terça-feira, 27 de novembro de 2012

A GRANDE TRANSIÇÃO

 
 
 
Opera-se, na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.




O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.

Isto porque, os espíritos que o habitam, ainda caminhando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que o impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.


Os espíritos renitentes na perversidade, nos

desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.

Por outro lado, aqueles que permaneceram nas
regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado,
modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.

Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre as raças atrasadas, tendo o ensejo de serem úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.


Concomitantemente, espíritos nobres que
conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade, então fiel aos desígnios divinos.

Da mesma forma, missionários do amor e da
caridade, procedentes de outras Esferas estarão revestindo-se da indumentária carnal para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.

Não serão apenas os cataclismos físicos que
sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos, que já se vivem.

Os combates apresentam-se individuais e coletivos, ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis.


A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os no abismos da violência e da sensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.


Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...


A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.


... Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.


A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude. Há, em toda a parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.


A rebeldia que predomina no comportamento humano elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis consequências, que se avolumam em desaires contínuos.


É inevitável a colheita da sementeira por aqueles que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.


Como as leis da vida não podem ser derrogadas, toda objeção que lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.


Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, selo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui. 
 
A melhor maneira, portanto, de compartilhar
conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.

Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.


Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança.

Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.

O indivíduo, que se renova moralmente, contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.

O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.

São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.

A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira de como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam
diminuídas pelo Sol da imortalidade.

Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.

A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.

As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.

Enquanto viceje o mal, no mundo, o ser humano torna-se-lhe vítima preferida, em face do egoísmo em que se estorcega, apenas por eleição espiritual.

A dor momentânea que o fere, convida-o por outro lado, à observância das necessidades de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.

Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.

Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.


Joanna de Ângelis
 

(Mensagem psicografada pelo médium Divaldo
Pereira Franco, no dia 30 de Julho de 2006, no
Rio de Janeiro, RJ.

Publicada na revista ‘PresençaEspírita’, Setembro/Outubro 2006, Nº 256,páginas 28 e 29) 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

A LIÇÃO DE NICODEMOS

Em face dos novos ensinamentos de Jesus, todos os fariseus do templo se tornavam de inexcedíveis cuidados, pelo seu extremado apego aos textos antigos. O Mestre, porém, nunca perdeu ensejo de esclarecer as situações reais difíceis com a luz da verdade que a sua palavra divina trazia ao pensamento do mundo. Grande número de doutores não conseguia ocultar o seu descontentamento, porque, não obstante suas atividades derrotistas, continuavam as ações generosas de Jesus, beneficiando os aflitos e os sofredores. Discutiam-se os novos princípios no grande templo de Jerusalém, nas suas praças públicas e nas sinagogas. Os mais humildes e pobres viam no Messias o emissário de Deus, cujas mãos repartiam em abundância os bens da paz e da consolação. As personalidades importantes temiam-no.

É que o profeta não se deixava seduzir pelas grandes promessas que lhe faziam com referência ao seu futuro material. Jamais temperava a sua palavra de verdade com as conveniências do comodismo da época. Apesar de magnânimo para com todas as faltas alheias, combatia o mal com tão intenso ardor, que para logo se fazia objeto de hostilidade para todas as intenções inconfessáveis. Mormente em Jerusalém que, com o seu cosmopolitismo, era um expressivo retrato do mundo, as ideias do Senhor acendiam as mais apaixonadas discussões. Eram populares que se entregavam à apologia franca da doutrina de Jesus, servos que o sentiam com todo o calor do coração reconhecido, sacerdotes que o combatiam abertamente, convencionalistas que não o toleravam, indivíduos abastados que se insurgiam contra os seus ensinos.


Todavia, sem embargo das dissensões naturais que precedem o estabelecimento definitivo das ideias novas, alguns espíritos acompanhavam o Messias, tomados de vivo interesse pelos seus elevados princípios. Entre estes, figurava Nicodemos, fariseu notável pelo coração bem formado e pelos dotes da inteligência. Assim, uma noite, ao cabo de grandes preocupações e longos raciocínios, procurou a Jesus, em particular, seduzido pela magnanimidade de suas ações e pela grandeza de sua doutrina salvadora. O Messias estava acompanhado apenas de dois dos seus discípulos e recebeu a visita com a sua bondade costumeira.


Após a saudação habitual e revelando as suas ânsias de conhecimento, depois de fundas meditações, Nicodemos dirigiu-se respeitoso:


– Mestre, bem sabemos que vindes de Deus, pois somente com a luz da assistência divina poderíeis realizar o que tendes efetuado, mostrando o sinal do céu em vossas mãos. Tenho empregado minha existência em interpretar a lei, mas desejava receber a vossa palavra sobre os recursos de que deverei lançar mão para conhecer o Reino de Deus!


O Mestre sorriu bondosamente e esclareceu:


– Primeiro que tudo, Nicodemos, não basta que tenhas vivido a interpretar a lei. Antes de raciocinar sobre as suas disposições, deverias ter-lhe sentido os textos. Mas, em verdade devo dizer-te que ninguém conhecerá o reino do céu, sem nascer de novo.


– Como pode um homem nascer de novo, sendo velho? – interrogou o fariseu altamente surpreendido – Poderá, porventura, regressar ao ventre de sua mãe?


O Messias fixou nele os olhos calmos, consciente da gravidade do assunto em foco e acrescentou :


– Em verdade, reafirmo-te ser indispensável que o homem nasça e renasça, para conhecer plenamente a luz do reino!...


– Entretanto, como pode isso ser? – Perguntou Nicodemos, perturbado.


– És mestre em Israel e ignoras estas coisas? – inquiriu Jesus, como surpreendido – É natural que cada um somente testifique daquilo que saiba; porém precisamos considerar que tu ensinas. Apesar disso, não aceitas os nossos testemunhos. Se falando eu de coisas terrenas sentes dificuldade em compreendê-las com os teus raciocínios sobre a lei, como poderás aceitar as minhas afirmativas quando eu disser das coisas celestiais? Seria loucura destinar os alimentos apropriados a um velho para o organismo frágil de uma criança.


Extremamente confundido, retirou-se o fariseu, ficando André e Tiago empenhados em obter do Messias o necessário esclarecimento, acerca daquela lição nova.


Jerusalém quase dormia sob o véu espesso da noite alta. Silêncio profundo se fizera sobre a paisagem. Jesus, no entanto, e aqueles dois discípulos continuavam presos à conversação particular que haviam entabulado. Os dois desejavam ardentemente penetrar o sentido oculto das palavras do Mestre. Como seria possível aquele renascimento?


Não obstante os seus conhecimentos, também partilhavam da perplexidade que levara Nicodemos a se retirar fundamente surpreendido.


– Por que tamanha admiração, em face destas verdades? – perguntou-lhe Jesus, bondosamente – As árvores não renascem depois de podadas? Com respeito aos homens, o processo é diferente, mas o espírito de renovação é sempre o mesmo. O corpo é uma veste. O homem é seu dono. Toda roupagem material acaba rota, porém, o homem, que é filho de Deus, encontra sempre em seu amor os elementos necessários à mudança do vestuário. A morte do corpo é essa mudança indispensável, porque a alma caminhará sempre, através de outras experiências, até que consiga a imprescindível provisão de luz para a estrada definitiva no reino de Deus, com toda a perfeição conquistada, ao longo dos rudes caminhos.


André sentiu que uma nova compreensão lhe felicitava o espírito simples e perguntou:


– Mestre, já que o corpo é como a roupa material das almas, por que não somos todos iguais no mundo? Vejo belos jovens, junto de aleijados e paralíticos...


– Acaso não tenho ensinado – disse Jesus – que tem de chorar todo aquele que se transforma em instrumento de escândalo? Cada alma conduz consigo mesma o inferno ou o céu que edificou no âmago da consciência. Seria justo conceder-se uma segunda veste mais perfeita e mais bela ao espírito rebelde que estragou a primeira? Que diríamos da sabedoria de Nosso Pai, se facultasse as possibilidades mais preciosas aos que às utilizaram na véspera para o roubo, o assassínio, a destruição? Os que abusaram da túnica da riqueza vestirão depois as dos fâmulos e escravos mais humildes, como as mãos que feriram podem vir a ser cortadas.


– Senhor, compreendo agora o mecanismo do resgate. – Murmurou Tiago, externando a alegria do seu entendimento. – Mas, observo que, desse modo, o mundo precisará sempre do clima do escândalo e do sofrimento, desde que o devedor, para saldar seu débito, não poderá fazê-lo sem que outro lhe tome o lugar com a mesma dívida.


O Mestre apreendeu a amplitude da objeção e esclareceu os discípulos, perguntando:


– Dentro da lei de Moisés, como se verifica o processo da redenção?


Tiago meditou um instante e respondeu:


– Também na lei está escrito que o homem pagará “olho por olho, dente por dente”.


– Também tu, Tiago, estás procedendo como Nicodemos. - Replicou Jesus com generoso sorriso.


– Como todos os homens, aliás, tens raciocinado, mas não tens sentido. Ainda não ponderaste, talvez, que o primeiro mandamento da lei é uma determinação de amor. Acima do “não adulterarás”, do “não cobiçarás”, está o “amar a Deus sobre todas as coisas, de todo coração e de todo entendimento”. Como poderá alguém amar ao Pai, aborrecendo-lhe a obra? Contudo, não estranho a exiguidade de visão espiritual com que examinaste o texto dos profetas. Todas as criaturas hão feito o mesmo. Investigando as revelações do céu com o egoísmo que lhes é próprio, organizaram a justiça como o edifício mais alto do idealismo humano. E, entretanto, coloco o amor acima da justiça do mundo e tenho ensinado que só ele cobre a multidão dos pecados. Se nos prendemos à lei de Talião, somos obrigados a reconhecer que onde existe um assassino haverá, mais tarde, um homem que necessita ser assassinado; com a lei do amor, porém, compreendemos que o verdugo e a vítima são dois irmãos, filhos de um mesmo Pai. Basta que ambos sigam isso para que a fraternidade divina afaste os fantasmas do escândalo e do sofrimento.


Ante as elucidações do Mestre, os dois discípulos estavam maravilhados. Aquela lição profunda esclarecia-os para sempre.


Tiago, então, aproximou-se e sugeriu a Jesus que proclamasse aquelas verdades novas na pregação do dia seguinte. O Mestre dirigiu-lhe um olhar de admiração e interrogou:


– Será que não compreendeste? Pois, se um doutor da lei saiu daqui sem que eu lhe pudesse explicar toda a verdade, como queres que proceda de modo contrário, para com a compreensão simplista do espírito popular? Alguém constrói uma casa iniciando pelo teto o trabalho? Além disso, mandarei mais tarde o Consolador, afim de esclarecer e dilatar os meus ensinos.


Eminentemente impressionados, André e Tiago calaram as derradeiras interrogações. Aquela palestra particular, entre o Senhor e os discípulos, permaneceria guardada na sombra leve da noite em Jerusalém; mas, a lição a Nicodemos estava dada. A lei da reencarnação estava proclamada para sempre, no Evangelho do Reino.


Livro: Boa Nova - 14
Irmão X & Chico Xavier

domingo, 25 de novembro de 2012

SER FELIZ É TUDO

Ser Feliz é Tudo
Cada dia que amanhece é uma página em branco, para que possamos escrever mais um capítulo da nossa própria história.
É uma oportunidade renovada pelo Criador, para que conquistemos o nosso objetivo maior, que é ser feliz.
Afinal, quem não deseja ser feliz?
Para dar uma pequena ajuda, anotamos algumas atitudes que vão ajudar você a encontrar sua felicidade:

Aceite-se tal como você é, incondicionalmente.
Você não é o tamanho da sua conta bancária, o bairro onde mora, a roupa que usa ou o tipo de trabalho que faz.
Você é, como todo mundo, uma mistura extremamente complexa de capacidades e limitações.

Goste daquilo que você tem.
Valorizar o que se tem - em vez de lastimar-se pelo que não se tem ou não se pode ter - leva a uma felicidade maior.

Compreenda que a satisfação completa não existe.
Se você acha que é possível ter uma vida perfeita, viverá em eterna frustração.
Altos e baixos, alegria e tristeza, entusiasmo e decepção são partes integrantes da existência. Lute sempre para melhorar e alegre-se com suas conquistas.

A sua vida tem um propósito e um sentido.
Você não está aqui apenas para preencher um espaço ou ser um figurante no filme de outra pessoa.
O mundo seria diferente se você não existisse. Cada lugar onde você esteve e cada pessoa com quem você já falou seriam diferentes sem você.

Os acontecimentos são temporários.
O tempo realmente cura tudo. Nossas decepções são importantes e sérias, mas a tristeza passa e a vida nos leva por novos caminhos. Dê tempo ao tempo.

Não esqueça de se divertir.
Reserve, todos os dias, algum tempo para se divertir, rir e relaxar a mente.

Seja flexível.
Muitas vezes, quando queremos estar na companhia de nossos amigos e parentes, queremos que as coisas aconteçam exatamente como desejamos.
Se todas as pessoas lidassem com as relações dessa maneira, ninguém se sentiria feliz.

Seja seu próprio fã.
Precisamos confiar em nós mesmos com força e constância. Quando sentir desânimo, reconheça-o, mas não se entregue a ele.
Procure superá-lo e seguir em frente.

Abra-se para novas idéias.
Nunca pare de aprender e de se adaptar. O mundo está sempre mudando. Não deixe sua vida girar em torno de uma coisa só. A vida é feita de muitas facetas diferentes.
A obsessão por alguma coisa nos torna incapazes de usufruir outras e nos faz perder oportunidades de beleza e alegria.

Você não tem que vencer sempre.
As pessoas ultracompetitivas, que precisam vencer sempre, terminam usufruindo menos as coisas.
Quando perdem, ficam muito frustradas, e, quando ganham, era isso o que esperavam, de qualquer modo. Sobretudo não se harmonizam com o ritmo natural da vida, que é feito de ganhos e perdas.

Não se concentre nas tragédias do mundo, mas em suas esperanças.
Muitas coisas tristes acontecem em nosso mundo, mas, em vez de concentrar-se nelas, tenha esperança no futuro. Pense em quantos avanços já houve e no potencial do mundo.
Se você tiver esperança, sentirá estímulo e contribuirá para as mudanças. Se sua perspectiva for pessimista, achará que não adianta fazer nada e perderá o ânimo.

Preste atenção. Você talvez tenha o que deseja.
A tendência humana é sempre querer mais. Por isso é tão importante nos darmos conta do que temos e do que conseguimos alcançar durante a vida.

* * *

Essas são apenas algumas atitudes que podem ajudar você a escrever uma história diferente a partir de hoje.
Elas são resultado de pesquisas feitas pelo Dr. David Niven, Ph.D. que dá aulas na Florida Atlantic University.
Por suas pesquisas, o autor recebeu prêmios da Universidade Estadual de Ohio e da Universidade de Harvard.
Se você deseja realmente ser feliz, vale a pena anotar essas dicas e vivê-las.
Pense nisso, mas pense agora!



sábado, 24 de novembro de 2012

O AMOR É ETERNO

O Amor é Eterno
Aquela senhora estava com muita pressa. Entrou em um Shopping Center para comprar alguns presentes de última hora para o Natal.
Havia muita gente ao redor e ela ficou incomodada com a situação. Pensou consigo mesma: Ficarei aqui uma eternidade, e tenho tantas coisas a fazer.
Um tanto depressiva, ela pensava em como o Natal estava se transformando em um grande comércio.
Andou rápido por entre as pessoas e entrou numa loja de brinquedos. Mais uma vez se surpreendeu reclamando dos preços. Perguntava-se se seus netos realmente brincariam com aquilo.
Partiu para a seção de bonecas. Em um dos corredores encontrou um menino, de aproximadamente cinco anos, segurando uma boneca valiosa.
Estava tocando seus cabelos e a segurava com muito carinho. A senhora parou e ficou olhando a cena fixamente, perguntando-se para quem seria aquela boneca.
Em seguida, se aproximou do menino uma mulher a quem ele perguntou: Não tenho dinheiro suficiente, tia? E a mulher lhe falou impaciente: Você já sabe que não tem o dinheiro suficiente para comprá-la.
Depois, disse ao menino que permanecesse onde estava enquanto ela buscava outras coisas que lhe faltavam. O menino continuou ali, segurando a boneca com muito carinho.
Após algum tempo, a senhora se aproximou e perguntou-lhe para quem era a boneca e ele respondeu: Esta é a boneca que minha irmãzinha queria muito ganhar, no Natal.
Ela estava certa de que a ganharia neste Natal, disse o garoto com certa tristeza.
A senhora se compadeceu e disse ao menino que, no Natal, levaria a boneca para sua irmãzinha, mas ele falou: Não, a senhora não pode ir onde minha irmãzinha está.
Eu tenho que entregá-la à minha mãe para que ela leve até à minha irmãzinha.
E onde está sua irmã? - Perguntou.
O menino, com um olhar de tristeza, disse: Ela se foi com Jesus. Meu pai me disse que a mamãe irá encontrar-se com ela, em breve.
A mulher sentiu um grande aperto no coração. E o menino continuou: Pedi ao papai para falar com a mamãe para que ela não se vá ainda.
Disse-lhe para pedir a ela que espere até que eu volte do Shopping.
Em seguida, o garoto tirou do bolso algumas fotografias que tinham sido tiradas em frente ao Shopping e falou: Vou pedir ao papai que leve estas fotos para minha mãe, para que ela nunca se esqueça de mim.
Gosto muito da minha mãe, não queria que ela partisse. Mas o papai disse que ela tem que ir encontrar a minha irmãzinha.
Enquanto o pequeno olhava a foto, a senhora tirou da carteira algumas notas e pediu a ele que contasse o dinheiro novamente.
Ele contou e disse satisfeito: Estou certo de que será suficiente. Agora posso comprar a boneca.
E disse ainda: Eu acabei de pedir a Jesus para que me desse dinheiro suficiente para comprar esta boneca para a mamãe levar até à minha irmãzinha, e Ele ouviu a minha oração.
Eu pedi, ainda, para que o dinheiro fosse suficiente para comprar também uma rosa branca para a minha mãe, e Ele acaba de me dar o bastante para a boneca e para a rosa.
Sabe, minha mãe gosta muito de rosas brancas...
Em alguns minutos, a tia do garoto voltou e a senhora se foi.
Enquanto terminava suas compras, agora com uma disposição bem diferente, ela não conseguia deixar de pensar naquele menino.
Lembrou-se de uma história que havia lido num jornal, dias antes, a respeito de um acidente causado por um condutor alcoolizado, no qual uma menininha morrera e a mãe ficara em estado grave.
Deu-se conta de que aquele menino pertencia àquela família.
Dois dias depois, ela leu no jornal a notícia de que a mulher acidentada havia morrido.
Não conseguia tirar o menino da mente... Comprou um buquê de rosas brancas e as levou ao funeral...
Lá estava o corpo de uma mulher... com uma rosa branca numa das mãos, uma linda boneca na outra, e a foto de seu filho em frente ao Shopping.
Grossas lágrimas rolaram do rosto daquela senhora ao perceber a grandeza do amor daquele menino pela mãe e pela irmã...
Um amor que a morte não conseguiu apagar...
Um amor que vai muito além da existência física...
O verdadeiro amor que Jesus, o Mestre tão pouco lembrado, veio ensinar à Humanidade.
..

Redação do Momento Espírita
   

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SUICÍDIO: PREVENIR É O MELHOR REMÉDIO

Pesquisa publicada no ano de 2012 pelo jornal inglês Lancet mostra que o suicídio é a principal causa de morte entre meninas de 15 a 19 anos, e entre os meninos de mesma faixa etária só perde para os acidentes de trânsito e a violência.
     
Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, lembra que normalmente a incidência maior da taxa de suicídio era na terceira idade, mas que agora isso vem crescendo assustadoramente entre os jovens, tendo essa taxa multiplicado por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas. Entre as causas do suicídio na juventude estão as gestações precoces e não desejadas, a prostituição, o abuso das drogas e o preconceito em procurar ajuda.

     Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta aumento de 60% nos casos de suicídio nos últimos 45 anos, e que 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma por ano. No Brasil estima-se que ocorram 24 suicídios por dia, com até 20 vezes mais quando se leva em conta o número de tentativas e que não chegam a se consumar, mas ficam nos registros hospitalares.

     Ainda segundo as pesquisas, outra causa do suicídio são os transtornos mentais.

Fatores de risco
No mundo o suicídio é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos, a primeira são acidentes de trânsito. No Brasil, entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio é a terceira causa de morte, atrás de acidentes e homicídios.

Entre os fatores de risco temos:

> Pobreza
> Preconceito sexual
> Distúrbios mentais
> Impulsividade
> Baixa autoestima
> Bullying
> Casos de suicídio na família
> Problemas na família, como divórcio ou morte dos pais
> Dificuldades de interação social
> Histórico de abuso sexual

     Nessa lista da OMS temos, como espíritas, que colocar a obsessão como uma das causas que levam uma pessoa a cometer o suicídio.

Medidas salutares
Os especialistas no assunto indicam como medidas públicas eficientes de combate ao suicídio:

1 - Oferta de atendimento psiquiátrico à população.
2 - Controle mais restrito de venda, legislação e veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas.
3 - Esclarecimento da população sobre os fatores associados ao comportamento suicida.

     Ainda esclarecem que devemos questionar sobre ideias de suicídio e passar à pessoa confiança, acolhendo-a e permitindo que expresse seus sentimentos, ou seja, que desabafe. Também pedem que levemos a sério ameaças de suicídio, pois isso indica que a pessoa está sofrendo e necessita de ajuda. É bom lembrar que dois terços das pessoas que tentam ou que se matam expressam de alguma forma sua intenção para amigos, familiares ou conhecidos. E nunca sentir-se impotente para ajudar, procurando sempre passar amparo e esperança a quem está pensando em suicídio.

Tratamento espírita
     Tudo o que vimos até o momento neste artigo é de grande relevância, mas falta o principal, o essencial: nossa realidade espiritual. Sim, somos espíritos imortais, criados por Deus para chegarmos à perfeição, por isso que a morte não existe, significando apenas transferência para o mundo espiritual, de onde viemos através da encarnação e, na sequência, das reencarnações, pois necessitamos de muitas existências para realizar o progresso moral a que somos destinados.

     Morrer não é acabar, não é o fim. Continuamos vivos do outro lado da vida, carregando as mesmas angústias e frustrações, e ainda com maior sofrimento, pois o suicídio é considerado pela lei divina como um atentado contra a vida, como uma fuga às provas e expiações necessárias para nosso depuramento moral. E ainda com o remorso pela falta de coragem, pela falta de fé e por termos lesado o coração de familiares e amigos.

     A realidade espiritual igualmente nos mostra os casos profundos de obsessão, em que vítimas do passado tentam subjugar o algoz agora reencarnado e levá-lo ao suicídio, o que minimiza mas não tira a responsabilidade do suicida, pois o ato é sempre de livre-escolha, de não resistência ao assédio exterior. Neste caso a misericórdia divina entra em ação, pois as leis de Deus são justas, alcançando um e outro, mas a ambos impondo a expiação e a reparação, de conformidade com o grau maior ou menor de responsabilidade.

     A melhor prevenção para o doloroso drama do suicídio é o Evangelho, o estudo e a prática dos ensinos de Jesus, aliado ao atendimento fraterno e as terapias da oração, do passe e do esclarecimento através da reunião mediúnica de desobsessão. Mas essas são medidas preventivas de fora para dentro, do exterior para o interior. Se não houver a prevenção interior, ou seja, a que parte da vontade da pessoa em melhorar-se moralmente, em ter maior confianças na providência divina, elegendo para si mesma metas a alcançar, de nada adiantará a prevenção fornecida pela Medicina e pelo Centro Espírita.

     Agora que você está mais esclarecido, afugente de si qualquer pensamento suicida. Pelo contrário, auxilie a quem esteja em estado depressivo, fazendo com que saia desse equívoco, pois a solução dos problemas existenciais não está em fugir deles pela porta falsa do suicídio, mas em enfrentá-los com coragem, dignidade, fé e esperança, pois nunca somos abandonados, nada nos acontece por acaso ou injustamente, e Deus, Jesus e os Bons Espíritos sempre estarão conosco, apenas aguardando que façamos a nossa parte em favor da vida.

Texto de  Marcus De Mario

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

UMA REALEZA TERRESTRE

Quem melhor do que eu pode compreender a verdade destas palavras de Nosso Senhor: "O meu reino não é deste mundo"?

O orgulho me perdeu na Terra.


Quem, pois, compreenderia o nenhum valor dos reinos da Terra, se eu o não compreendia?


Que trouxe eu comigo da minha realeza terrena?


Nada, absolutamente nada.


E, como que para tornar mais terrível a lição, ela nem sequer me acompanhou até o túmulo!


Rainha entre os homens, como rainha julguei que penetrasse no reino dos céus!


Que desilusão!



Que humilhação, quando, em vez de ser recebida aqui qual soberana, vi acima de mim, mas muito acima, homens que eu julgava insignificantes e aos quais desprezava, por não terem sangue nobre!

Oh! como então compreendi a esterilidade das honras e grandezas que com tanta avidez se requestam na Terra!


Para se granjear um lugar neste reino, são necessárias a abnegação, a humildade, a caridade em toda a sua celeste prática, a benevolência para com todos. Não se vos pergunta o que fostes, nem que posição ocupastes, mas que bem fizestes, quantas lágrimas enxugastes.


Oh! Jesus, tu o disseste, teu reino não é deste mundo, porque é preciso sofrer para chegar ao céu, de onde os degraus de um trono a ninguém aproximam.


A ele só conduzem as veredas mais penosas da vida.


Procurai-lhe, pois, o caminho, através das urzes e dos espinhos, não por entre as flores.


Correm os homens por alcançar os bens terrestres, como se os houvessem de guardar para sempre.


Aqui, porém, todas as ilusões se somem.


Cedo se apercebem eles de que apenas apanharam uma sombra e desprezaram os únicos bens reais e duradouros, os únicos que lhes aproveitam na morada celeste, os únicos que lhes podem facultar acesso a esta.


Compadecei-vos dos que não ganharam o reino dos céus; ajudai-os com as vossas preces, porquanto a prece aproxima do Altíssimo o homem; é o traço de união entre o céu e a Terra: não o esqueçais.


Uma Rainha de França. (Havre, 1863.)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

VENCEDORES

Sejam quais forem as tribulações da vida em que te encontres...

Se tens a estrela da confiança sob as nuvens pesadas do sofrimento...


Diante de conflitos que te pareçam calamidades, arrasando-te a vida...


À frente de provas que mais se te figuram conspirações das trevas, aniquilando-te o ser...


Se incompreensões de criaturas queridas te colocaram em labirintos de pranto...


Quando te venha a idéia de eu todo te falta, ainda mesmo os recursos indispensáveis à própria subsistência...


Ante a presença da morte, ao subtrair-te a presença de pessoas queridas...


Nas enfermidades que te segreguem nos tratamentos difíceis e dolorosos...


No centro de problemas que se te revelem insolúveis...


Quando os seres amados se entreguem à descrença, ridicularizando-te a fé...


Ante as lutas da vida, quando o mundo te imponha ao espírito o gosto amargo da solidão e da derrota...


Ergue o pensamento a Deus e confia em Deus, porque Deus não te abandona e tomará tuas aflições e tuas lágrimas para alimentar com ela a luz da esperança, porque, quase sempre,é com a luz da esperança dos aparentemente vencidos que Deus ilumina o caminho dos vencedores que estão sempre agindo e servindo na construção do Mundo Melhor.

Emmanuel