terça-feira, 7 de janeiro de 2014

DOENÇAS NOS FILHOS... SERÁ O LAR EM DESARMONIA?

Comoveu-me um email que recebi de uma pessoa que para resguardar sua privacidade iremos chamar de Paula, 37 anos. Diz ela:
Tenho enfrentado muitos problemas em minha casa. Sou casada há 6 anos e tenho 1 filho de 3. Eu e meu marido vivemos em constante atrito, agredimo-nos verbal e, não raro, fisicamente. Para agravar a situação nosso filho vive doente e tem a saúde frágil. Uma amiga me disse que as nossas brigas podem prejudicar a saúde do garoto. Isso é verdade?

Resposta: Prezada Paula, paz ao coração. A falta de harmonia no lar é, de fato, um problema que aflige muitos lares na Terra. A incompreensão e a incapacidade de lidar com as diferenças estão entre os grandes causadores das desavenças domésticas. E não podemos negar: os filhos sofrem muito com a falta de amor entre os pais. Ambientes sem harmonia, em que prevalecem palavras ásperas e agressões, são campos férteis para a proliferação das enfermidades, principalmente nas crianças. É preciso se atentar para o poder dos pensamentos e das palavras, pois são energias e como tal influenciam todo o ambiente. As crianças naturalmente não estão imunes aos desencontros de seus pais. Busquem o entendimento e o equilíbrio. Conversem, troquem ideias, enfim, procurem melhorar o astral da casa transformando-a em lar que, certamente, você e seu marido contribuirão para o restabelecimento da saúde da criança.
A obra No Mundo Maior, ditada pelo Espírito André Luiz ao médium Chico Xavier, em que é abordada a questão do infanticídio inconsciente, mostra com clareza a influência do ambiente que vigora no lar para a saúde ou enfermidade da criança. Óbvio que não podemos generalizar, e cada caso é único, no entanto, vale a reflexão.
Muitas pessoas ainda não perceberam a responsabilidade que é ser pai ou mãe e acabam prejudicando o crescimento dos filhos com suas atitudes em descompasso com a moral cristã. Uma pena! Transformam o lar em ringue e seu companheiro de caminhada em oponente. Quando a situação está assim, a separação é praticamente inevitável.
Todavia, estamos aprendendo, caro leitor! No entanto, esses conhecimentos não precisam necessariamente chegar até nós pela dor, ou será que teremos que vivenciar a partida de um ente querido para compreendermos a necessidade de cultivarmos um lar dentro das bases legítimas do amor de Cristo?

Wellington Balbo 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

ANJO DE GUARDA OU ESPÍRITO PROTETOR

Espírito que se incumbe da tarefa de amparar um outro espírito na etapa encarnatória - todas as pessoas possuem um. Geralmente, são designados os espíritos afins e simpáticos para estabelecerem tal relação. Um guia espiritual é, via de regra, um espírito mais evoluído que o seu protegido. Não raro, se vêem mães guiando filhos ou maridos guiando esposas, e assim por diante. Um guia acompanha o seu protegido oferecendo apoio num momento de sofrimento, esclarecimento numa hora de dúvida, ajuda num instante de perigo, etc. As pessoas, mesmo sem perceber, estão submetidas à influência benévola desse guia constantemente e, ao mínimo pensamento feito a ele, o bondoso espírito se faz presente e exerce sua tarefa caridosa e despretensiosa. Um guia está profundamente ligado a seu protegido por motivos de afinidade espiritual e sempre executa sua missão com um sentimento espontâneo de ajuda, porquanto essa ajuda também significa o seu próprio desenvolvimento e evolução. Essa terminologia de "anjo da guarda", utilizada seriamente por outras religiões, pode ser tomada "emprestada" pelo Espiritismo, pois se enquadra perfeitamente para esse espírito missionário: consiste no amigo constante e amoroso que Deus proporciona a todos os encarnados na difícil etapa carnal - é comumente também chamado de "protetor espiritual" ou de "mentor espiritual".
Muitos pensam que seu anjo de guarda ou Espírito Protetor seja um ser elevadíssimo, um Espírito Superior - isso é uma presunção. Seria o mesmo que pretendermos que o Ministro da Justiça viesse resolver a nossa questiúncula com nosso vizinho. Para isso, existe uma autoridade específica. Que temos diversos Espíritos que se interessam pela nossa proteção e desenvolvimento, não resta dúvida, mas que os mesmos sejam de ordem superior é pura vaidade de nossa parte; contudo, são de fato melhores do que nós, pois não se justificaria que um inferior protegesse um superior. Assim sendo, todos nós temos os nossos guardiães, segundo as nossas condições evolutivas. Entretanto, é necessário lembrar que há uma hierarquia em todos os planos, tendo em vista que quando o problema escapa à competência do mentor, ele solicita do seu superior a necessária intervenção. Outro aspecto a ser considerado é o da efetiva e ininterrupta assistência do guardião ao seu pupilo, como fosse um escravo a nosso serviço. Quando os Espíritos disseram que o anjo guardião se liga ao seu protegido, não significa uma constante assistência, mas sim um compromisso para com aquela criatura, ajudando-a sempre que necessário, seja pela evocação feita pelo tutelado ou pelos vigilantes deste, que são os Espíritos familiares ou afins. Caso contrário, o protetor não disporia de tempo para os estudos (o Espírito evolui eternamente) ou para outras tarefas, bem como para o lazer. Lembremo-nos também que temos a companhia que estivermos invocando pelas nossas condições mentais, as quais variam segundo as nossas atitudes: se estivermos voltados para os anseios carnais ou violentos, não poderemos ser ajudados pelos nossos benfeitores, porque, ao afinar com entidades inferiores, automaticamente estaremos repelindo, sintonicamente, aqueles que nos querem ajudar. 

Romeu Leonilo Wagner
Fontes: www.guia.heu.nom.br   e  www.plenus.net

REFORMA ÍNTIMA

        1 - Existe uma fórmula para a felicidade?

        Vicente de Carvalho, poeta santista, diz, numa poesia famosa, que nunca encontramos a felicidade porque ela sempre está apenas onde a pomos e nunca a pomos onde estamos. Procuramos no lugar errado, nas curtições mundanas, nas seduções afetivas, no sucesso social e profissional...

          2 - Mas tudo isso não é próprio da natureza humana? Não vivemos e nos movemos em função dessas realizações?

          Sim, mas o problema é que fazemos delas um fim em si, isto é, passamos a vida à procura disso tudo para sermos felizes. No entanto, continuamos infelizes, mesmo quando realizamos nossos desejos, porque outros desejos surgem e estamos sempre insatisfeitos.

3 - Seria um círculo vicioso? Anseio, realização, novos anseios, eterna insatisfação?

Mais ou menos isso. É que não aprendemos que a felicidade deve ser construída a partir do lugar onde estamos, da situação que estamos vivendo. Como ensina velho ditado, a felicidade não é uma estação na viagem da vida. Trata-se de uma maneira de viajar.

       4 - Uma realização interior?

       Exatamente, buscando descobrir os potenciais divinos que há em nós. Há uma lenda hindu muito interessante a esse respeito. Conta-se que em tempos recuados todos os homens eram deuses. Abusaram tanto de sua divindade que Deus decidiu retirar seus poderes divinos. O Senhor considerou que não haveria lugar na Terra onde o homem não chegaria um dia. Resolveu, então, esconder os poderes divinos num lugar onde ele nunca se lembraria de procurar: dentro do próprio homem. Desde então, concluí a lenda, procurando felicidade o homem conheceu a Terra, explorou o espaço, mergulhou nos mares, escalou montanhas, em busca de algo que se encontra em seu próprio íntimo. Por isso Jesus dizia que o Reino de Deus está dentro de nós.

5 - Como fazer para alcançar esse Reino, essa descoberta de nossos poderes divinos, realizando a felicidade onde estamos?

Isso exige o cultivo de uma atividade não muito apreciada, principalmente pelos jovens, envolvidos com as badalações juvenis. Chama-se reflexão.

6 -  Uma espécie de parar e pensar?

Mais ou menos isso. O bispo Bossuet, grande orador sacro francês, dizia que a reflexão é o olho da alma. Exercitá-la é nos voltarmos para dentro de nós mesmos, procurando, como Espíritos eternos em trânsito pela Terra, encontrar nosso espaço na vida, nossa tranqüilidade para viajar, sem deixar que as fraquezas humanas nos conduzam. Ouvi de um mentor espiritual que se exercitássemos quinze minutos diários de reflexão, operaríamos prodígios em favor de nossa felicidade.

       7 - Como poderíamos entender Isso de forma mais objetiva?

       Santo Agostinho ensina, em «O Livro dos Espíritos”, que ele encontrou seu caminho a partir do momento em que passou a fazer, todas as noites, um exame de consciência, refletindo a respeito do que fora seu dia. Sobre o bem ou o mal que praticara, o que fizera de certo ou errado, a maneira como tratara as pessoas, como lidara com as situações. Era sempre severo consigo mesmo, disposto a iniciar um novo dia com o propósito de não incorrer nos mesmos erros, de aproveitar as oportunidades de edificação. Com semelhante empenho habilitava-se à proteção de benfeitores espirituais que o inspiravam e fortaleciam.

       8 - Funcionou com Santo Agostinho, um Espírito luminar. Funcionaria comigo?


       Antes de cultivar a reflexão Santo Agostinho foi também um jovem imaturo que apreciava as curtições da mocidade, à procura de felicidade nas estações da inconseqüência.

Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

TRATAMENTO ESPIRITUAL

  1 - Como podemos ajuizar quanto à eficiência de um tratamento espiritual?

       Pelos resultados. Considere-se, entretanto, que a eficiência do passe está subordinada também à fé. Jesus deixava isso bem claro quando dizia aos beneficiários de suas curas: 
"A tua fé te salvou."

       2 - A fé supera o problema do merecimento?

       A fé tem seus próprios méritos. Representa a mobilização de nossos melhores sentimentos, estabelecendo sintonia com o aplicador de passe e os benfeitores espirituais que o assistem e potencializando os recursos que nos fornecem.

       3 - Se tenho uma gastrite, decorrente de problema cármico, contraído em existência anterior, é possível a cura pela fé?

       A gastrite, que é apenas uma "materialização" do desajuste espiritual relacionado com o débito cármico, pode ser superada pela fé. Ela, porém, não quita o débito. Este pede o concurso do tempo e esforço de renovação. Antes que isso ocorra tenderá a manifestar-se em novos problemas no aparelho digestivo.

4 - É ocioso, então, buscar tratamento espiritual e cultivar a fé em relação a problemas cármicos?

De forma alguma. Com semelhante iniciativa favorecemos a ação da Misericórdia Divina, balsa­mizando nossas dores e reduzindo nossos males.

5 - Minha mãe costumava deixar um copo d’água em meu quarto, dizendo que os bons Espíritos a fluidificariam. É uma prática recomendável?

A água é excelente veículo para tratamento espiritual. A oração contrita, com esse propósito, atrairá bons Espíritos que a fluidificarão, emprestando-lhe propriedades terapêuticas.

       6 - Estou em tratamento espiritual e sinto desconforto e até um mal-estar nas preleções que antecedem o passe e também quando o recebo. A que atribuir esse problema?

       Espíritos que não querem nossa iniciação em práticas que nos livrem de sua influência nociva, recrudescem sua pressão, buscando incutir-nos a idéia de que elas nos são nocivas. Por outro lado, se o paciente tem alguma sensibilidade psíquica poderá experimentar esse desconforto em princípio, plenamente superável na medida em que aprende a lidar com o fenômeno.

7 - Como devo alimentar-me no dia de trabalho espiritual?

Antes de cogitar da alimentação para dias especiais, deveríamos observar uma alimentação especial para todos os dias, cultivando frugalidade. Um dos segredos da saúde está em deixar a mesa com fome. Ingerir apenas o necessário, sem cogitar da saciedade, cujas exigências aumentam sempre, na medida em que lhes damos atenção, sob inspiração da gula.

8 - As vezes fico doente e me restabeleço sem procurar o médico ou o Centro Espírita. Posso atribuir essas curas à ajuda espiritual?

Sempre somos ajudados. É preciso considerar também que nosso corpo tem seus próprios recursos terapêuticos, rechaçando a enfermidade. Podemos ajudá-lo muito nesse mister, fortalecendo os mecanismos imunológicos com o cultivo de otimismo, bom-ânimo, disposição de servir...


Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

domingo, 5 de janeiro de 2014

ORAÇÃO

 1 - Deus está sempre presente?

       É o que ensinam as religiões.

2 - Se Ele tudo sabe e tudo vê, para que orar? 

A oração não objetiva chamar a atenção de Deus para nós. Oramos para nos aproximar dEle.

3 - De qualquer forma esse esforço parece ocioso. As bênçãos de Deus não se estendem por todo o Universo? 

Se você permanecer dentro de uma piscina morrerá de sede, ainda que cercado de água, se não abrir a boca. A oração é mais ou menos isso:
um "abrir de boca", espiritualmente falando, para que recebamos as bênçãos de Deus.

       4 - Posso fazer pedidos a Deus? 

       Claro. Que filho está impedido de pedir algo ao pai? Mas tenha cuidado. As pessoas ficam desapontadas, porqüanto costumam pedir o que não podem receber ou esperar soluções para problemas que dependem de sua iniciativa.

5 - Poderia explicar melhor? 

Se você perde uma perna em acidente, ficará muito frustrado se pedir a Deus que faça nascer outra. Por outro lado, se está desempregado a oração não levará o empregador à sua casa. Será mais conveniente sair à procura dele.

6 - O que devemos pedir?

Segundo ensina velha oração, devemos pedir forças para suportar o que não pode ser mudado (viver sem uma perna); disposição para mudar o que deve ser mudado (superar o desemprego), e discernimento para distinguir entre as duas situações.

7 - Como devemos orar?

Essa mesma pergunta foi feita pelos discípulos de Jesus. Ele respondeu com o Pai Nosso. Entretanto é preciso considerar que não se trata de uma fórmula verbal, cuja eficiência esteja subordinada à repetição. Jesus apenas indica os sentimentos que devemos mobilizar na oração.

       8 - Oração seria, então, sentimento?


       Sem dúvida, os melhores sentimentos. Quando, por exemplo, Jesus diz: "Perdoa as nossas dividas assim como perdoamos nossos devedores", significa que ninguém conseguirá uma autêntica comunhão com o Céu se conservar rancores em seu coração. Como pedir bênçãos ao Pai, guardando raiva de seus filhos?

Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

UM TANTO MAIS

Você guarda a impressão de haver esgotado o estoque de todos os seus recursos, em determinada tarefa de amor, mas se você perseverar um tanto mais no devotamento, ninguém pode prever os louros de luz que brilharão em seu passo.

Você está doente e pretende obter licenças de longo prazo, mas se você continuar um tanto mais em serviço, ninguém pode prever o tesouro de forças novas que lhe aparecerá no caminho.

Você encontrou imensas dificuldades no exercício das boas obras e anseia fugir delas, mas se você persistir um tanto mais na construção da beneficência, ninguém pode prever o triunfo que as suas horas recolherão, nas fontes vivas da caridade.

Você acredita que não pode tolerar o amigo importuno, o filho teimoso, o irmão inconsciente, a esposa inconstante ou o marido insensato, mas se você suportar um tanto mais a luta em família, ninguém pode prever a extensão do júbilo provindouro em seu ninho doméstico.

Você supõe que o azar é o seu clima e chora na bica do desespero, mas se você cultivar um tanto mais de fidelidade às próprias obrigações, ninguém pode prever a amplitude do seu êxito, no amanhã que vem perto.

Você experimenta enorme cansaço e não quer dar ouvidos ao companheiro de longa conversa, mas se você esticar um tanto mais o seu sacrifício, ninguém pode prever os prodígios da colheita de bênção que surgirão dos seus breves minutos de gentileza.

Observe que você mesmo para realizar isso ou aquilo, exige incessantemente dos semelhantes um tanto mais de bondade, um tanto mais de cooperação, um tanto mais de tempo, um tanto mais de carinho…

O gênio é a paciência que não se acaba.
É justo que você deseje um tanto mais de felicidade, mas para isso, é necessário que você ajude um tanto mais a felicidade dos outros.

Repare você as lições da vida e compreenderá que a vitória no bem é sempre trabalhar conforme o dever e servir um tanto mais.

André Luiz - Chico Xavier

sábado, 4 de janeiro de 2014

A MAGIA DO ANO NOVO

Que nesse ano possamos sonhar, e acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos, que esses sonhos possam ser compartilhados pelo bem e que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros.

Que nesse ano possamos abraçar, e repartir calor e carinho, que isso não seja um ato de um momento, mas a história de uma vida.

Que nesse ano possamos beijar, e com os olhos fechados, tocar o sabor da alma, que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida, e que saibamos senti-la em cada coisa simples.

Que nesse ano possamos sorrir, e contagiar a todos com uma alegria verdadeira, que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso, apenas a brisa do viver.

Que nesse ano possamos cantar, e dizer coisas da vida, que não sejam apenas músicas e letras, mas que sejam canções e sentimentos.

Que nesse ano possamos agradecer, e expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”, que nesse “todos” não sejam incluídos apenas os amigos, mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores.

E assim começamos mais um Ano Novo, um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho, um desafio, uma oportunidade e um pensamento:

“Que nesse ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”

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