terça-feira, 7 de outubro de 2014

SEMPRE MELHOR









"Não se dê por vencido, o jogo ainda não acabou apesar do placar desfavorável. Esperança é para os tempos de crise, é a força que nos leva até o fim do jogo com a certeza da vitória.


Tem esperança aquele que sabe esperar confiantemente, aquele que sabe que as adversidades de hoje se constituem no esterco que prepara a terra para a farta colheita de amanhã.

Cultivar a esperança é adquirir a certeza de que a tempestade passa, que dentro de mim ainda há um reservatório enorme de forças que me levarão à superação das dores que hoje me sacodem, mas não me destroem. Ter esperança é confiar em Deus quando tudo me parece perdido e nada mais resta a fazer.

Deus adora aparecer nesses momentos. É só você confiar na esperança e continuar trabalhando para que a hora da dificuldade passe mais depressa."




Do Livro: Sempre Melhor
Escritor: José Carlos De Lucca

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

APELO ESPÍRITA

Irmãos! Faze:

De cada ensinamento que recebes uma instrução do Plano Superior;



De cada tarefa, por mínima que seja, uma realização em que deixes os melhores sinais de tua presença;

De cada conversação, um entendimento construtivo;

De cada conversação, um mensageiro de tua cooperação, no levantamento da felicidade geral;

De cada relação nova, uma sementeira de bênçãos;

De cada necessitado, um irmão que te espera o auxílio, em nome da Divina Paternidade;

De cada desapontamento, um teste de compreensão;

De cada hora, uma oportunidade de servir...

Companheiro da Terra és o viajor em trânsito na hospedaria do mundo! Guarda o coração e a consciência, na prática do bem, de tal modo, que possas receber, com o despertar de cada manhã, um novo renascimento na casa física e, no descanso de cada noite, um ensino de regresso tranqüilo ao teu lar verdadeiro, na Vida Espiritual.




Pelo Espírito: Albino Teixeira
Do livro: Caminho Espírita
Médium: Francisco Cândido Xavier

domingo, 5 de outubro de 2014

DEUS PODE!









Muitas vezes quem sabe definir o desanimo apenas desencadeia a tragédia, abrindo portas à delinqüência.

Estendes pão ao faminto e acolhes quem vai sem teto, entretanto, nem sempre atendes ao coração agoniado no próprio peito, rogando-te paciência.

Ouve-lhe as aflições e pede a Deus te envolva no dom inefável de sua bênção.

Se não consegues solucionar as dificuldades que te rodeiam, dize contigo:

Deus pode!

Se incapaz de empreender a alteração necessária ao próprio caminho, afirma em tu’alma:

Deus pode!

Se impossibilitado para corrigir a quem amas, assevera de novo:

Deus pode!

Se inabilitado para extirpar a angústia que te alanceia, medita em prece:

Deus pode!

E perdoando e ajudando sem descansar, aprenderás com Deus que a luz da verdadeira vitória é feita na paciência de cada dia.


Francisco Cândido Xavier

sábado, 4 de outubro de 2014

SAÚDE E EQUILÍBRIO











Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo:


I – Colocar-se sob os desígnios de Deus, cada dia, através da oração e sustentar a consciência tranquila, preservando-se contra ideias de culpa.

II – Dar o melhor de si mesmo no que esteja fazendo.

III – Manter coração e mente, atitude e palavra, atos e modos na inspiração constante do bem.

IV – Servir, desinteressadamente, aos semelhantes, quando esteja ao alcance de suas forças.

V – Regozijar-se com a felicidade do próximo.

VI – Esquecer conversações e opiniões de caráter negativo que haja lido ou escutado.

VII – Acrescentar pelo menos um pouco mais de alegria e esperança em toda pessoa com quem estiver em contato.

VIII – Admirar as qualidades nobres daqueles com quem conviva, estimulando-os a desenvolvê-las.

IX – Olvidar motivos de queixa, sejam quais sejam.

X – Viver trabalhando e estudando, agindo e construindo, de tal modo, no próprio burilamento e na própria corrigenda, que não se veja capaz de encontrar as falhas prováveis e os erros possíveis dos outros.




André Luiz pelo médium Chico Xavier.
Livro: Meditações Diárias.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ENTRE FALSAS VOZES












Se a Preguiça te pede: - “Descansa!”


-Responde-lhe com mais um pouco de esforço no trabalho que espera por teu concurso.

*
Se a vaidade te afirma: “Ninguém existe maior que tu!”

 – Retribue com a humildade, reconhecendo que a Vontade do Senhor impera sobre a nossa e que não passamos de meros servidores da vida, entre os irmãos de luta, onde estivermos.

*
Se o Orgulho te diz: - “Não cedas!”

 – Aprende a esquecer-te, auxiliando sempre.

*
Se o Ciúme exclama aos teus ouvidos: - “A posse é tua!”

 – Guarda silêncio em tua alma e procura entender que o amor e o bem são glórias do céu extensivas a todos.

*
Se o Egoísmo te aconselha: - “Retém!”

 – Abre as tuas mãos e distribui o bem a todos os que te cercam.

*
Se a Revolta te assevera: - “Reage e reivindica os teus direitos!” 

– Espera a Justiça Divina, trabalhando e servindo com mais elevada abnegação.

*
Se a maldade te sugere: “Vinga-te!”

 – Considera que mais vale amparar sempre ao companheiro, quanto temos sido auxiliados por Jesus, a fim de que o amor fulgure em nossas vidas.

*
Os falsos profetas vivem nos recessos de nosso próprio ser. Surge, cada dia, invariáveis, na forma da intriga ou da maledicência, da leviandade ou da indisciplina, induzindo-nos o coração a cerrar-se contra a nossa consciência.

*
Se aceitarmos Jesus em nosso roteiro, ouçamos o que nos diz o Seu ensinamento e apliquemo-nos à prática de Suas lições de Divinas.

*
Olvidemos as insinuações da ignorância e da treva, da crueldade ou da má fé que nos enrijecem o sentimento, e de coração unido à Vontade do Mestre, vendo a vida por Seus olhos e ouvidos os nossos irmãos por Seus ouvidos, estaremos realmente habilitados à posição de intérpretes do Seu Divino e Infinito amor, onde estivermos.

Pelo Espírito: Emmanuel

Do Livro: Servidores no Além, psicografia de Francisco Cândido Xavier

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

PESQUISA EM NÓS

Ante as crises da renovação que abarca, presentemente, quase todos os campos da Terra, sinceramente ignoramos onde se encontram aqueles irmãos que não necessitam de compreensão e simpatia.

Levantemos qualquer pergunta, nesse sentido, e a lógica responderá em nós mesmos.

Certos administradores, em vários episódios de serviço, demonstram dificuldades e deficiências no desempenho dos encargos que lhes competem ...

No entanto, que estaremos realizando, a fim de apoiá-los com segurança para que se reconheçam firmes e equilibrados na espinhosa tarefa de orientar?

Determinados religiosos, por vezes, evidenciam falhas no ministério que lhes foi atribuído ...

Qual terá sido, porém, a nossa colaboração para que se mantenham valorosos e irrepreensíveis na elevada missão em que se viram colocados?

Muitas pessoas sem trabalho procuram socorro alheio, patenteando freqüentemente relativa saúde ...

De que modo censurá-las, receitando-lhes dedicação ao serviço, se não dispomos de meios para mobilizá-las na atividade profissional?

Comenta-se que o lar na Terra vem sendo dilapidado na organização que lhe é própria ...

Será justo, entretanto, indagarmos de nós próprios, enquanto no Plano Físico, relativamente ao que fazemos para fortalecê-lo.

Amplia a visão sobre as múltiplas faixas em que se subdividem os grupos sociais da Terra e observaremos que em todos os lugares renteamos com aqueles que nos pedem compreensão e simpatia.

Os que trabalham mais e os que trabalham menos, os que agem ativamente e os que repousam, além do necessário, solicitam sustentação e amparo, estímulo e bênção, a fim de serem ou continuarem a ser o que devem ser.

À frente de quaisquer problemas de que a experiência humana te cerque, mergulha o pensamento na luz do amor que Jesus nos legou e perceberemos que atualmente no mundo ninguém existe fora das áreas da compaixão. 



(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier, constante do livro “Amigo”, de 1979, publicado por CEU – Cultura Espírita União.)

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

O TAMANHO DAS COISAS

Por vezes, gastamos horas amuados, jururus, macambúzios e sorumbáticos, consumindo a nossa mente e as nossas horas em problemas corriqueiros, em coisas que não saíram como imaginávamos, em sonhos frustrados parcialmente. Iludidos ficamos, focados no ponto preto em meio a um grande quadro branco.

Nesse sentido, o poeta mato-grossense Manoel de Barros trata, em um de seus poemas, do tamanho das coisas, como no trecho a seguir:

“Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande. A gente descobre que o tamanho das coisas há que ser medido pela intimidade que temos com as coisas. Há de ser como acontece com o amor. Assim, as pedrinhas do nosso quintal são sempre maiores do que as outras pedras do mundo. Justo pelo motivo da intimidade”.

A beleza da poesia pantaneira nos serve de inspiração para refletirmos sobre de que forma lidamos com os problemas habituais em nossa vida… Probleminhas, quando é do outro. Problemões, quando são os nossos… Maximizamos os nossos obstáculos, pela sua “intimidade”, e minimizamos os problemas alheios, pelo nosso egoísmo.

Seguimos assim, nos lamuriando de nossas cruzes, sem enxergar os martirizados à nossa volta. Se o gramado do vizinho é mais verde, a nossa cruz certamente será mais pesada…

Os Espíritos não se cansam de nos avisar desta realidade, onde destacamos a historieta intitulada “Aflitíssima”, no Livro “Bem-aventurados os simples” (Espírito Valerium, psicografia de Waldo Vieira), na qual a mulher se vê aflita com seus problemas, com questões comezinhas e busca o amparo de um dirigente espírita, que a consolava, ainda que não possuísse braços.

Na fieira das encarnações, avançamos diante de desafios inúmeros e a autocomiseração e o melindre não devem diminuir o nosso ritmo no enfrentamento dos problemas – chaves para a nossa evolução. O trabalho no bem, como terapia de múltiplas utilidades, também nos leva a conhecer outras realidades, de modo a mensurarmos, de forma mais realista, o “tamanho das coisas”, e percebermos que nossos fardos são leves, pelo acréscimo de misericórdia divina.

Falta-nos um sentido amplo da palavra otimismo, em um contexto no qual a doutrina espírita pode nos ajudar sobremaneira, a partir do momento que esta nos mostra uma visão ampla da existência, uma percepção concreta da eternidade, na qual tudo passa. E nos lembraremos desses fatos dolorosos apenas como uma lembrança alegre.

Necessitamos não só ampliar a visão em relação ao outro, mas também no que concerne à temporalidade. Para o Espiritismo a eternidade não é um dormir, em uma pseudoexistência, e sim uma sucedânea de vidas nas quais crescemos, aprendemos e superamos desafios e percebemos que a pequena luta de hoje se torna menor ainda amanhã.

Cabe registrar o dito n’O Evangelho segundo o Espiritismo, no seu Capítulo segundo: “Para aquele que se coloca, pelo pensamento, na vida espiritual, que é infinita, a vida corporal não é mais do que rápida passagem, uma breve permanência num país ingrato. As vicissitudes e as tribulações da vida são apenas incidentes que ele enfrenta com paciência, porque sabe que são de curta duração e devem ser seguidos de uma situação mais feliz“.

O otimismo não se confunde com a inatividade de uma vida repousada apenas na vida espiritual ou na depressão de problemas insolúveis no plano terreno. Na visão espírita, o otimismo nos aponta uma lógica de oportunidades, de superação pelo perdão, pelo amor, pela reparação, atuando sobre os problemas que julgamos enormes, mas que são ínfimos nos portfólios de almas que lutam pela evolução na crosta terrestre.

Assim, pelo prisma da vida espiritual, diante de nossos problemas, analisemos sua dimensão frente aos nossos irmãos, em outros espaços, e a nossa própria existência, na multiplicidade das vidas sucessivas, e veremos que tudo é pequeno, mas não insignificante, indigno de nossa tristeza e merecedor de nossa atenção.

O ponto de vista espírita nos enche de otimismo, afastando a tristeza que nos invade o coração, mostrando o real tamanho das causas de nossas aflições e a medida certa que deve ser nossa atitude: tristes pela nossa humanidade, ativos pela nossa espiritualidade.

As coisas têm o tamanho que a ela atribuímos! Sem sermos desleixados pelo nosso egoísmo, sem sermos melindrados pelo nosso orgulho, devemos sopesar cada problema, lembrando a nossa condição de Espíritos imortais em evolução com outros irmãos de jornada.

Assim, com o olhar renovado, nivelamos a vida em alto astral, na lição de que o tempo despendido em lamentações tem melhor uso se convertido em trabalho.


MARCUS VINICIUS DE AZEVEDO BRAGA