sábado, 7 de dezembro de 2013

GRAVIDEZ INDESEJADA

1 - Sou solteira, estudante, 17 anos. Estou grávida. Por que Deus fez isso comigo?
Se você sai na chuva e se molha ou põe a mão no fogo e se queima, pode culpar Deus? Qualquer adolescente sabe que a relação sexual envolve a possibilidade de concepção.

2 - Mas não é tudo programado pelos Espíritos prepostos de Deus?
Não confunda os programas de Deus com os “programas” dos homens. Deus sustenta a vida, mas sua manifestação, condição e qualidade dependem de nossas iniciativas.

    3 - Se não é pela vontade de Deus que fiquei grávida, então posso abortar e livrar-me do problema?
Deus nos consente fazer o que desejamos, embora nem sempre façamos o que Ele deseja. “Transar” indiscriminadamente, por exemplo. O mal está em fazer o que Ele não deseja nem consente. Aqui situa-se o aborto. No primeiro caso temos uma experiência que acabará nos ensinando que o sexo não deve ser inconseqüente. No segundo temos um lamentável gesto de rebeldia e crueldade para com o filho asilado em seu ventre.

4 - Vai complicar. Meus pais querem que eu aborte.
Os problemas que enfrentará com seus pais são insignificantes, diante dos que resultam do aborto.

5 - E se eu procurar um bom médico?
Nenhum médico a livrará das conseqüências funestas do aborto, que é crime diante das leis divinas.

6 - Isso não importa agora. Quero resolver o presente. Do futuro cuidarei depois.
    Se você quebrar a perna e precisar engessá-­la, preferirá mandar amputá-la? Um filho, você saberá um dia, é muitas vezes um “engessamento” existencial, impondo-nos proveitosas disciplinas. O aborto é lamentável amputação moral que lhe reservará muitos dissabores.

7 - O casamento seria uma solução, mas meu namorado não quer. Devo pressioná-lo?
No passado fazia-se isso para salvar a reputação da jovem e a honra da família. Não importava se o casamento forçado inviabilizaria uma convivência feliz. Hoje sabemos que o único nome pelo qual devemos zelar é o de filhos de Deus, procurando cumprir suas leis, a partir do inconfundível “não matarás”, contido no decálogo moisaico.

8 - Não me sinto preparada para a maternidade.

Raras mulheres sentem-se. A maternidade é sempre um desafio, mas um bom desafio que vencerá tranqüilamente, se confiar em Deus e dedicar-se ao filho.

Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

ORAÇÃO ATENDIDA

Será que Deus atende mesmo a todas as orações? Jesus nos afirmou que tudo o que pedíssemos ao Pai em Seu nome, Ele nos concederia.

Mesmo assim, a debilidade da nossa fé, vez ou outra, faz com que nos perguntemos: Será que atende?
Afinal, quantos de nós já fizemos rogativas ao Criador, que jamais foram atendidas?
Será preciso algum detalhe que nos possibilite ser atendidos por Deus?
Os mais revoltados, ante seus problemas não solucionados pela Divindade, chegam a admitir a parcialidade Divina que atende a uns e não atende a outros.
Contudo, não é assim. Ocorre que, inúmeras vezes, não nos apercebemos que Deus nos responde, embora nem sempre da forma que desejamos.
Mas, com certeza, sempre é o melhor que o Pai dispõe.
Recordamo-nos de um soldado americano, ferido durante a Guerra Civil. Após o ferimento, seguiram-se meses e meses de sofrimentos. A sua dor atingiu o auge quando ele se deu conta de que havia se tornado um deficiente físico.
No entanto, a transformação radical em sua vida lhe abriu novos horizontes que ele sintetizou em uma oração.
Oração que talvez se constitua em uma das mais belas páginas escritas por um deficiente físico.
Conforme a tradução livre, do original inglês, diz ele:
Pedi a Deus que me desse forças, para tudo conseguir...
Fui feito fraco para aprender a obedecer.
Pedi a Deus a saúde para realizar coisas grandiosas...
Fui feito doente para realizar coisas difíceis.
Pedi a Deus por riquezas, para comprar felicidade...
Fui feito pobre, para vender sabedoria.
Pedi a Deus que me concedesse poder, para que os homens necessitassem de mim...
Fui feito insignificante, para sentir a necessidade de Deus ...
Pedi a Deus por tudo isso, para poder gozar a vida...
E Deus me deu a vida para poder avaliar seu gozo.
Não recebi nada do que pedi, mas obtive tudo aquilo que esperava ganhar.
A despeito dos meus erros, as preces que não fiz foram atendidas.
E, dentre todos os homens, eu me considero o mais ricamente abençoado.

O entendimento do soldado ferido que se tornou um paralítico anônimo nos dá a tônica de como Deus ouve nossas preces e as atende, sempre de acordo com o que seja melhor para nós.
Afinal, muitas vezes passamos a valorizar as pequeninas e preciosas coisas da vida, quando elas nos são retiradas.

O ano de 1981 foi o primeiro Ano Internacional da Pessoa Deficiente.
Ser deficiente não significa ser doente.
É simplesmente ser diferente. Diferente dos padrões considerados como normais.

Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

A guerra do Vietnã havia acabado fazia pouco tempo...

Deixou uma soma de soldados mutilados e grande quantidade de guerreiros mortos.

Dentre os sobreviventes, um soldado estava finalmente voltando para casa.

Antes de embarcar para a cidade onde morava, resolveu telefonar para os pais e contar a notícia.

Mãe, pai, eu estou voltando para casa e gostaria de lhes pedir um grande favor. É que tenho um amigo, também sobrevivente da guerra, que pretendo levar comigo.

Claro, responderam os pais solícitos.

Nós adoraríamos conhecê-lo!

Todavia, diz o filho, há algo que vocês precisam saber: ele foi terrivelmente ferido durante a batalha, pisou em uma mina e perdeu um braço e uma perna. E como não tem nenhum lugar para onde ir quero que ele vá morar conosco.

Depois de um breve momento de silêncio do outro lado da linha, a resposta veio:

- Sentimos muito, filho. Nós talvez possamos ajudá-lo a encontrar um lugar para morar, mas infelizmente não podemos traze-lo para nosso lar.

- Não, mamãe e papai, eu quero que ele more conosco, suplicou o rapaz.

Filho, disse o pai, você não sabe o que está pedindo.

Alguém com tanta dificuldade seria um grande fardo para nós.

Nós temos nossas próprias vidas e não podemos deixar que uma coisa como esta interfira em nosso modo de viver.

Acho que você deveria voltar para casa e esquecer o rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.

Naquele momento, o filho desligou o telefone. Os pais não ouviram mais nenhuma palavra dele...

Alguns dias depois, receberam um telefonema da polícia com a triste notícia...

O filho deles havia caído de um prédio.

A polícia acreditava em suicídio.

Os pais, angustiados, tomaram o avião e foram ver o que acontecera com seu filho querido.

Levados para identificar o corpo descobriram, para seu horror, que o soldado mutilado era seu próprio filho.

Ambos sentiram, naquele momento, como se uma navalha lhes dilacerasse o coração.

Perceberam que ao negar ajuda a um rapaz desconhecido, desprezaram o próprio filho que desejava saber como seria tratado ao voltar para casa com as mutilações da guerra.

Fazer o bem sem olhar a quem: eis a chave segura para quem deseja colaborar com Deus em todas as circunstâncias.

Considerando que todos somos filhos do mesmo pai, irmãos, portanto, devemos ajudar sem condições.

Considerando, ainda, que voltamos ao corpo físico diversas vezes em corpos diferentes, pela lei de reencarnação, ao negar amparo a alguém que nos é estranho na presente existência, podemos estar desprezando um familiar querido de outras épocas.

Assim, vale a pena ajudar sempre na medida das nossas possibilidades, sem impor condições, conforme ensinou Jesus.

O amor desinteressado, nas suas manifestações fraternas, converte os braços em asas da caridade para o vôo aos cimos da vida.

CONCEPÇÃO

 1 - É possível um Espírito reencarnar sem programação prévia?
As estatísticas dizem que sim. Basta observar que somente nos Estados Unidos mais de um milhão de adolescentes engravidam anualmente, em decorrência de experiências sexuais incon­seqüentes. Os benfeitores espirituais não progra­mam a inconseqüência nem costumam aproveitar-­se dela.

2 - A reencarnação não exige o concurso de técnicos da Espiritualidade que efetuam as ligações perispirituais que caracterizam o retorno à carne?
      Isso ocorre em relação às reencarnações programadas. No entanto, há multidões que reencarnam sem nenhum planejamento prévio, atendendo ao automatismo reencarnatório.

3 -  O que é isso?
A comunhão sexual estabelece um campo vibratório que atrai à reencarnação Espíritos associados psiquicamente ao casal.

4 -  Considerando-se que os motéis são freqüentados por Espíritos viciados e pervertidos, pode um deles ser atraído à reencarnação pelo casal que lá se entrega aos prazeres do sexo?
Pode acontecer, desde que exista a associação a que nos referimos, que pressupõe um relacionamento anterior, na vida atual ou pretérita.

5 - Se a concepção ocorre num motel estaremos sempre diante de reencarnante menos evoluído?
Não necessariamente. Embora as condições não sejam favoráveis, um Espírito evoluído pode submeter-se àquela contingência, se julgar oportuno. Considere-se, ainda, que a ligação perispiritual que caracteriza a reencarnação pode ocorrer horas depois de fecundado o óvulo, já fora daquele ambiente.

6 - Em toda comunhão sexual há a possibilidade de atrair Espíritos inferiores à reencarnação natural?
Se o casal cultiva valores de discernimento, numa união estável, levando a sério seus compromissos, sua intimidade é sempre preservada. Estará protegido pelo padrão vibratório de seu lar, que impede a invasão de entidades perturbadas ou perturbadoras.

7 -  E quanto aos mentores espirituais que colaboram nas reencarnações programadas?
Estes obviamente também preservam a intimidade do casal, tomando as providências necessárias, como já comentamos, após a comunhão sexual.

8 - Que dizer dos casais que têm o hábito de assistir, no lar, em vídeo, a filmes pornográficos, sob a alegação de que isso lhes estimula um relacionamento sexual satisfatório?
      Trazer para o lar o ambiente do motel, cultuando a pornografia, é abrir as portas a Espíritos desajustados que ali semearão pertur­bações e desequilíbrios. Paga-se alto preço por esse desejado estímulo. Melhor fariam se cultivassem carinho, compreensão, respeito, amizade, os melhores estimulantes para um relacionamento sexual feliz e satisfatório.


Do livro "NÃO PISE NA BOLA", de Richard Simonetti.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A SAUDADE

Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia.
Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura e triste realidade...
Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença ou, talvez seja, simplesmente, saudade...


Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção...
Saí a correr, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos.
A presença invisível do bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...
Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz...
Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não lograva libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência...
Quando, enfim, a tarde se escondeu no longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só...
Naquele momento desejei que o Todo Poderoso me dominasse com os fortes recursos da Soberana Misericórdia, livrando-me de mim mesmo...
Parecia que não mais suportaria o espinho da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto...
A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma.
E a presença da sua ausência feria-me o coração dilacerado e só...
A noite devorou o dia e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no manto escuro, vencendo as sombras...
Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz...
Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara ao ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperanças à distância...
Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma.
E, só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança...
* * *
Se o manto escuro da saudade pesa sobre os seus ombros, ilumine-se com as pérolas da oração sincera em favor do bem-amado que partiu.
Preencha a ausência da presença com a lembrança dos momentos compartilhados nas horas alegres, e confie no reencontro feliz.

Redação do Momento Espírita

SEXO

1 - A Doutrina Espírita condena o amor livre?
O Espiritismo não se situa como um tribunal. Apenas nos informa quanto às conseqüências de nossos atos e nos ensina que o amor nunca é livre, porqüanto é impossível exercitá-lo em plenitude sem cogitar da felicidade e do bem estar do ser amado.

2 - O que é então, o amor livre?
Apenas libertinagem sexual, em que se confunde amar com transar, nos domínios da inconseqüência.

3 - E isso é ruim?
Em princípio é muito bom, mas nunca nos realiza afetivamente, deixando sempre um resíduo amargo de inquietude e insatisfação.

4 -  Não se deve buscar o sexo antes do casamento?
Na atual conjuntura, pretender que os jovens esperem pelo casamento para exercitar o sexo, seria o mesmo que tapar o sol com a peneira. Mas deveriam colocá-lo no lugar certo: depois do amor. Não exercitá-lo antes da certeza de que há entre os parceiros uma ligação afetiva legítima.

5 -  Isso não fica complicado quando a disposição é apenas de um dos parceiros? A moça, por exemplo, cujo namorado insiste em transar?
Se tal orientação não serve para o parceiro, o parceiro não serve para ela.

6 -  Tal comportamento pode parecer fácil na teoria. Na prática não é assim, porqüanto há um estímulo, quase uma indução à promiscuidade.
É um problema de consciência, um caminho a seguir. Nunca foi fácil remar contra a correnteza. Jesus dizia que tudo é possível àquele que cre. Se estivermos convictos de que esse é o caminho, chegaremos lá.
   
    7 - Normalmente, logo nos primeiros contatos, os rapazes querem ir para o motel. Se a jovem se recusa, perdem o interesse. como lidar com esse problema quando ela se sente atraída por alguém que age assim?
Se houver nele um sinal de vida inteligente, algo além do mero comportamento instintivo de macho obtuso, gostará de vê-la resistindo e mudará suas disposições. Se não mudar, a jovem deve partir para outra. Atração irresistível é filha de devaneios fantasiosos.

8 - E quando o jovem não consegue passar sem o sexo Promíscuo?

Experimente ocupar seu tempo em atividades produtivas, relacionadas com estudo, realização profissional, atividade religiosa, exercício do Bem. Pensamento vazio é forja do demônio —diz o velho ditado. Saem dela as brasas mais ardentes do desejo sexual.

Do livro "NÃO PISE NA BOLA" de Richard Simonetti.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

AMOR À PRIMEIRA VISTA

         
          1 - Existe o amor à primeira vista?
          Salvo em circunstâncias especiais, de almas afins, que se reencontram para gloriosas experiências em comum, o amor não é uma aquisição “à vista”. Melhor que seja uma realização “a prazo”, desenvolvido e sustentado em longos anos de experiência em comum.

          2 - Mas não é freqüente as pessoas dizerem que logo no primeiro contato encontraram o homem ou a mulher de suas vidas?
          É possível, mas também muitos viram o parceiro de sua vida transformar-se em tormento dela, culminando com a separação.
         
          3 - Estavam equivocados?
Talvez existisse uma ligação efetiva, fruto de experiências em comum no pretérito. Vieram para consolidá-la, mas a relação deteriorou-se com o tempo.

4 -  Por isso costuma-se dizer que com o amor passamos o tempo e com o tempo passa o amor?
O que passa é a paixão, o amor-desejo, o amor-deslumbramento. Alguns quilos de sal consumidos em comum e as pessoas começam a sentir que o parceiro não é tão desejável e nada deslumbrante.

     5 - O que seria, então, o verdadeiro amor? Lembro-me da série famosa de publicações ilustradas, sob o titulo “Amar é...”, envolvendo manifestações de afeto recíprocas. Do homem para a mulher:
     Amar é conversar com ela; amar é entender seus momentos difíceis; amar é lembrar de seu aniversário; amar é acompanhá-la ao médico; amar é dar-lhe um descanso na cozinha... São incontáveis as situações em que se enfatiza algo que o amante faz pela amada ou vice-versa. Amar é isso - querer o bem de alguém.
   
    6 - Mesmo esse amor não se desgasta com o tempo?
     Depende das pessoas. O amor é como uma planta que se não for bem cuidada, morre. Muitos casais, unidos por legítimos laços de afetividade, acabam vendo o amor fenecer por falta de cuidado e atenção.
    
     7 - Por que isso acontece?
     Porque as pessoas se envolvem muito com seus negócios, seus interesses pessoais, suas paixões, e não deixam espaço para cultivar o amor.
    
     8 - Não são as dificuldades de relacionamento que acabam por provocar as tormentas do amor? As pessoas se amam muito mas, de repente, descobrem que são muito diferentes.

     O homem e a mulher se completam justamente porque são diferentes. Pretender que tenham identidade plena de interesses e aptidões seria contrariar a própria biologia. Se o amor for bem cultivado, com os defensivos da compreensão, do respeito e da tolerância, não haverá espaço para as ervas daninhas do desentendimento, que matam o amor.

Do livro 'NÃO PISE NA BOLA" by Richard Simonetti.