terça-feira, 28 de agosto de 2012

Médium Divaldo Franco


Médium Divaldo Franco cita maias e fala em transição para mundo melhor
Veja a entrevista concedida à repórter Roberta Salinet Da RBS TV em 26.08.2012 às 23h28:

  “Aos 84 anos, Divaldo Franco é o médium mais respeitado do Brasil. Conta que se comunica com os espíritos desde a infância, na Bahia. Com mais de 13 mil conferências no Brasil e no Exterior e centenas de livros lançados, é considerado hoje o maior divulgador da Doutrina Espírita no mundo. Divaldo esteve no Rio Grande do Sul para duas palestras e falou sobre reencarnação, sobre a vida no mundo espiritual e sobre as cidades espirituais que existem em cima do estado, como mostra a reportagem do Teledomingo.
Sorridente e atencioso, apesar do cansaço, ele falou sobre a vida no mundo dos espíritos. 
Confira a íntegra da entrevista concedida pelo médium.Divaldo Franco quando participou de seminário em Novo Hamburgo (Foto: Roberta Salinet/RBS TV)

Pergunta: Divaldo como é a vida no mundo dos espíritos?
Divaldo Franco: Consideremos que a vida na Terra é uma cópia imperfeita da vida no mundo espiritual. Nós temos lá tudo o que existe aqui, mas nem tudo que existe lá temos aqui.
Desta maneira, o mundo de natureza transcendente é aquele que oferece o material para o mundo da organização física. Existem comunidades, comunidades modestas, eloquentes, que constituem naturalmente o que Jesus chamava “as muitas moradas na casa do Pai”.

Pergunta: Nós temos cidades espirituais aqui em cima do Rio Grande do Sul?
Divaldo Franco: Sem a menor sombra da dúvida. Aqueles pioneiros que vieram para fazer o progresso de cada comunidade, vieram de núcleos espirituais para onde retornam. E todo o progresso desse núcleo que está sobre as vibrações daqueles criadores é programado antes da reencarnação deles. À semelhança de Nosso Lar, que é uma comunidade sobre a cidade do Rio de Janeiro, todas as cidades da Terra têm as suas respectivas causas no mundo espiritual.

Pergunta: Então em cima de todas as pequenas e grandes cidades há uma cidade no mundo espiritual?
Divaldo Franco: São ondas que envolvem essas comunidades como se fossem realizações do psiquismo divino. Então os espíritos nobres edificam e fazem na Terra uma espécie de cópia grosseira, porque quando nós vemos uma cidade logo imaginamos dentro dos nossos padrões materiais. Por falta de palavras equivalentes, seria definir com palavras conhecidas aquilo que é desconhecido.

Pergunta: Quando uma pessoa morre, ela logo encontra as pessoas queridas ou nem sempre? Isso depende de como ela se comporta aqui?
Divaldo Franco: Depende do estágio evolutivo. Quando se trata de espírito nobre, seus mentores e seus familiares o aguardam da mesma forma que nós esperamos um viajante querido. Vamos até o local onde ele desembarca para dar a nossa saudação e as boas-vindas, no mundo espiritual também. Mas a grande maioria é constituída de pessoas ainda vinculadas aos prazeres imediatos, então e a morte é uma grande dor, porque é uma cirurgia que liberta o corpo ou liberta do corpo o espírito e a pessoa. O ser fica aturdido, muitas vezes se perturba. Se tem vinculações com os espíritos perversos, entra em estado de profunda angústia e de obsessão.

Pergunta: São esses espíritos que a gente diz que estão por aqui quando se fala que se viu um fantasma ou tem a sensação de energia ruim?
Divaldo Franco: São espíritos perturbados. Allan Kardec diz que eles ficam em estado de erraticidade. Eles ficam perambulando de um lado para outro sem uma pousada fixa porque ainda não têm idéia do que lhes aconteceu. Por consequência, eles vagueiam, atônitos, até o dia em que a misericórdia divina faz com que reencarnem. Assim, os levam por misericórdia para verdadeiros redutos de caridade e compaixão.

Pergunta: O que é reencarnação? Todos nós voltamos, não voltamos?
Divaldo Franco: Todos. A única exceção é Jesus Cristo. Jesus Cristo não reencarnou, ele encarnou, porque é o ser mais perfeito que Deus nos ofereceu para nos servir de modelo e guia. Ele prometeu mandar o consolador, que era sua volta. Foram os espíritos enobrecidos que vieram à Terra trazer uma nova luz, uma luz peregrina de amor. Mas todos nós voltamos ao vasilhame carnal como alunos dentro de uma escola. Etapa a etapa, vão evoluindo. Quando não agem bem, eles retornam para repetir a experiência. São as provações e as expiações. As provações são testes, as expiações são imposições para a evolução.

Pergunta: Eles voltam sempre com a família, com os amigos? Por que às vezes a gente tem a impressão de que já conhece uma pessoa?
Divaldo Franco: Porque estivemos vinculados em vidas anteriores. É o que a psicologia chama déjà vu, déjà senti ou déjà reconté. O já visto, já ouvido, já sentido. Olhamos uma pessoa que nos é tão familiar e dizemos "eu conheço". E, realmente, quando dialogamos a conhecemos. Então existem encontros que são reencontros, mas existem reencontros que são verdadeiros desencontros.

Pergunta: E a mediunidade, Divaldo? Todos somos médiuns?
Divaldo Franco: Allan Kardec no "Livro dos Médiuns" diz textualmente: todo aquele que sente em determinado grau a presença dos espíritos é médium. Todos nós sentimos, temos percepções, intuições, temos sonhos premonitórios. Temos várias manifestações psíquicas e paranormais que são manifestações mediúnicas. O que nós fazemos com a inteligência? Há um programa psicológico e pedagógico para desenvolver nossas habilidades intelectuais, para desenvolver a memória, para poder aprofundar as aptidões artísticas e culturais. A mediunidade também exige uma série de fatores para que possamos inicialmente aprender a fazer silêncio interior, depois acalmar as nossas angústias e sintonizar com o mundo espiritual através da decodificação, pela glândula pineal, das glândulas vibratórias. É como acontece com as ondas hertz que as antenas captam, decodificam e nos dão imagens visuais e sonoras.

Pergunta: Divaldo, todos nós temos um anjo da guarda?
Divaldo Franco: Sem dúvida. O que seria de nós sem esses espíritos gentis que nos conduzem toda a vida? O anjo da guarda, o guia espiritual, nosso mentor, são espíritos nobres que apadrinham o nosso processo evolutivo e que nos ajudam no transcurso da evolução.

Pergunta: E como podemos falar com eles?
Divaldo Franco: Mentalmente. Jesus nos deu o melhor método. Através do silêncio interior, orando a Deus, nós entramos em contato com esses espíritos. A técnica é esta: fala a criatura ao criador através da oração. Responde o criador à criatura pela inspiração e ajuda o criador a outra criatura utilizando-se do próximo.

Pergunta: E Joanna de Angelis (guia espiritual de Divaldo)?
Divaldo Franco: Ela é uma amiga generosa há muitos anos. Quando eu era criança, sempre via uma claridade ao meu lado, mas não tinha idéia. Escutava uma dúlcida voz. À medida que os anos passaram eu perguntei, mas de quem se trata? "Um espírito amigo", me respondeu. Eu fiquei tão frustrado. Mais tarde me tornei espírita e aquela doce voz me disse: "Sou um espírito amigo". Eu perguntei o nome. "Para quê? O importante é o afeto e não o nome de quem é afetivo", respondeu. Eu perguntei quem era meu guia espiritual e ela me disse: "Teu guia espiritual é Jesus".
Na minha infância, na minha juventude, na minha ignorância , eu queria um guia para mim, Jesus é de todos. Ela disse: "No dia em que tu sintonizares com Jesus, nunca mais dirás uma coisa tão infantil". Só longamente depois é que ela foi contando dos nossos relacionamentos em existências anteriores, várias vidas. E hoje estamos muito unidos porque depois de mais de 70 anos de comunhão diária há uma forma de psiquismo, que interdepende. Há vezes que eu não sei quando é ela e quando sou eu que penso

Pergunta: Chico Xavier também tinha um mentor, conhecido como Emmanuel. Chico dizia que quando ele desencarnasse, Emanuel estaria na Terra, provavelmente no Brasil. Emmanuel já renasceu?
Divaldo Franco: Antes de Chico desencarnar (em 2002), reencarnou Emmanuel, em 2000. Chico foi desdobrado psiquicamente para ver o momento da fecundação do óvulo e a ligação de Emmanuel, que estaria reencarnado, sim, no Brasil com a grande missão educativa. Porque a educação é o instrumento de salvação da humanidade. Allan Kardec diz que “a educação é o maior antídoto ao materialismo e a crueldade”. Mas não só a educação que se adquire pelos livros, também a que tem relação aos valores éticos morais da humanidade.

Pergunta: Tem gente que tem medo que o mundo acabe em 2012. O que vai acontecer de fato?
Divaldo Franco: Já estamos na grande transição planetária. Allan Kardec faz abordagem no livro "A Gênese" e fala sobre a nova era. Todas as doutrinas falam de um mundo melhor. É certo que o mundo se acabará do mal. O mal que vige cederá lugar ao bem e o calendário maia fala exatamente isso. Então espíritos nobres, de outra dimensão, que nós chamaremos seres angélicos, encarnarão na Terra e os maus não terão chances de continuar. Eles irão para mundos inferiores transitoriamente, porque Deus não castiga. Quando eles evoluírem, vão alcançar uma terra melhor. O porvir é abençoado. Hoje é um mundo de provas e expiações, o do futuro é um mundo de regeneração”.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

DICAS PARA AFASTAR ENERGIAS NEGATIVAS

Todos nós sabemos, as energias negativas são uma das preocupações do ser humano.
Procurar fugir delas é complicado. Elas nos alcançam em qualquer lugar do planeta.
Mas, podemos nos defender, começando a tomar uma série de atitudes e providências.
Abaixo, seguem seis dicas pessoais para começar a combatê-las.

1. NÃO TEMER NINGUÉM
Uma das armas mais eficazes na subjugação de um ser é impingir-lhe o medo.
Sentimento capaz de uma profunda perturbação interior, vindo até a provocar verdadeiros rombos na aura, deixando o indivíduo vulnerável a todos os ataques.
Temer alguém significa colocar-se em posição inferior, temer significa não acreditar em si mesmo e em seus potenciais, temer significa falta de fé.
O medo faz com que baixemos o nosso campo vibracional, tornando-nos assim vulneráveis às forças externas. Sentir medo de alguém é dar um atestado de que ele é mais forte e poderoso. Quanto mais você der força ao opressor, mais ele se fortalecerá.

2. NÃO SINTA CULPA
Assim como o medo, a culpa é um dos piores estados de espírito que existem.
Ela altera nosso campo vibracional, deixando nossa aura (campo de força) vulnerável ao agressor..
A culpa enfraquece nosso sistema imunológico e fecha os caminhos para a prosperidade.
Um dos maiores recursos utilizados pelos invejosos é fazer com que nos sintamos culpados pelas nossas conquistas.
Não faça o jogo deles e saiba que o seu sucesso é merecido.
Sustente as suas vitórias sempre!

3. ADOTE UMA POSTURA ATIVA
Nem sempre adotar uma postura defensiva é o melhor negócio. Enfrente a situação.
Lembre-se sempre do exemplo do cachorro: quem tem medo do animal e sai correndo, fatalmente será perseguido e mordido.
Já quem mantém a calma e contorna a situação pode sair ileso.
Ao invés de pensar que alguém pode influenciá-lo negativamente, por que não se adiantar e influenciá-lo beneficamente?
Ou será que o mal dele é mais forte que o seu bem?
Por que será que nós sempre nos colocamos numa atitude passiva de vítimas?
Antes que o outro o alcance com sua maldade, atinja-o antecipadamente com muita luz e pensamentos de paz, compaixão e amor.

4. FIQUE SEMPRE DO SEU LADO
A maior causa dos problemas de relacionamentos humanos é a "Auto-Obsessão".
A influência negativa de uma pessoa sobre outra sempre existirá enquanto houver uma idéia de dominação, de desigualdade humana, enquanto um se achar mais e outro menos, enquanto nossas relações não forem pautadas pelo respeito mútuo.
Mas grande parte dos problemas existe porque não nos relacionamos bem com nós mesmos.
'Auto-Obsessão' significa não se gostar, não se apoiar, se auto boicotar, se desvalorizar, não satisfazer suas necessidades pessoais e dar força ao outro, permitindo que ele influencie sua vida, achar que os outros merecem mais do que nós.
Auto-obsediar-se é não ouvir a voz da nossa alma, é dar mais valor à opinião dos outros.
Os que enveredam por esse caminho acabam perdendo a sua força pessoal e abrem as portas para toda as pessoas dominadoras e energias de baixo nível.
A força interior é nossa maior defesa.

5. SUBA PARA POSIÇÕES ELEVADAS
As flechas não alcançam o céu.
Coloque-se sempre em posições elevadas com bons pensamentos, palavras, ações e sentimentos nobres e maduros.Uma atmosfera de pensamentos e sentimentos de alto nível faz com que as energias do mal, que têm pequeno alcance, não o atinjam.Essa é a melhor forma de criar 'incompatibilidade' com as forças do mal e energias incompatíveis não se misturam.

6. FECHE-SE ÀS INFLUÊNCIAS NEGATIVAS
As vias de acesso pelas quais as influências negativas podem entrar em nosso campo são as portas que levam à nossa alma, ou seja, a 'mente' e o 'coração'.
Além de manter o coração e mente sempre resguardados das energias dos maus pensamentos e sentimentos negativos, fuja das conversas negativas, maldosas e depressivas.
Evite lugares densos e de baixo nível.
Quando não puder ajudar, afaste-se de pessoas que não lhe acrescentam nada e só o puxam para o lado negativo da vida.
O mesmo vale para as leituras, programas de televisão, filmes, músicas e passatempos de baixo nível.

domingo, 26 de agosto de 2012

CARTA DE UMA MÃE PARA SUA FILHA


Se quando conversarmos, eu repetir a mesma coisa dezenas de vezes, não me interrompa dizendo: “Você disse a mesma coisa um minuto atrás”. Apenas ouça, por favor. Tente se lembrar das vezes quando... você era uma criança e eu li a mesma história noite após noite até você dormir.

Quando eu não quiser tomar banho, não se zangue e não me encabule. Lembra de quando você era criança eu tinha que correr atrás de você dando desculpas e tentando colocar você no banho?

Quando você perceber que tenho dificuldades com novas tecnologias, me dê tempo para aprender e não me olhe daquele jeito...lembre-se, querida, de como eu pacientemente ensinei a você muitas coisas, como comer direito, vestir-se, arrumar seu cabelo e lhe dar com os problemas da vida todos os dias...o dia que você ver que estou envelhecendo, eu lhe peço para ser paciente, mas acima de tudo, tentar entender pelo o que estarei passando.

Se eu ocasionalmente me perder em uma conversa, dê-me tempo para lembrar e se eu não conseguir, não fique nervosa, impaciente ou arrogante. Apenas lembre-se, em seu coração, que a coisa mais importante para mim é estar com você.

E quando eu envelhecer e minhas pernas não me permitirem andar tão rápido quanto antes, me dê sua mão da mesma maneira que eu lhe ofereci a minha em seus primeiros passos.

Quando este dia chegar, não se sinta triste. Apenas fique comigo e me entenda, enquanto termino minha vida com amor. Eu vou adorar e agradecer pelo tempo e alegria que compartilhamos. Com um sorriso e o imenso amor que sempre tive por você, eu apenas quero dizer, eu te amo minha querida filha.”

sábado, 25 de agosto de 2012

Sempre resta alguma coisa para amar
A peça de teatro intitulada "Raisin in the sun", de Lorraine Hansberry, traz um trecho realmente admirável, que convida o público a refletir sobre os valores que guardam suas almas.

Na peça, uma família afro-americana recebe dez mil dólares provenientes do seguro de vida do pai.

A dona da casa vê no dinheiro a oportunidade de deixar o gueto onde vivia no Harlem, e mudar-se para uma casa no campo, enfeitada com jardineiras.

A filha, uma moça muito inteligente, vê no dinheiro a oportunidade de realizar seu sonho de estudar medicina.

O filho mais velho, contudo, apresenta um argumento difícil de ser ignorado. Quer o dinheiro para que ele e um amigo iniciem um negócio, juntos.

Diz à família que, com o dinheiro, ele poderá trabalhar por conta própria e facilitar a vida de todos. Promete que, se puder lançar mão do dinheiro, proporcionará à família todos os confortos que a vida lhes negou.

Mesmo contra a vontade, a mãe cede aos apelos do filho. Ela tem de admitir que as oportunidades nunca foram tão boas para ele, e que ele merece a vida boa que esse dinheiro pode lhe oferecer.

No entanto o tal "amigo" foge da cidade com o dinheiro. Desolado, o filho é forçado a voltar para casa e dizer à família que suas esperanças para o futuro lhe foram roubadas e que seus sonhos de uma vida melhor foram desfeitos.

A irmã atira-lhe no rosto toda sorte de insultos. Qualifica-o com as palavras mais grosseiras que se possa imaginar. Seu desprezo em relação ao irmão não tem limites.

Quando ela pára um pouco para respirar, a mãe a interrompe e diz: "pensei que tivesse ensinado você a amar seu irmão."

A filha então responde: "amar meu irmão? Não restou nada nele para eu amar."

E a mãe diz: "sempre sobra alguma coisa para amar. E, se você não aprendeu isso, não aprendeu nada. Você chorou por ele hoje?"

Não estou perguntando se você chorou por causa de si mesma e de nossa família, por termos perdido todo aquele dinheiro. Estou perguntando se chorou por ele: por aquilo que ele sofreu e pelas conseqüências que terá de enfrentar.

Filha, quando você acha que é tempo de amar alguém com mais intensidade? No momento em que faz coisas boas e facilita a vida de todos?

Bem, então você ainda não aprendeu nada, porque esse não é o verdadeiro momento para amar. Devemos amar quando a pessoa está se sentindo humilhada e não consegue acreditar em si mesma, porque o mundo a castigou demais.

Se julgar alguém, faça-o da forma certa, filha, da forma certa. Tenha a certeza de que você levou em conta os revezes que ele sofreu antes de chegar ao ponto em que está agora.

Essa é a graça misericordiosa! É o amor ofertado quando não se fez nada para merecê-lo. É o perdão concedido quando não se fez nada para conquista-lo.

É a dádiva que flui como as águas refrescantes de um riacho para extinguir as labaredas provocadas por palavras de condenação carregadas de ira.

O amor que o pai nos oferece é muito mais abundante e generoso. A misericórdia de Deus é muito mais grandiosa e sábia.

Pense nisso

Pense com o coração no que esta lição nos traz, e reflita sobre o seu amar, sobre as condições que você impõe ao outro para que o ame, e descubra a oportunidade de amar de verdade.

Por mais que as pessoas, com suas imperfeições, tragam-nos mágoa, desapontamento ou desilusão, lembremos de que sempre resta alguma coisa para amar.


(redação Momento Espírita)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Ansiedade

Ansiedade

As mãos suam, o corpo treme, a respiração fica ofegante, uma sensação de náusea e aquela palpitação inegável no coração.
Todos estes são sinais de um dos males modernos: a ansiedade.
A vida, nos dias de hoje, é repleta de cobranças: no trabalho, na família, nas relações sociais.
A cada dia estamos mais cheios de tarefas, compromissos, pendências. Uma lista enorme de coisas a fazer. E nem sempre o tempo é suficiente.
Vem então a sensação desagradável de ter de fazer mais coisas do que damos conta.
É comum ouvirmos as pessoas se queixando: Tenho tanto a fazer e gostaria apenas de dormir.De ficar com minha família, de assistir a um bom filme, de brincar com meus animais de estimação...
Por outro lado, as exigências da vida moderna nos obrigam a fazer cursos, aperfeiçoar os conhecimentos. É a era da informação.
Como conciliar tudo isso com o natural desejo de se instruir, melhorar de vida, aproveitar oportunidades, evoluir?
O caminho do equilíbrio é a solução.
É natural desejar o progresso e o aperfeiçoamento, tanto nos campos ético-moral, como intelectual.
É da natureza humana estar em permanente aprendizado, adquirindo conhecimento e agregando valor à sua bagagem cultural.
Mas o grande problema de nossos dias é a ausência de limites. Estamos cada vez mais comandados pelas pressões externas, subjugados pelas imposições dos diversos grupos sociais.
Raras vezes pensamos por nós. Não costumamos refletir sobre o que realmente nos interessa.
Em geral, tomamos decisões sob extrema pressão. Resultado: desejamos fazer de tudo um pouco. Queremos ler tudo, não desejamos a pecha de desinformado.
E a consequência imediata é o stress. O corpo não suporta tanta pressão: adoece.
Nossa reação a esse mundo globalizado deveria ser serena: Vou aprender o que puder, quando puder e no meu ritmo, sem forçar minha natureza.
Vou trabalhar no limite de minhas forças, fazendo o melhor que puder, mas sem a obrigação de provar coisas a chefes e colegas de trabalho.
A tradução disso tudo? Estar no comando da própria vida.
Uma frase de Jesus é bastante significativa para os nossos dias: Não vos preocupeis com o que haveis de comer ou de beber. Não é o corpo mais que a veste?
* * *
Se você acredita em Deus, tenha em mente que você jamais estará desamparado.
Todas as coisas estarão bem se você estiver em paz. Pois a paz vai gerar saúde do corpo. Com isso, você poderá trabalhar, sustentar a família, adquirir os bens que deseja.
Apenas seja cauteloso: não se deixe envolver a tal ponto no turbilhão do mundo, de maneira que o mundo o arraste para o olho desse furacão de stress.
Vigie suas reações. Monitore seus planos de vida. Pergunte-se: Para que, realmente, quero isso?
Faça a diferença entre o supérfluo e o necessário e verifique se a sua opção não está contaminada pelos excessos.
No final, você verá que, em um processo inteiramente natural, a ansiedade irá, aos poucos, desaparecer.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

                          

  BÊNÇÃO PAI...

  DEUS TE ABENÇOE FILHO!

Houve tempos em que era comum o gesto. A vida moderna, o nosso abandono por Deus, o fez quase desaparecer. Raro é o lar onde ainda se manifesta. Em lugares ermos, onde a simplicidade da vida se consorcia com a fé, ainda persiste. Falamos do que era costume de inúmeras famílias. Quando as crianças levantavam, pela manhã; quando se preparavam para dormir; quando cumprimentavam as visitas, uniam as mãos e as estendiam em direção dos pais, avós, tios, padrinhos, ou beijavam as mãos de seus genitores pedindo: A bênção, pai! A bênção, vó! A bênção, madrinha! E esses, com suas mãos envolviam as infantis e desejavam: Deus te abençoe, meu filho! Naturalmente que, pelo hábito, o gesto passou a ser quase mecânico. Isto é, muitas vezes era repetido somente por ser tradição, sem envolvimento emocional algum. De toda forma, a simples menção do nome de Deus, na frase, com emissão de bênçãos, tinha seu valor. Era o momento em que o pequeno, chutando bola ou brincando na terra, corria ao encontro do recém-chegado para dizer, quase sem fôlego: A bênção, tio! E receber o carinho das mãos gigantes, em torno das suas. Podemos imaginar o efeito quando o adulto, cheio de saudades, de amor, dizia com toda unção: Deus te abençoe, meu filho! Como faz falta Deus em nossos lares e em nossas vidas. Quantos distúrbios, desentendimentos, rusgas poderiam ser amainadas. Ou evitadas. Quanta inquietação infantil, manhas e teimosias poderiam ser diluídas, com a formalidade de bênçãos aos filhos. Isso porque a palavra carrega as vibrações de quem as pronuncia. Essas vibrações envolvem o ser a quem são dirigidas. Podemos imaginar–nos, pais amorosos, dizendo ao filho: Deus te abençoe, o quanto de bênçãos a ele endereçamos. Podemos cogitar de que, tantas vezes pronunciado o desejo, o mantemos envolvido em um halo de reconforto. As bênçãos de Deus. Tão esquecidas e tão ao nosso alcance. Você, pai ou mãe, avô ou avó, tio ou tia, padrinho ou madrinha, que ama esse pequeno ser que viu nascer, que observa crescer, que o deseja feliz e triunfante, pense nisso! Pense nisso e comece a utilizar o Deus te abençoe, Deus te guarde, Deus te proteja, muitas vezes. Constatará, após um tempo, os benefícios alcançados, que se traduzirão em menos rebeldias e teimosias; menos explosões de raiva e egoísmo; mais aconchego... Tente e constatará porque as bênçãos de Deus são vibrações inigualáveis. Como o sol que espanta o frio e ilumina o Mundo, elas aquecerão o coração da sua criança, o seu também e todos seremos muito mais felizes. Com as bênçãos de Deus. 

Extraido do Blog do Tadeu (tfantunes.blogspot.com)

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Operação de Maravilhas, Profecia, Dom de Discernir os Espíritos...

…e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. (I Coríntios, 12: 10)

A operação de maravilhas foi durante muito tempo mal compreendida pelos estudiosos dos textos bíblicos, e mais particularmente pelos religiosos em geral. Entendia-se essa capacidade como o poder de realizar milagres.
A palavra milagre nos retorna como significado um acontecimento inexplicável pelas leis naturais.
A Lei Natural é a Lei de Deus, portanto nada existe inexplicável, fora, ou em contradição com essas Leis, visto ser Deus a Perfeição Absoluta, e assim sendo, incapaz de errar ou contradizer-Se.
Quando o homem não entende um acontecimento isso não quer dizer que ele está contradizendo a Lei Divina, e sim que ele, homem, ainda não tem percepção ou compreensão correta daquele evento.
Jesus realizou inúmeros fatos ainda incompreensíveis para nós; outros se explicaram com o tempo e com o avanço da ciência humana e espiritual. Disse ainda o Meigo Nazareno, que poderíamos fazer tudo que ele fez, e mais ainda poderíamos realizar bastasse para isso desenvolver nossa capacidade de harmonização com o Criador, pois foi claro em afirmar que o que Ele fazia não era por Ele mesmo, mas o Pai é que operava através Dele. Em síntese Ele possuía recursos que ainda não possuímos, conhecia mecanismos da Lei que ainda desconhecemos. Tudo isso devido à Sua evolução espiritual conquistada através de Seu esforço e obediência aos desígnios superiores.
Dito isto fica claro que para que o Espírito manifeste por nós a operação de maravilhas é preciso que desenvolvamos nossa percepção das questões espirituais e realizemos em nós não só as mudanças estruturais necessárias a fim de compreendermos a mecânica das Leis Universais, como também a elas nos ajustarmos.
E a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia… A palavra profecia vem do latim prophetía, e do grego prophétéia que querem dizer predição, anúncio por inspiração divina; de pro- 'antes' + phémí 'dizer, manifestar, anunciar, contar; dizer sua opinião, pensar, crer'.
Por sua vez inspiração vem do latim. inspirátio,ónis 'hálito, bafo'.
Assim, receber a palavra de profecia é receber a inspiração divina, é entrar no hálito, no tempo do Criador.
Kardec faz no capítulo XVI do livro A Gênese interessante estudo sobre a Teoria da Presciência.
Segundo ele os espíritos mais evoluídos têm a possibilidade de antever alguns acontecimentos por se situarem em um patamar superior da evolução. Compara ele essa situação a de um homem que situando-se no cume de uma montanha pudesse perceber uma légua de um determinado caminho. Um outro que percorra esse caminho não tem a possibilidade de saber o que lhe vai adiante, se algum buraco, alguma subida ou descida. Só percebe quando chega no ponto. Aquele que está a observar do alto da montanha tem com antecedência o conhecimento da estrada a ser percorrida pelo viajante.
Assim se dá a profecia, Espíritos mais evoluídos têm essa condição por estarem no “tempo de Deus”, e se o médium entra em sintonia superior com Ele, percebendo seu hálito, inspira-se neste, e tem a possibilidade da revelação.
O apóstolo mostrava deste modo a seus seguidores de Corinto e a nós, discípulos de todos os tempos, a necessidade de harmonização interior para que possamos inspiradamente revelar, e revelação superior.
E a outro, o dom de discernir os espíritos. Em o Livro dos Médiuns temos importante estudo sobre os diversos tipos de mediunidade a partir do capítulo XI. Todavia é no XIX, quando é analisado O Papel dos Médiuns nas Comunicações Espíritas que os Espíritos reveladores afirmam:
…comparemos os médiuns a esses bocais cheios de líquidos coloridos e transparentes, que se veem nos mostruários dos laboratórios farmacêuticos. Pois bem, nós somos como luzes que clareiam certos panoramas morais, filosóficos e internos, através dos médiuns, azuis, verdes, ou vermelhos, de tal sorte que os nossos raios luminosos, obrigados a passar através de vidros mais ou menos bem facetados, mais ou menos transparentes, isto é, de médiuns mais ou menos inteligentes, só chegam aos objetos que desejamos iluminar, tomando a coloração, ou, melhor, a forma de dizer própria e particular desses médiuns.1
Deste modo, como já dissemos anteriormente, o médium têm papel preponderante nas comunicações. O Espírito às vezes quer dizer uma coisa, mas com a influência do sensitivo a mensagem chega deturpada, pois muitos podem receber Espíritos, mas poucos têm o dom de discernir os Espíritos ou o que eles querem dizer.
É preciso ser intérprete das entidades, mas se conhecer o suficiente para poder saber o que é seu, o que é do ser comunicante. Muitas oportunidades são perdidas pelo simples fato do medianeiro desconhecer-se, e assim não compreender este fato. Exercer a mediunidade com responsabilidade evangélica vai muito além do simples receber ou conversar com Espíritos. É imperioso auto educar-se através do estudo sistemático dos fenômenos e de si mesmo, pois só nos fazendo diáfanos como o Cristal, seremos intermediários do Cristo com a grandeza que almejamos e necessitamos.
E a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. O substantivo xenoglossia, formado por xen(o)- antepositivo, do grego ksénos,é,on 'estrangeiro, estranho, insólito' ou ksénos,ou 'estrangeiro, hóspede' + gloss(o)- antepositivo, do grego glôssa,és 'língua; idioma, linguagem', quer dizer a fala espontânea em línguas que não foram previamente aprendidas. Por meio do transe mediúnico este fato pode se dar; é raro, mas possível.
Kardec não analisa esta mediunidade em profundidade, mas fala rapidamente a respeito em O Livro dos Médiuns capítulo XIX, item 233 questões de 15 a 17. André Luiz pela mediunidade de Francisco Cândido Xavier nos fala um pouco mais no capítulo 23 do livro Nos Domínios da Mediunidade.
Segundo as anotações do autor espiritual da série Nosso Lar, através de comentários de seus instrutores do Plano Maior, em todos os casos dessa natureza, “as forças do passado são trazidas ao presente.” O que nos leva depreender que mesmo sendo a língua estranha ao médium na atual encarnação, foi dele conhecida em outra, pois confirma o instrutor Áulus: “em mediunidade há também o problema da sintonia no tempo”2
Como dissemos este é um tipo raro de mediunidade, e na maioria das vezes sem grande utilidade, pois de que vale o médium trazer uma mensagem em idioma desconhecido, que proveito haveria? Já passamos dos tempos de fenômenos só para efeito de comprovação ou para despertar a credulidade das pessoas, hoje, quando as comunicações entre os dois planos da vida, são já uma realidade aos que têm olhos de ver, é preciso dar um pouco mais de qualidade aos fenômenos, fazendo destes instrumento de transformação moral daqueles vinculados ao processo.
O próprio Paulo já nos falava a respeito:
E eu quero que todos vós faleis línguas estranhas; mas muito mais que profetizeis, porque o que profetiza é maior do que o que fala línguas estranhas, a não ser que também interprete, para que a igreja receba edificação.
E, agora, irmãos, se eu for ter convosco falando línguas estranhas, que vos aproveitaria, se vos não falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?
Da mesma sorte, se as coisas inanimadas que fazem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se conhecerá o que se toca com a flauta ou com a cítara?
Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
Assim, também vós, se, com a língua, não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.3
Todavia, afirma o apóstolo que há os que têm o dom da interpretação das línguas. Neste caso a comunicação ganha um sentido maior, pois então compreende-se o que o Espírito comunica. Pode o médium com esta capacidade, se não for conhecedor do idioma em que é transmitido a mensagem, captar o pensamento da entidade, pois como afirma o Codificador, no item já citado de O Livro dos Médiuns, os Espíritos só têm uma língua, que é a do pensamento.
1 O Livro dos Médiuns, item 225
2 Nos Domínios da Mediunidade pág. 222
3 I Coríntios, 14: 5 a 9



Autor:
Claudio Fajardo de Castro (Juiz de Fora/MG)
Cláudio Fajardo é bancário, escritor desde 1997, dedica-se ao estudo do Novo Testamento à luz da Doutrina. Coordenou curso de Espiritismo no Centro Espírita Amor e Caridade em Goiânia – GO, denominado de Curso de Espiritismo e Evangelho. A partir daí surgiram seus livros: O Sermão do Monte, Jesus Terapeuta I e II, O Sermão Profético e O Sermão do Cenáculo, todos publicados pela Editora Itapuã.
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