terça-feira, 9 de abril de 2013

AMOR VERDADEIRO

Quantas vezes você já olhou um casal, passeando de mãos dadas ou abraçado e se perguntou como eles podem se amar, sendo tão diferentes?

Quantas vezes já pensou em como aquela moça tão elegante pode amar aquele homem com ar tão desengonçado?

Ou como aquele homem tão bonito, parecendo um deus da beleza pode amar aquela mulher tão destituída de atrativos?

Toda vez que essas idéias nos atravessam a mente, é que estamos julgando o amor pelo exterior.

Mas, já dizia o escritor de O pequeno príncipe: "O essencial é invisível para os olhos."

A propósito, conta-se que o avô do conhecido compositor alemão Mendelssohn, estava muito longe de ser bonito.

Moses era baixo e tinha uma corcunda grotesca.

Um dia, visitando um comerciante na cidade de Hamburgo, conheceu a sua linda filha. E logo se apaixonou perdidamente por ela.

Entretanto, a moça, ao vê-lo, logo o repeliu. Aquela aparência disforme quase a enojou.

Na hora de partir, Moses se encheu de coragem e subiu as escadas. Dirigiu-se ao quarto da moça para lhe falar.

Desejava ter sua última oportunidade de falar com ela.

A jovem era uma visão de beleza e Moses ficou entristecido porque ela se recusava até mesmo a olhar para ele.

Timidamente, ele lhe dirigiu uma pergunta muito especial:

"Você acredita em casamentos arranjados no céu?"

Com os olhos pregados no chão, ela respondeu: "Acredito!"

"Também acredito." - afirmou Moses - "Sabe, acredito que no céu, quando um menino vai se preparar para nascer, Deus lhe anuncia a menina com quem vai se casar.

Pois quando eu me preparava para nascer, Deus me mostrou minha futura noiva.

Ela era muito bonita e o bom Deus me disse: "Sua mulher será bela, contudo terá uma corcova."

Imediatamente, eu supliquei: "Senhor, uma mulher com uma corcova será uma tragédia. Por favor, permita que eu seja encurvado e que ela seja perfeita."

Nesse momento, a jovem, emocionada, olhou diretamente nos olhos de Moses Mendelssohn.

Aquela era a mais extraordinária declaração de amor que ela jamais imaginara receber.

Lentamente, estendeu a mão para ele e o acolheu no fundo de seu coração.

Casou-se com ele e foi uma esposa devotada.

O amor verdadeiro tem lentes especiais para ver o outro. Vê, além da aparência física, a essência. E assim, ama o que é real.

A aparência física pode se modificar a qualquer tempo. A beleza exterior pode vir a sofrer muitos acidentes e se modificar, repentinamente.

Quem valoriza o interior do outro é como um hábil especialista em diamantes que olha a pedra bruta e consegue descobrir o brilho da preciosidade.

É como o artista que acaricia o mármore, percebendo a imagem da beleza que ele encerra em sua intimidade.

Este amor atravessa os portões desta vida e se eterniza no tempo, tendo capacidade de acompanhar o outro em muitas experiências reencarnatórias.

Este é o verdadeiro amor.

No amor, o homem sublima os sentimentos e marcha no rumo da felicidade.

Na perfeita identificação das almas, o amor produz a bênção da felicidade em regime de paz.


Redação do Momento Espírita com base no cap. Amor verdadeiro, de Barry e Joyce Vissell, do livro Histórias para aquecer o coração - Edição de ouro, ed. Sextante e verbete Amor, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A VIDA

 

Tão complexo como entender, definir e compreender o amor, os seres humanos se deparam em seu dia a dia com um termo mais complexo ainda, que tem capacidade para envolver em seu nome toda a gama de complexidade dos mais variados termos, dos mais variados sentidos, das mais variadas sensações existentes no Universo.

Com mente pequena, não aproveitando tudo o que o aparato cerebral traz, os seres humanos passam pela vida, em grande volume e intensidade, sem parar para refletir o motivo de estarem passando.

Diria que o termo “passar” não emoldura a grandiosidade do tema, pois quando se passa pela vida, simplesmente não se vive.

Não se vive porque a própria capacidade humana de pensar não permite muitas delongas e o que se vê são apenas “passagens” sem significância, sem acréscimo, sem preenchimento de sentimentos e atitudes de nobreza.

Com a Vida literalmente não se brinca, mas os seres humanos aos milhares brincam e rateiam o verdadeiro significado de conduzir-se por uma vida plena, recheada por atitudes de quem sabe o que faz.

Em outras palavras, afirmaria que a Vida é benefício para ações e para sensações.

O fato de estar em um mundo de provas e expiações não retira do homem a condição de eterno aprendiz, assim como o fato de um dia estar em um mundo melhor ou um plano melhor, também não vai redimir o homem de aprender, de praticar, de ensinar e evoluir cada vez mais.

Na verdade a Vida tem a subjetividade como comando, mas ramificações que permitem aos seres humanos muitas práticas no campo da racionalidade e da ação.

É um verdadeiro extermínio ao progresso pessoal simplesmente ficar de mãos atadas esperando bênçãos de Deus enquanto muito se poderia fazer para quem se encontra preso no martírio da fome, da miséria moral e física, inexistindo dentro de si expectativa de melhorar sua condição.

Também é apenas “passar” pela vida acreditando que a felicidade plena encontra-se no parceiro, no sonho de concluir um curso, de obter algo materialmente desejado...Lamentável, pois nunca as coisas e o outro devem estar acima de si próprio, e conhecer a si mesmo é trabalho árduo, pois proporciona aos seres humanos a conseqüência de vigiar os próprios atos, de frear os impulsos impróprios, sejam eles compostos por críticas, maledicências, egoísmo, orgulho, falsa conduta moral, ciúmes, posse, entre tantos outros.

A bondade que muitos pensam ter muitas vezes não condiz com a realidade...

A temperança, o espírito moral irrompível, são facilmente levados com as primeiras dificuldades quando não se está pleno das próprias convicções de vida!

E a Vida continua em seu curso, e os seres humanos sucumbidos pelos primeiros obstáculos e enfrentamentos no terreno da aprendizagem...

Em verdade, das inúmeras aprendizagens que a vida traz, uma se destaca: a fé.

Ninguém suportará as dificuldades que a Vida traz sem ter fé!

A fé de que toda dificuldade passa, a fé de que na verdade tudo o que aqui no plano terreno aconteça tem uma explicação (mesmo que não se saiba o motivo), a fé na espiritualidade e em Deus que trabalham incessantemente para o êxito da existência de cada ser humano.

A importância da união do ser humano com Deus e com ele mesmo é o que permite a evolução neste mundo de provas e expiações.

Observando com olhos atentos os seres humanos perceberão os acontecimentos a eles pertencentes como solução e não como atraso evolutivo.

A Vida trará oportunidades de crescimento para quem tiver olhos para compreender e optar pela ação, mas isso dependerá do livre arbítrio, da livre escolha para caminhar pelo caminho escolhido.

Esconder-se atrás de coisas, atrás dos outros, não traz o beneficio desejado para progredir...isso não seria viver.

Viver é enfrentar os obstáculos, aprender, evoluir, conduzir a própria existência, e não simplesmente passar por ela!

E o lembrete é sempre o mesmo: o tempo, outra ramificação da Vida, simplesmente urge!


Lilian Karla Buniak Pinto

domingo, 7 de abril de 2013

EDUCAÇÃO AOS FILHOS E OS COMPROMISSOS ESPIRITUAIS

E mais um dia vem ao descerrar da lua. Trabalho, filhos para escola, trânsito, mercado e tantos afazeres tomam conta do nosso repleto dia. A sensação de saturação e impotência é real: o que estou fazendo da minha vida? E com a vida dos meus filhos?
Bate a culpa, o descontentamento e uma tristeza toma o coração aflito.
Mães e pais lamentam o que deixam de fazer pelos seus filhos e então como forma de recompensa “agradam” com os presentes e carregam na permissividade.
“O Evangelho Segundo o Espiritismo nos alerta no capítulo catorze – Instrução dos espíritos: ...” compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a comprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?”.....
Magnânimo compromisso em receber um espírito a fim de conduzi-lo a Deus. Espírito com o qual temos a missão da reconciliação através do amor. Quem ama diz não e também coloca limites. E é justamente isso que os nossos filhos esperam de nós.
Testam nossos limites a fim de pedir que os limitemos com amor. Pedem em entrelinhas para lhes dar a segurança de que necessitam a fim de que se formem homens de bem com valores morais, materiais e espirituais.
E nós? Acuados com o dinamismo infanto-juvenil da última era, nos perdemos na educação, julgando rebeldia nas crianças e nos jovens, mediante as atitudes que não sabemos interpretar. Quando na verdade eles pedem apenas, limite, amor, olhe para mim, fique comigo.
E  tudo isso supre a correria insana pelo dinheiro, pois quanto mais nós ganhamos, mais aumentamos as nossas necessidades materiais e mais escravos delas ficamos, quando na verdade sabemos que podemos viver com muito menos.
Assim, sem a culpa e sem a permissividade podemos elaborar programas em família, simples, mas juntos. Vamos aos “limites” e ao “não” com a autoridade que o amor nos confere. Vamos ao diálogo esclarecedor. Vamos à prática do Evangelho no Lar como bálsamo reconfortante e instrutor da elevação moral – exemplos aos filhos da prática cristã.
É preciso pouco, bem pouco para recuperarmos nossa infância que grita por um porto seguro. É preciso equilíbrio e segurança dos pais pautados na fé em Deus e no amor. Necessária é a prece edificante que nos traz um norte como muito bem apontado por Emmanuel em “Vinha de luz” ... “Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
É preciso, sobretudo ser e não apenas ter.
Que Jesus seja conosco na missão de ensinar e aprender e nos despedimos com Emmanuel: “Ensinar é repetir a lição com bondade e entendimento, quantas vezes forem necessárias”.
Um abraço amoroso a todos os corações.

Rosangela Pires

sábado, 6 de abril de 2013

NECESSIDADE DE AFETO

Morrie era apenas um garoto de oito anos. Seu pai era de origem russa e não sabia falar inglês. Por isso, quando chegou o telegrama, noticiando a morte da mãe, foi o próprio garoto que leu.

No cemitério, ele ficou olhando jogarem terra sobre o caixão de sua mãe e acreditou que nunca mais seria feliz sobre a face da Terra.

Nos dias que se seguiram, para aliviar a saudade, ele procurava lembrar os doces momentos de ternura que tivera com a mãe.

Eram muito pobres. O pai mudou-se para os Estados Unidos fugindo do exército russo e nem sempre conseguia emprego.

Por essa razão a família vivia mais da assistência pública do que dos próprios recursos.

Depois da morte da mãe, o garoto e seu irmão foram mandados para uma região de muita mata. Durante o dia eles se divertiam a correr. Quando chegava a noite, Morrie ficava olhando para o pai, esperando que ele o acariciasse. Mas o homem rude não manifestava qualquer gesto de afeto.

Morrie se sentia muito só. Sentia grande falta do carinho da mãe. Um ano depois, com apenas nove anos de idade, já se sentia um velho. Parecia carregar o peso do mundo nos ombros.

Então uma imigrante romena, de feições singelas se casou com seu pai.

Foi o abraço salvador para o pequeno. Era uma mulher de muita energia. Tinha uma aura que aquecia o lar. Se o marido produzia uma atmosfera cinza, ela transformava em claridade.

Se ele fazia silêncio, ela falava. À noite, cantava para os meninos com sua voz suave, durante o dia sabia ministrar lições. Ela cantava músicas pobres e tristes, mas os acalentava.

Eva era o seu nome e desejava boa noite aos dois com um beijo para cada um. Era um momento mágico para Morrie. Ele ficava esperando aquele beijo como um pequenino animal espera o seu prato de alimento.

A presença de Eva lhe dizia que ele tinha uma mãe de novo. Muitas vezes o único alimento que tinham era o pão.

Mesmo assim, ela o ensinou a amar o estudo e a se preocupar com os outros. Eva considerava a instrução o único antídoto contra a pobreza.

Ela aprimorava seu inglês, estudando com dedicação, à noite, enquanto os garotos, sentados à mesa da cozinha, também estudavam.

Morrie cresceu e se tornou professor. Setenta anos depois, ao recordar do telegrama noticiando a morte de sua mãe, ainda sentia doer o coração, mas a lembrança de Eva lhe trazia de volta evocações ternas e doces de um tempo em que um menino assustado e carente de afeto, encontrou um colo de mãe para se aninhar e crescer em segurança.

Os espíritos nos dizem que Deus permite que haja órfãos, para que lhes sirvamos de pais.

Amparar essas criaturinhas, evitando que sofram fome e frio e lhes dirigir a alma, para que não despenquem no vício, é caridade.

No entanto, o mais precioso de todos os benefícios é o do amor. Nada que possa substituir uma carícia, um sorriso amistoso, uma palavra de carinho.

Por isso, perguntemos à criança que nos olha, se além de pão e agasalho, ela não deseja a proteção do nosso abraço e a música da nossa voz, dizendo-lhe: gosto muito de você.

Fontes: A última grande lição - cap. O professor O Evangelho segundo o espiritismo, Cap. XIII item 18

sexta-feira, 5 de abril de 2013

OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS DOS PACIENTES TERMINAIS

Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.

“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.

“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.

“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.

“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.

“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.

“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.

Dica da especialista

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.

“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.

De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MATRIMÔNIO

Muitos de nós nos questionamos quanto a validade do matrimônio, da união entre duas pessoas que se amam.

Alguns afirmam que o casamento está fora de moda ou que manter um casamento por muitos anos é para pessoas dependentes, que não conseguem viver só.

Outros afirmam que o casal só consegue permanecer junto se cada qual mantiver um relacionamento extra-conjugal.

É fora de dúvida que a união entre um homem e uma mulher para constituir família, está nas leis divinas e por isso nunca estará fora de moda.
A família é o embrião da sociedade, e como tal, necessita do casal como alicerce básico nessa pequena estrutura social.

Um dia desses, um amigo nos disse que estava dormindo sempre muito tarde. Pensamos que estivesse fazendo hora extra no trabalho, mas ele esclareceu que o motivo era outro.

O que o estava mantendo acordado era o diálogo com a esposa. Ambos ficavam conversando descontraidamente e nem percebiam que a madrugada ia longe.

E o assunto daqueles dias era um dos cinco filhos do casal.

Ambos comentavam da alegria que estavam sentindo porque esse filho lhes contou que, no colégio onde estudava, os colegas lhe ofereceram drogas por várias vezes e, por várias vezes, ele disse não.

E o que mais os deixava felizes era porque, além de o jovem recusar as drogas, ainda lhes contara o fato, o que não é muito comum.

Aqueles pais tinham motivos justos para alegrarem-se, pois tantos outros não têm a mesma sorte.

Vários pais só vêm a saber que os filhos estão usando drogas pelas páginas policiais ou quando recebem a notícia de que seu filho está preso, por delinqüência.

Nós entendemos que, no lar em que há diálogo entre os esposos e entre pais e filhos, muitas situações desagradáveis são evitadas.

Joanna de Ângelis, Espírito, fala sobre alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes que venha a se agravar a união conjugal. Eis alguns deles: silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos; tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira; ira disfarçada quando o esposo ou a esposa emite uma opinião; saturação dos temas habituais, tratados em casa, fugindo para intermináveis leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão; irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar; desinteresse pelos problemas do outro; falta de intercâmbio de opiniões; atritos constantes que ateiam fagulhas de irritação, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira... e muitos outros mais.
Observando-se esses sinais de alarme é importante que, antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas capazes de deteriorar a união conjugal, tomemos atitudes de lealdade e façamos um exame das ocorrências, providenciando para sanar os males em pauta. E acima de tudo, lembremo-nos de que o casamento é excelente oportunidade que Deus nos oferece para os devidos reajustes com o companheiro ou companheira com quem nos comprometemos antes do berço.

E quando a situação estiver difícil, roguemos a Deus que nos ajude a superar os obstáculos para o nosso próprio bem, e para o bem dos filhos que ele nos confiou.

Livro: Sol de Esperança, cap. 35




quarta-feira, 3 de abril de 2013

LICANTROPIA PERISPIRITUAL! O QUE É?

Para a ciência ainda não é possível o reconhecimento dessa metamorfose, fisicamente falando. Já para o espiritismo essa mudança ocorre no perispírito (peri+espírito - Envoltório semi-material correspondente ao corpo astral, intermediário entre o corpo e o espírito, não destrutível pela morte) .

Para que se entenda melhor : O homem é um Espírito encarnado, o laço que une a alma e corpo é o perispírito e por fim vem seu corpo material. É no perispírito que as impressões da vida desregrada dos homens ficam marcadas, refletindo aquilo que o Espírito é ou foi. Por isso vemos as pessoas que desencarnaram tal como quando ainda estavam vivas. O que pode ocorrer, porém, é a deturpação do perispírito pelo desequilíbrio do ser, normalmente causados pela auto-obsessão ou mesmo por obsessores.

Diz-nos André Luiz que o Perispírito não retrograda, mas sim se degrada, ou seja, distorce de tamanha forma seus pensamentos que marca, ou registra no perispírito todo mal que sente. Psiquiatras dizem que normalmente, os licantropos[1] apresentam polifagia[2] além de comportamentos esquizofrênicos.
Alguns estudos relatam que o sangue pode ter cor amarelada, a pele toma um tom esverdeado e crescem dentes pontiagudos. Uma doença conhecida como Hipertricose, muitas vezes confundida com a licantropia, nada tem a ver com o caso. Essa doença causa o crescimento desordenado e exagerado de pelos no corpo do doente devido há um problema genético.

Mas, espiritualmente falando, a degradação ocorre no perispírito como foi dito anteriormente, pela obsessão, possessão ou subjugação, que acaba por deformá-lo. A Doutrina Espírita vem por assim dizer, desmistificar o mito dos lobisomens e mostrar que ,o que foi visto por muitos, é a mudança do corpo perispiritual do homem para a forma animal. Muitos são os videntes desse mundo, a vidência não é obra do espiritismo, já existia antes mesmo de sua codificação e o espírito, mesmo que transformado em animal, desde que queira ser visto assim, o será.

Esses espíritos desencarnados e animalescos, aproximam-se dos encarnados(desde que o encarnado dê vazão aos maus pensamentos) causando a obsessão. A vítima, ligada aos obsessores ficará aprisionada por eles afastando-se de Deus. Semelhante a hipnose, recebem os obsidiados (vítimas) em seu campo mental, todas as vibrações negativas dos obsessores, que será refletida em seu perispírito modificando assim a sua forma humana.
Muitos são os espíritos que vivem na erraticidade (desencarnados) que devido a fragilidade de seus pensamentos, erram e passam a perturbar-se, mergulhando no arrependimento e na culpa, incapazes de se perdoarem. Os motivos para essas obsessões (possessões) normalmente são a vingança e o ódio, mantido pelo algoz para com a vítima, com ou sem ligações com vidas pretéritas, mas muitas outras coisas podem agravar essa situação. O uso de drogas por exemplo. São, contudo, raros os casos de Licantropia desde que o homem, ao poucos, vem reavivando a visão sublime do amor de Deus.

Hermínio Miranda, no livro Diálogo com as sombras, relata um caso de zoantropia[3] em que um espírito, recebe como que por hipnose no campo mental, a sugestão da metamorfose, essa sugestão modifica seu corpo perispiritual, fazendo-o parecer-se com um animal.

Renato Mayrink

[1] LICANTROPIA - No folclore, licantropia é a capacidade ou maldição caída sobre um homem que se transforma em um lobo. Em psiquiatria, é um distúrbio onde o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal.
[2] POLIFAGIA - Na medicina, polifagia (às vezes conhecido como hiperfagia) é um sinal médico que significa fome excessiva e ingestão anormalmente alta de sólidos pela boca.

[3]ZOANTROPIA - A palavra Zoantropia tem origem do latim (zoo= animal e anthropos= homem) e é o fenômeno em que espíritos desencarnados devotados ao mal se tornam visíveis aos homens sob formas de animais, demonstrando assim sua degradação tanto moral, quanto espiritual. Esse processo de transformação também pode se dá através de uma metamorfose perispirítica, processada através de uma indução hipnótica, em que o desencarnado inferiorizado em suas culpas, ganha a forma animalesca.