segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

RECLAMAÇÕES


Aprendamos a evitar reclamações para não agravar dificuldades.

 
Perante situações em que a corrigenda se faça realmente necessária, entregue as circunstâncias aos responsáveis pela orientação delas, que sabem quando e como intervir.

Se você achou o ponto nevrálgico de alguma crise, terá encontrado o lugar onde o proveito geral lhe pede auxílio.

Procurando retificar algum erro, vale mais o seu conhecimento do bem que o seu conhecimento do mal.

Resguardando a harmonia de todos, imagine-se na condição da pessoa em que você pretende colocar o seu problema.

Reflita nas tribulações que provavelmente estará atravessando a criatura a quem você deseja apresentar a sua crítica.

A sua reclamação não lhe trará vantagem alguma.

Azedume para com as pessoas das quais você espera cooperação e serviço é o modo mais seguro de preveni-las contra o seu próprio interesse.

Qualquer pessoa, quando cultive a paz, pode retirar-se em paz do lugar, onde se julgue em desarmonia ou desapreço.

Experimente desculpar sempre, porquanto aquilo que nos parece falha nos outros, pode surgir por falha igualmente em nós e, em se tratando de desculpar, se hoje podemos dar, chegará sempre para cada um de nós o dia de receber. 

Desconhecemos autoria

domingo, 17 de fevereiro de 2013

INFERTILIDADE! UM MAL DOS TEMPOS MODERNOS?


Tema sempre atual, a infertilidade preocupa e abala muitas famílias. É considerado infértil todo casal que, após um ano de relações sem o uso de métodos anticoncepcionais, não consegue gerar um filho, ou ainda, na ocorrência de gravidez, levar a gestação até o nascimento do bebê.
Os fatores que possibilitam uma provável infertilidade são muitos: a causa pode ser feminina (alterações anatômicas nos órgãos reprodutivos – útero, trompas ou ovários – e problemas hormonais), masculina (alterações – acusadas no espermograma – ou disfunções no aparelho reprodutor masculino), mista (abrangendo tanto o homem quanto a mulher) ou ainda não ter causas aparentes.
Após esse período de um ano, que pode ser reduzido para seis meses caso a mulher tenha mais de 35 anos, a infertilidade necessita de esclarecimentos médicos e apoio de familiares e até mesmo terapêutico para que o casal consiga compreender e aceitar a situação e, então, procurar o tratamento mais adequado.
Mas como entender o porquê desses problemas, principalmente sob o aspecto espiritual? Essa preocupação esteve na programação do Mednesp, o congresso da Associação Médico-Espírita do Brasil, realizado em 2009, em Porto Alegre (RS), com palestra proferida pelo dr. Décio Iandoli Júnior, cirurgião do aparelho digestivo e membro da AME-Mato Grosso do Sul, com o qual a Folha Espírita conversou.
Folha Espírita – O número de casais inférteis parece ter aumentado de uns anos para cá. Isso faz parte do atual momento planetário?
Décio Iandoli Júnior – Eu penso que as mudanças sociais, principalmente no que se refere ao papel da mulher, é o mais importante fator gerador desse aumento da infertilidade. Antigamente, as mulheres eram criadas para casar e ter filhos, assim, contraíam matrimônio e tinham filhos muito antes dos 35 anos de idade. Porém, isso mudou bastante, pois as mulheres vão estudar, entram no mercado de trabalho, alcançam seus objetivos profissionais para, então, pensar em ter filhos, levando essa decisão para uma idade em que a sua fertilidade, por questões biológicas, está em declínio. Isso, sem dúvida, gera essa maior frequência de casais que não conseguem engravidar.
FE – Casais com taxas normais de hormônios e perfeito funcionamento das glândulas reprodutivas apresentam dificuldade para engravidar. Como entender?
Décio – Existe uma porcentagem considerável de casais inférteis cuja causa biológica não é encontrada. Creio que nesses casos é preciso que se levem em consideração hipóteses dentro do paradigma espiritualista, sempre lembrando que não existem pessoas iguais, e que toda generalização leva ao erro. Acredito que desequilíbrios no centro de força genésico do homem, da mulher, ou de ambos, provocados por atitudes de desajuste ligadas ao sexo e à maternidade ou paternidade, nesta ou em outras vidas, podem ser a causa da infertilidade, provocando a impossibilidade de gerar descendentes e impondo uma prova a ser vencida pelo casal, ou seja, uma lição a ser aprendida.
FE – Por conta de problemas para gerar filhos, alguns casais resolvem partir para a adoção e logo em seguida conseguem engravidar. Como explicar esse fato?
Décio – Esses casos são um bom exemplo de atitudes terapêuticas, ou seja, através de uma ação positiva, conseguem corrigir os desequilíbrios energéticos, causados por lesões perispiríticas, e “curam” a disfunção biológica como consequência. Não só a adoção, mas também qualquer trabalho meritório, principalmente junto a crianças, ou qualquer outra ação caridosa que possa anular os desajustes do passado podem levar ao mesmo resultado da adoção, ou seja, reverter a infertilidade, pois, eliminando-se a causa, desaparece o efeito.
FE – Procedimentos de inseminação artificial e fertilização in vitro são aceitos no paradigma médico-espírita?
Décio – O paradigma médico-espírita é incondicionalmente a favor da vida e vê como legítimo o desejo de gerar descendentes biológicos e passar pela incrível experiência da gravidez, pois sabemos que a motivação para esse desejo é bastante complexa e envolve fatores biológicos, sociais, conjugais e espirituais. Sendo assim, somos a favor de todo esforço legítimo de dar a esses casais a oportunidade de ter seus filhos biológicos.
O que não podemos entender nem aceitar é o paradoxo que temos observado nos grupos de reprodução assistida, onde o embrião, tão desejado e obtido com tanto esforço, sofrimento e dispêndio financeiro, é tão desprezado e desqualificado a partir do momento em que se consegue uma gestação de sucesso. Descartar embriões ou utilizá-los para qualquer fim que não a reprodução, a chamada “redução”, em que são mortos os embriões “excedentes” implantados no útero, são atos contra a vida e a dignidade humana, tomados, justamente, por aqueles que lutam para promovê-la, o que, em minha opinião, pode ampliar os “débitos” daqueles que estão envolvidos no problema e na sua solução.
Lutamos pela normatização ética da reprodução humana assistida, disciplinando a geração dos embriões, produzindo-se e implantando-se no útero apenas aqueles que se pretenda utilizar e promovendo a adoção dos embriões já formados e cujos pais não desejem utilizá-los. Alguns países da Europa já tomaram essas atitudes.
FE – Como entender a infertilidade do ponto de vista espiritual?
Décio – Sabemos, pela lei de causa e efeito, que tudo o que vivenciamos hoje tem uma causa no passado. Porém, sabemos também que um número enorme de variáveis, que supera em muito a nossa capacidade de compreensão, está agindo para que estejamos exatamente onde estamos hoje. Dessa forma, nossa capacidade de identificar e entender os motivos de nossas vicissitudes é bastante reduzido.
O fato de certos casais viverem essa angústia de não poder ter filhos biológicos pode até estar relacionado com fatores que nem mesmo imaginamos e que podem estar ligados às condições de transição do planeta e não ao carma específico de cada um. Quem pode saber? Sendo assim, o que nos resta é trabalhar para superar nossas dores e dificuldades, trabalhar para gerar conforto e desenvolvimento a nós mesmos, ao nosso grupo familiar e a toda a humanidade, de acordo com as oportunidades que a vida nos dá, sem nunca esquecer, entretanto, que a responsabilidade de nossas escolhas não pode ser transferida a quem quer que seja, e que a coerência de nossos atos com nossos ideais deve ser procurada incessantemente. Creio que isso vale para os médicos, para os pacientes, mas também, e principalmente, para todos aqueles que já têm consciência das leis naturais que nos foram comunicadas pelo mestre Jesus e que foram tão bem esclarecidas pela Doutrina Espírita. A estes cabe também a responsabilidade de propagar a necessidade da luta pelos direitos dos mais desamparados e impedidos de defender seus direitos. Cabe aos mais conscientes a tarefa de disseminar o amor e de erradicar a ignorância, não perdendo a oportunidade de expor, aonde quer que vá, sua posição bem clara e firme de defesa à vida seja qual for a forma em que ela se apresente.
Seremos julgados por aquilo que fizermos, e o juiz de cada um é sua própria consciência. Por mais que tentemos nos abster, ela nos acompanha aonde quer que possamos ir. Portanto, se não podemos fugir, só nos resta lutar.
Folha Espírita: Fevereiro de 2010 - Edição 426
Giovana Campos

sábado, 16 de fevereiro de 2013

O VALOR DO AGORA

Nós nos convencemos, que a vida ficará melhor, quando nós formos casados, tivermos um filho e, depois, mais um.
Então nos frustramos, porque nossos filhos não têm idade suficiente para entender e achamos que as coisas mudarão quando eles ficarem mais velhos.
Então nos frustramos, porque eles viraram adolescentes e querem discutir conosco a respeito de tudo.
Mas achamos que tudo ficará melhor, quando eles forem uns 10 anos mais velhos.
Nós nos dizemos, que a vida melhorará, quando nós trabalharmos juntos com nossos parceiros, quando tivermos um carro bonito, quando tirarmos férias, quando descansarmos.
A verdade é que não há nenhum momento melhor para ser feliz do que agora. Se não for agora, então quando? A sua vida muda o tempo inteiro. É melhor ter paciência com tudo e se decidir a ser feliz.
Durante muito tempo nós pensávamos que a vida começaria a seguir. A vida de verdade. Pensávamos sempre, é preciso primeiro que uma outra coisa aconteça durante esse tempo: realizar alguma coisa, terminar um trabalho, esperar um momento, atingir um objetivo. E depois começaria a vida de verdade tão desejada. No final eu entendi que o « depois » já era a vida de verdade. Desse ponto de vista eu entendi que não existe um caminho para ser feliz. Ser feliz É o caminho. Curta então o « ser feliz ». Pare de esperar até terminar a escola, até voltar para a escola, perder 5 quilos, ganhar peso, começar a trabalhar, casar-se, até a sexta à noite ou sábado de manhã, esperar um carro novo, ter pago a hipoteca, até a primavera, o verão, o outono ou o inverno, até que a sua música toque no rádio, até morrer e nascer novamente...
Decida a ser feliz antes.
A felicidade é uma viagem e não um destino. Não há melhor momento para ser feliz do que... AGORA!
Viva e curta o momento. Tente responder essas perguntas:
1 – Diga o nome das cinco pessoas mais ricas do mundo.
2 – Diga o nome das últimas 5 Miss-Universo.
3 – Diga o nome dos últimos 10 ganhadores do Prêmio Nobel.
4 – Diga o nome dos últimos 10 ganhadores do Oscar de melhor ator.
Você não conseguiu? É bem difícil, né? Não fique triste, ninguém consegue. Os aplausos passam! As taças se enchem de poeira. Os ganhadores são logo esquecidos.
Agora responda as perguntas a seguir:
1 – Diga o nome de 3 professores que lhe deram aulas .
2 – Diga o nome de 3 amigos que te ajudaram quando você precisou.
3 – Diga o nome de uma ou duas pessoas que te deixam com a sensação de ser “especial”.
4 – Diga o nome de 5 pessoas com quem você gosta de passar o tempo. Mais fácil de responder? Foi mais simples, né?
As pessoas que significam algo para você não são “as melhores”, não são as mais ricas, não ganharam os maiores prêmios… São pessoas que se preocupam com você, e com os quais você se preocupa, são aqueles que continuam ao seu lado depois que tudo passa. Reflita sobre isso por um momento.
A vida é tão curta! E você, em qual lista você está? Você não sabe?
Deixe-me te dar uma dica. Provavelmente você não está entre aqueles que “recebem a maior atenção” do mundo, você é um daqueles de quem eu me lembro e a quem eu dirijo essa mensagem…
Há algum tempo, nos jogos olímpicos de Seattle, 9 atletas, todos preparados física e mentalmente, estavam a postos na linha de partida para correr os 100 metros.
Foi dado o disparo e a corrida começou. Todos queriam ser o primeiro e ganhar.
Um dos atletas caiu no chão, teve um machucado leve e começou a chorar, porque a corrida tinha acabado para ele.
Os outros 8 ouviram-no chorar. Eles diminuiram a velocidade e olharam para trás. Eles pararam e voltaram…
Todos os 8 atletas… Então os 9 atletas correram ombro a ombro juntos até a linha de chegada.
Todo o público do estádio levantou-se e aplaudiu.
E parecia que os aplausos não iam mais acabar…
As pessoas que viram ou participaram disso lembram-se até hoje.
Por quê? Porque bem dentro de nós, todos sabemos que o mais importante da vida não é ganhar para si mesmo. O mais importante da vida é ajudar os outros a ganhar.
Mesmo que isso signifique ir mais devagar e interromper a corrida. 
Desconhecemos autoria do texto

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

CERTEZAS E DÚVIDAS

Fernando Pessoa, o poeta português, escreveu em um dos seus livros: "Quanto mais medito na capacidade que temos de nos enganar, mais se esvai entre os dedos lassos, a areia fina das certezas desfeitas".
Quantas vezes nos surpreendemos ao constatar que determinados fatos não se deram ou não aconteceram exatamente da forma como os lembramos. É como se em nossas mentes houvesse um caldeirão onde as nossas lembranças se misturam e, quando algumas vêm à tona, nem sempre são as verdadeiras; muitas vezes juntamos idéias ou fatos diferentes em um só acontecimento.
Mais grave ainda são as nossas certezas resultantes das nossas interpretações, das nossas conclusões, partindo de premissas falsas, que nos parecem verdadeiras, estamos convictos, certos apenas porque os raciocínios elaborados estão corretos.
Quantas vezes dizemos: "Mas, como não percebi tal coisa!", "Que burrice a minha!"
Jorge Luís Borges, escritor argentino, escreveu: "Talvez haja inimigos de minhas opiniões, mas eu mesmo, se espero um pouco, posso ser também inimigo de minhas opiniões".
Este pensamento evidencia bem as mudanças de opiniões que fazemos no decorrer de nossa existência.
Conceitos, valores, idéias, atitudes que nos parecem tão verdadeiros, tão corretos, num dado momento, não mais nos satisfazem: mudanças no entendimento, na interpretação.
Se analisarmo-nos com objetividade, percebemos o quanto mudamos em nossa maneira de sentir, de perceber, de reagir.
Por quê isto acontece? Por quê somos hoje contra idéias, opiniões que aceitamos ou defendemos no passado?
A nosso ver, essas experiências vividas por quaisquer pessoas nos mostram que somos seres em desenvolvimento, em processo de auto-educação. O homem não é obra acabada. Está se desenvolvendo durante suas existências na Terra e nos planos espirituais, nos intervalos das mesmas. Para isso, Deus nos fez perfectíveis e, enquanto não atingirmos um grau evolutivo que não mais nos permita enganos e erros, vamos mudando nossos sentimentos, nossas percepções, nossas idéias e comportamentos.
Assim, estamos sujeitos a erros e equívocos, dos quais devemos ressaltar as lições, aprendê-las para continuarmos nosso desenvolvimento.
Essa possibilidade de sempre o homem poder mudar-se, transformar-se é não só correta e normal, como sobretudo, necessária. Pobre da pessoa que diz: "Eu sou assim, serei sempre assim!"
Outro raciocínio que podemos fazer sobre esses dois pensamentos é que nossos enganos e equívocos constantes nos devem indicar a necessidade de sermos mais cautelosos em nossas certezas, em nossas verdades para não cairmos na radicalização ou na teimosia.
Mas, não podemos, então, ter certezas na vida? Temos de estar sempre em dúvida, mesmo diante do que nos parece certo?
Se assim fora, o homem jamais poderia adquirir segurança no seu viver, na sua maneira de ser. E ninguém pode desenvolver-se, crescer, realizar-se na dúvida constante.
Nossa segurança íntima decorre dos nossos valores, dos nossos princípios filosóficos, da maneira como encaramos o existir, a nós próprios e aos outros. Precisamos, portanto, ter algumas certezas sobre as quais determinamos nossas aspirações, nossos sonhos e nossos esforços nas conquistas dos mesmos.
Na medida do seu desenvolvimento, o Espírito vai percebendo facetas da verdade e são essas verdades percebidas que lhe auxiliam no seu processo evolutivo.
Nós, espíritas aceitamos determinados princípios que norteiam nosso viver. Quando essa aceitação é fruto de estudos, de reflexão e análise, transforma-se numa convicção interna, a que Kardec chamou fé raciocinada. E uma vez que nossa inteligência e sensibilidade sejam capazes de perceber e aceitar esses princípios, eles se constituem uma verdade. Por exemplo: Continuamos sendo nós mesmos após a morte do corpo? Se estamos convictos desta verdade, não precisamos mais continuar nos questionando. Precisamos sim, continuar estudando a teoria e a prática, não mais para adquirir convicção, mas para que esta verdade se amplie, trazendo novos e melhores conhecimentos das leis divinas. Só assim vamos reforçando nossa capacidade de aprendizado, de aquisições, conquistando mais apoio, mais segurança em nosso viver cotidiano, na educação (transformação interna) de nossos sentimentos, emoções, raciocínios, tornando-nos pessoas mais equilibradas, mais seguras e mais úteis a nós e à comunidade.
Se temos a certeza de que somente o amor incondicional leva o homem à felicidade, por quê não priorizarmos o desenvolvimento desse sentimento em nós, envidando todos os esforços e utilizando todos os recursos e oportunidades que a vida na Terra nos proporciona?
Se podemos e devemos transformarmo-nos continuamente, por quê não esforçarmo-nos mais em vivenciar a verdade que conseguimos compreender e aceitar, em nosso viver cotidiano? 

Texto de Leda de Almeida Rezende Ebner

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

COMPARAÇÕES...

  • Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu
que amputar uma perna, a frio, de um africano.
Passa mais fome um francês com três refeições por dia
que um sudanês com um rato por semana.

É muito mais doente um alemão com gripe
que um indiano com lepra.
Sofre muito mais uma americana com caspa
que uma iraquiana sem leite para os filhos.

É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga
que roubar o pão da boca de um tailandês.
É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça
que queimar uma floresta inteira no Brasil.

É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana
que o drama de mil desempregados em Espanha.
É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco
que a de água potável em dez aldeias do Sudão.

É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda
que a de insulina nas Honduras.
É mais revoltante um português sem celular
que um moçambicano sem livros para estudar.

É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu
que a demolição de um lar na Palestina.

Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa
que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês

e isto não são versos; isto são débitos
numa conta sem provisão do Ocidente.

*

@[1832385882:2048:Kakau Maher]
FOTO :
Ghandi, em 1940, oferecendo 15 minutos diários de massagem num leproso.
    Dói muito mais arrancar um cabelo de um europeu, que amputar uma perna, a frio, de um africano.

    Passa mais fome um francês com três refeições por dia, que um sudanês com um rato por semana.

    É muito mais doente um alemão com gripe, que um indiano com lepra.

    Sofre muito mais uma americana com caspa, que uma iraquiana sem leite para os filhos.

    É mais perverso cancelar o cartão de crédito de um belga, que roubar o pão da boca de um tailandês.

    É muito mais grave jogar um papel ao chão na Suíça, que queimar uma floresta inteira no Brasil.

    É muito mais intolerável o xador de uma muçulmana, que o drama de mil desempregados na Espanha.

    É mais obscena a falta de papel higiênico num lar sueco, que a de água potável em dez aldeias do Sudão.

    É mais inconcebível a escassez de gasolina na Holanda, que a de insulina nas Honduras.

    É mais revoltante um português sem celular, que um moçambicano sem livros para estudar.

    É mais triste uma laranjeira seca num kibutz hebreu, que a demolição de um lar na Palestina.

    Traumatiza mais a falta de uma Barbie de uma menina inglesa, que a visão do assassínio dos pais de um menino ugandês.

    E isto não são versos; isto são débitos numa conta sem provisão do Ocidente.
     
    Desconhecemos autoria
    Postado no facebook de Mari Jeronimo 
    (FOTO: Ghandi, em 1940, oferecendo 15 minutos diários de massagem num leproso.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A CARIDADE COMEÇA EM CASA



É muito frequente se ouvir a máxima A CARIDADE COMEÇA EM CASA e é sobre isso que nos permitimos refletir.
Quando alguma afirmação é feita há de se analisar sob que prisma deve ser vista. Muitas pessoas ociosas usam tão sábia frase para se enclausurar em suas casas achando que o simples fato de estarem dando assistência material à sua família já cumprem totalmente a proposta evangélica. Puro engano. Precisamos estabelecer o que uma casa e o que é um lar. Enquanto o primeiro é um reduto de alvenaria que nos abriga das intempéries, o segundo é o núcleo familiar, aquele interior que poderá ser ou não bem estruturado.
Compreendemos que o nosso lar é a fonte onde vamos saciar nossa sede e nos prepararmos para investir na luta fora de casa para levantarmos os fracos e oprimidos que jazem caídos nos cantos da vida material e moral. Vemos na formação dos lares hoje em dia muitas falhas, onde os pais estão apenas preocupados com a caminhada universitária de seus filhos sem a preocupação de dar-lhes respaldo educativo. É mister salientar que a formação do homem acontece no lar e é ai que ele vai buscar ser um bom filho, bom pai e pessoa útil para a humanidade. Na escola ele buscará informações a fim de incorporar à educação recebida de seus pais ou tutores.
 Há uma inversão de interpretação e muitos pais desavisados transferem para a escola a EDUCAÇÃO propriamente dita de seus filhos. Coisa que escola alguma realizará. Faculdade ou escola é lugar para se buscar informações e não elemento educativo. Muitos jovens estão se desencaminhando porque aceitam as sugestões dos pais quando lhes falam: “Podem ter a vida que quiserem, contanto que tragam o diploma da faculdade”. Erro puro com a humanidade e com as leis Divinas.
A grande verdade em que o egoísmo do homem ainda grita forte no peito de cada um. O jovem passa a ver os pais e a sociedade muito distantes. Outra frase que acomoda o homem é aquela que diz “Não faça aos outros o que não queres que os outros te façam”. Isto é um convite para a inércia que foi logo combatida por Jesus quando a retificou dizendo “Faça aos outros aquilo que quereis que os outros te façam”. Vejam que existe profunda modificação conceitual.
Enquanto a primeira sugere não fazer, a outra leva o homem a redenção de se por a campo buscando realizar o melhor possível para que tudo reverta a seu benefício. O não faça da primeira frase é um bom convite ao ostracismo e a irresponsabilidade. O núcleo familiar é algo sério e não pode ficar à deriva como um barco sem condutor. Cabe aos pais, realizar reuniões semanais com sua família a fim de trocarem informações e buscar mais identificação um com os outros. Tais reuniões devem ser as mais formais possíveis, onde cada pessoa da família poderá expressar livremente aquilo que pensa, principalmente sobre as impressões pessoais uns dos outros.
Assim o filho teria zona franca para levar aos seus pais seus descontentamentos e vice-versa. 

Pensem nisso!

Texto de Wilson Focássio

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

PACIÊNCIA - CONQUISTA DA CONFIANÇA

Em todos os tentames da vida somos impulsionados à prática da paciência.
Nas negociações diárias necessitamos de serenidade, compreensão e tolerância, sem isso corremos sérios riscos de realizarmos péssimos negócios.
Na convivência com o próximo, muitas vezes somos convidados a calarmos para que o nosso silêncio seja o caminho da harmonia.
Todo trabalho profissional exige de cada um de nós paciência, no estudo, no estágio, no exercício legal da profissão, tudo na vida, naturalmente nos concita à paciência, até parece que ela deve ser a nossa eterna companheira.
No entanto não devemos confundir paciência com aprovação ao desequilíbrio, quando calamos diante do agressor esfaimado, não significa que somos mais fracos do que ele e sim que não somos igual a ele, já acreditamos que podemos dar um tempo para ele se refazer.
Quando perdoamos o delinqüente, não queremos dizer que ele esteja certo, mas acreditamos que ele merece uma nova oportunidade.
Quando decidimos continuar junto ao familiar incompreensível e irritado, não queremos aprovar a sua personalidade equívoca, mas dizermos a ele com nossa vida que somos capazes de perdoá-lo.
Ao sentirmos a necessidade do bem para todos, pautamos nossas atitudes numa posição confiante e superamos com mais facilidade as adversidades da vida. Com paciência ou sem ela teremos que viver, já que nos facilita o entendimento e a compreensão do outro e de nós mesmos, é inteligível que a abracemos com sua função educadora. Melhor suportar hoje e sermos livres amanhã, do que volvermos à mesma experiência.

A paciência nos permite isso:
Diante da dor, paciência.
Diante da incompreensão, paciência.
Diante dos conflitos, paciência.
Diante do agressor, paciência.
Diante da vida, paciência.

Isso é possível, a paciência reflete toda a confiança que temos em Deus e nas Leis Divinas.

Texto de Joanira Necas Soares
(Jornal Verdade e Luz Nº 192 Janeiro de 2002)