quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

A VERDADE SOBRE A VIDA

Apenas um lembrete... Lembre-se que você é um espírito imortal vivendo breve experiência num corpo físico. Lembre-se que o seu corpo é feito de matéria e, como tal, sofre o desgaste natural como tudo o que é matéria, mas esse desgaste não atinge o espírito imortal. Assim, quando você perceber que a sua pele está enrugando, lembre-se que esse é um fenômeno que não alcança o espírito. Enquanto a sua pele enruga, seu espírito pode ficar ainda mais radiante e mais iluminado. Você não pode deter os segundos nem evitar que se transformem em anos. Não pode impedir que o seu cabelo caia ou se torne branco, mas isso não é motivo para levar a vitalidade da sua alma imortal. Sua esperança jamais poderá estar atrelada a sua forma física, pois o ser pensante que você é, é o mais importante e sobreviverá por toda a eternidade. Sua força e sua vitalidade independem da sua idade. Seu espírito é o agente capaz de espanar a poeira do tempo. Lembre-se que você não é um corpo que tem um espírito, é um espírito temporariamente vivendo num corpo físico. Chegará um dia em que você se deparará com uma linha de chegada, e perceberá que logo à frente há outra linha de partida... A vida é feita de idas e vindas... Partidas e chegadas. Um dia você terá que abandonar esse corpo, mas lembre-se que jamais abandonará a vida... Lembre-se que cada dia é uma oportunidade de viver, e viver bem. Se acontecer de cometer um engano, não detenha o passo, siga em frente que logo adiante encontrará outro desafio... A vida é feita de desafios... Vencemos uns, somos vencidos por outros, mas não podemos deter o passo. E o maior de todos os desafios é vencer-se a si mesmo, usando a razão para não de deixar dominar por vícios e prazeres excessivos e prejudiciais. Importante é não perder tempo vivendo de lembranças amargas e fotografias pela metade, amarelas e empoeiradas... O dia mais importante é o dia de hoje... E hoje você tem a oportunidade de reescrever a sua história... Conhecer novas paisagens... Colecionar imagens de cores vivas. Lembre-se sempre que você é um espírito feito de luz, e a luz sempre pode suplantar as trevas... Por mais densas que sejam. O importante é que jamais detenha o passo... Se as forças físicas não lhe permitem mais correr, como antes, ande depressa. Se algo lhe impedir de andar depressa, caminhe lentamente, mas siga em frente. E, se, por algum motivo não puder mais caminhar sem apoio, use bengalas, muletas, cadeira de rodas, mas vá em frente... E se um dia você não puder mais movimentar seu corpo para continuar andando, voe com o pensamento. Seu pensamento nada e nem ninguém poderá deter. Você é livre para pensar, para aprender, para alcançar os céus em busca de esperança e paz. O essencial é que você não pare nunca... Deus não criou você para a derrota. Deus criou você para a vitória, para a felicidade.  E essa conquista é parte que lhe cabe. Este é apenas um lembrete, pois um dia um sublime alguém já nos disse tudo isso e nós esquecemos. Esquecemos que Ele saiu do corpo, mas jamais saiu da vida... O Seu suave convite ainda paira no ar: “Quem quiser vir após mim, tome a sua cruz, negue-se a si mesmo, e siga-me.” Esquecemos que Ele afirmou com convicção e firmeza: “Nenhuma das ovelhas que o pai me confiou se perderá”. Eu sou uma de suas ovelhas e você também é. Não importa a que religião você pertença. Não importa a que religião eu pertença. Somos as ovelhas que o Criador confiou ao Sublime Pastor da Galiléia, para que Ele nos ensine o caminho que nos levará ao Pai. Este é apenas um lembrete... Que você pode até desconsiderar... Mas, uma coisa é certa: Você não deixará de existir, como espírito imortal que é, e não evitará os percalços e as lições da caminhada, porque você, você é filho de Deus...

Desconhecemos autoria

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

ENCARNADO EDUCADO, DESENCARNADO EQUILIBRADO...


Todos os dias aquele senhor de cabelos desgrenhados e forte odor de “bebida alcoólica”postava-se em frente ao centro espírita.
Via o entra e sai de pessoas e tinha enorme vontade de adentrar o recinto. Contudo, envergonhado de sua situação ficava apenas observando...
Certo dia, porém, é colhido pela morte do corpo físico que o transporta para o mundo espiritual. Já sem a máquina física é levado por mentores espirituais a reunião mediúnica do centro espírita que por tantos anos observou sem coragem de entrar.
Foi recebido de maneira muito simpática pelo coordenador da reunião.

- Olá, meu irmão, seja benvindo em nossa casa!

Este pequeno fato foi-me contado em uma das palestras que realizei na cidade de São Paulo é, portanto, verídico.

Observemos que o indivíduo precisou desencarnar para entrar no centro espírita, ou seja, necessitou de estar desencarnado para que alguém lhe desse atenção.
No entanto, consideremos que não precisaria ser assim. Ele poderia ter sido atendido enquanto encarnado.
Bastaria que algum “ousado” ousasse a convidar aquele indivíduo a participar e alguma atividade, palestra ou algo do tipo.
Naturalmente que ele poderia declinar o convite, todavia, nunca sabemos ao certo o que aconteceria.

Melhor, então, tentar, não é?

Dia desses uma amiga comentou:

“Sabe, Wellington, as reuniões de atendimento aos desencarnados em desequilíbrio terão fim quando começarmos a atender bem os encarnados, a nos interessarmos pelas pessoas que estão por aqui, na Terra. Não é preciso esperar o sujeito desencarnar para dedicar-lhe atenção e carinho.”

Concordei com a amiga. Desnecessário aguardarmos o desencarne de alguém para fazer-lhe algo. Que façamos enquanto está aqui, “entre nós”.
O Espiritismo é importante porque pode causar uma revolução na alma humana educando-a para a vida na Terra.
É a ferramenta básica para o mínimo necessário de equilíbrio que devemos ter ante os desafios existenciais que se apresentam.
Portanto, é fundamental fazermos o máximo que pudermos pelas pessoas enquanto estão neste plano a fim de não sobrecarregarmos os mentores espirituais, as reuniões mediúnicas e, claro, possibilitar às criaturas um caminhar mais leve.
Obviamente que por questões de logística não teremos condições de atender todo mundo enquanto encarnados, porém, vale a pena refletir nesta questão.
Quanto mais proporcionarmos condições para o equilíbrio do homem na Terra menos desencarnados desequilibrados teremos e, naturalmente, menos umbrais, menos sofrimento e dores causadas pela culpa de não ter feito o planejado antes do mergulho na carne.

Texto de Wellington Balbo

SONO E REPOUSO

O sono é uma experiência que faz recordar a desencarnação.
É uma pré-morte ou treinamento para ela, em razão do entorpecimento da consciência, da vontade, e graças à ausência de defesa a que fica exposta a criatura.
No sonho, às vezes, a lucidez espiritual, sintonizando com a vida exuberante, fixa impressões que se incorporam às lembranças em tons agradáveis ou afligentes, representativas dos lugares e pessoas onde e com quem se esteve.
Como ninguém sabe com segurança se, ao dormir, despertará no corpo, mais tarde, dois impositivos se fazem indispensáveis para um bom repouso: a prece e a harmonia mental.
A oração abre as portas da percepção ao indivíduo e o equilíbrio mental o conduz às regiões felizes.
O sono é fenômeno fisiológico de alta magnitude para a vida animal, sem o qual, inúmeros distúrbios se instalam no ser. 
Não apenas dormir é importante, senão, bem dormir, especialmente para o homem.
O repouso físico aliado ao prazer emocional constitui-lhe fator indispensável à saúde.

Antes do repouso noturno, deixa as preocupações à margem.
O travesseiro não aconselha a ninguém.
A noite bem repousada, os encontros espirituais durante a fase do sono, são os propiciadores da inspiração que soluciona as questões em pendência.
Assim, lê uma pequena página de otimismo antes de dormir, a fim de que ela te estimule os centros do pensamento sadio.
Ora com íntima confiança em Deus.
Entrega-te em paz ao repouso.
Quando despertares, estarás renovado e, se retornares à Pátria Espiritual, enquanto o corpo dorme, terás melhor condição de compreender e seguir tranqüilo os novos rumos que a vida te concede.


Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

MORTE

Tudo que nasce, vive, morre e se transforma.
O corpo se organiza, tem o seu ciclo vital, desagrega-se e modifica as moléculas que o constituem, mediante o fenômeno da morte.




A morte é, portanto, acontecimento biológico, inevitável, para todas as formas vivas na Terra.

Considera a fragilidade orgânica na qual te movimentas, e, ao cair do dia, antes do repouso no lar, pensa na possibilidade de a perderes mediante a transformação pela morte.
O sono é uma quase desencarnação, e ninguém tem segurança se despertará na aparelhagem física no dia seguinte...
Faze uma avaliação do teu dia, busca retificar o em que te enganaste, reprograma as tuas atividades e vive com a retidão que caracteriza aquele que dispõe de pouco tempo, confiando no prosseguimento da vida após o transe.

Desenfaixa-te dos elos retentivos com a retaguarda, sempre que te sintas atado, recordando que a vida prossegue, e toda vinculação com os caprichos humanos representa sofrimento em programação.
Todos os momentos que passam, podem ser considerados adeuses.
Assim, avança para o amanhã, libertando-te, para alcançares o triunfo da tua imortalidade.


Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

SOZINHO

Logo após acabar o curso na Universidade de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1990, o jovem Christopher McCandless tomou uma decisão que iria mudar significativamente o curso de sua vida.

Doou os 24 mil dólares que tinha no saldo bancário a instituições de caridade, e desapareceu sem avisar a família.

Já não era a primeira vez que Chris decidia fazer uma viagem pelos vários Estados americanos, sozinho, dependendo da natureza e do que encontrava no caminho.

Mas, daquela vez foi diferente. A sua raiva quanto à civilização em que vivia, quanto aos pais e às mentalidades e materialismo da época, foi fundamental para a sua tomada de decisão.

A partir daquele dia não mais regressaria à sua casa.

Viveu assim, por muito tempo, desbravando o país, andando a pé, ou contando com caronas de estranhos para se locomover.

Trabalhava aqui e acolá. Ganhava um pouco de dinheiro, comprava suprimentos e continuava sua caminhada, livre, em busca de uma felicidade há tanto sonhada.

Sua história ficou conhecida através de escritos que deixou por vários cantos, sob um pseudônimo, e que depois foram colecionados pelo escritor Jon Krakauer.

Num desses escritos encontrou-se as seguintes palavras:

Sem jamais ter de voltar a ser envenenado pela civilização, foge e caminha sozinho pela Terra, para se perder na floresta.

O solitário andarilho, então, foi ao encontro daquela que seria a maior de todas as suas aventuras, e que simbolizaria seu rompimento com a sociedade civilizada.

Embrenhou-se no Alasca, com poucos recursos e condições, buscando sobreviver apenas do que a natureza lhe daria.

Meses e mais meses se passaram.

Através de um diário que mantinha, na contracapa de alguns livros, o jovem ia descrevendo seus dias e seus pensamentos.

Seu corpo foi encontrado em decomposição no ano de 1992, dentro de um saco de dormir, no interior de um pequeno ônibus abandonado na floresta.

Calculou-se que já havia falecido há cerca de duas semanas. A causa oficial da sua morte foi inanição - morreu de fome.

O autor do livro, que conta a história dramática do jovem, relata que uma das frases mais significativas encontradas em suas anotações dos últimos dias de vida, foi a seguinte:

A felicidade... só é verdadeira... quando partilhada.

* * *

Não nascemos para vivermos sós. Somos seres sociais por natureza, a ponto de nosso isolamento em excesso se fazer prejudicial ao corpo, à mente e ao Espírito.

Somos individualidades, é certo - seres completos buscando desenvolvimento intelecto-moral através das eras.

Porém tal desenvolvimento, principalmente no que diz respeito ao aspecto moral, só poderá ser realizado na vida social, isto é, no contato com outros seres.

Desta forma, toda fuga da vida em sociedade, toda tentativa de escapar da dor, dos desconfortos dos relacionamentos, será sempre frustrada.

* * *

Nenhum homem possui todos os conhecimentos. Pelas relações sociais é que se completam uns aos outros para assegurar seu bem estar e progredir.

É por isso que, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados.


Redação do Momento Espírita, com pensamento final do item 768, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb
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domingo, 1 de dezembro de 2013

O FEITICEIRO MORA NO BANHEIRO

Dia desses encontrei meu amigo Pablo. Conheço-o de longa data, estudamos juntos no colegial e até hoje, passadas mais de duas décadas, ainda mantemos contato regular.

Neste mais recente encontro o Pablo não estava muito bem. A esposa separou-se dele, alegando não mais haver amor. Não preciso comentar que Pablo estava na fossa. Procurou-me para desabafar e relatar um segredo, que já não é mais segredo porque estou compartilhando com vocês.

O Pablo está convicto de que seu casamento acabou porque fizeram um DESPACHO. Isso mesmo que você entendeu, feitiçaria e das grandes, porque para a esposa separar-se dele, um homem bonito e forte, só mesmo com feitiçaria e das mais fortes, segundo suas próprias palavras. Coisa de gente invejosa, que não suporta a minha felicidade, disse-me Pablo.

Mas eu acho que o Pablo talvez não queira admitir que não foi um marido tão bom assim. Ele até que é um cara bonito, mas a beleza vai além dos atributos físicos, coisa que o Pablo desconhece. Talvez meu amigo tenha se esquecido de que chegava quase todas as sextas feiras embriagado em casa ou que jamais compareceu com a esposa a um aniversário da mãe dela. Ele também nunca lavou uma louça e jamais trocou a fralda dos filhos. Para Pablo isso é coisa de mulher. E estufando o peito dizia que aprendera essa filosofia de vida com o pai. Acho que o Pablo nunca observou o semblante de tristeza de sua mãe ou será que observou?

Creio também que ele se esqueceu de que não se lembrava do seu aniversário de casamento há uns 10 anos e que ultimamente andava meio relapso com a relação, sem adubá-la com o fermento do amor. Pablo prefere depositar a culpa na tal da feitiçaria feita pelos invejosos, e me procurou porque, segundo ele, eu mexo com esse negócio de espíritos. Queria que eu desamarrasse o TRABALHO que fizeram para ele. Eu disse que consigo apenas desamarrar o cadarço do tênis, se ele quiser posso perfeitamente ajudá-lo nisso. Ante a sua negativa tive que ser bem sincero com o Pablo e falar para ele que feitiçaria que terminou com a sua relação está bem no banheiro de sua casa e atende pelo nome de espelho. Basta Pablo olhar no espelho para encontrar o verdadeiro feiticeiro. Ele não gostou e saiu de casa irritado, com cara de poucos amigos. Será que vai refletir um pouco em suas atitudes? Será que a dor vai ser um filósofo eficiente para o meu amigo? Não sei, o tempo responderá.

Interessante que Allan Kardec abordou o assunto feitiçaria com os sábios da espiritualidade e eles, como sempre, foram muito claros ao afirmarem ao Codificador na resposta da questão 557 de O livro dos Espíritos que a benção ou maldição jamais desviam a Providência do caminho da justiça.

Retrocedendo algumas questões (551) encontramos outra clara resposta dos Espíritos que foram enfáticos e afirmaram que Deus não permite que um homem mau com a ajuda de um mau Espírito nos faça qualquer coisa que não mereçamos.

O que falta ao Pablo é um pouco mais de autocrítica ao analisar seu comportamento como esposo. É muito simples depositar a culpa em feitiçarias ou considerar que se é vítima de homens ou espíritos voltados ao mal. Convenhamos que Deus não permite injustiças, por isso mesmo tudo que nos ocorre deve ser bem analisado para que não nos percamos em elucubrações nada produtivas e que nos tiram do foco real fazendo-nos, assim como Pablo, vivermos iludidos de que nos fizeram um TRABALHO com o intuito de nos prejudicar.

Como disse ao Pablo, geralmente o feiticeiro está sempre no banheiro de nossa própria casa, e para conhecê-lo basta dirigirmos um olhar ao espelho.

Pensemos nisso!
Wellington Balbo (Bauru – SP)

VELHICE

A vida, para desenvolver-se, exige energia.
O envelhecimento, resultado do desgaste energético, é fenômeno natural.
Irreversível, a idade conquista espaço no organismo humano,  combalindo-lhe as forças e conduzindo-o à desencarnação.
Apesar da importância de serem preservados a juventude interior, o entusiasmo pela vida, as ocasiões de prosseguir servindo e iluminando-se, isto não descarta o fenômeno de velhice.

Cada minuto que passa, adiciona consumo à máquina orgânica impondo-te sisudeza, maturidade, consciência responsável.
A velhice é quadra abençoada da existência planetária, que nem todos têm oportunidade de alcançar.
Repositório de experiências, é campo de sabedoria a serviço da vida.

Respirando e agindo, estás envelhecendo.
Pensa nisso.
Vive, desse modo, programando a tua terceira idade, jovialmente, a fim de não seres colhido pela amargura e o dissabor, quando as forças se te apresentarem diminuídas, portanto, em decadência.
O pior da velhice é a forma refratária com que muitos a consideram, ingratamente.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.