais, de
Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Auberye Mark & Chrissy Donnely,
ed. Sextante.
Em 8.8.2016.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Simpatia e Bondade

No plano infinito da Criação jamais encontraremos alguém que prescinda de dois derivados naturais do amor: a simpatia e a bondade. 
A árvore frondosa e plena de vigor solicita o apoio do sol e a solicitude do vento para conservar-se e estender as suas propriedades vitais. 
O animal, por mais inferior na escala dos seres, requer o carinho e a ternura da terra, a fim de manter as próprias funções e aperfeiçoar o seu modo de ser, no meio em que se desenvolve. 
A criança e o jovem, a mulher e o homem, tornam-se enfermiços e infelizes, se não recebem o calor da bondade e da simpatia por alimento providencial na sustentação do equilíbrio e da saúde, da esperança e da paz que lhes são indispensáveis no esforço de cada dia. 
Procura pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas. 
Enriquece com o teu entendimento o patrimônio afetivo do companheiro e o companheiro retribuir-te-á com auxílios originais e incessantes. 
Envolve em tua generosidade fraterna a alma infeliz e desajustada, e nela descobrirás imprevistas nuanças do amor. Não desprezes a simpatia e a bondade ante as lutas alheias e a bondade e a simpatia nos outros te abençoarão toda a vida.

Pelo Espírito de Emmanuel - Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira na Obra Espírito da Verdade -  Lição 4

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

No retoque da Palavra

Seja onde for, não afirme: – “Detesto esse lugar!”
Cada criatura vive na terra dos seus credores.
Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!”
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.
Sentindo a mocidade, não assevere: – ”Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.
À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – ”Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
Perante o doente, não exclame: – ”Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.
Ao vizinho faltoso, nunca diga: “Dispenso-lhe a amizade.”
Todos somos interdependentes.
Sob o clima da provação, não se queixe: – ”Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
No cumprimento do dever, não clame: – ”Estou sozinho.”
Ninguém vive desamparado.
Colhido pelo desapontamento, não reclame: – ”Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.
À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda.”
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.

André Luiz - Na obra Espirito da verdade Lição 26 - Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pensamentos

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” — Paulo. (FILIPENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 8.) 
Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. 
Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos. 
Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção. O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. 
Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação. 
Lição 15 do Livro Pão Nosso - Psicografado por Chico Xavier - Pelo Espírito de Emmanuel

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Prece regressiva...

Mais um ano finda!
E com ele inúmeros planos, alguns cumpridos a risca outros nem tanto.
Mas é preciso olhar para 2015 com gratidão, agradecendo ao Pai de Amor por todas as bençãos que tivemos, todas mesmo. 
Que possamos rever nossas escolhas, comemorando os acertos e nos perdoando pelos equívocos. 
Dando assim inicio aos planos para 2016!!! 
Que a reprogramação de 2016 traga em seu bojo, mais fé e menos indolência.
Mais confiança e menos preocupação com o que os outros pensam. Mais perseverança em fazer o bem, e menos vigília com a vida do próximo. 
Mais amor nas ações e menos avareza.
Mais reconhecimento e assumição de nossos limites e menos orgulho e vaidade. 
Mais partilha de ideias, de bons sentimentos, de bons desejos e menos egoísmo.
Menos maledicência e mais respeito pelo momento evolutivo do nosso irmão.
Que possamos com a graça de Deus usar menos as redes sociais, e ter mais encontros presenciais. 
E que estes não sejam nos velórios/enterros, aniversários, casamentos e formaturas, que sejam amorosamente espontâneos. Que o mestre Jesus e os bem-feitores amigos, trabalhadores na seara do bem, nos instrumentalizem, para que consigamos desenvolver em nós os propósitos desta pequenina prece.
Que assim possa ser! 
Nara Nörnberg



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Algo Mais no Natal

Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória da manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro de tua paz;
a palavra da Boa Nova
e a confiança no futuro!…
Entretanto oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…
Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade, para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!
XAVIER, Francisco Cândido. À Luz da Oração. Pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.