quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Deus Morreu!!!

É DEUS...

Conta-se
que um louco chegou à praça e gritou: Deus morreu. Agora, as catedrais serão os seus mausoléus.
Alguns se admiraram do que ele dizia. Era mesmo um louco. Outros, de imediato, concordaram, acenando afirmativamente
com a cabeça. Outros, ainda, ousaram se manifestar: E onde está a novidade?
Uma criança, que passava pela praça, no entanto, se mostrou extremamente preocupada.
Deus morreu? E agora, quem vai alimentar os peixes e os pássaros? Quem vai acender as estrelas?
* * *
Um estudo realizado em 2013 indicou que muitos cientistas acreditavam em Deus, conforme o conceito mais comum e usual.
Repetindo, com exatidão, uma famosa pesquisa realizada em 1916, Edward Larson, da Universidade da Geórgia, constatou
que a profundidade da fé religiosa entre os cientistas não diminuiu, apesar dos avanços científicos e tecnológicos.
Tanto no século XX quanto no XXI, em torno de quarenta por cento dos biólogos, físicos e matemáticos, que participaram da
pesquisa, disseram que acreditavam em um Deus que, segundo a estrita definição do questionário, se comunica com a
Humanidade e a quem se pode orar na expectativa de receber uma resposta.
Albert Einstein dizia que sem Deus, o Universo não é explicável satisfatoriamente.
Para ele, Deus era a Lei e o Legislador do Universo. E afirmou: Quando abro a porta de uma nova descoberta encontro Deus
lá dentro.
O cientista francês André Marie
Ampère, fundador da eletrodinâmica, escreveu uma obra intitulada Provas históricas da
Divindade do cristianismo.
O inglês Isaac Newton, mais reconhecido como físico e matemático, e que também foi astrônomo, alquimista, filósofo
natural e teólogo, foi considerado o cientista que maior impacto causou na História da ciência.
Para ele, a função da ciência era descobrir leis universais e enunciá-las
de forma precisa e racional.
Essa sumidade científica acreditava que a maravilhosa disposição e harmonia do Universo só pode ter tido origem segundo
o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode.
E afirmava: Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta.
Posso pegar meu telescópio e ver milhões de quilômetros de distância no espaço. Mas, também posso pôr meu telescópio de
lado, ir para o meu quarto, fechar a porta e, em oração fervorosa, ver mais do céu e me aproximar mais de Deus do que quando
estou equipado com todos os telescópios e instrumentos do mundo.
Para as grandes inteligências, a existência de Deus é palpável. Atestada pelos Seus efeitos, conforme aprendemos: Todo
efeito tem uma causa. Todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.
Bem tinha razão a criança em indagar quem tomaria conta dos peixes e dos pássaros se não houvesse Deus.
E diríamos mais: quem comandaria o concerto dos mundos, que viajam pelo espaço infinito, a grande velocidade?
Quem colocaria plumagem nas aves e providenciaria o orvalho das manhãs?
Quem faria brilhar o sol, a lua e as estrelas? Quem estabeleceria a rota precisa dos cometas?
Quem pintaria o arcoíris
e colocaria veludo nas pétalas das flores?
E a toda questão, poderíamos ouvir o coro dos ventos e dos ramos dos salgueiros: é Deus... é Deus... é Deus.
Redação do Momento Espírita.
Em 30.3.2015.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

TROCANDO AS BOLAS - II

Tive oportunidade de sair para almoçar com um amigo, num horário em que a fome já estava no seu limite máximo. A propósito do caso anterior, no restaurante ouvimos dele uma expressão que provocou-me boas risadas. Foi a seguinte:
Quando o garçom trouxe os pratos, ele olhou apetitosamente para a refeição e disse:
— Pelo cheiro, já estou vendo o gosto deste almoço! Que sonho!
Passadas as gargalhadas, ficamos refletindo sobre como um caso desses poderia servir para ilustrar alguma coisa séria. Não encontramos, mas achamos tão engraçado o fato de o ―odor‖ permitir que se ―veja‖ um ―sabor‖, a ponto de transformar tudo isso num ―sonho‖, que preferimos deixar essa reflexão registrada, mesmo que sem nenhuma reflexão.
***
Se for para fazer o bem, tanto vale um sorriso quanto uma lágrima.

Do Livro "O lado positivo de tudo" de Jacob Melo
 TROCANDO AS BOLAS - I

Há uma história engraçada que dá uma idéia de como as coisas podem ser complicadas, especialmente quando não fica bem distinto aos interlocutores a sinonímia usada.
Conta-se que um pai passeava com o filho, quando este viu um pé de ameixas azuis. Curioso, perguntou:
— Pai, que frutas são aquelas?
— São ameixas azuis, filho.
— E por que elas estão vermelhas?
— Porque ainda estão verdes!
Uma situação como essa nos ensina que devemos ter ―bons ouvidos‖ a fim de, impressionados pela aparência do sentido imediato das palavras, não fazermos julgamentos equivocados, tirarmos deduções precipitadas ou ficarmos sem entender as coisas.
***
Quando ensinar, tenha em mente que o aluno não tem, ainda, seu nível de conhecimentos. Isto é óbvio, mas há muitos instrutores que tratam seus alunos como pares, quase sempre os humilhando.

Do Livro "O lado positivo de tudo" de Jacob Melo

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Tempo e vida


Depois da morte é que vemos,
Quando a luz se nos revela,
Quanta sombra e bagatela
Guardamos no coração.
Quantos lamentos inúteis
Complicavam-nos a vida,
Quanta palavra perdida,
Quanto tempo gasto em vão!...

Quantas horas desprezadas,
De espírito desatento
Nos enganos de um momento
Que o próprio tempo desfaz!
Quanta contenda improfícua,
Quanto disfarce no rosto
Que se transforma em desgosto
Furtando a esperança e a paz.

Alma querida, não creias
Seja a morte o fim de tudo,
O tempo — esse sábio mudo —
Concede-nos voz e vez,
Acompanha-nos o passo,
Age, segundo a segundo,
E nos conhece o mundo
Tudo aquilo que se fez.

Ama, esclarece, abençoa,
Sofre e luta, mas não temas,
Ninguém vive sem problemas,
Onde estiver e onde for;
Vida é lavoura perfeita,
Morte é o braço que a preserva,
Que só replanta ou conserva
O que se faz por amor.

Do livro Coração e Vida; Do espírito Maria Dolores; por Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

EDUCAR PARA SALVAR
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)
Diante dos dias conturbados por que passa a sociedade atual, só existe uma maneira eficiente de fazer com que desponte
uma aurora límpida e bela, neste Terceiro Milênio: a educação.
Somente através da educação bem sedimentada poderá surgir o homem renovado do século XXI.
Mas, educar não significa apenas transmitir padrões sócioculturais,
nem acompanhar o desenvolvimento físicointelectual
da
criança ou passar uma série de informações pela instrução formal.
A educação, bem entendida, consiste em formar o homem de bem, contemplando seu duplo aspecto: espiritual e físico.
A violência grassa e desgraça, num mundo onde o ser humano vem perdendo o senso de fraternidade, de solidariedade,
face aos conflitos de opiniões, às imposições do intelecto sobre o sentimento, à robotização que transforma o ser humano em
máquina, a repetir atividades que lhe destroem a capacidade de criar, de enriquecer-se
de novos valores espirituais.
Educar, no sentido que o termo exige, é desenvolver, cultivar, fazer brotar, elevar, fazer crescer, não de maneira unilateral,
mas de forma integral, para que o educando possa ser o cidadão honrado que todos desejamos encontrar na sociedade da qual
fazemos parte.
E para que se atinja esse grandioso objetivo será preciso, antes de tudo, duas premissas básicas: amor e autoeducação.
Amar para educar e autoeducarse
para amar. Esse binômio: amor e autoeducação deverá ser o denominador comum para
pais e mestres.
Aos pais não basta amar, é preciso que seu amor seja firme, sem tirania, e terno, sem pieguice.
Aos mestres não basta instruir, transmitir informações áridas, sem o real enriquecimento do conteúdo com o tempero do afeto.
É preciso que haja uma conjugação de forças entre pais e mestres para que se logre êxito na reforma moral da
Humanidade.... Para que se possa ver o despontar da verdadeira aurora do Terceiro Milênio...
É preciso que o ser humano passe a ser o tesouro mais valioso do planeta, para que entenda o papel que lhe cabe na obra
do Criador.
É preciso que não se tente resumir o ser humano a uma simples máquina de fazer sexo, fabricar dinheiro, se projetar sob as
luzes transitórias dos holofotes da fama.
É preciso que se compreenda a realidade imortal do homem.
É preciso que se entenda, de vez por todas, que o ser humano não é um amontoado de ossos e músculos, numa breve
experiência espiritual.
O homem é um ser espiritual, imortal, vivendo uma breve experiência num corpo carnal, frágil e perecível, que caminha na
direção do túmulo.
E, por fim, é preciso que se viva como ser imortal, que terá que prestar contas dos seus atos à consciência cósmica e à
própria consciência, assim que se desembaraçar da carne.
Se pais e mestres, que geralmente também são pais, amassem para bem educar e se autoeducassem para amar, o
panorama do mundo se transformaria em pouco tempo, para melhor.
Veríamos no lar, que é a primeira escola, as crianças aprendendo o respeito ao semelhante, a dignidade, a honradez, a
liberdade intelectual, o respeito a si mesma e ao próximo.
E, na escola, com mestres conscientes do seu nobre dever, aprenderiam as lições para iluminar o intelecto, mas sempre
acompanhadas com os componentes do amor e da ternura.
Eis uma receita infalível...
Eis a solução para banir, definitivamente, a violência da face da Terra.
* * *
A educação sem um propósito de transcendência é uma ideia vazia e estreita e pode sempre se tornar instrumento de
manipulação dos poderes sociais.
Pense nisso!
Redação do Momento Espírita, com base
na Introdução e no cap, VIII, do livro A educação da
Nova Era, de Dora Incontri, ed. Comenius.
Em 1.7.2013.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

REENCARNAÇÃO E JUSTIÇA
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)

O espiritismo defende a necessidade de uma fé raciocinada.
Nessa linha, o homem não deve crer apenas seguindo orientações alheias.
Também não deve adotar determinados comportamentos por misticismo ou fanatismo.
Como a humanidade recebeu o dom da inteligência, cabe-lhe utilizá-lo para compreender as leis que regem a vida e a realidade que a cerca.
Em decorrência desse postulado, a doutrina espírita não evita o questionamento das teses que esposa, ao contrário, o incentiva.
No corpo teórico do espiritismo não há dogmas ou conceitos cuja discussão seja proibida, e sustenta a coerência de seus enunciados a partir de certos princípios básicos.
Um desses princípios é o da pluralidade das existências.
Afirma que os espíritos são criados por Deus, simples e ignorantes.
Todos têm exatamente o mesmo ponto de partida e a mesma meta final.
Saídos da mais completa ignorância, destinam-se à angelitude.
Desde o início, possuem os germens de todas as virtudes.
Todavia, constitui incumbência de cada um desenvolver o próprio potencial, por seu mérito e esforço.
O vasto aprendizado a ser feito exige inúmeras existências para aperfeiçoar-se.
Trata-se da única idéia que compatibiliza a justiça divina e a desigualdade das condições da vida terrena.
Os homens apresentam grandes diferenças de aptidões e talentos.
A vida de uns é bem mais difícil do que a de outros.
Mas isso não constitui obra do acaso e nem um inexplicável privilégio.
Cada qual é hoje exatamente como se construiu ao longo do tempo.
As virtudes são lentamente adquiridas no curso dos séculos.
A inteligência é paulatinamente desenvolvida, à custa de esforço e perseverança.
Ninguém surge repentinamente bondoso e inteligente.
Do mesmo modo, criatura alguma é simplesmente brindada com vícios ou más tendências ao nascer.
Quem se permitiu malbaratar os tesouros do tempo, arca com as conseqüências.
Ao espírito que se fez fraco e vicioso, incumbe o dever de lutar para se recompor.
Todo homem é herdeiro de si mesmo.
Os talentos que alguém hoje possui foram por ele desenvolvidos no pretérito.
Os vícios que infelicitam uma criatura também constituem sua obra.
Assim, o homem é na atualidade o resultado de seus atos e opções do passado.
Mas o futuro está inteiro por construir.
Assim, pense como você gostaria de ser.
Certamente você admira pessoas virtuosas, plenas de bondade, cultura, inteligência e dignidade.
Saiba que está inteiramente em suas mãos tornar-se assim.
Entretanto, nenhuma virtude surge graciosamente.
É necessário investir tempo e esforço na construção do bem em seu íntimo.
Observe, pois, como seu tempo é gasto.
Utilize suas horas para estudar e tornar-se útil e digno.
Comprometa-se com o bem e guarde fidelidade a esse compromisso.
Jesus afirmou que a cada um seria dado conforme as suas obras.
Consciente dessa realidade crie causas de felicidade e progresso em sua vida.
Pense nisso!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.

sábado, 15 de agosto de 2015

A VIOLÊNCIA EM NOSSOS DIAS
(texto do Momento Espírita impresso do site: momento.com.br)

 
A onda crescente de delinquência que se espalha por toda a Terra assume proporções catastróficas, imprevisíveis, exigindo de todos os homens honestos e lúcidos muitas reflexões.
Irrompendo, intempestivamente, faz-se avassaladora, em vigoroso testemunho de barbárie, qual se a loucura se abatesse sobre as mentes, em particular junto à inexperiente juventude, em proporções inimagináveis e aflitivas.
Sociólogos, educadores, psicólogos e religiosos, preocupados com a expressiva quantidade de delinquentes de  toda sorte, especialmente os perversos e violentos, aprofundam pesquisas, improvisam soluções, experimentam métodos mal elaborados.
Precipitadamente oferecem sugestões que triunfam por um dia e sucumbem no dia imediato, tudo prosseguindo como antes, senão mais turbulento, mais inquietador.
Enquanto a delinquência estava quase que só entre os jovens das classes sociais menos aquinhoadas, era atribuída à falta de recursos financeiros e de educação.
Mas hoje, a mídia tem divulgado inúmeros casos de perversidade e violência praticados por jovens que pertencem a famílias abastadas. O que afasta a hipótese de falta de dinheiro ou de instrução.
Tudo isso nos leva a crer que a linhagem social e a tradição não são obstáculos à manifestação da delinquência, uma vez que dentro dessas famílias os exemplos nem sempre são salutares.
Percebe-se, no seio das famílias ditas tradicionais, a inversão de valores, a corrupção dos costumes, o desprezo às leis, a imposição dos caprichos pessoais em detrimento da justiça, e assim por diante.
Ainda na mesma linha de raciocínio, percebe-se pais que transferem a educação a terceiros, porque não têm tempo para dedicar à prole, uma vez que precisam dedicar as horas aos compromissos sociais.
Não se dão conta, esses pais, que pela vivência estabelecem diretrizes de comportamento aos filhos, de cujas ações não podem se queixar mais tarde.
Ademais, devemos considerar que a leviandade de mestres e educadores imaturos, não habilitados moralmente para os relevantes misteres de preparação das mentes e caracteres em formação, contribui, igualmente, com larga quota de responsabilidade no capítulo da delinquência juvenil, da agressividade e da violência vigentes.
Devemos considerar ainda, que se quisermos eliminar o problema da perversidade e da violência da nossa sociedade, será preciso mais que medidas punitivas.
Será preciso reformular conceitos, repensar valores, reformar a intimidade, e adotar a doutrina cristã como diretriz segura, para os nossos passos.
Ensinar à criança e ao jovem a valorização e o respeito pela vida, através do próprio exemplo.
E, por fim, apresentar Jesus aos nossos filhos. Apresentá-Lo como Modelo e Guia da Humanidade, como Psicoterapeuta ideal que nos conduzirá a Deus, porque conhece o caminho.
*   *   *
O homem iluminado interiormente pela flama cristã da certeza quanto à sobrevivência do Espírito ao túmulo e da sua antecedência ao berço, sabendo-se herdeiro de si mesmo, modifica-se.
Modificando-se, muda o meio onde vive, transformando a comunidade que deixa de a ele se impor para dele receber a contribuição expressiva e retificadora.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7 
do livro Após a tempestade, do Espírito
 Joanna de Ângelis, psicografia de
 Divaldo P. Franco, ed. Leal.