sexta-feira, 11 de outubro de 2013

30 MANEIRAS DE TRATAR UMA PESSOA COM DEFICIÊNCIA


Como tratar...


1. Errado: Evitar falar com os deficientes sobre coisas que uma pessoa normal pode fazer e eles não.

Certo: Conversar normalmente com os deficientes, falando sobre todos os assuntos, pois é bom para eles saberem mesmo das coisas que não podem ouvir, ver ou participar por causa da limitação de movimentos.

2. Errado: Elogiar ou depreciar uma pessoa deficiente, somente por ela ser limitada.

Certo: Tratar o deficiente como alguém com limitações específicas da deficiência, porém com as mesmas qualidades e defeitos de qualquer ser humano.

3. Errado: Superproteger o deficiente, fazendo coisas por ele.

Certo: Permitir que o deficiente desenvolva ao máximo suas potencialidades, ajudando-o apenas quando for realmente necessário.

4. Errado: Chamar o deficiente pelo apelido relativo à sua deficiência (ex.: surdinho, surdo, mudo, cego, maneta etc.), pois ele pode se ofender.

Certo: Chamar a pessoa deficiente pelo nome, como se faz com qualquer outra pessoa.

5. Errado: Dirigir-se à pessoa cega como se ela fosse surda, fazendo esforço para que ela ouça melhor. O cego não é surdo.

Certo: Conversar com o cego em tom de voz normal.

6. Errado: Referir-se à deficiência da pessoa como uma desgraça, como algo que mereça piedade e vá ser compensado no céu.

Certo: Falar da deficiência como um problema, entre outros, que apenas limita a vida em certos aspectos específicos.

7. Errado: Demonstrar pena da pessoa deficiente.

Certo: Tratar pessoa deficiente como alguém capaz de participar da vida em todos os sentidos.

8. Errado: Usar adjetivos como "maravilhoso", "fantástico" etc., cada vez que se vê uma pessoa deficiente fazendo algo que aparentemente não conseguiria (por exemplo, ver o cego discar o telefone ou ver as horas, ver um surdo falar e/ou compreender o que lhe falam).

Certo: Conscientizar-se de que a pessoa deficiente desenvolve estratégias diárias e superando normalmente os obstáculos, e não mostrar espanto diante de um fato que é comum para o deficiente.

9. Errado: Referir-se às habilidades de um deficiente como "sexto sentido" (no caso do cego e surdo, por exemplo) ou como uma "compensação da natureza".

Certo: Encarar como decorrência normal da deficiência o desenvolvimento de habilidades que possam parecer extraordinárias para uma pessoa comum.


10. Errado: Evitar usar as palavras ver, ouvir, andar, etc., diante de pessoas que sejam cegas, surdas ou privadas de movimentos.

Certo: Conversar normalmente com os deficientes, para que eles não se sintam diferenciados por perceptível constrangimento no falar do interlocutor.

11. Errado: Deixar de oferecer ajuda a uma pessoa deficiente em qualquer situação (por exemplo, cego atravessando a rua, pessoa de muleta subindo no ônibus etc.), mesmo que às vezes o deficiente responda mal, interpretando isto como gesto de piedade. A maioria dos deficientes necessita de ajuda em diversas situações.

Certo: Ajudar o deficiente sempre que for realmente necessário, sem generalizar quaisquer experiências desagradáveis, atribuindo-as somente a pessoas deficientes, pois podem acontecer também com as pessoas normais.

12. Errado: Supervalorizar o deficiente, achando que ele pode resolver qualquer problema sozinho (por exemplo, o cego alcançar qualquer porta apenas contando os passos, sem que alguém indique a direção).

Certo: Conscientizar-se de que as limitações de um deficiente são reais, e muitas vezes ele precisa de auxílio.

13. Errado: Recusar a ajuda oferecida por uma pessoa deficiente, em qualquer situação ou tarefa, por acreditar que não seja capaz de realizá-la.

Certo: Confiar na pessoa deficiente, acreditando que ela só lhe oferecerá ajuda se estiver segura de poder fazer aquilo a que se propõe. O deficiente conhece melhor do que ninguém suas limitações e capacidades.

14. Errado: Ao falar, principalmente com o cego, dirigir-se ao acompanhante do deficiente, e não ao deficiente, como se ele fosse incapaz de pensar, dizer e agir por si.

Certo: Dirigir-se sempre ao próprio deficiente, quando o assunto referir-se a ele, mesmo que esteja acompanhado.

15. Errado: Agarrar a pessoa cega pelo braço para guiá-la, pois ela perde a orientação.

Certo: Deixar que o cego segure no braço ou apoie a mão no ombro de quem o guia.

16. Errado: Agarrar pelo braço pessoas com muletas, ou segurar abruptamente uma cadeira de rodas, ao ver o deficiente diante de uma possível dificuldade.

Certo: Ao ver o deficiente diante de um possível obstáculo, perguntar se ele precisa de ajuda, e qual a maneira correta de ajudá-lo. Agarrar um aparelho ortopédico ou uma cadeira de rodas, repentinamente, é uma atitude agressiva, como agarrar qualquer parte do corpo de uma pessoa comum sem aviso.

17. Errado: Segurar o deficiente, na tentativa de ajudá-lo, quando já houver uma pessoa orientando-o, principalmente no caso do cego.

Certo: Quando houver necessidade ajuda ou orientação, apenas uma pessoa deve tocar o deficiente, a não ser em situações muito específicas, que peçam mais ajuda (por exemplo, carregar uma cadeira de rodas para subir uma escada).

18. Errado: Carregar o deficiente, principalmente o cego, ajudá-lo a atravessar a rua, tomar condução, subir ou descer escadas.

Certo: Auxiliar o deficiente nestas situações apenas até o ponto em que realmente seja necessário, para evitar atrapalhá-lo mais.

19. Errado: Pegar a pessoa cega pelo braço para colocá-la na posição
correta de sentar numa cadeira.

Certo: Colocar a mão do cego sobre o espaldar da cadeira e deixar que ele se sente como achar melhor.

20. Errado: Guiar a pessoa cega em diagonal quando atravessar a rua.

Certo: Atravessar o cego sempre em linha reta, para que não perca a orientação.

21. Errado: Tratar o deficiente com constrangimento, evitando falar sobre sua deficiência.

Certo: Conversar naturalmente com o deficiente sobre sua deficiência, evitando porém perguntas em excesso. Na maioria dos casos, ele preferirá falar normalmente sobre aquilo que é apenas parte de sua vida, e não uma coisa anormal ou extraordinária, como possa parecer ao interlocutor.

22. Errado: Levar o cego a qualquer lugar onde haja mais pessoas e entrar como se ele pudesse ver quem está no recinto.

Certo: Apresentar o cego a todas as pessoas que estejam num local onde ele é levado por outra pessoa vidente.

23. Errado: Ao receber um cego em sua casa, deixá-lo orientar-se sozinho.

Certo: Ao receber um cego em sua casa, mostre-lhe todas as dependências e os possíveis obstáculos, e deixe que ele se oriente, colocando-se disponível para mostrar-lhe novamente alguma dependência, caso ele ache necessário.

24. Errado: Constranger-se em avisar o cego de que ele está com alguma coisa errada na sua vestimenta ou aparência física, ou que está fazendo movimentos não usuais, como balançar-se ou manter a cabeça baixa durante uma conversa.

Certo: Conscientizar-se de que o cego, por não enxergar, não segue o padrão de imitação visual, não podendo, portanto, seguir o comportamento aparente das pessoas videntes. Avisar o cego sempre que perceber que ele está com aparência ou comportamento fora do padrão social normal, evitando que ele caia no ridículo.

25. Errado: Avançar subitamente sobre a pessoa deficiente por achar que ela não vai conseguir realizar uma tarefa (por exemplo, quando o cego está levando o garfo à boca), se o deficiente não solicitar ajuda.

Certo: Permitir que o deficiente realize sozinho suas tarefas, mesmo quando lhe pareça impossível. Só se deve socorrê-lo em caso de perigo.

26. Errado: Agarrar a pessoa cega com intuito de orientá-la quando ela está caminhando normalmente na rua.

Certo: Deixar que o cego aprenda por si só a transpor os obstáculos da rua, pois ele é capaz de fazê-lo sozinho. Segurar seu braço, exceto no sinal ou diante de algum perigo real, na verdade o desorienta.

27. Errado: Chamar a atenção para o aparelho de surdez.

Certo: Estimular o uso do aparelho, encarando-o com a mesma naturalidade com que são vistos os óculos.

28. Errado: Gritar de longe e/ou às costas de uma pessoa surda para chamá-la.

Certo: Para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja de costas, deve-se tocá-la, de leve, no braço, antes de começar a falar com ela.

29. Errado: Gritar para chamar a atenção de uma pessoa surda que esteja em perigo.

Certo: Procurar chegar até ela o mais rapidamente possível, procurando ajudá-la. Lembrar que uma pessoa que atravessa a rua poderá ser surda, podendo, por isso, não ouvir a buzina do carro. 




30. Respeite-o!


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

SEPARAÇÕES E CONSCIÊNCIA


Não são poucos nem novos os argumentos e movimentos favoráveis às separações conjugais, ao se verificar que as estruturas da convivência estão abaladas no quotidiano.

Variadas sociedades apresentaram a opção separatista para os casais, silenciando quanto a quaisquer me­canismos e formas capazes de atenuar o problema, contorná-lo ou mesmo desfazê-lo.

A separação, seja qual for o tratamento legal com que se recubra, seja separação simples, desquite ou divórcio, em sendo uma medida extrema para os envolvidos nas dificuldades, somente deveria ser evocada e aplicada em casos igualmente extremos, quando o desrespeito humano chegasse ao absurdo ou a violência despenhasse para a agressão física ou para os disparates morais, capazes de promover ainda piores resultados.

Ninguém deverá ser forçado a conviver com alguém com quem não se ajusta ou não mais se ajusta, quando tenha tido o ensejo da experiência a dois. Ao mesmo tempo não se deverá menosprezar os sinais da responsabilidade decorrente das escolhas levianas, dos conúbios da paixão enganadora, nos quais um procura iludir o outro com mentirosos envolvimentos para o abandono de mais tarde.

Sem hesitação, afirmamos que toda separação traumatiza o psiquismo de um ou de outro, ou dos dois, em admitindo que as pessoas não são feitas de mármore, frias ainda que tentem passar essa imagem aos que as cercam ou se esforcem por não incomodar os afetos e amigos.

As dúvidas intensas quanto às razões verdadeiras da desunião misturam-se aos sentimentos de insegurança quanto ao desempenho conjugal, nos vários lances a que se presta.

Desalentam o recomeço da vida afetiva e as incertezas quanto aos riscos de enveredar-se por outras experiências de construção do lar ou quanto às vantagens de permanecer sozinho, diante da carência de aconchego e de companhia compartilhados no bojo doméstico.

Os estigmas sociais em diversas regiões, não obstante o caráter de modernidade que têm tomado, somam-se à angústia de ter-se que explicar aos filhos, quando existam, os porquês de tudo e de quem é a responsabilidade maior pelo sucedido infausto.

É muito comum que se encontre um dos separados lançando a mente dos filhos contra a imagem do outro, sem qualquer noção do veneno tremendo que é destilado e do quanto o problema se ampliará para todos os implicados na questão dificultosa.

Minha irmã e meu irmão, ninguém duvida das lutas e das frustrações que costumam perturbar a senda dos seus anseios matrimoniais. Ninguém seria tolo ao ponto de descrer dessas problemáticas portas adentro do seu refúgio doméstico. Entretanto, pensem que a separação não deverá ser a primeira opção na pauta de soluções dos seus dramas conjugais.

É válido não trocar desnecessariamente um problema áspero, às vezes, por outro que não será menos rude, tendo-se em vista que no mundo ninguém é detentor da totalidade das virtudes. Valem a pena as tentativas que o respeito a si mesmo e o equilíbrio ético-moral-mental recomendam, para resgatar o lar mergulhado em situações ameaçadoras.

É válido tentar-se o diálogo esclarecedor, o carinho límpido, o acompanhamento solidário, a oração honesta e profunda, a prodigiosa cooperação fluidoterápica ou mesmo a procura de algum profissional equilibrado e digno, que respeite a construção familiar, a fim de evitar a separação definitiva.

A consciência do dever cumprido, porém, e a certeza de que tudo foi tentado em nome do bom senso e da grandeza moral, para a mantença do ninho doméstico, permitirá a uma parte ou outra o desatamento dos vínculos sociais do consórcio matrimonial, muito embora não se possa garantir o desatamento dos vínculos espirituais que estejam nas bases do processo conjugal.

Evite, então, o quanto possa, a opção do abandono do outro, principalmente se você, por crer em Deus e nas Suas Leis de sabedoria plena, estiver disposto a testar as suas próprias resistências e convicções, suportando um pouco mais e, além disso, contribuir para que tudo possa modificar-se de maneira mais feliz.

Se o seu caso é daqueles em que a separação já é uma realidade, sem possibilidades de retroagir, aprume-se perante as leis cósmicas vigentes em sua consciência, a fim de conquistar calma e entusiasmo de viver.

Fuja das aventuras promíscuas e fúteis supondo estar livre e desimpedido. Você poderá ter-se liberado da presença da outra pessoa, contudo, nunca se livrará da consciência que pulsa, que se manifesta em seu íntimo. Viva com correção e saúde, sem se permitir adoecer no desalinho espiritual, nos comprometimentos inferiores.

Se você já se envolveu em nova união conjugal, com a pessoa que mereceu sua confiança e que lhe sensibilizou a alma, tenha, agora, maiores cuidados, buscando superar os seus próprios conflitos, caprichos e erros, com­preendendo as deficiências da sua alma escolhida, em virtude de que a vida na Terra não pode ser transformada num mero brinquedo em suas mãos.

Não alimente revoltas, não reabasteça as labaredas do ódio, não mantenha indiferença para com aqueles que lhe partilharam a vida doméstica. Antes, ore por eles, como, onde e com quem estejam, a fim de que, sabendo que num dia ou noutro, no porvir, você será chamado a retomar os passos deixados para trás, de modo a corrigi-los, não pese nos seus ombros a canga de maiores remorsos por haver contribuído para a infelicidade de outros, por meio de suas vibrações e energias envenenadas, desfechadas pelo seu temperamento rebelde ou por seu humor sombrio.

Em todo e qualquer caso, entregue-se ao Pai dos Céus. Faça um profundo exame das dificuldades deixadas na retaguarda e das benditas possibilidades entrevistas à frente e siga contente na busca de maior plenitude e de identificação gradativa com a vontade de Deus, nos percursos que você está fazendo nas lides terrenas.




(BRITO, Thereza de (Espírito). Vereda Familiar. [psicografado por] J. Raul Teixeira. 5ª ed. Niterói, RJ: Fráter Livros Espíritas, 2004. Capítulo 08

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

ANTE OS PEQUENINOS


A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.  
Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxilio, educação e entendimento.

Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala e faz.

A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.

Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.

Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.

A criança é um capitulo especial no livro do seu dia-a-dia.

Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.

Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na essência pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.

Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.



Francisco CândidoXavier/André Luiz.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

ANTIPATIAS! MAS SERÁ MESMO DE VIDAS PASSADAS?


Jesus, o maior sábio que passou por nós, ensinava-nos a surpreender.
Se te fizerem o mal, não rebatas, ao contrário, faz todo o bem possível, dizia ELE...
A mensagem de Jesus fez-me lembrar uma situação que passei há alguns anos. Eu nutria certa antipatia por determinada pessoa por conta de sua religião, naquela arcaica mania de considerar que apenas aquilo que cremos leva-nos à verdade.
Ela, porém, talvez captando meus fluidos antipáticos não me destilou dardos mentais ou se afastou.
Fez o contrário.
Sem falsidade ou ironia descobriu o que eu gostava de comer e presenteou-me com a guloseima.
Uma atitude simples, sem alarde, mas que me fez refletir sobre minha antipatia gratuita.
Quando adoeci em 2011, lá estava ela com suas orações, pedidos aos santos e vibrações em meu benefício.
Sim, era e foi possível sermos amigos.
Somos até hoje.
Fico a refletir naquelas pessoas que nutrem antipatia gratuita por outras e não se dão o trabalho de refletir nas razões... Certamente perdem ótimas oportunidades de enriquecer a existência fazendo amigos...
O Espiritismo nos ensina que ninguém é mau apenas porque nutre antipatias por esta ou aquela pessoa.
Em muitas ocasiões a antipatia é oriunda da falta de afinidade de idéias. No entanto, os Espíritos afirmam também que quanto mais evoluirmos menos antipatias teremos no universo, este lar que nos abriga.
Natural que seja assim, afinal, estamos caminhando para o equilíbrio e seres equilibrados não andam por ai “caçando antipatias”.
Obviamente que as antipatias podem ter residência em existências passadas, contudo, nem sempre é assim. Não raro as antipatias são oriundas de uma certa “má vontade” de nossa parte em compreender o ponto de vista do outro, ou enxergar suas virtudes.
Não é legal depositarmos a nossa antipatia apenas na conta das existências passadas. “São desafetos”, dizem os mais apressados.
Esta é uma idéia muito rasa.
Ora, se Deus nos proporcionou o esquecimento temporário uma das razões é justamente a de que é necessário ter um pouco de boa vontade para superar alguns traumas passados.
Recordo-me de um amigo, muito rico, que comentou certa vez: “ Minha maior conquista nesta existência não foram os apartamentos, empresas e terrenos que possuo... Minha maior conquista foi ter reconciliado-me com meu pai. Almas antipáticas, conseguimos superar com muito esforço o que nos desunia. Hoje, embora tenhamos divergências, convivemos de forma pacífica e somos, QUEM DIRIA?! bons amigos”...
Que beleza! Como é bom poder enfrentar nossos próprios fantasmas e dar o grito de libertação do egoísmo que caracteriza o homem antigo.
Fiquei feliz pelo meu amigo...
Que possamos, dentro da medida do possível refletirmos nas razões que nos levam a ter antipatia por A, B ou C.
O mestre orientava que em casos de antipatia, ofensas, dificuldades, façamos o contrário, exercitemos a boa vontade.
As lições de Jesus são tão simples, pena que muitas vezes complicamos...
Pensemos nisto!

Wellington Balbo

 

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AS QUATRO ESTAÇÕES DA VIDA


Primavera, Infância...

Como as flores na primavera...
nascemos, desabrochamos para a vida.
Na infância tudo é lindo...
tudo é alegria, nos sentimos protegidos...
Temos a presença de nossos pais, o amor de nossa
mãe, que transforma o choro de alguns momentos
em risos... Como num passe de mágica.
Somos felizes...


Verão, Juventude...


Os dias quentes de verão
nos fazem sentir toda a força da juventude...
somos felizes.
sonhamos, amamos, sorrimos
choramos com algumas desilusões amorosas
mas...somos jovens, tudo passa...
Voltamos a amar
a sonhar e a sorrir...
sentimos em toda a plenitude
a força da juventude...
Temos a alegria e a esperança dentro de
nossos corações... somos felizes.


Outono, Maturidade...


Não somos mais jovens
mas... não somos velhos.
O outono nos traz a maturidade
somos mais adultos, mais equilibrados,
mais preparados e seguros, para tomarmos
nossas decisões...
às vezes certas, ás vezes erradas
mas, somos livres para decidir nossas vidas
sem que ninguém nos diga o que fazer...
às vezes erramos, mas sempre querendo acertar...


Inverno, Velhice...


Chegou o inverno e com ele vem as tardes frias
as noites intermináveis de solidão e tristeza...
Mas, vem também a lembrança do que vivemos.
Os dias e horas felizes, que
passamos com a pessoa amada...
O amor, o companheirismo que tivemos...
as horas felizes com a família, que construímos...
As alegrias que nossos filhos nos proporcionaram...
É um misto de dor, tristeza , alegria e muita saudade...
Mas é também a vontade de agradecer a Deus,
por nos deixar viver as quatro
estações da vida com dignidade...


Texto: Dolores F. de Barros

 

domingo, 6 de outubro de 2013

RECOMEÇO

Não gastes a riqueza do tempo com lamentações improdutivas, nem destruas o valor das horas no fogo da agitação.
Cala-te e pensa:
- Sofreste talvez prejuízos enormes.
- Provavelmente caíste em erro.
- Padeces desenganos que jamais esperaste.
- Encontraste problemas que te parecem insolúveis.
- Fracassaste naquilo que entendias como sendo o melhor em teu favor.
Entretanto, queixas e aflições vazias, não te amparam de modo algum.
Reflete em teu arsenal interior de recursos e bênçãos e surpreenderás um tesouro de energias em ti mesmo, cujo acesso descobrirás, meditando simplesmente nestas duas palavras:

- POSSO RECOMEÇAR!...

Chico Xavier - Emmanuel

sábado, 5 de outubro de 2013

ALGUÉM PARA AMAR

Alguém para Amar
O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.
O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.
Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:
Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.
Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.
Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.
Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.
Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.
Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.
Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.
Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lO. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.
Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.
Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.
Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.


Redação do Momento Espírita