sábado, 4 de janeiro de 2014

ESPORTES

       
1 - Que espaço deve o esporte ocupar em nossa vida?

       É de Juvenal, poeta latino, a célebre frase: “Mens  sana in corpore sano” (mente sã em corpo são), muito usada em promoções de educação física e prática esportiva. Está certo. Importante exercitar o corpo. Se é forte e saudável fica mais fácil sustentar uma alma sã, embora devamos considerar que a recíproca merece maior atenção: uma alma sã é fundamental para que tenhamos um corpo sadio.

2 - Qualquer esporte?

     O bom senso nos diz que há determinados esportes que não interessam nem ao corpo nem ao Espírito. O boxe, por exemplo, lamentável herança da época dos gladiadores que se matavam em espetáculos sangrentos.

3 -  É saudável o desejo de vencer ou o importante é competir?

O  ideal olímpico é o da competição, no sentido de que as pessoas participem da atividade esportiva. Quando o atleta quer vencer a qualquer custo, o esporte deixa de beneficiá-lo, levando-o a excessos e ao cultivo de um comportamento passional. Isso ocorre invariavelmente quando se estabelece a profissionalização do esporte e a vitória passa a ser uma obrigação.

4 -  A preocupação com os primeiros lugares pode ser considerada uma aspiração egocêntrica do atleta?

O  desejo de vencer é motivador e a vitória é sempre uma gratificante realização pessoal. Mas se deslocamos o eixo esportivo da participação para a volúpia de vencer haverá sempre muita frustração para a maioria dos esportistas.

       5 - Pelas paixões que suscita, pela violência que gera, envolvendo torcedores e atletas, podem os considerar o futebol um esporte inconveniente, incompatível com princípios religiosos?

       O futebol é um esporte maravilhoso. Quando praticado com virtuosismo e respeito às regras situa-se como verdadeira manifestação artística. O problema está na deseducação dos que o apreciam e praticam.

6 - Em face desse clima seria conveniente não participar?

Se o jovem gosta, leva jeito, não há porque afastar-se. Que seja no jogo ou na torcida um exemplo de desportista, capaz de vibrar com seu time, respeitando os adversários e comportando-se com absoluta lisura.

7 - O que não deve ser feito em relação ao esporte?

Permitir que ocupe em nossa vida um espaço além do razoável. Há atividades mais importantes relacionadas com a economia de nossas almas.

8 - Deveríamos, nas atividades do Centro Espírita, motivar os jovens para a formação de grupos para a prática do esporte?

      O tempo de que dispomos no Centro Espírita para programas doutrinários e assistenciais é reduzido. Conveniente não ocupá-lo com atividades que não lhe dizem respeito. Não obstante, nada impede que os jovens espíritas reúnam-se em suas horas de lazer para a prática de esportes.


Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

ALIMENTAÇÃO ESPIRITUAL

1 - Ouço referências ao consumo de alimentos pelos Espíritos. Como isso é possível?

Tudo o que se movimenta, todo ser vivo, consome algum tipo de energia ou de alimento. Os Espíritos não constituem exceção.

   2 - Se o Homem não ingere alimentos, morre. O Espírito também morre?

       Sabemos que o Espírito é imortal. Não obstante, sua estabilidade subordina-se à ingestão de alimentos compatíveis com sua condição.

3 - Na espiritualidade há alimentos semelhantes aos da Terra, como frutas, por exemplo?

O termo espiritualidade não define com exatidão a vida além-túmulo. È um mundo de matéria também, embora numa outra faixa de vibração, numa outra dimensão. E há alguma identidade com nosso plano, até porque a Natureza não dá saltos.

4 -  Seria uma espécie de cópia da Terra?

Desde os antigos filósofos gregos há a concepção de que o plano físico é uma cópia imperfeita do plano espiritual.

5 - O que determina a natureza dos alimentos consumidos pelos Espíritos?

Seu grau de comprometimento com a vida física. Espíritos presos à experiência humana, que cultivaram a volúpia de comer, sentem grande necessidade de ingerir alimentos mais densos.

6 -  Espíritos desencarnados, presos ao plano físico, em convivência com os homens, têm acesso à alimentação espiritual?

Alimentam-se dos componentes energéticos de nossos alimentos, principalmente aqueles dotados de vitalidade mais acentuada, como frutas, legumes, carnes.

    7 - Isso nos traz algum prejuízo?

Sob o ponto de vista espiritual é como se ingeríssemos uma fruta desvitaminada. Há perda do componente energético, o que até pode apressar seu apodrecimento. Uma laranja nesta condição, num cesto de laranjas saudáveis, pode estar assim em virtude de vários fatores, envolvendo tempo de colheita, estágio de maturação, fungos, mas pode ser também a conseqüência de uma desvitalização provocada por um Espírito.

8 - Em estágios mais altos o Espírito deixa de alimentar-se?

Sempre o fará. O que muda é a natureza dos alimentos consumidos. Diz Jesus: «Meu alimento consiste em fazer a vontade de Deus”. O mestre representa a comunidade de Espíritos superiores que se nutrem do hausto criador de Deus, na sintonia do Amor.

Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

SUPERSTIÇÃO

Imagine um gato preto, uma coruja no telhado, uma escada na calçada em seu caminho. Ou mesmo um galhinho de arruda atrás da orelha. Lembre-se ainda do levantar com o pé esquerdo, de entrar e sair de qualquer habitação pela mesma porta, ou do bater três vezes na madeira. Se quisermos avançar um pouco mais, ainda nos lembraremos da roupa branca na noite que altera o ano no calendário. Será possível ainda recordar a consulta diária ao horóscopo, o evitar ingerir certos líquidos ou alimentos em determinados dias do ano, e mesmo a vassoura atrás da porta ou a comigo ninguém pode. Meu Deus! Paremos por aqui!
Quanto absurdo junto! O próprio dicionário define a palavra superstição como sentimento religioso excessivo ou errôneo, crença errônea, temor absurdo de coisas imaginárias, entre outras bem claras definições. E como ainda temos coragem de manter essas idéias absurdas na cabeça numa época em que deve prevalecer o raciocínio diante de todas as situações?
Como imaginar que um simples gato preto ou a presença de uma inocente coruja no telhado possa significar males maiores? Como aceitar a idéia de que o pé que primeiro pisa no chão, de manhã, possa determinar as ocorrências do dia? E mais, como entender o absurdo de devermos sair pela mesma porta que entramos? E que tipo de influência a roupa branca pode causar na passagem de ano? Ou será mesmo que acreditamos que bater três vezes na madeira pode alterar o rumo das coisas? E tem algo a ver com a grandeza da vida o fato de ingerirmos certos alimentos em determinados dias, por imposição de medos imaginários?
Ora, convenhamos! Nossa felicidade ou nossa desdita estão determinadas pela postura e comportamento que adotamos. São as opções de vida que determinam os acontecimentos. Opções de caráter reto, digno, honesto, geram resultados de paz de consciência. Atos imorais geram aflições, intranqüilidade. Algum absurdo nisto?
São os pensamentos, a intenção e a vontade que atraem situações provocadoras de aflições ou sofrimentos. Pensando no mal, alimentando inveja e ciúme, rancor ou sentimento de vingança, atraímos exatamente essas ondas mentais que conviverão conosco e naturalmente facilitarão ocorrências desagradáveis. O inverso também é real: pensando no bem, nutrindo pensamentos de amor ao próximo, de confiança em Deus, estaremos sintonizados com o bem geral que governa o Universo, para desfrutar de paz e harmonia interior.
Gestos, roupas especiais, objetos materiais, acessórios místicos, atitudes impostas por padrões que escapam ao exame do raciocínio e da lógica, nenhuma influência possuem para nos proteger ou mudar o rumo dos acontecimentos. Estes são sim alterados pela nossa decisão e opção mental. Se achamos que o chamado “mal feito” vai nos atingir, estaremos entregues à prisão mental que nós mesmos criamos.
Já é hora de nos libertarmos de tais bobagens. Aprendamos a viver livres de superstições, tomando posse de nossa herança de filhos de Deus que devem buscar continuamente o próprio aperfeiçoamento, ao invés de nos prendermos a idéias impostas para criar medo e dependência. Esses condicionamentos só existem na mente de quem os aceita. E cada um de nós tem o dever de construir a sua e a felicidade alheia.

Afinal, vivemos para que? Satisfação egoística, medos condicionados ou felicidade construída dia-a-dia?

Orson Peter Carrara

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

REPARAÇÃO


Um pai amoroso, depois de aconselhar várias vezes o filho rabugento e respondão, sem lograr êxito, resolveu chamá-lo para uma conversa.



O filho logo imaginou que sofreria uma repreensão severa, mas não houve nada disso.

O pai muito tranquilo lhe falou:

Eu percebo que você não tem ideia do que é a sua conduta. Mas pensei em algo que poderá lhe mostrar isso muito bem.

É uma brincadeira, mas poderá ajudá-lo a refletir sobre seus atos e sobre as consequências que deles resultam.

Apresentou ao filho uma tábua lisa e bonita e lhe disse:

Veja, meu filho, temos aqui uma tábua nova, lisa e em perfeitas condições. Todas as vezes que você desobedecer ou praticar uma ação indevida, espetarei um prego nela.

Pobre tábua! Em breve tempo estava crivada de pregos!

Mas, a cada vez que o filho ouvia o pai batendo o martelo, sentia um aperto no coração.

Não era só a perda daquela tábua tão bonita, mas também a humilhação que ele mesmo se infringia.

Até que um dia, quando já havia pouco espaço para outros pregos, o garoto se compadeceu da tábua e desejou sinceramente vê-la nova, bonita e polida como era.

Correu para seu pai e falou-lhe do seu desejo e o pai lhe fez outra proposta:

Cada vez que você se comportar bem, em qualquer situação, eu arranco um prego. Vamos experimentar.

Os pregos foram desaparecendo até que, ao fim de certo tempo, não havia nenhum. Mas o menino não ficou contente, pois reparou que a tábua, embora sem os pregos, guardava as marcas deles.

O pai, percebendo a indignação do filho, esclareceu:

É verdade, meu filho, os pregos desapareceram, porém as marcas ficaram, é a culpa.

Numa singela lição de um pai que prima pela educação do filho, podemos encontrar valiosos ensinamentos para nossas vidas.

Para cada ação que praticamos existe uma reação, com a mesma intensidade, em sentido contrário.

Dessa forma, quando infringimos as Leis Divinas, deixamos marcas indeléveis em nosso ser, que ali permanecerão até que uma nova ação possa repará-las.

Espíritos imortais que somos, trazemos as marcas dos erros e acertos acumulados ao longo dos séculos.

É bem verdade que muitos costumam olhar somente para os equívocos, entendendo, assim, que somos qual a tábua, crivada de pregos.

No entanto, se temos ainda muitos pregos para arrancar, e sobraram algumas marcas profundas, não é motivo para desanimar ou desistir da luta.

Se hoje o céu está cinzento prenunciando tempestade e destruição, amanhã o sol voltará a brilhar trazendo consigo suave brisa que afastará para longe os dissabores suportados com resignação.

A cada dia, Deus, Criador amoroso, nos oferece uma nova tábua de oportunidade, lisa e bonita. A decisão de marcá-la ou não, cabe a nós.

Se optarmos por agir bem, a tábua nos servirá na construção de um futuro melhor e sem culpa, e essa é a melhor opção.

Meditemos, assim, em torno de cada ato, de cada gesto, de cada decisão que tomamos nos minutos que se desdobram à nossa frente, dia após dia.

E, se vez que outra dermos um passo equivocado sejamos persistentes como as ondas do mar, que fazem de cada recuo um ponto de apoio para um novo avanço!



Redação do Momento Espírita, com base no cap.E  do livro , A tábua,  para o resto da vida, de Wallace L.V. Rodrigues, ed. O clarim e no verbete Recomposição, do livro Dicionário da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Candido Xavier , ed. Feb.

SAÚDE E ENFERMIDADE

1 - Todo sofrimento físico implica em paga­mento de débitos cármicos? Uma dor de dentes, por exemplo?

É mais provável que os dentes lhe doam porque você não os escova regularmente. As dores físicas geralmente são avisos de nosso corpo sinalizando que estamos cuidando mal dele.

2 - O que seria cuidar bem do corpo?

Atender suas necessidades. Nosso corpo é uma máquina que usamos para o trânsito pela Terra. Como toda máquina, ele tem regras de funcionamento. É fundamental observá-las, a fim de que não nos cause embaraços.

3 - Quais os cuidados fundamentais em relação ao corpo?

O regime alimentar, por exemplo. Se você come além do razoável, engorda; se faz uso indiscriminado de determinados alimentos, intoxica as células; se não observa o balanceamento adequado de nutrientes, perturba o metabolismo. Há muita gente doente simplesmente em função de uma alimentação errada.

4 - Outros cuidados?

Exercícios, repouso, trabalho disciplinado, higiene... Tudo isso é fundamental para conservar o corpo saudável, usando-o pelo tempo que Deus nos concede, sem maiores contratempos.

5 - Não vivemos sempre um tempo certo concedido por Deus?

Que morreremos todos é uma certeza. Quanto à hora de nossa morte depende de como vivemos. Muita gente é despejada do corpo, com anos de antecedência, qual inquilino descuidado, por havê-lo comprometido por falta de elementares cuidados de conservação.

6 - É comum isso acontecer?

Raro é morrer no tempo certo, dentro dos prazos concedidos por Deus, porqüanto passamos a existência a abusar do corpo, desgastando-o com viciações, excessos e desregramentos.

7 - Se em plena juventude vamos observar semelhantes preocupações, como curtir a vida? Tantos cuidados parecem-me uma tremenda caretice, mera perda de tempo.

Na verdade há certas experiências que só o tempo ensina. O problema é que quando isso lhe acontecer já não lhe servirá. O estrago estará feito. Não obstante, considere que curtir a vida, no bom sentido, seria aproveitar as oportunidades de edificação que ela nos oferece.

8 - Fazer tudo certinho?

Seria pedir demais. Tente apenas cultivar um pouco de reflexão. Parar e pensar, conversando com seus botões, a perguntar-se o que anda fazendo consigo mesmo. Faz algo de útil em relação à aquisição de valores que atendam ao Espírito eterno, ou apenas está perdendo tempo com fantasias?


Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

BEM VINDO 2014!

Hoje é o dia que dá início a um novo ano.
É o dia primeiro.
Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas.
É um momento de alegria e confraternização.
As rogativas, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas.
Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós. Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera.
Os doentes continuam doentes, os que estão no cárcere permanecem encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitetando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um feliz ano novo não se deseja, se constrói.
Poderemos almejar por um ano bom se desde agora começarmos um investimento sólido, já que no ano que se encerrou tivemos os resultados dos investimentos do ano imediatamente anterior e assim sucessivamente.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direção à nossa estrada particular.
Se começarmos por modificar nossos comportamentos equivocados, certamente teremos um ano mais feliz.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem conosco, se abrirmos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos nossas mãos no trabalho de construção de um mundo melhor, conquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Só há um caminho para se chegar à felicidade.
E esse caminho foi mostrado por quem realmente tem autoridade, por já tê-lo trilhado. Esse alguém nós conhecemos como Jesus de Nazaré, o Cristo.
No ensinamento "amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo" está a chave da felicidade verdadeira.
Jesus nos coloca como ponto de referência.
Por isso recomenda que amemos o próximo como nós mesmos nos amamos.
Quem se ama preserva a saúde.
Quem se ama não bombardeia o seu corpo com elementos nocivos, nem o espírito com a ira, a inveja, o ciúme etc.
Quem ama a Deus acima de todas as coisas, respeita sua criação e suas leis. Respeita seus semelhantes porque sabe que todos fomos criados por ele e que ele a todos nos ama.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo. Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
O rio das oportunidades passa com suas águas sem que retornem nas mesmas circunstâncias ou situação.
Assim, o dia hoje logo passará e o chamaremos ontem, como o amanhã será em breve hoje, que se tornará ontem igualmente.
E, sem que nos demos conta, estaremos logo chamando este ano que se inicia de ano passado e assim sucessivamente.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.


FELIZ CONSTRUÇÃO DO ANO NOVO!

SENSIBILIDADE

1 -  Sou instável emocionalmente. Alterno alegria e tristeza, tranqüilidade e tensão. Num dia muito animado, noutro mergulhado na fossa. Pode ser um problema espiritual?

Provavelmente você tem sensibilidade psíquica. Sem saber lidar com ela fica ao sabor dos ambientes e situações que vivencia, como folhas ao vento.

2 -  Assimilo influências?

Exatamente. Em ambientes saudáveis, espiritualizados, sente-se bem. Onde há desajuste colhe impressões desagradáveis que alteram seu humor ou impõe-lhe desajustes físicos. Há muita gente nessa condição.

3 - É por isso que fico muito deprimido em velórios?

Você capta as vibrações de desalento da família. Reflete algo de sua angústia.

4 - Também noto que quando me deixo dominar pela irritação perco o controle e tomo atitudes de que me arrependo depois, agindo de forma agressiva. Tem algo a ver?

Em face de sua sensibilidade, sempre que se descontrola assimila correntes vibratórias negativas. Dá vexame.

5 - Nesses momentos eu estou dando uma manifestação de Espíritos agressivos?

Mais exatamente é uma manifestação de seu próprio Espírito, revivendo estágios de animalidade inferior, sob indução de influências atraídas pelo seu destempero.

6 - O que fazer para livrar-me desse problema?

Compareça às reuniões doutrinárias no Centro Espírita. Submeta-se à fluidoterapia. Estude diariamente “O Evangelho Segundo o Espiritismo”. Cultive a oração. Faça o propósito de renovar-se a cada dia, como lembra uma poesia de Christian Morgenstern:
És novo em cada momento novo, não sejas pois servilmente fiel ao velho.
Se até hoje teu coração tem estado negro como carvão, tens o poder de torná-lo branco como o quartzo.

7 - E quanto à minha mediunidade?

Deixe que aconteça naturalmente, a partir de um entrosamento com as atividades do Centro Espírita.

8 - Mas não é importante desenvolvê-la para alcançar o equilíbrio?

A mediunidade é uma notável ferramenta de trabalho em favor do bem comum e de nossa própria felicidade. Considere, entretanto, que nosso equilíbrio não está subordinado ao desenvolvimento de suposta faculdade mediúnica. Depende muito mais do ajuste de nossas emoções, aprendendo a controlar nossa sensibilidade, a fim de que não sejamos dominados por Espíritos que dela se aproveitem.

Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.