sexta-feira, 7 de junho de 2013

LIGUE A LUZ

Para que a luz do bem se faça correta na sua lâmpada mental, é imprescindível que você corrija as imperfeições dos condutores. Basta, somente, que não se descuide de atender aos humildes deveres de fiscalização dos condutores, para que brilhe no seu mundo íntimo a nobre claridade da paz.

Portanto, ore: “a prece é um ato de adoração.”

“Orar a Deus é pensar nEle; é aproximar-se dEle; é pôr-se em comunicação com Ele!”

O pensamento firme é fio de alta tensão com potência valiosa.

Discipline-o, para que dele se utilize na indústria superior do bem.

As ondas vibratórias sempre envolveram o orbe até que Hertz, descobrindo-lhes as leis, as oferecesse à sociedade. A energia hidráulica sempre existiu nas quedas de água até que o homem a utilizasse em favor do progresso.

No entanto, as ondas vibratórias, que conduzem sons e melodias fascinantes, espalham, também, calúnias e apreensões. E a força elétrica que favorece o conforto é utilizada, igualmente, na extinção da vida.

Disciplina da mente – realização nas mãos.

“As três coisas você pode propor-se por meio da prece: louvar, pedir, agradecer”.

A Misericórdia Divina é inesgotável – confie nela.

Corrija, desse modo a posição das tomadas psíquicas, para que a energia do Senhor chegue ao seu mundo, inundando-o de clara e pura luz.

Marco Prisco

quinta-feira, 6 de junho de 2013

ONDE ESTÁS, Ó DEUS, QUE NÃO RESPONDES!


Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema Vozes da África. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.
Deus! Ó Deus! Onde estás que não respondes!
Em que mundo, em qu´estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos Te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, senhor Deus?
À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.
Por que permitiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã?
Por quê?
Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos a Primeira e a Segunda Guerra Mundial.
Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.
E quando empreendemos as Cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis?
E durante a Inquisição de tanta barbárie?
E todos os dias, onde está Deus?
Onde está Deus quando enganamos nosso irmão? Quando mentimos para conseguir favores que desejamos?
Quando desonramos o lar, com o adultério? Quando eliminamos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação?
Onde está Deus quando deixamos nossos filhos à matroca, sem orientação, porque preferimos a acomodação?
Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas?
Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso irmão? Ou da eutanásia?
Para todas as perguntas, a resposta é a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.
Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.
Criou os mundos para que neles trabalhássemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.
A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a consequente Lei de Causa e Efeito.
Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.
Ele nos permite a livre semeadura, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.
Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem e alcançam felicidade.
Uns estão semeando hoje. Outros tantos estão realizando a colheita das bênçãos ou das desgraças que se permitiram semear.
Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.
Portanto, não indague onde está Deus, quando você contemple a injustiça. Trabalhe pela justiça.
Não pergunte onde está Deus, quando observe a violência. Semeie a paz.
Não questione onde está Deus quando a miséria campeia. Utilize seus recursos para semear riquezas.
Enfim, onde quer que você esteja, lembre que Deus está em você e com você. E espera que você seja o Seu mensageiro de bênçãos, onde se encontre.
Pense nisso. Pense agora e comece a demonstrar ao mundo o Deus que existe em sua intimidade.
Redação do Momento Espírita.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CULPA E RESPONSABILIDADE



 
A culpa que sentimos é resultado de séculos de condicionamento dentro do pensamento judaico-cristão, aliás uma distorção do pensamento cristão, que intrínsecamente, não estabelecia a culpa e a punição como posteriormente acabou acontecendo. Por esse pensamento tudo o que fazemos e que não está dentro dos padrões rígidos dessa pseudomoral instituída é um pecado e deve ser punido violentamente. Durante séculos esse pensamento oriundo do judaísmo; do olho por olho, dente por dente, manipulado e distorcido pelas doutrinas "cristãs" por interesse próprio vem imperando dentro da cultura ocidental. Eu digo distorcido, pois se observarmos os Evangelhos, o Cristo jamais se referiu ao erro dessa forma como as várias religiões cristãs durante séculos pregaram, a do pecado e da punição por ele. Basta analisar as passagens na qual ele se refere a mulher adúltera, quando ele disse que atirasse a primeira pedra aquele que não tinha pecados, o momento de encontro com a mulher hemorroísa, a sua postura com Maria de Magdala e perceberemos que ele via o erro de uma maneira natural, fazendo parte das experiências de evolução do ser humano..

Mas infelizmente as suas palavras foram distorcidas e durante séculos este pensamento deturpado tem imperado, como ainda hoje, na cultura ocidental a ponto do mesmo ainda estar imerso no inconsciente coletivo da nossa cultura. Isso faz com que a culpa esteja impregnada em nós mesmos.

Analisemos as razões para isso, à luz da psicologia transpessoal. Esta ciência tem estudado inúmeras questões que tem atormentado o ser humano durante séculos as quais não se encontram explicações dentro da ciência materialista/reducionista. A explicação mais plausível para a culpa que muitas pessoas trazem e que são inexplicáveis no momento atual, pois estas não fizeram nada que justifique ou explique estas culpas é que elas cometeram estas ações pelas quais sentem culpa em seu passado espiritual. Pelos estudos que tem sido feito pelos pesquisadores no mundo inteiro a reencarnação é um fato. Isso explicaria estas culpas imensas que muitas vezes as pessoas sentem, sem razão aparente. Isso acontece devido a séculos passando por experiências, nas quais vivenciamos muito intensamente, este paradigma judáico-cristão distorcido. Por isso a culpa ainda persegue muita gente, mesmo quando temos tudo, teoricamente, para nos libertar dela.

O que fazer para se libertar da culpa? 
Só existe um caminho para libertar a nossa consciência; assumindo a responsabilidade pela nossa vida. É necessário refletir que o erro faz parte da evolução natural de todas as pessoas. Quando cometemos um erro, analisando-se aqui o erro, como sendo algo que contraria a lei de amor, isto é, uma atitude de desamor ou pseudo-amor, por nós mesmos ou a outras pessoas, a natureza, o cosmos. Muitas vezes dentro do paradigma judáico-cristão distorcido, muitas coisas que são tidas como erros ou pecados, não o são, dentro da lei de amor. Então quando cometemos um erro, estamos assumindo uma postura egóica. Esta atitude errada pode acontecer por ignorância ou por desprezo ao que é correto, que está dentro dos princípios da lei de amor. Toda atitude equivocada tem a sua conseqüência.

Torna-se fundamental para a libertação da culpa, que é uma atitude inconseqüente, pois não corrigimos com ela o erro cometido, assumir a responsabilidade pelo erro e buscar reparar as suas conseqüências. Com isso estaremos aprendendo com o erro e isso faz com que evoluamos, diferentemente da culpa e da punição que lhe é conseqüente, na qual a pessoa simplesmente se pune pelo erro e se acha uma vítima por tê-lo cometido, sem assumir o aprendizado dele decorrente.

Resumindo, todas as vezes que sentirmos culpa por algo que tenhamos feito ou que simplesmente nos achemos culpados mesmo que não haja uma razão aparente, é necessário refletir fazendo a nós mesmos estas perguntas: o que posso tirar de aprendizado desta experiência? como posso agir para reparar as conseqüências dos meus atos? Com isso estaremos assumindo a responsabilidade pela nossa vida e conquistando a nossa felicidade.
Alírio de Cerqueira Filho

terça-feira, 4 de junho de 2013

A NOTA DA ESPERANÇA

Foi num jornal de grande circulação que lemos recentemente a incrível história do violinista Isaac Perelman.

No dia 18 de novembro de 1995, Isaac Perelman se apresentou no Lincoln Center em Nova Iorque.

Às oito horas daquela noite, Isaac Perelman pisou o palco.

O que para a maioria das pessoas seria uma tarefa simples, para Isaac este momento sempre representava um tremendo esforço.

Apoiado por aparelhos ortopédicos presos às suas pernas e em duas muletas, Isaac caminhou, como sempre fazia, lentamente, em passos penosos, porém, sem perder a majestade.

O público em geral já estava acostumado a esta cena, fruto de uma poliomielite que o atingiu ainda em sua infância.

Isaac se aproximou da cadeira, se sentou, desatou os aparelhos ortopédicos, deixou as muletas ao seu lado, no chão.

Com o auxílio das mãos, encolheu uma perna para trás, esticou a outra para a frente.

Em seguida, retirou seu precioso violino da caixa, colocou-o sobre o ombro, apoiado em uma das mãos.

Com a outra mão segurou o arco, e apontou para o regente da orquestra, indicando que ele começasse.

O que se viu em seguida, como de hábito, foi a genialidade de um homem através de seu violino, embalando o público com acordes de talentosa maestria.

De repente se ouviu um estalo!

Uma das quatros cordas do violino havia se rompido!

Todos olharam, em silêncio absoluto, para Isaac.

Ele fechou os olhos, respirou profundamente, levantou o arco, pedindo ao regente que continuasse no exato ponto em que haviam parado.

E Isaac tocou com incrível paixão, criando em sua mente, em sua alma, notas e acordes, de forma a produzir os mesmos sons da partitura original.

O público quase não podia acreditar. Isaac estava tocando a mesma sinfonia com um violino com três cordas.

Quando terminou, o público se ergueu e não parava mais de aplaudir.

Finalmente, os aplausos cessaram a pedido do violinista. As palavras que ele pronunciou tinham a doçura da convicção e continham uma grande lição:

Um músico deve produzir sonoridade com aquilo que lhe resta.

* * *

Todos somos músicos no concerto da vida. Mesmo com o coração dilacerado, as cordas dos sentimentos quebradas, é preciso continuar a executar as notas musicais.

Podem ser notas simples, isoladas, mas que aos poucos formarão uma melodia.

E embalados pela melodia da nossa própria dor haveremos de encontrar forças para executar a bela sinfonia da vida.

Mesmo que os dias amanheçam chuvosos e frios. Mesmo que o amor tenha partido. Mesmo que tenhamos ontem acompanhado os corpos dos nossos amores ao cemitério.

Continuemos tocando a melodia e descobrindo as notas de esperança que a vida nos oferece, no sorriso de uma criança, na mão de um amigo, no abraço carinhoso de um companheiro.

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A nota da esperança , assinado por Edmond Fatuch, publicado no Jornal Gazeta do Povo, em agosto. 2000.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MÃE, VOCÊ ME ENSINOU...

Que existe um Deus que ama e perdoa...

Que o amor pode ser infinito, mesmo que caiba num só coração.

Que se pode ter tudo no simples aconchego de um lar.

Que, para mim,todos os caminhos são possíveis porque se ocupou de preparar
com tanto cuidado o que necessito para percorrê-los.

Que dar e continuar dando, sem esperar que lhe devolvamos nada, tornou-o riquíssimo.

Que a paciência é um bem que se renova somente num pai ou numa mãe.

Que a bagagem leve nos torna mais livres...

Que não importa quão longe me levem meus sonhos: sempre poderei voltar à casa e ao seu lado.

Que descobrir e amar nossas raízes não nos prende à terra; ao contrário, ajuda-nos a chegar mais alto.

E que quando o vôo for difícil e eu sentir desejos de me abandonar e cair, seu amor será esse bem-vindo e ansiado sopro de vento sob minhas asas...

Seu Filho

domingo, 2 de junho de 2013

CIÚME: PROVA DE DESAMOR


Prender alguém, por mais dourados que sejam os laços ou as correntes, não deixa de ser uma prova de desamor. Como assim prender alguém? Não, não se trata de cativeiro, sequestro, prisão em grades ou algemas reais nas mãos.

Referimo-nos antes aos efeitos danosos do ciúme, do sentimento de posse sobre alguém ou das tentativas de manipulação da liberdade de alguém em agir nesta ou naquela direção. Afinal, consideremos que não podemos forçar ninguém a nada, a não ser por força da Lei. O ciúme traz prejuízos de longo alcance, causando sofrimentos para ambos os envolvidos, em autêntica prisão psicológica cujos danosos efeitos não podemos prever.

É uma prova de desamor porque quem ama não prende, pois o amor não impõe, não censura, não critica; o amor, antes, compreende, tolera, entende, estimula, liberta.

Quem somos nós para determinar como, quando e onde uma pessoa pode agir, estar ou conviver? Desde que a pessoa haja com decência, dignidade, correção, como querer vigiar-lhe os passos?

O Jornal da Cidade, de Bauru-SP, em sua edição de 27/01/2008, publicou no suplemento Comportamento, a excelente matéria Uma doença chamada ciúme, assinada por Giuliana Reginatto. Referida reportagem inclui casos famosos de ciúme, geradores de tragédias comoventes e transcreve trecho importante do livro Ciúme – o lado amargo do amor, de Eduardo Ferreira Santos, doutor em ciências médicas e mestre em psicologia, que extraímos da reportagem citada: “O ciúme é egoísta. A pessoa exerce o ciúme para restringir a liberdade do outro. Podemos compará-lo com a dor: todo mundo sente dor, mas não é normal sentir muita dor, por tempo prolongado. Ficar enciumado com uma determinada situação é diferente de ser ciumento sempre, fantasiando motivos”.

A reportagem traz também o relato de Cíntia Valadares, que procurou ajuda antes que uma obsessão pelo ex-noivo culminasse em tragédia: “Por causa do meu ciúme ele foi parar na delegacia. Como eu não poderia ir a um jantar com ele e não queria que fosse sozinho, fiz uma denúncia falsa. Inventei que havia sido roubada e que sabia onde o ladrão estava. Dei o endereço da festa e ele ficou detido por quatro horas. Para reatarmos, ele impôs que eu procurasse tratamento”.

O tema, pois, merece cuidado e atenção, pelos desdobramentos prejudiciais que acarreta nos relacionamentos. Embora tenha usado o título acima para chamar a atenção do leitor, o ciúme é também insegurança, forma de chamar atenção e um verdadeiro transtorno, para o qual os psicólogos estão, estes sim mais do que eu, capacitados para ampliar as considerações sobre causas, consequências e tratamento. Mas é também, sem dúvida, em muitos casos, uma prova de desamor.

Quem ama, confia! E prender ou constranger alguém, impedir relacionamentos e vigiar, como verdadeira neurose, é caso para terapia. Não somos propriedade de ninguém. Somos seres em aprendizado, necessitados uns dos outros, para nos estendermos as mãos nas experiências que nos façam crescer e conviver com harmonia.


Orson Peter Carrara

sábado, 1 de junho de 2013

TUA MENSAGEM

Tua Mensagem 

Tua mensagem não se constitui apenas do discurso ou do título de cerimônia com que te apresentas em plano convencional; é a essência de tuas próprias ações, a exteriorizar-se de ti, alcançando os outros.

Sem que percebas, quando te diriges aos companheiros para simples opiniões, em torno de sucessos triviais do cotidiano, está colocando o teu modo de ser no que dizes; ao traçares ligeira frase, num bilhete aparentemente sem importância, derramas o conteúdo moral de teu coração naquilo que escreves, articulando referência determinada, posto que breve, apontas o rumo de tuas inclinações; em adquirindo isso ou aquilo, entremostras o próprio senso de escolha; elegendo distrações, patenteias por elas os interesses que te regem a vida íntima...
Reflete na mensagem que expedes, diariamente, na direção da comunidade.
As tuas ideias e comentários, atos e diretrizes voam de ti, ao encontro do próximo, à feição das sementes que são transportadas para longe das árvores que as produzem.
Cultivemos amor e justiça, compreensão e bondade, no campo do espírito.
Guarda a certeza de que tudo quanto sintas e penses, fales e realizes é substância real de tua mensagem às criaturas e é claramente pelo que fazes às criaturas que a lei de causa e efeito, na Terra ou noutros mundos, te responde, em zelando por ti.


Médium: Chico Xavier Autor: Emmanuel