quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Simpatia e Bondade

No plano infinito da Criação jamais encontraremos alguém que prescinda de dois derivados naturais do amor: a simpatia e a bondade. 
A árvore frondosa e plena de vigor solicita o apoio do sol e a solicitude do vento para conservar-se e estender as suas propriedades vitais. 
O animal, por mais inferior na escala dos seres, requer o carinho e a ternura da terra, a fim de manter as próprias funções e aperfeiçoar o seu modo de ser, no meio em que se desenvolve. 
A criança e o jovem, a mulher e o homem, tornam-se enfermiços e infelizes, se não recebem o calor da bondade e da simpatia por alimento providencial na sustentação do equilíbrio e da saúde, da esperança e da paz que lhes são indispensáveis no esforço de cada dia. 
Procura pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas. 
Enriquece com o teu entendimento o patrimônio afetivo do companheiro e o companheiro retribuir-te-á com auxílios originais e incessantes. 
Envolve em tua generosidade fraterna a alma infeliz e desajustada, e nela descobrirás imprevistas nuanças do amor. Não desprezes a simpatia e a bondade ante as lutas alheias e a bondade e a simpatia nos outros te abençoarão toda a vida.

Pelo Espírito de Emmanuel - Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira na Obra Espírito da Verdade -  Lição 4

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

No retoque da Palavra

Seja onde for, não afirme: – “Detesto esse lugar!”
Cada criatura vive na terra dos seus credores.
Ouvindo a frase infeliz, não grite: – “É um desaforo!”
Invigilância alheia pede a nossa vigilância maior.
Atravessando a madureza, não se lamente: – “Já estou cansado”.
Sintoma de exaustão, vontade enferma.
Sentindo a mocidade, não assevere: – ”Preciso gozar a vida!”
Romagem terrestre não é excursão turística.
À frente do amigo endividado, não ameace: – “Hoje ou nunca!”
Agora alguém se compromete, amanhã seremos nós.
Ao companheiro menos categorizado, não ordene: – ”Faça isso!”
Indelicadeza no trabalho, ditadura ridícula.
Perante o doente, não exclame: – ”Pobre coitado!”
Compaixão desatenta, crueldade indireta.
Ao vizinho faltoso, nunca diga: “Dispenso-lhe a amizade.”
Todos somos interdependentes.
Sob o clima da provação, não se queixe: – ”Não suporto mais!”
O fardo do espírito gravita na órbita das suas forças.
No cumprimento do dever, não clame: – ”Estou sozinho.”
Ninguém vive desamparado.
Colhido pelo desapontamento, não reclame: – ”Que azar!”
A Lei Divina não chancela imprevistos.
À face do ideal, não se lastime: – “Ninguém me ajuda.”
No Espiritismo temos responsabilidade pessoal com o Cristo.

André Luiz - Na obra Espirito da verdade Lição 26 - Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Pensamentos

 “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai.” — Paulo. (FILIPENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 8.) 
Todas as obras humanas constituem a resultante do pensamento das criaturas. O mal e o bem, o feio e o belo viveram, antes de tudo, na fonte mental quê os produziu, nos movimentos incessantes da vida.
O Evangelho consubstancia o roteiro generoso para que a mente do homem se renove nos caminhos da espiritualidade superior, proclamando a necessidade de semelhante transformação, rumo aos planos mais altos. Não será tão-somente com os primores intelectuais da Filosofia que o discípulo iniciará seus esforços em realização desse teor. Renovar pensamentos não é tão fácil como parece à primeira vista. 
Demanda muita capacidade de renúncia e profunda dominação de si mesmo, qualidades que o homem não consegue alcançar sem trabalho e sacrifício do coração. É por isso que muitos servidores modificam expressões verbais, julgando que refundiram pensamentos. Todavia, no instante de recapitular, pela repetição das circunstâncias, as experiências redentoras, encontram, de novo, análogas perturbações, porque os obstáculos e as sombras permanecem na mente, quais fantasmas ocultos. 
Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção. O conselho de Paulo aos filipenses apresenta sublime conteúdo. 
Os discípulos que puderem compreender-lhe a essência profunda, buscando ver o lado verdadeiro, honesto, justo, puro e amável de todas as coisas, cultivando-o, em cada dia, terão encontrado a divina equação
Lição 15 do Livro Pão Nosso - Psicografado por Chico Xavier - Pelo Espírito de Emmanuel

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Prece regressiva...

Mais um ano finda!
E com ele inúmeros planos, alguns cumpridos a risca outros nem tanto.
Mas é preciso olhar para 2015 com gratidão, agradecendo ao Pai de Amor por todas as bençãos que tivemos, todas mesmo. 
Que possamos rever nossas escolhas, comemorando os acertos e nos perdoando pelos equívocos. 
Dando assim inicio aos planos para 2016!!! 
Que a reprogramação de 2016 traga em seu bojo, mais fé e menos indolência.
Mais confiança e menos preocupação com o que os outros pensam. Mais perseverança em fazer o bem, e menos vigília com a vida do próximo. 
Mais amor nas ações e menos avareza.
Mais reconhecimento e assumição de nossos limites e menos orgulho e vaidade. 
Mais partilha de ideias, de bons sentimentos, de bons desejos e menos egoísmo.
Menos maledicência e mais respeito pelo momento evolutivo do nosso irmão.
Que possamos com a graça de Deus usar menos as redes sociais, e ter mais encontros presenciais. 
E que estes não sejam nos velórios/enterros, aniversários, casamentos e formaturas, que sejam amorosamente espontâneos. Que o mestre Jesus e os bem-feitores amigos, trabalhadores na seara do bem, nos instrumentalizem, para que consigamos desenvolver em nós os propósitos desta pequenina prece.
Que assim possa ser! 
Nara Nörnberg



terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Algo Mais no Natal

Senhor Jesus!

Diante do Natal, que te lembra a glória da manjedoura, nós te agradecemos:
a música da oração;
o regozijo da fé;
a mensagem de amor;
a alegria do lar;
o apelo à fraternidade;
o júbilo da esperança;
a bênção do trabalho;
a confiança no bem;
o tesouro de tua paz;
a palavra da Boa Nova
e a confiança no futuro!…
Entretanto oh! Divino Mestre, de corações voltados para o teu coração, nós te suplicamos algo mais!…
Concede-nos, Senhor, o dom inefável da humildade, para que tenhamos a precisa coragem de seguir-te os exemplos!
XAVIER, Francisco Cândido. À Luz da Oração. Pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Valei-vos da Luz


 “Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem.” — Jesus. (JOÃO, 12:35.) O homem de meditação encontrará pensamentos divinos, analisando o passado e o futuro. Ver-se-á colocado entre duas eternidades — a dos dias que se foram e a que lhe acena do porvir. 
Examinando os tesouros do presente, descobrirá suas oportunidades preciosas. No futuro, antevê a bendita luz da imortalidade, enquanto que no pretérito se localizam as trevas da ignorância, dos erros praticados, das experiências mal vividas. 
Esmagadora maioria de personalidades humanas não possui outra paisagem, com respeito ao passado próximo ou remoto, senão essa constituída de ruína e desencanto, competindo-as a revalorizar os recursos em mão. 
A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contacto com o serviço de que necessitais para a ascensão justa. Nesse abençoado ensejo, é possível resgatar, corrigir, aprender, ganhar, conquistar, reunir, reconciliar e enriquecer-se no Senhor. Refleti na observação do Mestre e apreender-lhe-eis o luminoso sentido. Andai enquanto tendes a luz, disse Ele. 
Aproveitai a dádiva de tempo recebida, no trabalho edificante. Afastai-vos da condição inferior, adquirindo mais alto entendimento. Sem os característicos de melhoria e aprimoramento no ato de marcha, sereis dominados pelas trevas, isto é, anulareis vossa oportunidade santa, tornando aos impulsos menos dignos e regressando, em seguida à morte do corpo, ao mesmo sítio de sombras, de onde emergistes para vencer novos degraus na sublime montanha da vida
Lição 6 - da obra Pão Nosso - de Francisco Cândido Xavier - Ditado pelo Espírito Emmanuel

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Jesus e Você


Nosso Mestre não se serviu de condições excepcionais no mundo para exaltar a Luz da Verdade e a Bênção do Amor. 
Em razão disso, não aguarde renovação exterior na vida diária, para ajudar. 
Comece imediatamente a própria sublimação. 
Jesus não tinha uma pedra onde recostar a cabeça. Se você dispõe de mínimo recurso, já possui mais que Ele. 
Jesus, em seu tempo, não desfrutou qualquer expressão social. Se você detém algum estudo ou título, está em situação privilegiada. 
Jesus esperou até aos trinta nos para servir mais decisivamente. Se você é jovem e pode ser útil, usufrui magnífica oportunidade. 
Jesus partiu aos trinta e três anos. Se você vive na idade amadurecida e dispõe do ensejo de auxiliar, agradeça ao Alto, dando mais de si mesmo.
Jesus não contou com os familiares nas tarefas a que se propôs. Se você convive em paz no recinto doméstico, obtendo alguma cooperação em favor dos outros, bendiga sempre essa dádiva inestimável. Jesus não encontrou ninguém que o amparasse na hora difícil. Se você recebe o apoio de alguém nos momentos críticos, saiba ser grato. 
Jesus nada pôde escrever. Se você consegue grafar pensamentos na expansão do bem, colabore sem tardança para a felicidade de todos. 
Vemos, assim, que a vida real nasce e evolui no Espírito eterno e não depende de aparências para projetar-se no rumo da perfeição. Jesus segue à frente de nós. Se você deseja acertar, basta apenas segui-lo. Sigamo-lo pois.

Texto de André Luiz referindo-se ao Cap. VI – Item 6 do EE na obra: O Espírito de Verdade - Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira ditado por Espíritos Diversos