terça-feira, 20 de agosto de 2013

NOSSA FAMÍLIA DA TERRA ACABA DEPOIS DA MORTE?


Não. Aliás, a família já existia antes.

Nossa família espiritual é muito maior do que a terrena. Constituída de espíritos que já estiveram juntos em outras existências, ela planejou no espaço a missão do grupo que constitui nossa organização familiar na Terra. Num lar reencarnam espíritos simpáticos, para fortalecerem seus laços de amor, também espíritos antagônicos, para transformarem ódio em amor.

Há somente quatro alternativas para o futuro do homem, além-túmulo.

A primeira é a dos materialistas. Morreu, acabou. Então não vale a pena amar, pois tudo termina com o fim do corpo físico.

A segunda é a dos panteístas. Morreu, o homem é absorvido no todo universal e acaba sua individualidade. Como na primeira, o amor se extingue no derradeiro suspiro.

A terceira é da unicidade da vida. Vivemos uma só existência na face do Planeta. Morrendo, se formos bons, iremos para o céu, de gozo eterno, ou para o inferno, sendo mau de sofrimento indescritível, que não acaba nunca. Como poderá ser feliz alguém no céu, sabendo do padecimento sem fim de um ente querido no inferno?

Além disso, que Deus justo e amável é esse que permite a alguém nascer de pais responsáveis, que lhe asseguram excelente formação moral, e a outros permite virem ao mundo na miséria material e na marginalidade, desde o nascimento?

A quarta hipótese é a da reencarnação. Vivemos inúmeras existências na Terra, aprendendo e depurando o espírito nas vidas sucessivas, no caminho do aperfeiçoamento moral. Depois da morte, reencontraremos os entes queridos. Quanto mais nos aprimoramos internamente, mais felizes seremos, imortalizando e ampliando o amor que nutrimos uns pelos outros, na família terrena em perene crescimento.
Jávier Godinho

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

QUE É DEUS?

O professor Rivail, já utilizando desde então o codinome "Allan Kardec", abre o capítulo primeiro, do livro primeiro da codificação da Doutrina (Ensinamentos) dos Espíritos, com a pergunta título deste artigo.
Kardec já tomava por base que para iniciar e ter total empenho nas suas pesquisas espíritas, nunca seria demais a máxima frieza e o sistemático controle das paixões evitando descambar-se para a religiosidade muito forte da época, para a curiosidade pueril, para a sede do sobrenatural ou quaisquer manifestações deste gênero. Tanta convicção tinha neste comportamento que mais adiante advertiria os seus seguidores: "O Espiritismo será científico ou não subsistirá".
Recebeu dos Espíritos que "assinam" os prolegômenos de "O livro dos Espíritos" a resposta mais próxima da verdade científica até hoje já concebida: - Deus é a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.
A lei básica que rege o Universo (todas as coisas) é a lei de Causa e Efeito ou Ação e Reação, como é conhecida no meio científico. Para um efeito inteligente sempre haverá uma causa inteligente correspondente.
Para que possamos chegar próximos a entender o que é Deus, devemos fazer um esforço para idealizarmos mais ou menos o que seria o Universo, começando portanto pela tomada de consciência do espaço tridimensional (comprimento, largura e altura) que ocupamos no mesmo, passando daí para a percepção do espaço da nossa residência, bairro, cidade, estado, país, continente e planeta Terra com seus 40.000 quilômetros de extensão na circunferência. A Terra faz parte de um sistema solar que possui apenas 9 planetas com 57 satélites no total de 68 corpos celestes. A "grosso modo" em relação a outros astros do sistema solar, a Terra possui um volume 49 vezes maior que o da lua e 1.300.000 vezes menor que o do sol. É preciso que tenhamos noção de sua pouca importância diante do restante do Universo.
Nosso sistema solar faz parte de uma pequena galáxia conhecida por Via Láctea, um aglomerado de cerca de 100 bilhões de estrelas, com pelo menos cem milhões de planetas e conforme os astrônomos, no mínimo cem mil com vida inteligente e mil com civilizações mais evoluídas que a nossa.
As últimas observações do telescópio Hubble (em órbita), elevaram o número de galáxias conhecidas para 50 milhões. Em 1991, em Greenwich, na Inglaterra, o observatório localizou um quasar (possível ninho de galáxias) com a luminosidade correspondente a 1 quatrilhão de sóis.
Diante destes números pensaríamos haver chegado na idéia do que é o Universo; ledo engano, pois estas áreas, ou melhor, volumes, representariam apenas 3% do que seria a totalidade de tudo dentro do tridimensional e espaço / tempo como conhecemos. Os espaços interplanetários, interestrelares e intergalácticos, obviamente, formariam a maior parte daquilo que chamamos de Universo.
Os fenômenos de aporte (transporte de matéria através de outras dimensões) tão conhecidos dos pesquisadores da paranormalidade e a anti-matéria já produzida em laboratórios experimentais mais desenvolvidos através do planeta, nos dão a confirmação dos estudos de pesquisadores da capacidade de um Friedrich Zöllner, que no século passado , comprova a existência da quarta dimensão e conseqüentemente outros tantos Universos, quantas tantas dimensões for possível conhecermos.
A teoria mais moderna da criação do Universo, nos remete não apenas para o Bigbang (a grande explosão) início de tudo, mas, para a idéia de vários bigbangs, com Universos cíclicos através de quatrilhões ou mais de anos.
E aí? Será que conseguimos chegar perto da idéia da concepção e tamanho da obra de Deus, para tentar entendê-lo?
Não seria no mínimo estranho que após esta monumental obra inteligente, Deus colocasse em um planeta que representa um ínfimo grão de areia em uma cadeia de montanhas como o Himalaia, sua grande criação, o homem, feito sua imagem e semelhança?
Nosso grande irmão e amigo Jesus, há 2000 anos, já passava em forma de contos e parábolas vários conhecimentos intelectuais e morais que possuía devido ao seu grande estado evolutivo, quando em missão entre nós, confiada pelo Criador afirmou: "Na casa de meu pai existem muitas moradas".
Para concluirmos esta nossa pequena intenção de lançarmos nossos confrades na especulação ao entendimento do que seria Deus, iremos nos valer da "coleção de livros" chamada Bíblia, que no entender do grande intelectual e eminente espírita Dr. Carlos Imbassahy, é um livro como outro qualquer, em que nos seus textos contém tudo que a gente queira para justificar, a favor ou contra qualquer coisa.
No Antigo Testamento, Livro Gênesis, Capítulo 1 (Criação do homem), versículo 26 temos: "e (por fim) disse: Façamos o homem à nossa imagem e semelhança (sic...)".
Se tomarmos como verdadeira a hipótese de que a Bíblia é a palavra de Deus, qual seria a imagem correta do nosso Criador? Um homem ou mulher? Velho, ariano de barbas longas ou de cor negra, e magro como os etíopes (teoricamente os primeiros hominídeos) ?
Não seria melhor tentarmos entender uma concepção mesmo que não a conheçamos bem? Como por exemplo: o que sabemos a respeito do que somos (espírito)? Qual a imagem fiel que temos do mesmo? Ninguém sabe, ou melhor, conhecemos bem o corpo material, e relativamente o perispiritual, mas não o espírito. Conforme Allan Kardec, o espírito é alguma coisa formado por uma substância, mas cuja matéria, que afeta nossos sentidos, ele não nos pode dar uma idéia.
Pode-se compará-lo a uma chama ou centelha cujo clarão varia de acordo com o grau de sua depuração. Sendo assim, pois, teríamos o entendimento melhor de nossa imagem de acordo com a de Deus.
No tocante a semelhança é mais fácil a sua comparação quando procuramos compreender a eternidade, já que a palavra pressupõe algo que não tem início nem fim, como Deus; que é infinito, único, perfeito e todo-poderoso. Já ao passo que nós somos algo como semi-eternos; tivemos um começo criado por Ele e evoluímos na Sua direção conforme o Seu desejo. 

Paulo Roberto Martins

domingo, 18 de agosto de 2013

COMO SE INICIA O CAMINHO DAS DROGAS?

Quais as causas que levam as pessoas às drogas?

Os motivos são vários: busca de uma sensação prazerosa, curiosidade, desejo de pertencer á “turma”, problemas sócio-econômicos, fuga de problemas e da realidade, descontentamento com a sociedade de consumo, falta de diálogo entre pais e filhos, dificuldade de relacionamento com outras pessoas, falta de informações precisas sobre drogas, ansiedade, influência de traficantes, influência de familiares, pressão de “amigos’’, etc”.

 

 

Como alguém começa a usar drogas?

Quase sempre este início é igual: através do melhor amigo, o colega de carteira da escola, o namorado ou a namorada. Quando o jovem está aborrecido, oferecem-lhe de graça uma passagem para um mundo onde o aborrecimento vai desaparecer.
Se ele aceita, o “amigo’ ’vai estar em seu caminho para oferecer outras doses até que a dependência se instale e aí o produto passa a custar dinheiro. E nesse ponto a pessoa já se tornou escrava da droga e do seu fornecedor, que nem sempre é o traficante maior, mas age em seu nome. Daí as conseqüências são as piores possíveis.
A tolerância por parte das escolas é outro fator que tem contribuído para a dispersão do consumo de drogas ilícitas.
As escolas particulares “cumprem” com seu papel informando com palestras não efetivas, e também o número de expulsões relacionadas com o uso de drogas é baixo. Hoje em apenas um de cada dez casos, o estudante é desligado do estabelecimento. Geralmente, quando se droga dentro das dependências do colégio.
A droga no colégio é fácil de ser adquirida, podendo ser comercializada pelo vendedor de balinha que fica na porta, por um professor, ou um colega.

ALGUNS DOS DIVERSOS SINAIS QUE IDENTIFICAM UM USUÁRIO DE DROGAS:

Alguns sinais podem auxiliar na identificação de um usuário de drogas. Os principais são:
  • Mudança brusca de comportamento;
  • Irritabilidade sem motivo aparente;
  • Inquietação motora;
  • Depressões. Estados de angústia sem motivo aparente;
  • Queda do aproveitamento escolar, desistência dos estudos ou do rendimento do trabalho;
  • Insônia rebelde;
  • Isolamento;
  • Mudança de hábitos;
  • Olhos vermelhos;
  • Troca do dia pela noite;
  • Existência de seringas, comprimidos ou cigarros estranhos entre seus pertences;
  • Desaparecimento de objetos de valor, dinheiro ou também constante pedidos de dinheiro;
  • Más companhias;
Mas é preciso prestar atenção, pois, algum ou alguns desses sinais podem indicar outra coisa, como alguma doença ou outra coisa que, não necessariamente, uso drogas, e não se pode correr o risco de rotular alguém sem certeza.
Assim como indicamos através de nossas pesquisas, alguns dos sintomas que podemos localizar, indicamos abaixo algumas CONSEQÜÊNCIAS DA DEPENDÊNCIA.
1- Psíquicos:
Perda parcial da memória, debilidade da inteligência e de poder idealizador. A fala fica lenta, difícil e pesada. Essa decadência vai aumentando quanto maior é a dose da droga e a duração do uso. Torna-se indiferente, egoísta, perde o sentido moral e o carinho familiar, deixando de existir qualquer sentido de vontade própria e seu interesse se volta apenas para a procura da droga por qualquer meio; recorre inclusive, ao crime para iludir a angústia do estado de abstinência. Adquire a mania do leito. Nega violentamente ser viciado ou se vangloria disso; torna-se sujo, descuidado e, de afável, passa a ser grosseiro. A mulher perde sua linha e seu pudor e ultrapassa limites.
2- Sensoriais:
Sofre alucinações visuais noturnas terríveis, além de transtornos de pupila (miose), abolição de reflexos, etc. Alteração do fundo do olho, palidez conjuntiva; o campo visual fica diminuído. Esses fenômenos desaparecem se a supressão do tóxico for total, o que serve de indicativo de cura, além disso, pode ter o tato diminuído, acompanhado de leve esquentamento das mãos.
3- Respiratórios e Circulatórios:
Respiração lenta e irregular, enfraquecimento cardíaco.
4- Digestivos:
Língua seca e pastosa, sede intensa por falta de secreção salivar, muita propensão a estomatites. Anorexia e constipação pertinaz, hipofunção hepática. A desnutrição progressiva leva o paciente a estados carenciais, que comprometem sua vitalidade (caquexia morfínica).
5- Urinários:
Pode haver albuminúria ou glicosúria.
6- Sanguíneos:
Chama a atenção o contraste entre a palidez da pele com as mucosas, pessoa fica com olheiras. Também, causada pelo cansaço já que passam a madrugada usando drogas.
7- Cutâneos:
As alterações da pele são muito intensas. A superfície é áspera. Podem ser notados nódulos ou cicatrizes nos músculos dos braços e outras partes do corpo, como seqüelas de abcessos de injeções aplicadas, que facilitam o diagnóstico.
8- Nutricionais:
Emagrecimento progressivo, alterações no metabolismo basal, empobrecimento dos elementos orgânicos, que nas etapas finais, chega a caquexia (enfraquecimento geral).

Parte integrante do Livro sobre dependência química do Terapeuta Aluney Elferr

sábado, 17 de agosto de 2013

ONDE ESTÁ A FELICIDADE?

Muitos místicos, religiosos e filósofos do presente e do passado já afirmaram que a vida de cada um de nós é o resultado daquilo que pensarmos. Vemos o mundo por uma lente transparente- escolhida por nós- que filtrará as imagens que nos chegam. Uns vêem a vida por uma lente cinzenta, triste e acreditam que o mundo seja assim, outros a vêem por uma lente colorida, alegre e entendem que tudo e todos a sua volta assim sejam. Você sabe a cor da sua lente?
A felicidade não é deste mundo...

Aqui vai uma boa desculpa para aqueles que insistem em viver desanimados ou tristes, pois se baseando nessas palavras de Jesus tentam justificar sua falta de vontade em viver bem.

Como espíritas, entendemos que a vida verdadeira é a do espírito e, conseqüentemente, a da matéria é ilusória e passageira, mas por quê temos que ser infelizes? Acreditamos que o Mestre tenha dado ênfase a vida espiritual para ensinar-nos que não devemos viver exclusivamente para a matéria, mas sim que saibamos dosar a parcela adequada às coisas do espírito. Embora a eternidade nos aguarda e o tempo que aqui ficarmos será sempre muito pouco, se soubermos como pensar e agir, teremos um período, aqui na Terra, bom e com certeza muito feliz.
Reprogramando a vida.

Aqui está um outro fator importante para quantos buscam a felicidade: o que acreditamos a respeito da vida.

Quando encarnamos, trazemos na nossa memória espiritual aquilo que pensamos e acreditamos a respeito de tudo. Algumas coisas ficam adormecidas e outras surgem de formas intuitivas em momentos de necessidade. Há também, somado a isso, todo o aprendizado que obtemos no período da infância, além daquele que vamos adquirindo durante a existência. Muitas idéias vão se juntando as antigas e, com isso, vão moldando e reconstruindo nosso jeito de ser e pensar. Alguns conceitos foram "plantados" no nosso inconsciente sendo aceitos como "verdades absolutas", são os chamados paradigmas. Essas "verdades" atuam de tal forma em nossas vidas que podem nos levar à alegria ou à tristeza à saúde ou à doença, à miséria ou à prosperidade. São elas as "lentes" que filtram nossa maneira de apreciar a vida, daí a sua importância.

A localização dessas crenças e a substituição por outras mais apropriadas ao bem viver, são de suma importância para uma vida feliz e é por isso que afirmamos que a felicidade depende da maneira como pensamos e, conseqüentemente, agimos.

A reprogramação da nossa vida depende, portanto, de nós mesmos. A interpretação dos fatos que nos cercam é que nos fazem ter uma visão boa ou má da existência. A mensagem contida nos ensinamentos do mestre Jesus quando observada num clima de otimismo e alegria pode nos conduzir a verdadeira felicidade.

Como podem notar, ser feliz é muito fácil, basta querer, acreditar e observar-se pois, com certeza, esse tesouro já está dentro de você. Descubra-se e seja feliz! 


Humberto C. Pazian

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

A AJUDA DO CÉU

Faze tua parte, que o céu te ajudará.
Depender da Providência. Entregar-se por completo à certeza de que o Alto preencherá as necessidades do servidor. Atitudes de quem confia na fé como instrumento de relação da criatura com o Criador.
Aconteceu com Teresa, aconteceu com Chico Xavier.
Em Calcutá, todos os dias a Instituição das Missionárias dá alimento para nove mil pessoas. Certa vez, uma das irmãs chegou até a madre e lhe disse:
- Senhora. nada temos. Absolutamente nada.
Teresa não teve palavras para dar alguma resposta. Duas horas depois, porém. por volta das nove da manhã, um caminhão carregado de pães parou na porta da casa. Naquele dia, as escolas da cidade estavam fechadas. Resolveram. então, despejar milhares de pães por cima dos muros. Foi essa doação espontânea que alimentou os pobres durante dois dias.
Chico terminara de atender a milhares de pessoas, junto ao abacateiro, para onde se deslocava. nos fins de semana, a fim de conversar com os que vinham e fazer donativos a famílias carentes.
Acabara de voltar para casa. quando chegou um grupo de pessoas que queriam vê-lo, e já estavam viajando havia horas.
Preocupado por não saber o que oferecer aos visitantes, viu que logo atrás do ônibus estacionara um caminhão, o motorista informou que era um carregamento de panetones, doados anonimamente, e que poderiam ser usados por Chico da forma que ele bem quisesse.
Os produtos não só serviram para recepcionar os visitantes de última hora,mas também puderam ser distribuídos aos pobres de alguns bairros de Uberaba.
A fé, segundo afirmou Morris West, é um salto no escuro para os braços de Deus! .
E é refletindo sobre a vida dos missionários dedicados à vivência do amor à humanidade, que se torna possível entender a imensidão desse projetar-se, rumo às fontes inesgotáveis da Providência.
Essa é a legítima escuridão que se faz clara nos caminhos de quem chora. Mas, antes dela aportar na vida do sofredor, foi preciso existir a coragem daquele que se dispôs a buscá-la, correndo todos os perigos de quem se arrisca a penetrar nos domínios do que ainda não conhece.
Foi necessário confiança, porque, sem ela, o viajante do bem não teria forças para encontrar os mananciais de Deus.
Foi preciso empenho, desse que começa a ser realizado bem antes da viagem, através do exercício do querer bem, do desejar o bem, sempre.
Foi decisiva a capacidade de entrega, para que o servidor se despojasse dos fardos das posses efêmeras, a fim de trazer o alforje do amor carregado de boas novas aos doentes da alma.
Cada vez que o trabalhador vê-se cara a cara com a falta de recursos para realizar a tarefa nobre, pode recorrer a essa busca transcendental. A prece é a ponte. a fé é o caminho, e os seres são os Instrumentos de Deus para a resposta. Ela pode vir de caminhão, ou através de uma boa idéia, ou junto à frustração de não recebê-la quando a gente quer, mas sim quando for necessária , segundo a lógica do Alto.
Em quaisquer circunstâncias é fundamental não esquecer as prioridades que definem o desejo de evoluir. Servir porque se aprendeu a amar o serviço durante sua própria prática: desejar imensamente beneficiar o próximo, descobrir-se a si mesmo enquanto se trabalha.
Para os dois missionários citados, instrumentos de Deus na Terra, o esquecimento deliberado do outro é o maior coral que assola as relações humanas no planeta. Madre Teresa declara que a pior doença de hoje não é a lepra, ou a Aids. É não ser desejado, é ser deixado de lado, é ser esquecido.
Para Chico, o maior flagelo é o homem preocupar-se tanto com as coisas particulares que passa a não ter tempo para o Cristo solitário, que se manifesta em qualquer pessoa necessitada, seja ou não nosso familiar, que esteja precisando de nosso amparo.
O hábito de servir em nome do Amor traz experiências notáveis a quem se dispõe, inclusive, a sofrer para ver o bem sobrepujando os desastres causados pelos defeitos humanos. Ao homem é pedido apenas que faça a sua parte, para que o Céu, que significa a concentração de todas as forças dedicadas à Paz, possa ajudar como for preciso.

Carlos Augusto Abranches
(O Médium – Ano 66 – nº 596 – 07 e 08/1997)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

SIMPLESMENTE "ESPÍRITA"

Tornou-se hábito no meio Espírita a expressão Kardecista, como forma de identificar ou de diferenciar aquele seguidor do Espiritismo à luz da codificação, daquele que mesmo se intitulando Espírita, jamais teve o cuidado de se informar sobre os postulados da crença que diz professar. Utilizam-se do termo Espírita “Kardecista”, em lugar de simplesmente Espírita, com a preocupação de não serem confundidos com os seguidores da Umbanda, do Candomblé e de outras tantas seitas. Tal prática, no entanto, ao invés de diferenciar os verdadeiros seguidores da Doutrina Espírita, acabou criando uma idéia equivocada de que poderia existir mais de uma maneira de ser Espírita, ou melhor mais de um tipo de Espiritismo.
A palavra Espírita, criada por Alan Kardec, para diferenciar do termo já existente espiritualista, veio para definir como espírita o seguidor das obras codificada pelo incomparável emissário da Divindade no Pentateuco, Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e na Gênese, onde o fiel seguidor do Espiritismo busca as lições para a sua própria transformação como nos definiram os imortais no Evangelho Segundo o Espiritismo Capítulo XVII - item 4 “ conhece-se o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega em domar suas inclinações más”.
Seguindo esse raciocínio, e as lições ali contidas, não precisaremos da utilização de qualquer subterfúgio para nos apresentarmos aos que nos perguntarem sobre a nossa crença, pois nossa resposta estará na ponta da língua: Sou Espírita. Não cabe a nós maiores satisfações, como se tivéssemos que nos defender de ataques sobre quaisquer tipos de práticas de que não fazemos uso.
Seguimos sim, os ensinamentos contidos nas obras codificadas por Allan Kardec, mas somos Espíritas tão somente, visto que o próprio codificador nos afirma no livro dos Espíritos (prolegômenos), “este livro foi escrito por ordem e mediante ditado de Espíritos superiores, para estabelecer os fundamentos de uma filosofia racional, isenta dos preconceitos do espírito de sistema. Nada contém que não seja a expressão do pensamento deles e que não tenha sido por eles examinado. Só a ordem e a distribuição metódica das matérias, assim como as notas e forma de algumas partes da redação constituem obra daquele que recebeu a missão de os publicar”.
Recorremos ainda aos ensinamentos contidos noCapítulo I do Livro a Gênese que trata do Caráter da Revelação Espírita, no item 45, onde se pode ler: “a primeira revelação teve em Moisés a sua personificação, a segunda no Cristo, a terceira não a tem em indivíduo algum. As duas primeiras foram individuais, a terceira coletiva. Ela é coletiva no sentido de não ser feita ou dada como privilégio de pessoa alguma; ninguém, por conseqüência, pode inculcar-se como seu profeta exclusivo; foi espalhada simultaneamente, por toda a terra, a milhões de pessoas, de todas as idades e condições, desde a mais baixa até a mais alta escala, conforme predição registrada pelo autor dos Atos dos Apóstolos: “Nos últimos tempos, disse o Senhor, derramarei o meu espírito sobre toda a carne; os vossos filhos e filhas profetizarão, os mancebos terão visões, e os velhos, sonhos” (Atos,Cap.II,vv.17/18) ela não proveio de nenhum culto especial, a fim de servir um dia, a todos, de ponto de ligação.
No Capítulo XVII, item 40, ele afirma: “Não é uma doutrina individual, de concepção humana; ninguém pode dizer-se seu criador. É produto do ensino coletivo dos espíritos, ao qual preside o Espírito de Verdade.
E logo após o item 42 do mesmo capítulo, em sua nota de rodapé esclarece definitivamente: “Todas as doutrinas filosóficas e religiosas trazem o nome da individualidade fundadora: o Mosaísmo, o Cristianismo, o Maometismo, o Budismo, o Cartesianismo, o Furrierismo, São-Simonismo, etc. A palavra Espiritismo, ao contrário, não lembra nenhuma personalidade; ela encerra uma idéia geral, que indica, ao mesmo tempo, o caráter e o tronco multíplice da doutrina”.
Enxertar, por tanto, o termo “Kardecista” na palavra Espírita, é aceitar que podem existir outros tipos de Espíritas, o que não é admissível, pois não encontramos essa denominação em nenhuma das obras já citadas, e ainda se abre a brecha para que os que se dizem seguidores do espiritismo, sem levarem em conta os seus postulados apresentem-se sob denominações no mínimo equivocadas diferentes pois da denominação dada pelo codificador aos seguidores da nova doutrina constantes da introdução I do Livro dos Espíritos que estabelece: “ Os adeptos do Espiritismo serão, os Espíritas ou se quiserem os “Espiritistas”.
Por fim, enfatizamos que nada temos contra essas outras maneiras de se seguir o Cristo, visto que o Mestre Maior de todos nós não é privilégio dos Espíritas, no entanto não podemos deixar de esclarecer àqueles que quiserem professar o Espiritismo, que só o encontrarão unicamente na Codificação, e que nela não existe outra denominação para nós adeptos sinceros da verdadeira doutrina Espírita.

Francisco Rebouças.

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

A IMPORTÂNCIA DO SORRISO NA CASA ESPÍRITA

Outro dia um amigo me confidenciou que estava muito preocupado com a ausência de sorrisos e calor humano no interior das instituições espíritas. E que se nossa Doutrina é otimista, trazendo nova luz para a vida por que é que há tanta gente carrancuda dentro das instituições?
Não pude deixar de concordar com ele.
De fato, tenho percebido que muitas instituições, através de seus dirigentes e trabalhadores, à guisa de manter a seriedade doutrinária comprometem o seu bom humor, a simpatia, o calor humano, como se o mundo se resumisse às suas carrancas, ao sofrimento e ao pessimismo.
Não podemos esquecer que normalmente quem procura o centro espírita está com dificuldades, está desanimado, está sofrendo. Se mantemos uma postura sisuda, com humor fechado, e sem a luz de um sorriso, devemos saber que temos a chance de estarmos contribuindo para influenciar negativamente aqueles que nos procuram, piorando a sua situação.
Talvez por um atavismo judaico-cristão associado com a idéia equivocada de que o sofrimento é enobrecedor e é sinal de evolução (o que está errado, evidentemente) é que esses irmãos e irmãs que preferem a carranca ao sorriso estejam agindo assim.
Que jamais faltem sorrisos nos centros espíritas, pois nada mais animador do que ser recebido com um sorriso e com calor humano. Pois nós não somos máquinas. Somos seres humanos, seres espirituais, tendo o compromisso de transformar o mundo para melhor. Para que sombras em nosso rosto?
Não podemos esquecer que o abismo atrai o abismo e que sorrir sempre é a garantia de espalhar a paz e a alegria a contagiar aqueles que estão ao nosso redor, onde quer que seja.
E a casa espírita detém um papel de fundamental importância como irradiadora da luz, sendo nossa postura a lâmpada a propagar essa boa energia. Se fechamos o nosso rosto, estaremos impedindo o fluxo dessa luz. Pois “cara” fechada não é sinal de evolução.


Joaquim Ladislau Pires Júnior