sábado, 7 de junho de 2014

LAMENTÁVEL EQUÍVOCO

Convencionou-se que felicidade é despreocupação, logo seguida de alegrias em paisagens rutilantes de Sol e de bem-estar.

Para fruí-la, até a embriaguez dos sentidos, basta acumular haveres ou recebê-los de outrem, de modo que a despreocupação acompanhe a trajetória do indivíduo fútil e ditoso.

Lamentável equívoco tal conceito, porquanto, esse estado, mais de prazer do que de felicidade, somente existe como alguma forma de utopia.

A existência humana é uma sucessão de desafios, mediante os quais, os valores morais se fortalecem na luta, desenvolvendo as potencialidades íntimas do ser.

Qualquer anseio por comodidade sem ação dignificadora, transforma-se em indolência que trabalha em favor da decomposição moral e emocional do indivíduo.

Aquele que não se vincula a um labor, exercitando a mente, vitalizando a emoção, acionando o corpo, avança para a desorganização da existência e converte-se em parasita social, nutrindo-se do esforço alheio e das concessões da vida, que não deseja retribuir.

A constituição orgânica é suscetível de alterações sutis ou expressivas, sempre manifestando situações que alteram completamente os quadros ilusórios do prazer que é sempre de breve duração.

Como conseqüência, os estados emocionais estão sujeitos a mudanças de humor, mesmo quando, aparentemente, tudo transcorre bem.

Essa satisfação, disfarçada de felicidade, também oculta situações penosas em que o Espírito se encontra.

Pode indicar leviandade e desinteresse em relação aos acontecimentos morais ou mesmo manifestar-se como síndrome de alguma alienação mental em processo de agravamento.

A criatura responsável não se aquieta no banquete do prazer, nem se amolenta no veículo do comodismo, desfrutando sem produzir, gozando sem favorecer aos demais.

É propelida ao esforço do automelhoramento, e, para tanto, empreende lutas e sacrifícios que lhe exigem tensão emocional, desgaste de energias físicas que, no entanto, renovam-se sem cessar, em face do próprio estímulo a que são propelidas.

O riso, que expressa alegria, quando deslocado no tempo e na oportunidade, demonstra desequilíbrio, falta de sensatez, porque momentos se apresentam que exigem seriedade e reflexão.

Certamente que o sofrimento não representa felicidade, se olhado sob o ponto de vista do imediatismo social.

Pelo contrário, a sua presença no trânsito carnal constitui convite à avaliação de como transcorrem os dias e as experiências, tornando-se uma advertência em torno da maneira de se viver.

O ser humano é um conjunto eletrônico regido pela consciência, que se exterioriza do Espírito imortal.

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Pretendendo alcançar a meta programada para a reencarnação, desperta para a realização do teu processo iluminativo.

Se visitado pelas dores de quaisquer matizes, não te aflijas em demasia, antes considerando que elas são mecanismos expungitivos que a Vida te proporciona, a fim de que redundem como alegrias reais.

Se a escassez de recursos econômicos te constringe ou se problemas se apresentam na área da saúde, de forma alguma consideres o evento como sendo uma desgraça, valorizando a experiência como recurso de aprendizado e renovação de comportamento que trabalha pela tua edificação pessoal.

Se sofres perseguições e te vês a braços com problemas que exigem atenção, mantém-te sereno e encontrarás meios para superá-los todos.

Se a ausência de afeto, de companheirismo, para ajudar-te na escalada evolutiva magoa-te, renova-te na esperança de que amanhã encontrarás a alma querida que, no momento, não pode estar ao teu lado.

Melhor a solidão, não poucas vezes, do que as companhias turbulentas, afligentes e desesperadoras, mediante, as quais, são impostas reparações morais muito complexas.

Em realidade, felizes são todos aqueles que, na Terra, por enquanto experimentam aflição e abandono, enfermidades e dores, porque esses são recursos valiosos de que se utiliza a Divindade para facultar o aprimoramento do Espírito que se aformoseia na luta de crescimento íntimo.

As pessoas que se banqueteiam no conforto e na saúde, na beleza e no prazer, desfrutando de facilidades sem que retribuam de alguma forma, encontram-se em parasitose doentia, explorando os tesouros do amor de Deus, que devem ser multiplicados para o atendimento de todos os Seus filhos.

Com que direito se atribuem, esses indivíduos, o mérito para existências privilegiadas e regimes de exceção, quando as demais pessoas encontram-se em batalhas contínuas para a aquisição do apenas necessário à sobrevivência?

Sucede que, esses que ora sorriem na indiferença das alheias aflições, serão chamados a contas e deverão compreender que, felicidade, na Terra, é lamentável equívoco dos seus sentidos físicos e presunção como vanglória do seu desenvolvimento intelectual.

Riam, portanto, os que sofrem hoje, porque, concluídas as provas em que se encontram, desfrutarão da felicidade, ora escassa, que se lhes instalará no coração, fruindo as bênçãos da paz de consciência.

Pode parecer paradoxal tal colocação. Nada obstante, é a realidade, porquanto, todo aquele que recebe, na contabilidade da Vida é devedor, enquanto que aqueloutro que doa, é credor.

Aqueles que ora desfrutam, encontram-se em provas de avaliação de conduta, a fim de que aprendam a aplicar, conforme a parábola das Virgens loucas e das Virgens prudentes que receberam combustível com finalidade exclusiva, que não podia nem devia ser utilizado inadequadamente.

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Por essas razões, convencionou-se, também, por outro lado, que tais afirmações, essas que fazemos, são apologia ao sofrimento, necessidade masoquista de realização pessoal.

Mais um equívoco esse, que a mínima lógica se encarrega de diluir, tendo-se em vista a brevidade da existência física e a perenidade do existir como Espírito.

Agradece, portanto, a Deus, os teus testemunhos, as tuas lutas ásperas, as tuas ansiedades e carências.

Conforme os administres hoje, poderás revertê-los em júbilos, em paz e em prosperidade para amanhã.

Equívoco é pensar que a existência humana é uma viagem ao país da fantasia e da ilusão, não uma experiência de aformoseamento do caráter e de desenvolvimento do Espírito.

Por isso, Jesus foi muito enfático ao asseverar: O meu reino não é deste mundo, portanto, a felicidade igualmente não o é.



Divaldo Pereira Franco. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão mediúnica da noite de 5 de julho de 2004, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

NA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Aproximar-se do assistido, encontrando nele uma criatura humana, tão humana e tão digna de estima quanto os nossos entes mais caros.

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Em tempo algum, agir sobrepondo instruções profissionais aos princípios da caridade genuína.

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Amparar sem alardear superioridade.

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Compreender que todos somos necessitados dessa ou daquela espécie, perante Deus e diante uns dos outros.

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Colocar-nos na situação difícil de quem recebe socorro.

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Dar atenção à fala dos companheiros em privação, ouvindo-os com afetuosa paciência, sem fazer simultaneamente outra cousa e sem interrompê-los com indagações descabidas.

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Calar toda observação desapiedada ou deprimente diante dos que sofrem, tanto quanto sabemos silenciar sarcasmo e azedume junto das criaturas amadas.

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Confortar os necessitados sem exigir-lhes mudanças imediatas.

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Ajudar os assistidos a serem independentes de nós.

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Respeitar as idéias e opiniões de quantos pretendemos auxiliar.

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Nunca subordinar a prestação de serviço ou benefício à aceitação dos pontos de vista que nos sejam pessoais.

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Conservar discrição e respeito ao lado dos companheiros em pauperismo ou sofrimento, sem traçar comentários desprimorosos em torno deles, quando a visita for encerrada.



Francisco Cândido Xavier. Sinal Verde. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

UNIÕES DE PROVA

“... Não separe o homem o que Deus ajuntou.” Jesus - Mateus : 19 - 6 “... Quando Jesus disse: “Não separe o homem o que Deus ajuntou”, essas palavras se devem entender com referência à união, segundo a lei imutável de Deus e não segundo a lei mutável dos homens.” ESE. Cap. XXII - 3

Aspiras a convivência dos espíritos de eleição com os quais te harmonizas agora, no entanto, trazes ainda na vida social e doméstica, o vínculo das uniões menos agradáveis que te compelem a frenar impulsos e a sufocar os mais belos sonhos.

Não violentes, contudo, a lei que te preceitua semelhantes deveres.

Arrastamos, do passado ao presente, os débitos que as circunstâncias de hoje nos constrangem a revisar.

O esposo arbitrário e rude que te pede heroísmo constante é o mesmo homem de outras existências, de cuja lealdade escarneceste, acentuando-lhe a feição agressiva e cruel.

Os filhinhos doentes que te desfalecem nos braços, cancerosos ou insanos, idiotizados ou paralíticos são as almas confiantes e ingênuas de anteriores experiências terrestres, que impeliste friamente às pavorosas quedas morais.

A companheira intransigente e obsediada, a envolver-te em farpas magnéticas de ciúme, não é outra senão a jovem que outrora embaíste com falsos juramentos de amor, enredando-lhe os pés em degradação e loucura.

Os pais e chefes tirânicos, sempre dispostos a te ferirem o coração, revelam a presença daqueles que te foram filhos em outras épocas, nos quais plantaste o espinheiral do despotismo e do orgulho, hoje contigo para que lhes renoves o sentimento, ao preço de bondade e perdão sem limites.

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Espíritos enfermos, passamos pelo educandário da reencarnação, qual se o mundo, transfigurado em sábio anestesista, nos retivesse no lar para que o tempo, à feição de professor devotado, de prova em prova, efetue a cirurgia das lesões psíquicas de egoísmo e vaidade, viciação e intolerância que nos comprometem a alma.

À frente, pois, das uniões menos simpáticas, saibamos suportá-las, de ânimo firme.

Divórcio, retirada, rejeição e demissão, às vezes, constituem medidas justificáveis nas convenções humanas, mas quase sempre não passam de moratórias para resgate em condições mais difíceis, com juros de escorchar.

Ouçamos o íntimo de nós mesmos.

Enquanto a consciência se nos aflige, na expectativa de afastar-nos da obrigação, perante alguém, vibra em nós o sinal de que a dívida permanece.



Francisco Cândido Xavier. Livro da Esperança. Pelo Espírito Emmanuel. CEC. Capítulo 76.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

TESTE DE INTEGRIDADE

Há muito tempo houve um mestre que vivia em um templo arruinado, em companhia de grande número de discípulos.

Todos sobreviviam graças às doações e esmolas recebidas dos moradores de uma cidade próxima.

Os discípulos, insatisfeitos com a situação, começaram a reclamar das péssimas condições do templo.

Um dia, o mestre chamou todos para uma reunião e propôs o seguinte: "nós devemos fazer uma reforma geral no templo, mas como nos ocupamos somente com estudos e meditações, não sobra tempo para trabalhar e arrecadar o dinheiro que precisamos. Assim, eu pensei numa solução simples e gostaria de saber se posso contar com todos vocês."

Os discípulos ouviam com atenção enquanto o mestre lhes disse: "cada um de vocês deve ir para a cidade e roubar bens que poderão ser vendidos para a arrecadação de dinheiro. Desta forma poderemos fazer uma boa reforma em nosso templo."

Os estudantes ficaram espantados com a sugestão do mestre, a quem todos julgavam um verdadeiro sábio. Mas, desde que todos tinham por ele grande respeito, não fizeram nenhum protesto.

E o mestre disse, logo a seguir, de modo bastante severo: "como estaremos cometendo atos ilegais e imorais, e não quero manchar nossa excelente reputação, solicito que só roubem quando ninguém estiver olhando. Não quero que ninguém seja apanhado em flagrante."

Quando o mestre se afastou, os discípulos discutiram o plano.

É errado roubar, disse um deles. Por que nosso mestre nos pede para cometer este ato?

Outro respondeu em seguida: "isto permitirá que possamos reformar o nosso templo, o que é uma boa causa."

Dessa forma, todos concordaram que o mestre era sábio e justo e deveria ter uma boa razão para fazer tal pedido.

Assim, logo partiram em direção à cidade, prometendo que fariam tudo às escondidas para não causar a desgraça do templo.

Todos os estudantes foram para a cidade. Todos, menos um.

O sábio se aproximou dele e lhe perguntou: "por que você ficou para trás?"

"Porque não posso seguir as orientações para roubar onde ninguém esteja me vendo."

O mestre se fez de desentendido e pediu ao garoto que se explicasse melhor.

E ele disse com firmeza: "aonde quer que eu vá, eu sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus próprios olhos irão me ver roubando e minha consciência registrará o fato."

O sábio mestre abraçou o menino com um sorriso de alegria e disse: "eu só estava testando a integridade dos meus estudantes, e você foi o único que passou no teste."

Após muitos anos aquele garoto se tornou um grande mestre.

Sem dúvida nenhuma quando uma pessoa é íntegra tem, acima de tudo, responsabilidade com a própria consciência.

A verdadeira integridade jamais se submete, por saber que os fins não justificam os meios, como ocorreu com o lendário Robin Hood, que roubava dos ricos e dava aos pobres.

Ademais, não há nada que possa justificar ao íntegro, a perda da sua integridade, da sua dignidade, da sua honradez.

O homem digno sabe que mesmo que possa fazer algo ilícito, no mais completo anonimato, sempre há alguém a observar: Deus. O Onipresente e Onisciente.

Pense nisso!

Paulo, o grande apóstolo de Jesus, compreendia bem o que significa um homem honrado ao dizer: "tudo me é lícito, mas nem tudo me convém".

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no livro "As 100 mais belas parábolas de todos os tempos.

terça-feira, 3 de junho de 2014

VALORES DA VIDA

Todo intercâmbio entre as almas está em constante processo de renovação no sustento da marcha evolutiva de todos.

Nenhum coração pode viver normalmente sem companhia.

Olhar, gesto e palavra, ocorrências naturais em qualquer recanto da vida terrestre, tem significações profundas para a garantia da felicidade.

O olhar exprime os mais diversos sentimentos na mímica da face.

O gesto pode ser o movimentos inicial de grandes ações.

A palavra constrói ou destrói facilmente e, em segundo, estabelece, por vezes, resultados vitais para muitos anos.

Toda criação da consciência reveste-se de importância particular.

Desde o pensamento isolado a germinar da forja do cérebro à plasmagem respectiva, tudo se afirma com valor específico, registrado, medido e julgado por Leis Inderrogáveis.

Modificam-se os valores da vida externa, segundo os valores do entendimento.

Examinemos semelhante realidade.

O arco e a flecha, preciosos para o selvagem, carecem de proveito nas mãos do homem relativamente instruido.

Uma enciclopédia mostra expressão diferente aos olhos do professor e aos olhos do analfabeto.

As notas musicais são melodias para o músico e vibrações sonoras para o físico.

O desespero desconhece a paz que mora invariavelmente no centro da vida.

A teimosia apenas aprova o que lhe convém às cristalizações.

O egoismo vê concorrentes em todas as criaturas.

A fraternidade encontra irmãos em todos os companheiros.

A avaliação do bem e do belo varia, portanto, de espírito a espírito, de acordo com o burilamento íntimo de cada um.

Levantemos o pensamento para Jesus.

O Evangelho reune os valores indestrutíveis.

Aproveita o mínimo ensejo de auxiliar aos semelhantes.

Observa o lado nobre das ocorrências.

Ajusta o colorido do otimismo nas telas do cotidiano.

Confia e espera com paciência.

O objetivo maior da Criação é a felicidade real de todos.

Estuda ao redor de teus passos se os seres e as coisas, os fatos e as vidas permanecem estacionários ou progressistas, na procura de valores eternos e, buscando a tua própria integração com o melhor, caminharás firmemente no rumo da perfeição.



Waldo Vieira. Sol nas Almas. Pelo Espírito André Luiz. CEC.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

FACCIOSISMO

"Mas se tendes amarga inveja e sentimento faccioso, em vosso coração, não vos glorieis nem mintais contra a verdade." - (TIAGO, 3:14.)

Toda escola religiosa apresenta valores inconfundíveis ao homem de boa-vontade.

Não obstante os abusos do sacerdócio, a exploração inferior do elemento humano e as fantasias do culto exterior, o coração sincero beneficiar-se-á amplamente, na fonte da fé, iluminando-se para encontrar a Consciência Divina em si mesmo.

Mas, em todo instituto religioso, propriamente humano, há que evitar um perigo - o sentimento faccioso, que adia, indefinidamente, as mais sublimes edificações espirituais.

Católicos, protestantes, espiritistas, todos eles se movimentam, ameaçados pelo monstro da separação, como se o pensamento religioso traduzisse fermento da discórdia.

Infelizmente, é muito grande o número de orientadores encarnados que se deixam dominar por suas garras perturbadoras. Espessos obstáculos impedem a visão da maioria.

Querem todos que Deus lhes pertença, mas não cogitam de pertencer a Deus.

Que todo aprendiz do Cristo esteja preparado a resistir ao mal; é imprescindível, porém, que compreenda a paternidade divina por sagrada herança de todas as criaturas, reconhecendo que, na Casa do Pai, a única diferença entre os homens é a que se mede pelo esforço nobre de cada um.





Francisco Cândido Xavier. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 36.

facciosismo: cegueira, fanatismo, partidarismo, proselitismo e sectarismo

domingo, 1 de junho de 2014

PAIS

"E vós, pais, não provoqueis a ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:4.)

Assumir compromissos na paternidade e na maternidade constitui engrandecimento do espírito, sempre que o homem e a mulher lhes compreendam o caráter divino.

Infelizmente, o Planeta ainda apresenta enorme percentagem de criaturas mal- avisadas relativamente a esses sublimes atributos.

Grande número de homens e mulheres procura prazeres envenenados nesse particular. Os que se localizam, contudo, na perseguição à fantasia ruinosa, vivem ainda longe das verdadeiras noções de humanidade e devem ser colocados à margem de qualquer apreciação.

Urge reconhecer, aliás, que o Evangelho não fala aos embriões da espiritualidade, mas às inteligências e corações que já se mostram suscetíveis de receber-lhe o concurso.

Os pais do mundo, admitidos às assembléias de Jesus, precisam compreender a complexidade e grandeza do trabalho que lhes assiste. É natural que se interessem pelo mundo, pelos acontecimentos vulgares, todavia, é imprescindível não perder de vista que o lar é o mundo essencial, onde se deve atender aos desígnios divinos, no tocante aos serviços mais importantes que lhes foram conferidos. Os filhos são as obras preciosas que o Senhor lhes confia às mãos, solicitando-lhes cooperação amorosa e eficiente.

Receber encargos desse teor é alcançar nobres títulos de confiança. Por isso, criar os filhinhos e aperfeiçoá-los não é serviço tão fácil.

A maioria dos pais humanos vivem desviados, através de vários modos, seja nos excessos de ternura ou na demasia de exigência, mas à luz do Evangelho caminharão todos no rumo da era nova, compreendendo que, se para ser pai ou mãe são necessários profundos dotes de amor, à frente dessas qualidades deve brilhar o divino dom do equilíbrio.




Francisco Cândido Xavier. Vinha de Luz. Pelo Espírito Emmanuel. 14.ed. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 1996. Capítulo 135.