sexta-feira, 15 de novembro de 2013

INEXORAVELMENTE

É da lei o axioma que “cada um evolui com o esforço próprio” e que “a colheita é a resposta da sementeira”.
Fadado à perfeição, o Espírito adquire sabedoria mediante as experiências que vive, conquistando, palmo a palmo, os espaços da evolução.

Quando erra, repete o tentame até acertá-lo.
Quando prejudica, volve a reparar, auxiliando a quem afligiu.
Desse modo, o trabalho é pessoal e intransferível.
Embora receba ajuda, orientação e estímulo, a ação é de cada um.

Semeando sempre, porque a cada ação corresponde uma equivalente reação, seguirás adiante conforme te proponhas e te empenhes por executá-lo.
Ocorrendo injunções afligentes que te levem à dor, conscientiza-te de que são necessárias para mais valiosas conquistas morais, e esparze bondade embora as circunstâncias dolorosas.
O que hoje te chega, foi arrojado ontem.
Da mesma forma, o que ora aciones, reencontrarás mais tarde.
Não desperdices este momento recorrendo a queixas e a lamentações que somente perturbam e geram mal-estar.
Uma atitude otimista e uma realização fecunda fomentam resultados positivos que se transformam em conquistas libertadoras.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MEDITAÇÃO

Reserva-te alguns minutos para a meditação antes de tomares atitudes, de assumires compromissos.
Os melhores conselhos que recebas são guias e não soluções.
Os teus problemas pertencem-te e a ti cabe solucioná-los.
Transferir responsabilidades para os outros é fugir ao dever.
Como não é justo que te acredites responsável por tudo, também não é correto que culpes os outros por todas as ocorrências infelizes que te alcancem.
Renovação moral é compromisso para já, e não para oportunamente.
Cada vez que postergas a ação dignificadora em favor de ti mesmo, as circunstâncias se tornam mais complexas e difíceis.

Em ti próprio estão as respostas para as interrogações que bailam em tua mente.
Aclimata-te ao silêncio interior e ouvirás com clareza as diretrizes para equacioná-las.
No dia-a-dia aprenderás a te encontrares, se o intentares sempre.
Um dia é valioso período de tempo, cheio de incidentes para serem resolvidos e rico de oportunidade para elevação pessoal.
Ganha cada momento, fazendo uma após a outra cada tarefa, e terminarás a jornada em paz.
Reflexiona, portanto, antes de agires, para que, arrependido, não venhas a meditar só depois.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

ANTE A CALÚNIA

É inevitável ser vítima da calúnia, que faz parte do orçamento moral de muitas pessoas, a fim de ser apresentada no mercado da leviandade humana.
Muitos se comprazem em urdi-la e desferi-la, por inveja, ciúme ou, simplesmente, por doença moral.
Outros se encarregam de divulgá-la, alegrando-se em fazê-lo, porque também são atormentados.

Não sintonizes com aqueles que vivem nessa faixa.
Igualmente não te permitas atingir pelas farpas caluniosas que te arrojam.
Vive de tal forma, que o caluniador fique desmoralizado por falta de provas.
Cada dia é lição que se transforma em vida, ao longo do teu caminho eterno.
Diariamente surgem episódios de calúnia, intentando alcançar alguém.
Assim, perdoa o caluniador. Ele não fugirá de si mesmo.

Contam que uma caluniadora buscou o seu confessor e narrou, arrependida, a sua insensatez.
Pedindo a absolvição para o triste delito, perguntou ao ouvinte atento qual era a sua penitência.
Aquele reflexionou e pediu-lhe que fosse ao lar e trouxesse uma almofada de plumas, subisse à torre da igreja e dali as espalhasse ao vento com máximo cuidado, e, após, viesse receber a competente liberação.
Tão logo terminou de fazê-lo, a confessa retornou e perguntou:
— E agora?
— Volta lá — respondeu o sacerdote — recolhe todas as plumas e refaze a almofada.
A calúnia são plumas ao vento que vão sempre adiante para a amargura do caluniador.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

MODA

Os caprichos da moda!
As criaturas engendram tormentos nos quais tombam de forma leviana e lamentável.
Dentre outros, assoma o que se refere à moda.

Versatilidade no vestir e calçar, variedade para usar.
Armários abarrotados e as pessoas lamentando-se ausência de trajes condignos para este ou aquele evento.
Noites insones por causa de um modelo; preocupações exageradas para a aquisição de uma indumentária.
Roupa exclusiva para causar sensação ou extravagante para chamar a atenção.
A vacuidade inspira formas de automaceração e de realização em disfarces de trapos de alto custo, que logo perdem o sentido.

Não são poucas as criaturas que se consideram infelizes por causa da moda, que as impede de estar em dia com os figurinos e os lançamentos últimos.

... E são portadoras de apenas um corpo!

Veste-te para que te sintas asseado e confortável na tua roupa.
Se for factível usar o que ora é aceito, fica à vontade para fazê-lo.
Se não puderes acompanhar os lançamentos, usa da simplicidade e veste o que te seja possível, sem tormento nem angústia.
Na maioria das vezes, ninguém nota como estás vestido, exceto quando chamas a atenção pela originalidade, pelo inusitado...
Importa o que és e não como te vestes.
O invólucro ajuda, porém, o importante mesmo é o produto que ele reveste.
Excesso, em moda, jamais!

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

CRÍTICA

Diante dos acontecimentos chocantes do dia-a-dia e face a determinados comportamentos equivocados que recebem aplauso geral, vem-te a tentação de criticar.
Algumas palavras bem colocadas, e serão suficientes para desmascarar mandatários inescrupulosos e indivíduos subservientes de conduta vil.
Quase todas as pessoas do círculo onde eles se movimentam, conhecem-lhes as falhas. 

Não obstante, sorriem com falsa anuência em relação à sua forma de viver, quase os detestando.
Tu, que procuras ser honesto contigo mesmo e com o teu próximo, ficas magoado, desejoso de te referires às deficiências que caracterizam essas pessoas e esses fatos.
Este procedimento em nada ajudará aos criticados, que se irritarão, carregando-se de ódio contra ti e passando a perseguir-te, piorando a própria situação.
A crítica ácida, inspirada pela revolta ou pelo ressentimento, não contribui para a mudança delas ou das ocorrências examinadas.
Ninguém gosta de sofrer críticas, mesmo quando merecidas.

A palavra gentil de ajuda e de esclarecimento produz melhor efeito do que a acusação, irada, a censura severa.
A tua melhor maneira de criticar o erro será agir com acerto, diferenciando-te pela forma de atuar, em relação àquele que se comporta irregularmente.
A força da retidão se expressa pela conduta, muito mais do que através das palavras.
Evita a crítica, forma sutil de vingança e, não raro, de despeito sórdido.
A tua vida deve tornar-se uma lição viva de correção e dignidade, sem que estejas apontando os erros e debilidades alheios.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

domingo, 10 de novembro de 2013

CRITÉRIO DE JULGAMENTO

Há uma tendência muito grande para o indivíduo supervalorizar ou desconsiderar as tarefas que executa.
Por processo de auto-afirmação, um grande número de criaturas se crê a razão pela qual o Sol se movimenta nos espaços, superestimando-se, em prosaico processo de engrandecimento pessoal.
Não se dão conta de que todos possuem critérios de avaliação e de julgamento, derrapando no ridículo que poderiam evitar.
Tornam-se, assim, desagradáveis no trato e na convivência, evitados por uns e antipatizados por outros.

Da mesma forma, encontramos larga faixa de pessoas que se subestimam e não concedem o valor que merecem às suas realizações.
Crêem-se incapazes para qualquer atividade e supõem-se dispensáveis em toda parte.
Pessimistas, por índole, fazem-se desestimulantes e arredios, caindo em frustrações desnecessárias.

Dá o valor real aos teus atos.
Se poderias fazer melhor o que te parece imperfeito, logra-o da próxima vez.
Se consideras insignificante o teu feito, menor seria sem ele.
Se outros realizam com mais eficiência qualquer coisa, exercita-te e chegarás à mesma posição dele.
Todas as ações positivas são importantes no contexto geral da vida.
Até mesmo o erro tem o sentido de ensinar como se não deve fazer o que ora resulta prejudicial.
Esforça-te um pouco mais, quando estiveres produzindo algo, e, mediante o teu critério de julgamento, valoriza sem excesso nem depreciamento o que faças, pensando na finalidade para que se destina.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

sábado, 9 de novembro de 2013

FILOSOFIA DA COMPREENSÃO


No transcurso de um dia, não faltam motivos para revides, agressões, quedas morais.
Uma pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra, irreverente, diz-te um doesto e segue, sorrindo.
Mais alguém, em desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe inspiras.
Outrem mais, de quem sabes que te censura, e, mentindo contra ti, acusa-te, levianamente...
Tens vontade de reagir.
“Também sou humano” — costumas pensar.
Somente que reações semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior, e não pela sua mesquinhez.
Ninguém passa, na Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.
O que se não possui, é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.

Não é necessário que se te despersonalizes evitando apresentar-te conforme és.
Faz-se mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos outros.
Lapidando as tuas arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.
Será que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes?
Segue em paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da compreensão e da solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.
Isto será melhor para ti e para todos.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.