segunda-feira, 27 de julho de 2015

Mergulha a mente no estudo e reserva momentos para que se refaçam os teus equipamentos

III - Mergulha a mente, quanto possível, no estudo. O estudo liberta da ignorância e favorece a
criatura com o discernimento. O estudo e o trabalho são as asas que facilitam a evolução do ser. 
O conhecimento é mensagem de vida. Não apenas nos educandários podes estudar.
A própria vida é um livro aberto, que ensina a quem deseja aprender.

CXCVII - Reserva momentos para que se refaçam os teus equipamentos mentais.
Da mesma forma que o corpo se desgasta, a mente se cansa e desarmoniza.
A mudança de atividade, o espairecimento, os jogos que distraem, os desportos, a meditação,
funcionam como recursos valiosos para o reajuste mental.
Dedica algum tempo à tua renovação interior, examinando o que fazes e como torná-lo mais agradável, ensejando-te equilíbrio e menos fadiga.
A mente é espelho que reflete o estado do espírito, merecendo carinho e desvelo, a fim de funcionar bem e com êxito.

Divaldo P. Franco - Vida Feliz (Joanna de Ângelis)

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Considera o trabalho e Não te apoies no pessimismo

II
Considera o trabalho o melhor meio para
progredir.
Quem não trabalha entrega-se à paralisia
moral e espiritual.
O homem que não se dedica à ação libertadora
do trabalho faz-se peso negativo na economia
da sociedade. O trabalho é vida.

CXCIX

Nunca te apóies no pessimismo para deixar
de lutar.
O que os outros conseguem através do trabalho,
obterás também, se tiveres paciência e
perseverança.
Não pretendas iniciar a vida por onde outros
a estão concluindo.
O êxito depende de muitas tentativas que
não deram certo.
O fracasso sempre ensina o modo como não
se devem fazer as coisas.
Insiste no teu serviço com otimismo e avança
com vagar na direção da tua vitória. Cada dia vencido são vinte e quatro horas que ganhaste.

Do livro Vida Feliz - Joanna de Ângelis - Psicografado por Divaldo Franco

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Saúda teu dia e Agradeça a Deus

I. Saúda o teu dia com a oração de reconhecimento. Tu estás vivo. Enquanto a vida se expressa, multiplicam-se as oportunidades de crescer e ser feliz. Cada dia é uma bênção nova que Deus te concede, dando-te prova de amor. Acompanha a sucessão das horas cultivando otimismo e bem-estar.

CC.  Agradece a Deus a tua existência. Louva-O através de uma vivência sadia. Exalta-lhe o amor por meio dos deveres retamente cumpridos. Dignifica-O, sendo-Lhe um servidor devotado e fiel. Apresenta-O à humanidade, tornando-te exemplo de amigo e irmão em todas as circunstâncias. Glorifica-O, trabalhando pelo bem de todos, teus irmãos em humanidade. Respeita-O, obedecendo às Soberanas Leis que governam a vida. Reconhece-O em tudo e todos, mediante uma vida feliz, na tua condição de filho bem amado.

Divaldo P. Franco - Vida Feliz (Joanna de Ângelis)

Caros irmãos estaremos nos próximos dias compartilhando com vocês estas "pétalas de rosas" sobre o cálice da existência, na gentil intenção de dar significado e beleza ao dia a dia de cada um que lê nossas postagens.

sábado, 11 de abril de 2015

DOR E CORAGEM

Na Terra todos temos inimigos. Todos, sem exceção. Até Jesus os teve. Mas isso não é importante. Importante é não ser inimigo de ninguém, tendo dentro da alma a dúlcida presença do incomparável Rabi, compreendendo que o nosso sentido psicológico é o de amar indefinidamente.

Estamos no processo da reencarnação para sublimar os sentimentos. Por necessidade da própria vida, a dor faz parte da jornada que nos levará ao triunfo.


É inevitável que experimentemos lágrimas e aflições. Mas elas constituem refrigério para os momentos de desafio. Filhos da alma, filhos do coração!

O Mestre Divino necessita de nós na razão direta em que necessitamos dEle. Não permitamos que se nos aloje no sentimento a presença famigerada da vingança ou dos seus áulicos: o ressentimento, o desejo de desforçar-se, as heranças macabras do egoísmo, da presunção, do narcisismo. Todos somos frágeis. Todos atravessamos os picos da glória mas, também, os abismos da dor.

Mantenhamo-nos vinculados a Jesus. Ele disse que o Seu fardo é leve, o Seu jugo é suave. Como nos julga Jesus? Julga-nos através da misericórdia e da compaixão.

E o Seu fardo é o esforço que devemos empreender para encontrar a plenitude.

Ide de retorno a vossos lares e levai no recôndito dos vossos corações a palavra libertadora do amor. Nunca revidar mal por mal. A qualquer ofensa, o perdão. A qualquer desafio, a dedicação fraternal. O Mestre espera que contribuamos em favor do mundo melhor, com um sorriso gentil, uma palavra amiga, um aperto de mão.

Há tanta dor no mundo, tanta balbúrdia para esconder a dor, tanta violência gerando a dor, que é resultado das dores íntimas...

Eis que Eu vos mando como ovelhas mansas ao meio de lobos rapaces, disse Jesus. Mas virá um dia, completamos nós outros, que a ovelha e o lobo beberão a mesma água do córrego, juntos, sem agressividade.

Nos dias em que o amor enflorescer no coração da Humanidade, então, não haverá abismo, nem sofrimento, nem ignorância, porque a paz que vem do conhecimento da Verdade tomará conta de nossas vidas e a plenitude nos estabelecerá o Reino dos Céus.

Que o Senhor vos abençoe , filhas e filhos do coração, são os votos do servidor humílimo e paternal, em nome dos Espíritos-espíritas que aqui estão participando deste encontro de fraternidade.


Muita paz, meus filhos, são os votos do velho amigo,


Bezerra.




Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, em 25 de setembro de 2011, na Creche Amélia Rodrigues, em Santo André – SP. Em 13.02.2012.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

UM SIMPLES CONSELHO

Certa vez um jovem muito rico foi procurar um rabi para lhe pedir um conselho.

Toda sua fortuna não era capaz de lhe proporcionar a felicidade tão sonhada.

Falou da sua vida ao rabi e pediu a sua ajuda.

Aquele homem sábio o conduziu até uma janela e pediu para que olhasse para fora com atenção, e o jovem obedeceu.

O que você vê através do vidro, meu rapaz? Perguntou o rabi.

Vejo homens que vêm e vão, e um cego pedindo esmolas na rua. Respondeu o moço.

Então o homem lhe mostrou um grande espelho e novamente o interrogou: O que você vê neste espelho?

Vejo a mim mesmo, disse o jovem prontamente.

E já não vê os outros, não é verdade?

E o sábio continuou com suas lições preciosas:

Observe que a janela e o espelho são feitos da mesma matéria prima: o vidro. Mas, no espelho há uma camada fina de prata colada ao vidro e, por essa razão, você não vê mais do que sua própria pessoa.

Se você comparar essas duas espécies de vidro, poderá retirar uma grande lição.

Quando a prata do egoísmo recobre a nossa visão, só temos olhos para nós mesmos e não temos chance de conquistar a felicidade efetiva.

Mas, quando olhamos através dos vidros limpos da compaixão, encontramos razão para viver e a felicidade se aproxima.

Por fim, o sábio lhe deu um simples conselho:

Se quiser ser verdadeiramente feliz, arranque o revestimento de prata que lhe cobre os olhos para poder enxergar e amar os outros. Eis a chave para a solução dos seus problemas.

* * *

Se você também não está feliz com as respostas que a vida tem lhe oferecido, talvez seja interessante tentar de outra forma.

Muitas vezes, ficamos olhando somente para a nossa própria imagem e nos esquecemos de que é preciso retirar a camada de prata que nos impede de ver a necessidade à nossa volta.

Quando saímos da concha de egoísmo, percebemos que há muitas pessoas em situação bem mais difícil que a nossa e que dariam tudo para estar em nosso lugar.

E quando estendemos a mão para socorrer o próximo, uma paz incomparável nos invade a alma.

É como se Deus nos envolvesse em bênçãos de agradecimento pelo ato de compaixão para com Seus filhos em dificuldades.

Ademais, quem acende a luz da caridade é sempre o primeiro a beneficiar-se dela.

E a caridade tem muitas maneiras de se apresentar.

Pode ser um sorriso gentil...

Uma palavra que anima e consola...

Um abraço de ternura...

Um aperto de mão...

Um pedaço de pão...

Um minuto de atenção...

Um gesto de carinho...

Uma frase de esperança...

E quem de nós pode dizer que não necessita ou nunca necessitará dessas pequenas coisas?

* * *

A caridade é o gênio celestial que nos tece asas de luz para a comunhão com o pensamento Divino, se soubermos esquecer de nós mesmos para construir a felicidade daqueles que nos estendem as mãos.

Pensemos nisso!




Redação do Momento Espírita, com base em história de autoria
ignorada e com pensamentos do verbete Caridade, do livro Dicionário
da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.
Disponível no livro Momento Espírita v. 4, ed. FEP.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A DIFÍCIL ARTE DE DIZER NÃO AOS FILHOS

Você costuma dizer não aos seus filhos?

Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?

Uma conhecida educadora do nosso país alerta que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.

Afinal, nos perguntamos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo, se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los?

Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, por que provocar lágrimas?

Se lhe dás tanto prazer comer todos os bombons da caixa, por que fazê-los pensar nos outros?

E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos bonzinhos...

O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser bonzinho com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.

Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer não, porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos ensinando-o que existe um limite para o ter. Estamos, indiretamente, valorizando o ser.

Mas, quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.

Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e, provavelmente, com muita flexibilidade ética, para não dizer desonesto.

Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer não, se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?

Não se defende a ideia de que se crie um ser acomodado, sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida, às vezes se ganha e, em outras vezes, se perde.

Para fazer com que um indivíduo seja um lutador, um ganhador, é preciso que ele aprenda a lutar pelo que deseja, sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de mão beijada.

Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.

Estabelecer limites para os filhos é necessário e saudável.

Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer.

Mas já se teve notícias de pequenos delinquentes que se tornaram agressivos quando ouviram o primeiro não, fora de casa.

Por essa razão, se você ama seu filho, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não.

Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.

O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.

Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da família universal.




Redação do Blog Espiritismo Na Rede baseado no verbete Educação, do livro Repositório de sabedoria, v. 1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

A CONQUISTA DA SERENIDADE

Um dia amanhece, glorioso, com a luz do sol atravessando as folhas. Silêncio que é quebrado pelo som dos passarinhos que acordam.

Murmúrio de regatos que cantam, perfume de relva molhada pelo orvalho da noite. Será isso serenidade?

A natureza oferece ao homem a oportunidade do silêncio externo, o exemplo da calma. Mas sozinha, ela, a natureza, será capaz de trazer a paz interna?

Muita gente diz assim: Vou sair da cidade, a fim de descansar. Quero esquecer barulho, poluição, trânsito.

Essa é uma paz artificial. Em geral, depois de alguns dias descansando, a pessoa volta para a cidade e aos ruídos da chamada civilização. E ainda exclama ao chegar: Que bom é voltar para o conforto da cidade.

E, nas semanas seguintes, enfrenta novamente os engarrafamentos de trânsito, o som constante das buzinas, a fuligem. A comida engolida às pressas e o estresse do cotidiano estão de volta.

Então vem a pergunta: Será que realmente a serenidade existe em nossa alma? Se ela estivesse mesmo em nós, não teríamos de deixar o local em que vivemos para encontrar a paz, não é mesmo?

A conquista da serenidade é gradativa. A natureza não dá saltos e as mudanças de hábitos arraigados ocorrem muito lentamente. Não se engane com isso.

Muita gente acredita que a simples decisão de modificar um padrão de comportamento é suficiente para que isso aconteça. Mas não é assim.

Um antigo provérbio chinês traduz muito bem essa dificuldade. Ele diz assim: “Um hábito inicia como uma teia de aranha e depois se torna um cabo de aço”. O mesmo acontece em nossa vida.

E a conquista da serenidade não escapa a essa lógica de criar novos hábitos, de reeducar-se. Sim, pois tornar-se pacificado é um exercício de auto-educação.

A pessoa educa-se constantemente. Treina a paciência, o silêncio da mente. É uma conquista diária, um processo que vai se instalando e se fortalecendo.

E por onde começar? O melhor é iniciar pelo dia a dia. Treinando com parentes, amigos, colegas de trabalho. Não se deixando perturbar pelas pequenas coisas do cotidiano.

Das pequenas coisas que irritam, a pessoa passa a adquirir mais força para superar problemas mais graves, situações mais complexas.

Aos poucos, suaviza-se o impacto que os outros exercem sobre nós. Acalma-se o coração, domina-se as emoções, tranqüiliza-se a mente.

O resultado é o melhor possível. Com o passar do tempo, a verdadeira paz se instala. E mesmo em meio aos ruídos de todo dia, o homem pacificado não se deixa perturbar.

É como um oásis em meio ao caos da vida moderna. Um espelho de água em meio a tempestades. Esse homem, em qualquer lugar que esteja, traz a serenidade dentro de si.

Experimente começar essa jornada hoje mesmo. Vai torná-lo muito mais feliz.

A serenidade resulta de uma vida metódica, postulada nas ações dinâmicas do bem e na austera disciplina da vontade.

Mantenhamos a serenidade e a nossa paz se espalhará entre todos.




Redação do Blog Espiritismo Na Rede, e pensamentos do verbete Serenidade, do livro Repositório de sabedoria, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografado por Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.