quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PESQUISA EM NÓS

Ante as crises da renovação que abarca, presentemente, quase todos os campos da Terra, sinceramente ignoramos onde se encontram aqueles irmãos que não necessitam de compreensão e simpatia.

Levantemos qualquer pergunta, nesse sentido, e a lógica responderá em nós mesmos.

Certos administradores, em vários episódios de serviço, demonstram dificuldades e deficiências no desempenho dos encargos que lhes competem ...

No entanto, que estaremos realizando, a fim de apoiá-los com segurança para que se reconheçam firmes e equilibrados na espinhosa tarefa de orientar?

Determinados religiosos, por vezes, evidenciam falhas no ministério que lhes foi atribuído ...

Qual terá sido, porém, a nossa colaboração para que se mantenham valorosos e irrepreensíveis na elevada missão em que se viram colocados?

Muitas pessoas sem trabalho procuram socorro alheio, patenteando freqüentemente relativa saúde ...

De que modo censurá-las, receitando-lhes dedicação ao serviço, se não dispomos de meios para mobilizá-las na atividade profissional?

Comenta-se que o lar na Terra vem sendo dilapidado na organização que lhe é própria ...

Será justo, entretanto, indagarmos de nós próprios, enquanto no Plano Físico, relativamente ao que fazemos para fortalecê-lo.

Amplia a visão sobre as múltiplas faixas em que se subdividem os grupos sociais da Terra e observaremos que em todos os lugares renteamos com aqueles que nos pedem compreensão e simpatia.

Os que trabalham mais e os que trabalham menos, os que agem ativamente e os que repousam, além do necessário, solicitam sustentação e amparo, estímulo e bênção, a fim de serem ou continuarem a ser o que devem ser.

À frente de quaisquer problemas de que a experiência humana te cerque, mergulha o pensamento na luz do amor que Jesus nos legou e perceberemos que atualmente no mundo ninguém existe fora das áreas da compaixão. 



(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, constante do livro “Amigo”, de 1979, publicado por CEU – Cultura Espírita União.)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O TAMANHO DAS COISAS

Por vezes, gastamos horas amuados, jururus, macambúzios e sorumbáticos, consumindo a nossa mente e as nossas horas em problemas corriqueiros, em coisas que não saíram como imaginávamos, em sonhos frustrados parcialmente. Iludidos ficamos, focados no ponto preto em meio a um grande quadro branco.

Nesse sentido, o poeta mato-grossense Manoel de Barros trata, em um de seus poemas, do tamanho das coisas, como no trecho a seguir:

“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade”.

A beleza da poesia pantaneira nos serve de inspiração para refletirmos sobre de que forma lidamos com os problemas habituais em nossa vida… Probleminhas, quando é do outro. Problemões, quando são os nossos… Maximizamos os nossos obstáculos, pela sua “intimidade”, e minimizamos os problemas alheios, pelo nosso egoísmo.

Seguimos assim, nos lamuriando de nossas cruzes, sem enxergar os martirizados à nossa volta. Se o gramado do vizinho é mais verde, a nossa cruz certamente será mais pesada…

Os Espíritos não se cansam de nos avisar desta realidade, onde destacamos a historieta intitulada “Aflitíssima”, no Livro “Bem-aventurados os simples” (Espírito Valerium, psicografia de Waldo Vieira), na qual a mulher se vê aflita com seus problemas, com questões comezinhas e busca o amparo de um dirigente espírita, que a consolava, ainda que não possuísse braços.

Na fieira das encarnações, avançamos diante de desafios inúmeros e a autocomiseração e o melindre não devem diminuir o nosso ritmo no enfrentamento dos problemas – chaves para a nossa evolução. O trabalho no bem, como terapia de múltiplas utilidades, também nos leva a conhecer outras realidades, de modo a mensurarmos, de forma mais realista, o “tamanho das coisas”, e percebermos que nossos fardos são leves, pelo acréscimo de misericórdia divina.

Falta-nos um sentido amplo da palavra otimismo, em um contexto no qual a doutrina espírita pode nos ajudar sobremaneira, a partir do momento que esta nos mostra uma visão ampla da existência, uma percepção concreta da eternidade, na qual tudo passa. E nos lembraremos desses fatos dolorosos apenas como uma lembrança alegre.

Necessitamos não só ampliar a visão em relação ao outro, mas também no que concerne à temporalidade. Para o Espiritismo a eternidade não é um dormir, em uma pseudoexistência, e sim uma sucedânea de vidas nas quais crescemos, aprendemos e superamos desafios e percebemos que a pequena luta de hoje se torna menor ainda amanhã.

Cabe registrar o dito n’O Evangelho segundo o Espiritismo, no seu Capítulo segundo: “Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida são apenas incidentes que ele enfrenta com paciência, porque sabe que são de curta duração e devem ser seguidos de uma situação mais feliz“.

O otimismo não se confunde com a inatividade de uma vida repousada apenas na vida espiritual ou na depressão de problemas insolúveis no plano terreno. Na visão espírita, o otimismo nos aponta uma lógica de oportunidades, de superação pelo perdão, pelo amor, pela reparação, atuando sobre os problemas que julgamos enormes, mas que são ínfimos nos portfólios de almas que lutam pela evolução na crosta terrestre.

Assim, pelo prisma da vida espiritual, diante de nossos problemas, analisemos sua dimensão frente aos nossos irmãos, em outros espaços, e a nossa própria existência, na multiplicidade das vidas sucessivas, e veremos que tudo é pequeno, mas não insignificante, indigno de nossa tristeza e merecedor de nossa atenção.

O ponto de vista espírita nos enche de otimismo, afastando a tristeza que nos invade o coração, mostrando o real tamanho das causas de nossas aflições e a medida certa que deve ser nossa atitude: tristes pela nossa humanidade, ativos pela nossa espiritualidade.

As coisas têm o tamanho que a ela atribuímos! Sem sermos desleixados pelo nosso egoísmo, sem sermos melindrados pelo nosso orgulho, devemos sopesar cada problema, lembrando a nossa condição de Espíritos imortais em evolução com outros irmãos de jornada.

Assim, com o olhar renovado, nivelamos a vida em alto astral, na lição de que o tempo despendido em lamentações tem melhor uso se convertido em trabalho.


MARCUS VINICIUS DE AZEVEDO BRAGA

terça-feira, 30 de setembro de 2014

AVAREZA

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de cada um não consiste na abundância das coisas que possui” - (LUCAS, 12:15).

Fujamos à retenção de qualquer possibilidade sem espírito de serviço.

Avareza não consiste apenas em amealhar o dinheiro nos cofres da mesquinhez.

As próprias águas benfeitoras da natureza, quando encarceradas sem preocupação de benefício, costumam formar zonas infecciosas.

Quem vive à cata de compensações, englobando-as ao redor de si, não passa igualmente de um avaro infeliz.

Toda avareza é centralização doentia, preparando metas de sofrimento.

Não basta saber pedir, nem basta à habilidade e à eficiência em conquistar, é preciso adquirir-las no clima do Cristo, espalhando os benefícios da posse temporária, para que a própria existência não constitua obstáculo à paz e à alegria dos outros.

Inúmeros homens, atacados pelo vírus da avareza, muito ganharam em fortuna, autoridade e inteligência, mas apenas conseguiram, ao termo da experiência, a perversão dos que mais amavam e o ódio dos que lhes eram vizinhos. Amontoaram vantagens para a própria perda. Arruinaram-se, envenenando, igualmente, os que lhes partilharam as tarefas no mundo.
Recordemos a palavra do Mestre Divino, gravando-a no espírito.

A vida do homem não consiste na abundância daquilo que possui, mas na abundância dos benefícios que esparge e semeia, atendendo aos desígnios do Supremo Senhor.



EMMANUEL
Livro: Vinha de luz
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

DESCULPEMOS

Desculpemos infinitamente.


Tudo na vida se reveste de importância fundamental no aprimoramento comum.

Dura é a pedra e áspera se nos afigura a longa extensão de areia, entretanto, fazem o leito das águas para que o rio não se perca.

Obscura é a noite, mas, sem ela, as criaturas encarnadas desconheceriam as estrelas.

Desditosa e feia é a lagarta, contudo, é a tecelã dos fios de seda nobre que honra os ideais da beleza terrestre.

Asfixiante é a dor, mas, sem o sofrimento, jamais seriamos advertidos pela verdade.

Sempre que a mágoa ou a ofensa nos bater à porta, desculpemo-las tantas vezes quantas se fizerem necessárias.

É pelo esquecimento de nossos erros que o Senhor se impõe sobre nós, porque só a bondade torna a vida realmente grande e em condições de ser divinamente vitoriosa, sentida com sinceridade e vivida em gloriosa plenitude.




Pelo Espírito: Meimei
Do Livro: Cartas do Coração
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

domingo, 28 de setembro de 2014

INFLUÊNCIA ESPÍRITA



Ninguém dá unicamente aquilo que entrega ou cede, a benefício dos semelhantes. Cada criatura, através de leis inalienáveis que governam a vida, é obrigada a dar de si própria, nas situações essenciais do cotidiano, como sejam:



no pensamento;
na palavra;
no gesto;
no lar;
na comunidade;
na profissão;
no trabalho;
na tarefa;
no negócio;
na saúde;
na doença;
na administração;
na subalternidade.



Em ação espírita, somos compreensivelmente chamados a dar todo o apoio material e socorro moral aos irmãos em necessidade, conforme os recursos que usufruímos. Acima de tudo, porém, o espírita é convocado a melhorar a Vida e o Planeta pela cooperação da influência.



Revisemos, pois, dia a dia, nossas atitudes pessoais, observando como distribuímos as parcelas espirituais de nós mesmos, seja no que fazemos ou no que somos. Espiritismo é orientação certa e orientação certa se define como sendo o caminho certo de auxiliar e o jeito certo de viver.



pelo Espírito Albino Teixeira - Do livro: Caminho Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier

sábado, 27 de setembro de 2014

O REMÉDIO SALUTAR

"Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros para que sareis." - (TIAGO, 5:16.)


A doença sempre constitui fantasma temível no campo humano, qual se a carne fosse tocada de maldição; entretanto, podemos afiançar que o número de enfermidades, essencialmente orgânicas, sem interferências psíquicas, é positivamente diminuto.

A maioria das moléstias procede da alma, das profundezas do ser. Não nos reportando à imensa caudal de provas expiatórias que invade inúmeras existências, em suas expressões fisiológicas, referimo-nos tão-somente às moléstias que surgem, de inesperado, com raízes no coração.

Quantas enfermidades pomposamente batizadas pela ciência médica não passam de estados vibratórios da mente em desequilíbrio?

Qualquer desarmonia interior atacará naturalmente o organismo em sua zona vulnerável. Um experimentar-lhe-á os efeitos no fígado, outro, nos rins e, ainda outro, no próprio sangue.

Em tese, todas as manifestações mórbidas se reduzem a desequilíbrio, desequilíbrio esse cuja causa repousa no mundo mental.

O grande apóstolo do Cristianismo nascente foi médico sábio, quando aconselhou a aproximação recíproca e a assistência mútua como remédio salutares. O ofensor que revela as próprias culpas, ante o ofendido, lança fora detritos psíquicos, aliviando o plano interno; quando oramos uns pelos outros, nossas mentes se unem, no círculo da intercessão espiritual, e, embora não se verifique o registro imediato em nossa consciência comum, há conversações silenciosas pelo "sem-fio" do pensamento.

A cura jamais chegará sem o reajustamento íntimo necessário, e quem deseje melhoras positivas, na senda de elevação, aplique o conselho de Tiago; nele, possuímos remédio salutar para que saremos na qualidade de enfermos encarnados ou desencarnados.



Médium: Francisco Cândido Xavier. Do livro "Vinha de Luz". Ditado pelo Espírito Emmanuel.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

PARA RECEBER ALTA

Se você está acamado, pense nisso com atenção:

--- a irritação somente agrava a enfermidade;

--- o medo aprisiona sua força interna de cura;

--- a descrença enfraquece o poder dos remédios;

--- o pessimismo cerra as portas para qualquer auxílio espiritual que venham a lhe prestar;

--- a revolta afasta a simpatia das pessoas encarregadas de lhe oferecerem amparo;

--- o desespero é porta aberta a novas doenças;

--- a tristeza faz abater o ânimo de suas células;

Por pior que lhe pareça a situação, aguente firme, saiba que qualquer prognóstico de cura passa necessariamente por uma mudança positiva dos seus humores.

O apóstolo Paulo recomenda que sejamos transformados pela renovação das nossas mentes. A doença quer provocar exatamente isso : uma renovação da sua maneira de entender o mundo. Os dias em um leito podem ser excelentes para esse propósito.

Você não quer sair logo da cama? Então começe mudando um pouquinho o seu humor. Seja mais gentil com as pessoas à sua volta, brinque com os enfermeiros, seja simpático com as visitas, tente ao menos um sorriso. Cultive a esperança, pois suas células são como soldados que obedecem ao comando da sua mente. Quem abandona a esperança, abandona também a saúde.

Mudemos a percepção da situação, procuremos extrair os aspectos positivos que a enfermidade nos trouxe. Eles existem, sim. Basta ter boa vontade para encontrá-los. Não sejamos tão ranzinzas. A saúde corre dos birrentos.

Não levemos tão a sério a doença, não fiquemos tão ligados a bulas, exames e sintomas, tampouco aos prognósticos sombrios dos médicos. Saibamos que Deus tem estradas para você onde os médicos não encontram mais caminhos.

Já está um pouquinho melhor, não é mesmo?


Médium: José Carlos De Lucca. Do livro "O Médico Jesus".