quarta-feira, 6 de novembro de 2013

VINGANÇA

Fere, profundamente, o sentimento e a razão, a injustiça.
Magoa, sem dúvida, a agressão injustificável.
A rede das maldades, quando envolve alguém, asfixia-o e aflige-o.
São muitos os fatores e acontecimentos que surgem à frente, obstaculizando a tua marcha.
Não o deplores, nem revides deixando-te empolgar pelo anseio de vingança.

Os outros, os infelicitadores, já são infelizes sem que lhes aumentes a carga de desar com os revides e a vingança, tão covardes e insensatos quanto as más ações danosas.
Certamente, não mereces muitas dessas dores, pelo menos na atual conjuntura e na forma como te alcançam...
Sem embargo, não és viajor de primeira experiência, incurso num passado que te serve de base para o presente.
Como deves lutar para modificar, nas causas, os efeitos perniciosos que afetam a muitas outras criaturas, não te é lícita a ação ignóbil de vingança.
Só os homens de pequeno porte moral se desforçam, tombando em fosso mais profundo do que aquele em que se encontra o seu perseguidor.

Se desculpas o acusador, és melhor do que ele.
Se perdoas o inimigo, te encontras em mais feliz situação do que a dele.
Se ajudas a quem te fere, seja por qual motivo for, lograste ser um homem de bem, um verdadeiro cristão.
Vingança, jamais!

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A MÁGOA

À semelhança de ácido que corrói a superfície na qual se encontra, a mágoa desgasta, a pouco e pouco, as peças delicadas das engrenagens orgânicas do homem, destrambelhando-lhe os equipamentos muito delicados da organização psíquica.
A mágoa é conselheira impiedosa e artesã de males cujos efeitos são imprevisíveis.
Penetra no âmago do ser e envenena-o, impedindo-lhe o recebimento dos socorros do otimismo, da esperança e da boa vontade em relação aos fatores que o maceram.
Instalando-se, arma a sua vítima de impiedade e rancor, levando-a a atitudes desesperadas, desde que lhe satisfaça a programação vil.
Exala amargura e desconforto, expulsando as pessoas que intentam contribuir para a mudança de estado, graças às altas cargas vibratórias negativas, que exteriorizam mau humor e azedume.

Quem acumula mágoas, coleciona lixo mental.
Reage às tentativas de alojamento da mágoa nos teus sentimentos.
Não estás, no mundo, por acaso, antes, com finalidades adredemente estabelecidas que deves atender.
Acompanha a marcha do Sol, e enriquece-te de luz, não mergulhando na sombra dos ressentimentos destrutivos.
Sorri ante o infortúnio, agradecendo a oportunidade de superá-lo através dos valores éticos e educativos que já possuis, poupando-te à consumpção de que é portadora a mágoa.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis e Divaldo Franco.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

DOENÇAS

Qualquer equipamento de uso, sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono...
O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado e, assim, sucessivamente.
O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.
Elaborado pelos atos pretéritos é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.
Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria junção, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.

Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.
Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.
Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.

Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação. E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia n’Ele.
A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

domingo, 3 de novembro de 2013

PROGRAMA EVOLUTIVO

O delinqüente primário, diante das leis humanas, não raro, tem o direito de responder ao processo em clima de liberdade, e, mesmo quando condenado, faz jus a vários recursos que lhe amenizam a pena.
O criminoso renitente, pela circunstância da conduta, encontra-se incurso nas penalidades severas e experimentará o isolamento em educandários de segurança, não fruindo de maior consideração...
Assim também ocorre com o Espírito.
Quando os seus erros e delitos são de pequena monta, reencarna-se sob provações reparadoras, enfrentando as disciplinas que o reeducarão, para depois gozar de paz e de liberdade.
Os calcetas e empedernidos, os refratários ao amor e os que se arrojaram aos despenhadeiros do suicídio, do homicídio, recomeçam, na Terra, encarcerados nas expiações lenificadoras...

A provação é oportunidade para o Espírito renovar-se.
A expiação constitui-lhe corretivo severo.
Provado, o Espírito se sente estimulado a conquistas novas, enquanto resgata os débitos anteriores.
Expiando, recupera-se e aprende, sem outra alternativa, enjaulado no processo de depuração.
A provação é solicitada.
A expiação é imposta.
Na primeira, há liberdade de ação; na segunda, desaparece a livre opção, ante o impositivo estabelecido.

Sob prova ou expiação, estás colocado no dispositivo da evolução, de que necessitas, e que é melhor para o teu progresso.
Aplica a razão e o sentimento lúcidos nesse programa evolutivo e ergue-te, da posição em que te encontres, alcançando o triunfo da tua reencarnação.

Do livro "Episódios Diários", by Joanna de Ângelis e Divaldo Franco.

sábado, 2 de novembro de 2013

A MORTE...

Nos Estados Unidos, o livro Talking to heaven, que reproduz as conversas do médium Van Praagh, com os mortos, tem sido um sucesso.O autor do livro, que é o próprio médium, defende a tese de que não existe morte, mas apenas vida.
A grande busca de livros como esse e outros do gênero demonstra o interesse dos homens pelo que vulgarmente se chama sobrenatural, nesta virada de milênio.
O ser humano, trazendo em si mesmo a intuição da imortalidade, tem buscado ao longo dos tempos, provar que não é apenas um amontoado de ossos e músculos.
Todavia, mergulhando no corpo físico, pelas portas da reencarnação, grande parte dos seres passa a duvidar da vida após a morte, quando deixa um ser querido nas portas do túmulo e dele se afasta por tempo indeterminado.
Façamos uma comparação que talvez torne mais clara a questão da imortalidade.
Imaginemos que um navio, carregado de emigrantes, parta para destino longínquo.
Leva homens, mulheres e crianças de todas as condições, parentes e amigos dos que ficam.
Algum tempo depois da partida, surge a notícia de que o navio naufragou. Nenhum vestígio resta dele, nenhuma notícia sobre sua sorte.
Acredita-se que todos os passageiros pereceram e o luto penetra em todas as suas famílias.
Entretanto, a equipagem inteira, sem faltar um único homem, foi ter a uma ilha desconhecida, abundante e fértil, onde todos passam a viver ditosos.
Ninguém, todavia, sabe disso.
Porém, um belo dia, outro navio aporta a essa terra e lá encontra sãos e salvos todos os supostos náufragos.
A boa notícia se espalha com a rapidez do relâmpago e todos exclamam felizes: Não estão perdidos os nossos amigos e familiares! E rendem graças a Deus.
E, embora não possam ver-se uns aos outros, correspondem-se e permutam demonstrações de afeto e, assim, a alegria substitui a tristeza e a saudade se transforma em esperança de um reencontro futuro.
Tal é a imagem da vida terrena e da vida de Além-túmulo.
O segundo navio, por comparação, seriam as inúmeras mensagens dos mortos, ditadas através dos médiuns, trazendo-nos a boa notícia da sobrevivência dos que partiram antes de nós.
E, para quem busca, com sinceridade, as provas da vida após a morte, as encontrará na vasta literatura que fala sobre o assunto.
Durante o sono podemos manter contato com os seres que já partiram para a Pátria espiritual.
Ao contrário do que se pensa, os encontros entre vivos e mortos são muito comuns.
Tanto isso é uma realidade, que vários filmes e telenovelas enfocam o assunto com naturalidade.
Assim, o fato de sabermos que as pessoas que amamos continuam vivas no Além-túmulo é, verdadeiramente, uma notícia consoladora.

Pensemos nisso!

Redação do Momento Espírita, com base no item 62, do cap. I, do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb, e em Entrelinhas do jornal Gazeta do Povo, do dia 14/03/98.

PERTURBAÇÕES

Apesar de tuas boas disposições, surgem momentos em que estranhos estados d’alma assomam, perturbando-te a lucidez e o entusiasmo.
Esses constituem desafios graves, que podem levar a imprevisíveis resultados negativos.
Surgem como depressão ou desinteresse, que deflui de uma observação infeliz, ou de uma palavra azeda, ou de uma discussão desgastante...
Há ocasiões em que se manifestam como nuvem obnubiladora do discernimento, insistente, que termina por gerar indisposição íntima, quando não leva a distonias e agressividade mais contundente.
Além dos fatores normais sociopsicológicos do relacionamento ou da emoção, originam-se na interferência psíquica de desencarnados que se comprazem em inquietar, inspirando desespero e conduzindo a estados afligentes...
Vivemos em quase permanente intercâmbio psíquico uns com os outros, no corpo físico e fora dele.
Mentes disparam dardos contra outras, atingindo o alvo com pontaria segura e estabelecendo telefônio de comunicação perturbadora.

Interrompe as telepatias deprimentes, sobrepondo a tua vontade e corrigindo a sintonia psíquica.
Sai um pouco e respira ar puro.
Recorda os planos ideais que acalentas.
Dialoga um pouco com alguém que te inspira simpatia.
Ora, por alguns instantes.
Estes expedientes expulsarão a onda de perturbação que te envolve, e tornarás ao estado de tranqüilidade.

Do livro "Episódios Diários", Joanna de Ângelis/Divaldo Franco.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

ALTERCAÇÃO

Surge, inesperada, com ou sem motivo que a justifique.
Toma vulto e leva às mais cruéis conseqüências, se não é policiada a tempo.
Tem início numa palavra destituída de maldade, num olhar de aparente reproche, numa negativa, ou simplesmente em nada...
A altercação é virose que contamina com facilidade.
Perturba o discernimento, desarmoniza a emoção e deixa rastros significativos no comportamento alterado.

Os altercadores sempre encontram motivo para as suas discussões infrutíferas.
Desarmonizados em si mesmos, agradam-se quando ferem e encontram resposta para os duelos verbais que, não raro, levam a ações deploráveis.
A altercação é portadora de alta carga prejudicial de cólera, que atinge quem lhe tomba nas redes perversas e aquele com quem se debate.

Provocado, e convidado diretamente à altercação, desvia o assunto ou desvia-te do agressor.
Ele talvez “nada tenha a perder”, conforme alguns apregoam no auge da discussão.
Tu tens a paz que deves preservar, o bem-estar que não podes tisnar com a perturbação, e os sagrados compromissos com a vida.
Não te detenhas, nunca, em altercação, porquanto, todos aqueles que se permitem induzir, deixam-na arranhados, quando não saem vítimas de sutis mutilações emocionais ou orgânicas, graças aos golpes que sofrem.

Do livro "Episódios Diários", de Joanna de Ângelis e Divaldo Franco