sexta-feira, 13 de setembro de 2013

DEFINIÇÕES


Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue.
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta um capítulo. 
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego. 
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair de seu pensamento. 
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa. 
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára. 
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido. 
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que pode ser que nem exista. 
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora. 
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer que seja. 
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento. 
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado. 
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes. 
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração. 
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma. 
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. 
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente, não podia. 
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário. 
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume o mandato. 
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele. 
Paixão é quando apesar da palavra "perigo" o desejo chega e entra. 
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado. 
Não... Amor é um exagero... também não. 
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego? 
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação, esse negócio de amor, não sei explicar"...

Mario Prata

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A CASA SOBRE A ROCHA


Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

DELEGADO DA POLÍCIA PARANAENSE TENTA PROVAR CIENTIFICAMENTE, ATRAVÉS DA IDENTIFICAÇÃO DE IMPRESSÕES DIGITAIS, A EXISTÊNCIA DA REENCARNAÇÃO. SERÁ QUE LEVAMOS NOSSAS DIGITAIS NOS SUCESSIVOS PROCESSOS REENCARNATÓRIOS?


Érika Silveira escreveu no Especial REENCARNAÇÃO
a seguinte matéria: "Pesquisando impressões digitais de criminosos e cadáveres por meio do DNA há mais de 15 anos, João Alberto Fiorini de Oliveira, membro do Departamento de Polícia Científica e delegado-chefe da Delegacia de Investigação Criminal da Polícia Civil do Paraná, desenvolveu um projeto que pretende alterar
o sistema de identificação humana. Caso seja implantada, a técnica permitirá uma identificação mais precisa das digitais a partir do nascimento do indivíduo,
substituindo o famoso “teste do pezinho” (utilizado atualmente em maternidades e hospitais brasileiros) por uma fotografia ampliada do dedo indicador do recém-nascido.
As informações, captadas por um microscópio cirúrgico acoplado a  um microcomputador e à internet, seriam enviadas diretamente do prontuário do bebê para o Instituto Nacional de Identificação, em Brasília (DF). Feito a partir da coleta do material genético dos pais e dos recém-nascidos, o processo objetiva inibir fraudes documentais e tráfico de bebês, além de auxiliar o trabalho da polícia criminalista em investigações como falsificação de assinaturas e documentos, detecção de cristais de pólvora nas mãos dos criminosos após o uso de armas de fogo etc.
No entanto, por pesquisar a espiritualidade com interesse pessoal há alguns anos, paralelamente ao trabalho policial, o delegado Fiorini aponta uma confirmação da reencarnação através das impressões digitais, que seriam exclusivas de cada indivíduo no decorrer de suas várias reencarnações. Embora os casos não estejam comprovados e reconhecidos pela comunidade científica, suas pesquisas indicam uma ligação muito forte entre vidas passadas. De cunho
científico, os estudos contam com diversos testes, inclusive digitais deixadas por espíritos em luvas de parafina, presentes em museus espíritas como o André
Luiz, em São Paulo (SP) e o Museu Nacional do Espiritismo, em Curitiba (PR).
Com o propósito de se aprofundar ainda mais no assunto, Fiorini aceita pesquisar casos de pessoas que tenham fortes indícios de reencarnações passadas através de documentos deixados pelos antepassados, com ênfase para os que registrem as impressões do polegar, embora o prazo máximo para averiguação seja de, no máximo, 100 anos.


Em 07 de outubro de 2001, o jornal Gazeta do Paraná publicou uma matéria sobre uma investigação feita por Fiorini. Segundo o jornal, o caso, ocorrido em São Paulo e relatado no livro "Oito Casos de Reencarnação", do dr. Hernani Guimarães Andrade, estudioso do assunto no Instituto Brasileiro de Pesquisa Psicobiofísica, foi indicado pelo próprio autor para a pesquisa do delegado.
“Nesse caso, as impressões digitais puderam ser comparadas devido à existência de um irmão gêmeo do falecido, univitelino, que se suicidou há mais de 50 anos. A hipótese de reencarnação na mesma família veio com o nascimento de uma sobrinha dos gêmeos, que passou a vida inteira relatando vários detalhes da vida do tio falecido, sem saber do que se tratava. Fiorini comparou as digitais da moça com as do tio vivo, com o mesmo código genético. A comparação confirmou serem da mesma pessoa as digitais, o que é impressionante, pois se considera uma escala de 12 a 40 pontos característicos no traçado dos dedos para que as digitais sejam pelo menos semelhantes. Nesse caso, os pontos característicos chegaram a 40”, explica a matéria, que lembra ainda: “Um fato curioso que o delegado aponta é que as pesquisas genéticas não indicaram nenhum gene responsável pela formação das digitais. Fiorini levanta a hipótese de que realmente haja alguma determinação além do mundo físico para a formação dessas exclusivas linhas dos dedos de cada um de nós”.
O delegado Fiorini investigou um outro caso de reencarnação em dezembro de 2001, aproveitando suas férias em Campos do Jordão (SP), conforme relatou
o jornal O Estado do Paraná em sua edição de 08 de janeiro de 2002. Segundo a matéria, Fiorini teria encontrado um grande número de coincidências que po-
dem ser a prova de que realmente existam outras vidas. “A mãe do garoto Felipe (nome fictício) dizia que seu filho, aos dois anos de idade, ao passar por uma
ponte na cidade de Santos (SP), afirmava que tinha morrido ali, em um acidente no qual o gol vinho caiu no rio. Ele também falava o nome de Augusto Ferreiro e da cidade de Campos do Jordão, da qual detalhava peculiaridades mesmo sem nunca tê-la conhecido, como o clima frio e a quantidade de flores azuis (hortências) na rua”, conta o texto.
Ainda segundo a matéria de  O Estado do Paraná, “ao procurar por Augusto Ferreiro, o delegado Fiorini descobriu que ele era um senhor de idade já avançada, de família humilde, que, por muito tempo, exerceu a função de entalhador em madeira. A princípio, Ferreiro descartou a investigação, alegando não ter ninguém vítima de afogamento na família, mas depois de um sonho com o neto que não via há muito tempo, ele descobriu que esse menino já havia mor-
rido, vítima de afogamento, no Rio do Boi, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Fiorini foi a fundo no caso e descobriu que Fernando (nome fictício) era
o filho de uma das filhas de Ferreiro, que era mãe solteira e tinha sérios  problemas de saúde. Na investigação, ele constatou que o menino, falecido em 1986, aos seis anos de idade, chegou realmente a conhecer a cidade de Campos do Jordão, pois morou com seu avô durante oito meses, quando sua mãe passava por tratamento de saúde”.
Por fim, o texto do jornal paranaense conta que, “segundo o delegado, as datas também coincidem para a tese de reencarnação. Fernando nasceu em 1980, em Ubatuba, e faleceu também lá, em 1986.
Por sua vez, Felipe só veio a nascer em 1988, na cidade de Santos. E um tio de Fernando realmente teve um gol vinho. Infelizmente, não foi possível o teste das digitais, pois Fernando morreu muito novo. Mas as coincidências são muitas e apontam para o mesmo caminho: a reencarnação”.




















João Alberto Fiorini de Oliveira, Delegado que investiga a reencarnação.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A PROTEÇÃO DE SANTO ANTÔNIO

Conta-nos venerando amigo que Antônio de Pádua, no luminoso domicílio do plano superior, onde trabalha na extensão da glória Divina, continuamente recebia preces de pequena família dos montes italianos.

Todos os dias era instado a prestar socorros e enlevava-se com as incessantes manifestações de tamanha fé.

O admirável taumaturgo, por vezes, nas poucas horas de lazer, recreava-se anotando o registro dos petitórios, procedentes daquele reduzido núcleo familiar.

Sorria, encantado, relacionando-lhes as solicitações.

O grupinho devoto suplicava-lhe a concessão das melhores coisas.

Lembrava-lhe o nome, a propósito de tudo.

Nas enxaquecas dos donos da casa.

Nos sonhos das filhas casadoiras.

Nos desatinos do rapaz. Nos sapatos das crianças.

O santo achava curiosa a repetição das rogativas.

Variavam de trimestre a trimestre, repetindo-se, porém, cronologicamente.

Assim é que determinava aos colaboradores o fornecimento de recursos sempre iguais, de conformidade com as estações.

Dinheiro e utilidades, socorro e medicação, alegria e reconforto.

Reproduziam-se os votos, na atividade rotineira, quando Santo Antônio reparando, mais detidamente, as notas de que dispunha, verificou, surpreso, que aquele punhado de crentes confiantes não apresentara, ainda, nem um só pedido de trabalho.

O protetor generoso meditou, apreensivo, e como a devoção continuasse, fresca e ingênua por parte dos beneficiários, deliberou visitá-los pessoalmente.

Expediu aviso prévio e desceu, no dia marcado, para verificações diretas.

Desejava inteirar-se de quanto ocorria.

De posse da notificação, celestino, inteligente cooperador espiritual dele, veio esperá-lo, não longe da residência humilde dos camponeses.

O iluminado solicitou notícias e o companheiro de boas obras respondeu,
respeitoso.

Em breve, sabereis tudo.

Com efeito, daí a momentos penetravam em pequeno recinto rural, uma casa antiga, um jardim abandonado, um quintal escarpado entregue ao mato inútil e um telheiro a ruir, fingindo estábulo, onde uma vaca remoia a última refeição.

Entraram.

Na sala, em trajes domingueiros de regresso da missa, um casal de velhos ouvia a conversação dos filhos, um jovem robusto, duas moças casadoiras e duas crianças.

Santo Antônio abençoou o quadro doméstico, observando que a sua efígie era guardada carinhosamente por todos.

As impressões verbais eram intercaladas de louvores ao seu nome.

De instante a instante, assinalava-se o estribilho:

Graças a Santo Antônio!

Voltando-se para o cooperador atento, o prestigioso amigo celeste pediu
esclarecimentos quanto aos serviços do grupo.

Foi informado, então, de que nenhum dos membros daquela comunidade possuía trabalho certo, convenientemente remunerado.

Celestino, aliás, terminou sem circunlóquios:

O pessoal gira em torno de uma vaca, que torno participante de vossas bênçãos.

Como?

Indagou o santo, admirado.

O pai, que se diz doente, angaria capim, de modo a alimentá-la.

As Jovens ordenham-na duas vezes por dia.

O rapaz conduz o leite à vila para
vender.

Bolinha, a vaca protetora, sai do quintal somente cinco dias por ano, quando passeia junto a rebanho próximo, é obrigada a fornecer seis a oito litros de leite, em média diária, e um bezerro anualmente.

A dona da casa envolve-a em atmosfera de doce agasalho e os meninos escovam-na cuidadosamente.

Apesar disso, porém, vive abatida, entre as cercas do escarpado curral.

Sabendo nós quanto amor consagrais a esta granja, repartimos com a humilde vaquinha as dádivas incessantes que vossa generosidade nos envia.

Desse modo, garantimos-lhe a saúde e o bem-estar, porquanto, se a produção dela cair, que sucederá aos vossos despreocupados devotos?

Bolinha é tudo o que lhes garante o pão e a vestimenta de hoje e de amanhã.

Antônio dirigiu-se ao estábulo, pensativo...

Acariciou o animal heróico e voltou ao interior.

Na palestra intima, animada, ouvia-se, de momento a momento:

— Louvado seja Santo Antônio!

— Viva Santo Antônio!

— Santo Antônio rogará por nós!

De permeio, sobravam queixas do mundo.

O advogado celestial, algo triste, convidou o companheiro a retirar-se e acrescentou:

Auxiliemos positivamente esta família tão infeliz.

Antônio acercou-se da vaca, levantou-a, e sem que bolinha percebesse guiou-a para alto, de onde se contemplava enorme precipício.

Do cimo, o santo ajudou-a a projetar-se rampa abaixo.

Em breves segundos a vaca não mais pertencia ao rol dos animais vivos na Terra.

Ante o colaborador assombrado, explicou-se o taumaturgo:

Muitas vezes, para bem amparar, é imprescindível retirar as escoras.

E voltou para o Céu.

Do dia seguinte em diante, as orações estavam modificadas.

Os camponeses fizeram solicitação geral de serviço e, com o trabalho digno e construtivo de cada um, a prosperidade legítima lhes renovou o lar, carreando-lhes paz, confiança e júbilos sem-fim...

Quantos Benfeitores Espirituais são diariamente compelidos a imitar, no mundo dos homens encarnados, a proteção de Santo Antônio?

 
Do Livro "LUZ ACIMA" — Espírito IRMÃO X — Psicografado pelo Médium Francisco Cândido Xavier — Editora FEB

TALVEZ HOJE

Talvez hoje 


Talvez hoje:
Surgirá quem procure ditar-lhe o que você precisa fazer, entretanto, embora agradecendo as elogiáveis intenções de quem lhe oferece pontos de vista, ouça, antes de tudo, a sua própria consciência quanto ao dever que lhe cabe; 
é possível apareça algum coração amigo impondo-lhe quadros de pessimismo e perturbação, relativamente às dificuldades do mundo; compadecendo-se, porém, da criatura que se entrega ao derrotismo e ao desânimo, você observará a renovação para o bem que a Sabedoria Divina promove em toda parte;
é provável que essa ou aquela pessoa queira impor a você idéias de fadiga e doenças; mas conquanto a sua gratidão aos que lhe desejem bem estar, você prosseguirá trabalhando e servindo ao alcance de suas forças;
possivelmente, notícias menos agradáveis venham a suscitar-lhe inquietações e traçar-lhe problemas; no entanto, você conservará a própria paz e não se desligará das suas orações e pensamentos de otimismo e esperança.
Talvez hoje tudo pareça contra você, mas você prosseguirá compreendendo e agindo, em apoio do bem, guardando a certeza de que Deus está conosco e de que amanhã será outro dia.

Médium: Chico Xavier Autor: André Luiz

domingo, 8 de setembro de 2013

O TEMPO





A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.
Mario Quintana

sábado, 7 de setembro de 2013

SABER VIVER

Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. 


Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe;
braço que envolve;
palavra que conforta;
silencio que respeita;
alegria que contagia;
lágrima que corre;
olhar que acaricia;
desejo que sacia;
amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.


Cora Coralina