segunda-feira, 7 de outubro de 2013

AS QUATRO ESTAÇÕES DA VIDA


Primavera, Infância...

Como as flores na primavera...
nascemos, desabrochamos para a vida.
Na infância tudo é lindo...
tudo é alegria, nos sentimos protegidos...
Temos a presença de nossos pais, o amor de nossa
mãe, que transforma o choro de alguns momentos
em risos... Como num passe de mágica.
Somos felizes...


Verão, Juventude...


Os dias quentes de verão
nos fazem sentir toda a força da juventude...
somos felizes.
sonhamos, amamos, sorrimos
choramos com algumas desilusões amorosas
mas...somos jovens, tudo passa...
Voltamos a amar
a sonhar e a sorrir...
sentimos em toda a plenitude
a força da juventude...
Temos a alegria e a esperança dentro de
nossos corações... somos felizes.


Outono, Maturidade...


Não somos mais jovens
mas... não somos velhos.
O outono nos traz a maturidade
somos mais adultos, mais equilibrados,
mais preparados e seguros, para tomarmos
nossas decisões...
às vezes certas, ás vezes erradas
mas, somos livres para decidir nossas vidas
sem que ninguém nos diga o que fazer...
às vezes erramos, mas sempre querendo acertar...


Inverno, Velhice...


Chegou o inverno e com ele vem as tardes frias
as noites intermináveis de solidão e tristeza...
Mas, vem também a lembrança do que vivemos.
Os dias e horas felizes, que
passamos com a pessoa amada...
O amor, o companheirismo que tivemos...
as horas felizes com a família, que construímos...
As alegrias que nossos filhos nos proporcionaram...
É um misto de dor, tristeza , alegria e muita saudade...
Mas é também a vontade de agradecer a Deus,
por nos deixar viver as quatro
estações da vida com dignidade...


Texto: Dolores F. de Barros

 

domingo, 6 de outubro de 2013

RECOMEÇO

Não gastes a riqueza do tempo com lamentações improdutivas, nem destruas o valor das horas no fogo da agitação.
Cala-te e pensa:
- Sofreste talvez prejuízos enormes.
- Provavelmente caíste em erro.
- Padeces desenganos que jamais esperaste.
- Encontraste problemas que te parecem insolúveis.
- Fracassaste naquilo que entendias como sendo o melhor em teu favor.
Entretanto, queixas e aflições vazias, não te amparam de modo algum.
Reflete em teu arsenal interior de recursos e bênçãos e surpreenderás um tesouro de energias em ti mesmo, cujo acesso descobrirás, meditando simplesmente nestas duas palavras:

- POSSO RECOMEÇAR!...

Chico Xavier - Emmanuel

sábado, 5 de outubro de 2013

ALGUÉM PARA AMAR

Alguém para Amar
O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.
O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.
Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:
Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.
Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.
Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.
Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.
Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.
Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.
Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.
Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.
Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.
Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.
Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.
Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.
Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.
Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lO. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.
Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.
Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.
Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.


Redação do Momento Espírita

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

AS SEMENTES DA NATUREZA

O que seriam das flores se não fosse as sementes!
Quem dera depois de adulto, voltar a ser criança.
Eu teria mais tempo para plantar flores
e mais tempo para colher sementes.
O mundo não seria assim, tão cinza e  o adulto que sou hoje não seria fruto de um mundo desequilibrado.
Eu queria voltar a ser criança e ver um mundo cheio de árvores, de vida.
Repleto de humildade, de sinceridade e de despretensão, porque, quando somos crianças as coisas se parecem mais simples, mais descomplicadas...
É fácil entender que as árvores representam os homens, simbolizam a vida, que surge, que se renova a cada amanhecer.
Como criança saberia que o mundo é grande, mas precisa de cuidados afinal, não existem Flores sem Sementes.


Deivison Pedroza

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

CÂNCER DA ALMA


A morte de Chatterton que teria se suicidado em 1770. Óleo sobre madeira de Henry Wallis


Há enormes equívocos por parte da mídia e das pessoas em geral quando o tema é o suicídio. A mídia considera o tema um tabu, julgando que as notícias farão pipocar casos e mais casos pelo mundo afora. Portanto, fala-se pouco sobre este assunto e, claro, abordar pouco um tema é privar o público de informação.

A ignorância mata!

Se há campanhas de prevenção para o câncer de mama, próstata e tantos outros dever-se-ia pensar seriamente numa campanha de prevenção ao suicídio, o câncer da alma.

Prevenir a infelicidade é matar o suicídio.

Abordar a imortalidade da alma é fundamental.

Somos imortais, eis o que as pessoas devem saber!

Por isso, considero que este assunto precisa ser tratado constantemente pelos meios de comunicação.

Obviamente que não da forma sensacionalista que visa tão somente o comércio, mas de uma maneira humana, com o intuito de mostrar que não adianta em nada o ato de extermínio.

Primeiro porque se trata de jogar os familiares, os que ficam, numa verdadeira cilada, deixando nossos problemas para eles resolverem.

Segundo porque o trauma que o suicídio causa em amigos e familiares é por demais significativo.

Terceiro porque não se elimina o espírito, apenas o corpo. Nada pode matar nosso espírito que continua a viver, sentir, ter sensações e emoções.

Percebe-se, pois, a inutilidade do suicídio.

E há como preveni-lo e não deixar que as situações evoluam para o desespero. É o desespero e a vontade de sumir que levam o indivíduo a cogitar do autoaniquilamento.

Quando escrevia com dois amigos o livro Evite a rota do suicídio, constatamos situações inusitadas: Em 90% dos casos de suicídio as pessoas avisam antes de cometê-lo.

Portanto, aqui não cabe a questão de que quem muito fala nada faz. No caso do suicídio faz sim.

Outro ponto são os casos de suicídio porque não se conseguiu lidar com desilusões amorosas. Eis que se identifica a necessidade urgente de elaborar planos para ensinar a importância de se cuidar bem das emoções.

É uma tarefa principalmente dos espíritas conhecedores da imortalidade da alma colaborar para a prevenção do câncer da alma.

É preciso ser ousado e transmitir as lições dos imortais a fim de que as dores sejam suavizadas e as dificuldades não tomem dimensões gigantes...

Prevenir é informar.

Não deixemos, pois, passar a oportunidade, um texto, uma palavra, uma informação passada adiante pode salvar uma existência.

Pensemos nisto.


Wellington Balbo

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

RETORNO AO EVANGELHO

...Eis que vos foi dito: “Amareis aqueles que vos amam e odiareis aqueles que vos odeiam. Eu porém vos digo: Amareis aqueles que vos odiarem”, para que estejais perfeitamente integrados no espírito da solidariedade.

Meus filhos, o Evangelho de Jesus tem regime de urgência na intimidade dos nossos corações.

Este é o século da tecnologia de ponta, da ciência, na sua mais elevada postura, mas haverá de ser também o século do amor. Deveremos atrair o sentimento de amor para que ele produza a sabedoria em nosso ser.

Sereis muitas vezes hostilizados pela brandura de coração; sereis discriminados pela conduta rígida no cumprimento do dever; experimentareis ironia e descaso pela fidelidade a Jesus.

Crede, é transitório o carro carnal, e quando dele nos despojarmos a consciência irá conduzir-nos ao país do remorso ou ao continente das bem-aventuranças.

Vivei de tal forma que podereis olhar aqueles que vos criam embaraços nos olhos sem abaixardes as vossas vistas.

É necessário muita coragem para esse logro.

Assevera-se que aquele indivíduo que é bom, que é humilde, é um covarde. É necessário, porém, muita coragem para ser-se bom. É indispensável muita energia para beber-se a taça da amargura, sem reprimenda, sem reclamação e transformá-la em licor que dê energia e vitalize a existência.

Não foi o acaso que vos convocou para o encontro desta hora em que a sociedade estorcega na impiedade, na loucura na sexolatria, na toxicomania.

Sede vós pacíficos e pacificadores. Produzi em vossos lares o reino dos céus, construí-o no aconchego da alma que está ao lado da vossa alma, dos filhinhos que vos foram confiados, cuja conduta será consequência da educação que lhes administrardes, em forma de paz.

...E encontrareis a razão de viver nesse sentimento do amor pulcro e penetrante que irriga a vida de alegria, que ilumina as ansiedades com paz.

Filhas e filhos da alma: não desperdiceis o tempo que urge, e ele se chama agora. Não postergueis a vossa oportunidade de auto-iluminação. Jesus já veio ter conosco. Hoje espera-nos e manda à Terra os Seus embaixadores para que nos levem de volta ao Seu doce aconchego e repita suavemente: - Vinde a mim, eu vos consolarei!

Ide de retorno aos vossos lares, mansos e pacíficos, porque será assim que se dará início à era da regeneração, que vem sendo trabalhada desde o dia em que a codificação chegou à Terra, quando o lobo e o cordeiro beberão na mesma fonte; quando os rosais colocarão as suas pétalas para dentro dos lares; quando as sombras forem clareadas pelas Estrelas luminíferas que fazem parte da divina coorte.

Amai! O amor redime a criatura humana. E depois, discípulos de Jesus, o Mestre nos espera.

Muita paz!

Que o Senhor de bênçãos vos abençoe!

São os votos do servidor humílimo e paternal,

Bezerra.


(Mensagem recebida por psicofonia através do médium Divaldo Pereira Franco, no término da conferência proferida na Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues em Santo André, SP, na noite de 29 de setembro de 2013..)

terça-feira, 1 de outubro de 2013

RELÓGIO DO CORAÇÃO

Há tempos em nossa vida que contam de forma diferente.
Há semanas que duraram anos, como há anos que não contaram um dia.

Há paixões que foram eternas, como há amigos que passaram céleres, apesar do calendário nos mostrar que ficaram por anos em nossas agendas.

Há amores não realizados que deixaram olhares de meses, e beijos não dados que até hoje esperam o desfecho.

Há trabalhos que nos tomaram décadas de nosso tempo na Terra, mas que nossa memória insiste em contá-los como semanas.

E há casamentos que, ao olhar para trás, mal preenchem os feriados da folhinha.

Há tristezas que nos paralisaram por meses, mas que hoje, passados os dias difíceis, mal guardamos lembrança de horas.

Há eventos que marcaram, e que duram para sempre o nascimento do filho, a morte da avó, a viagem inesquecível, o êxtase do sonho realizado.

Estes têm a duração que nos ensina o significado da palavra “eternidade”.

Já viajei para a mesma cidade uma centena de vezes, e na maioria das vezes o tempo transcorrido foi o mesmo.

Mas conforme meu espírito, houve viagem que não teve fim até hoje, como há percurso que nem me lembro de ter feito, tão feliz estava eu na ocasião.

O relógio do coração hoje descubro, bate noutra freqüência daquele que carrego no pulso.

Marca um tempo diferente, de emoções que perduram e que mostram o verdadeiro tempo da gente.

Por este relógio, velhice é coisa de quem não conseguiu esticar o tempo que temos no mundo.

É olhar as rugas e não perceber a maturidade.

É pensar antes naquilo que não foi feito, ao invés de se alegrar e sorrir com as lembranças do que viveu.

Pense nisso. E consulte sempre o relógio do coração: ele lhe mostrará o verdadeiro tempo do mundo.


Mário Quintana