domingo, 7 de abril de 2013

EDUCAÇÃO AOS FILHOS E OS COMPROMISSOS ESPIRITUAIS

E mais um dia vem ao descerrar da lua. Trabalho, filhos para escola, trânsito, mercado e tantos afazeres tomam conta do nosso repleto dia. A sensação de saturação e impotência é real: o que estou fazendo da minha vida? E com a vida dos meus filhos?
Bate a culpa, o descontentamento e uma tristeza toma o coração aflito.
Mães e pais lamentam o que deixam de fazer pelos seus filhos e então como forma de recompensa “agradam” com os presentes e carregam na permissividade.
“O Evangelho Segundo o Espiritismo nos alerta no capítulo catorze – Instrução dos espíritos: ...” compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a comprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?”.....
Magnânimo compromisso em receber um espírito a fim de conduzi-lo a Deus. Espírito com o qual temos a missão da reconciliação através do amor. Quem ama diz não e também coloca limites. E é justamente isso que os nossos filhos esperam de nós.
Testam nossos limites a fim de pedir que os limitemos com amor. Pedem em entrelinhas para lhes dar a segurança de que necessitam a fim de que se formem homens de bem com valores morais, materiais e espirituais.
E nós? Acuados com o dinamismo infanto-juvenil da última era, nos perdemos na educação, julgando rebeldia nas crianças e nos jovens, mediante as atitudes que não sabemos interpretar. Quando na verdade eles pedem apenas, limite, amor, olhe para mim, fique comigo.
E  tudo isso supre a correria insana pelo dinheiro, pois quanto mais nós ganhamos, mais aumentamos as nossas necessidades materiais e mais escravos delas ficamos, quando na verdade sabemos que podemos viver com muito menos.
Assim, sem a culpa e sem a permissividade podemos elaborar programas em família, simples, mas juntos. Vamos aos “limites” e ao “não” com a autoridade que o amor nos confere. Vamos ao diálogo esclarecedor. Vamos à prática do Evangelho no Lar como bálsamo reconfortante e instrutor da elevação moral – exemplos aos filhos da prática cristã.
É preciso pouco, bem pouco para recuperarmos nossa infância que grita por um porto seguro. É preciso equilíbrio e segurança dos pais pautados na fé em Deus e no amor. Necessária é a prece edificante que nos traz um norte como muito bem apontado por Emmanuel em “Vinha de luz” ... “Em qualquer posição de desequilíbrio, lembra-te de que a prece pode trazer-te sugestões divinas, ampliar-te a visão espiritual e proporcionar-te consolações abundantes; todavia para o Senhor não bastam as posições convencionais ou verbalistas.
É preciso, sobretudo ser e não apenas ter.
Que Jesus seja conosco na missão de ensinar e aprender e nos despedimos com Emmanuel: “Ensinar é repetir a lição com bondade e entendimento, quantas vezes forem necessárias”.
Um abraço amoroso a todos os corações.

Rosangela Pires

sábado, 6 de abril de 2013

NECESSIDADE DE AFETO

Morrie era apenas um garoto de oito anos. Seu pai era de origem russa e não sabia falar inglês. Por isso, quando chegou o telegrama, noticiando a morte da mãe, foi o próprio garoto que leu.

No cemitério, ele ficou olhando jogarem terra sobre o caixão de sua mãe e acreditou que nunca mais seria feliz sobre a face da Terra.

Nos dias que se seguiram, para aliviar a saudade, ele procurava lembrar os doces momentos de ternura que tivera com a mãe.

Eram muito pobres. O pai mudou-se para os Estados Unidos fugindo do exército russo e nem sempre conseguia emprego.

Por essa razão a família vivia mais da assistência pública do que dos próprios recursos.

Depois da morte da mãe, o garoto e seu irmão foram mandados para uma região de muita mata. Durante o dia eles se divertiam a correr. Quando chegava a noite, Morrie ficava olhando para o pai, esperando que ele o acariciasse. Mas o homem rude não manifestava qualquer gesto de afeto.

Morrie se sentia muito só. Sentia grande falta do carinho da mãe. Um ano depois, com apenas nove anos de idade, já se sentia um velho. Parecia carregar o peso do mundo nos ombros.

Então uma imigrante romena, de feições singelas se casou com seu pai.

Foi o abraço salvador para o pequeno. Era uma mulher de muita energia. Tinha uma aura que aquecia o lar. Se o marido produzia uma atmosfera cinza, ela transformava em claridade.

Se ele fazia silêncio, ela falava. À noite, cantava para os meninos com sua voz suave, durante o dia sabia ministrar lições. Ela cantava músicas pobres e tristes, mas os acalentava.

Eva era o seu nome e desejava boa noite aos dois com um beijo para cada um. Era um momento mágico para Morrie. Ele ficava esperando aquele beijo como um pequenino animal espera o seu prato de alimento.

A presença de Eva lhe dizia que ele tinha uma mãe de novo. Muitas vezes o único alimento que tinham era o pão.

Mesmo assim, ela o ensinou a amar o estudo e a se preocupar com os outros. Eva considerava a instrução o único antídoto contra a pobreza.

Ela aprimorava seu inglês, estudando com dedicação, à noite, enquanto os garotos, sentados à mesa da cozinha, também estudavam.

Morrie cresceu e se tornou professor. Setenta anos depois, ao recordar do telegrama noticiando a morte de sua mãe, ainda sentia doer o coração, mas a lembrança de Eva lhe trazia de volta evocações ternas e doces de um tempo em que um menino assustado e carente de afeto, encontrou um colo de mãe para se aninhar e crescer em segurança.

Os espíritos nos dizem que Deus permite que haja órfãos, para que lhes sirvamos de pais.

Amparar essas criaturinhas, evitando que sofram fome e frio e lhes dirigir a alma, para que não despenquem no vício, é caridade.

No entanto, o mais precioso de todos os benefícios é o do amor. Nada que possa substituir uma carícia, um sorriso amistoso, uma palavra de carinho.

Por isso, perguntemos à criança que nos olha, se além de pão e agasalho, ela não deseja a proteção do nosso abraço e a música da nossa voz, dizendo-lhe: gosto muito de você.

Fontes: A última grande lição - cap. O professor O Evangelho segundo o espiritismo, Cap. XIII item 18

sexta-feira, 5 de abril de 2013

OS 5 MAIORES ARREPENDIMENTOS DOS PACIENTES TERMINAIS

Recentemente foi publicado nos Estados Unidos um livro que tem tudo para se transformar em um best seller daqueles que ajudam muita gente a mudar sua forma de enxergar a vida. The top five regrets of the dying (algo como “Os cinco principais arrependimentos de pacientes terminais”) foi escrito por Bronnie Ware, uma enfermeira especializada em cuidar de pessoas próximas da morte.

1. Eu gostaria de ter tido coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.

“À medida que a pessoa se dá conta das limitações e da progressão da doença, esse sentimento provoca uma necessidade de rever os caminhos escolhidos para a sua vida, agora reavaliados com o filtro da consciência da morte mais próxima”, explica Dra. Ana Cláudia.

“É um sentimento muito frequente nessa fase. É como se, agora, pudessem entender que fizeram escolhas pelas outras pessoas e não por si mesmas. Na verdade, é uma atitude comum durante a vida. No geral, acabamos fazendo isso porque queremos ser amados e aceitos. O problema é quando deixamos de fazer as nossas próprias escolhas”, explica a médica.

“Muitas pessoas reclamam de que trabalharam a vida toda e que não viveram tudo o que gostariam de ter vivido, adiando para quando tiverem mais tempo depois de se aposentarem. Depois, quando envelhecem, reclamam que é quando chegam também as doenças e as dificuldades”, conta.

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto.

“Não é uma sensação que acontece somente com os doentes. É um dilema da vida moderna. Todo mundo reclama disso”, diz a geriatra.

“Mas o mais grave é quando se trabalha em algo que não se gosta. Quando a pessoa ganha dinheiro, mas é infeliz no dia a dia, sacrifica o que não volta mais: o tempo”, afirma.

“Este sentimento fica mais grave no fim da vida porque as pessoas sentem que não têm mais esse tempo, por exemplo, pra pedir demissão e recomeçar”.

3. Eu gostaria de ter tido coragem de expressar meus sentimentos.

“Quando estão próximas da morte, as pessoas tendem a ficar mais verdadeiras. Caem as máscaras de medo e de vergonha e a vontade de agradar. O que importa, nesta fase, é a sinceridade”, conta.

“À medida que uma doença vai avançando, não é raro escutar que a pessoa fica mais carinhosa, mais doce. A doença tira a sombra da defesa, da proteção de si mesmo, da vingança. No fim, as pessoas percebem que essas coisas nem sempre foram necessárias”.

“A maior parte das pessoas não quer ser esquecida, quer ser lembrada por coisas boas. Nesses momentos finais querem dizer que amam, que gostam, querem pedir desculpas e, principalmente, querem sentir-se amadas. Quando se dão conta da falta de tempo, querem dizer coisas boas para as pessoas”, explica a médica.

4. Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.

“Nem sempre se tem histórias felizes com a própria família, mas com os amigos, sim. Os amigos são a família escolhida”, acredita a médica. “Ao lado dos amigos nós até vivemos fases difíceis, mas geralmente em uma relação de apoio”, explica.

“Não há nada de errado em ter uma família que não é legal. Quase todo mundo tem algum problema na família. Muitas vezes existe muita culpa nessa relação. Por isso, quando se tem pouco tempo de vida, muitas vezes o paciente quer preencher a cabeça e o tempo com coisas significativas e especiais, como os momentos com os amigos”.

“Dependendo da doença, existe grande mudança da aparência corporal. Muitos não querem receber visitas e demonstrar fraquezas e fragilidades. Nesse momento, precisam sentir que não vão ser julgados e essa sensação remete aos amigos”, afirma.

5. Eu gostaria de ter me deixado ser mais feliz.

“Esse arrependimento é uma conseqüência das outras escolhas. É um resumo dos outros para alguém que abriu mão da própria felicidade”.

“Não é uma questão de ser egoísta, mas é importante para as pessoas ter um compromisso com a realização do que elas são e do que elas podem ser. Precisam descobrir do que são capazes, o seu papel no mundo e nas relações. A pessoa realizada se faz feliz e faz as pessoas que estão ao seu lado felizes também”, explica.

“A minha experiência mostra que esse arrependimento é muito mais dolorido entre as pessoas que tiveram chance de mudar alguma coisa. As pessoas que não tiveram tantos recursos disponíveis durante a vida e que precisaram lutar muito para viver, com pouca escolha, por exemplo, muitas vezes se desligam achando-se mais completas, mais em paz por terem realmente feito o melhor que podiam fazer. Para quem teve oportunidade de fazer diferente e não fez, geralmente é bem mais sofrido do ponto de vista existencial”, alerta.

Dica da especialista

“O que fica bastante claro quando vejo histórias como essas é que as pessoas devem refletir sobre suas escolhas enquanto têm vida e tempo para fazê-las”.

“Minha dica é a seguinte: se você pensa que, no futuro, pode se arrepender do que está fazendo agora, talvez não deva fazer. Faça o caminho que te entregue paz no fim. Para que no fim da vida, você possa dizer feliz: eu faria tudo de novo, exatamente do mesmo jeito”.

De acordo com Dra. Ana Cláudia, livros como este podem ajudar as pessoas a refletirem melhor sobre suas escolhas e o modo como se relacionam com o mundo e consigo mesmas, se permitindo viver de uma forma melhor. “Ele nos mostra que as coisas importantes para nós devem ser feitas enquanto temos tempo”, conclui a médica.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

MATRIMÔNIO

Muitos de nós nos questionamos quanto a validade do matrimônio, da união entre duas pessoas que se amam.

Alguns afirmam que o casamento está fora de moda ou que manter um casamento por muitos anos é para pessoas dependentes, que não conseguem viver só.

Outros afirmam que o casal só consegue permanecer junto se cada qual mantiver um relacionamento extra-conjugal.

É fora de dúvida que a união entre um homem e uma mulher para constituir família, está nas leis divinas e por isso nunca estará fora de moda.
A família é o embrião da sociedade, e como tal, necessita do casal como alicerce básico nessa pequena estrutura social.

Um dia desses, um amigo nos disse que estava dormindo sempre muito tarde. Pensamos que estivesse fazendo hora extra no trabalho, mas ele esclareceu que o motivo era outro.

O que o estava mantendo acordado era o diálogo com a esposa. Ambos ficavam conversando descontraidamente e nem percebiam que a madrugada ia longe.

E o assunto daqueles dias era um dos cinco filhos do casal.

Ambos comentavam da alegria que estavam sentindo porque esse filho lhes contou que, no colégio onde estudava, os colegas lhe ofereceram drogas por várias vezes e, por várias vezes, ele disse não.

E o que mais os deixava felizes era porque, além de o jovem recusar as drogas, ainda lhes contara o fato, o que não é muito comum.

Aqueles pais tinham motivos justos para alegrarem-se, pois tantos outros não têm a mesma sorte.

Vários pais só vêm a saber que os filhos estão usando drogas pelas páginas policiais ou quando recebem a notícia de que seu filho está preso, por delinqüência.

Nós entendemos que, no lar em que há diálogo entre os esposos e entre pais e filhos, muitas situações desagradáveis são evitadas.

Joanna de Ângelis, Espírito, fala sobre alguns sinais de alarme que podem informar a situação de dificuldade antes que venha a se agravar a união conjugal. Eis alguns deles: silêncios injustificáveis quando os esposos estão juntos; tédio inexplicável ante a presença do companheiro ou da companheira; ira disfarçada quando o esposo ou a esposa emite uma opinião; saturação dos temas habituais, tratados em casa, fugindo para intermináveis leituras de jornais ou inacabáveis novelas de televisão; irritabilidade contumaz sempre que se avizinha do lar; desinteresse pelos problemas do outro; falta de intercâmbio de opiniões; atritos constantes que ateiam fagulhas de irritação, capazes de provocar incêndios em forma de agressão desta ou daquela maneira... e muitos outros mais.
Observando-se esses sinais de alarme é importante que, antes que as dificuldades abram distâncias e os espinhos da incompreensão produzam feridas capazes de deteriorar a união conjugal, tomemos atitudes de lealdade e façamos um exame das ocorrências, providenciando para sanar os males em pauta. E acima de tudo, lembremo-nos de que o casamento é excelente oportunidade que Deus nos oferece para os devidos reajustes com o companheiro ou companheira com quem nos comprometemos antes do berço.

E quando a situação estiver difícil, roguemos a Deus que nos ajude a superar os obstáculos para o nosso próprio bem, e para o bem dos filhos que ele nos confiou.

Livro: Sol de Esperança, cap. 35




quarta-feira, 3 de abril de 2013

LICANTROPIA PERISPIRITUAL! O QUE É?

Para a ciência ainda não é possível o reconhecimento dessa metamorfose, fisicamente falando. Já para o espiritismo essa mudança ocorre no perispírito (peri+espírito - Envoltório semi-material correspondente ao corpo astral, intermediário entre o corpo e o espírito, não destrutível pela morte) .

Para que se entenda melhor : O homem é um Espírito encarnado, o laço que une a alma e corpo é o perispírito e por fim vem seu corpo material. É no perispírito que as impressões da vida desregrada dos homens ficam marcadas, refletindo aquilo que o Espírito é ou foi. Por isso vemos as pessoas que desencarnaram tal como quando ainda estavam vivas. O que pode ocorrer, porém, é a deturpação do perispírito pelo desequilíbrio do ser, normalmente causados pela auto-obsessão ou mesmo por obsessores.

Diz-nos André Luiz que o Perispírito não retrograda, mas sim se degrada, ou seja, distorce de tamanha forma seus pensamentos que marca, ou registra no perispírito todo mal que sente. Psiquiatras dizem que normalmente, os licantropos[1] apresentam polifagia[2] além de comportamentos esquizofrênicos.
Alguns estudos relatam que o sangue pode ter cor amarelada, a pele toma um tom esverdeado e crescem dentes pontiagudos. Uma doença conhecida como Hipertricose, muitas vezes confundida com a licantropia, nada tem a ver com o caso. Essa doença causa o crescimento desordenado e exagerado de pelos no corpo do doente devido há um problema genético.

Mas, espiritualmente falando, a degradação ocorre no perispírito como foi dito anteriormente, pela obsessão, possessão ou subjugação, que acaba por deformá-lo. A Doutrina Espírita vem por assim dizer, desmistificar o mito dos lobisomens e mostrar que ,o que foi visto por muitos, é a mudança do corpo perispiritual do homem para a forma animal. Muitos são os videntes desse mundo, a vidência não é obra do espiritismo, já existia antes mesmo de sua codificação e o espírito, mesmo que transformado em animal, desde que queira ser visto assim, o será.

Esses espíritos desencarnados e animalescos, aproximam-se dos encarnados(desde que o encarnado dê vazão aos maus pensamentos) causando a obsessão. A vítima, ligada aos obsessores ficará aprisionada por eles afastando-se de Deus. Semelhante a hipnose, recebem os obsidiados (vítimas) em seu campo mental, todas as vibrações negativas dos obsessores, que será refletida em seu perispírito modificando assim a sua forma humana.
Muitos são os espíritos que vivem na erraticidade (desencarnados) que devido a fragilidade de seus pensamentos, erram e passam a perturbar-se, mergulhando no arrependimento e na culpa, incapazes de se perdoarem. Os motivos para essas obsessões (possessões) normalmente são a vingança e o ódio, mantido pelo algoz para com a vítima, com ou sem ligações com vidas pretéritas, mas muitas outras coisas podem agravar essa situação. O uso de drogas por exemplo. São, contudo, raros os casos de Licantropia desde que o homem, ao poucos, vem reavivando a visão sublime do amor de Deus.

Hermínio Miranda, no livro Diálogo com as sombras, relata um caso de zoantropia[3] em que um espírito, recebe como que por hipnose no campo mental, a sugestão da metamorfose, essa sugestão modifica seu corpo perispiritual, fazendo-o parecer-se com um animal.

Renato Mayrink

[1] LICANTROPIA - No folclore, licantropia é a capacidade ou maldição caída sobre um homem que se transforma em um lobo. Em psiquiatria, é um distúrbio onde o indivíduo pensa ser ou ter sido transformado em qualquer animal.
[2] POLIFAGIA - Na medicina, polifagia (às vezes conhecido como hiperfagia) é um sinal médico que significa fome excessiva e ingestão anormalmente alta de sólidos pela boca.

[3]ZOANTROPIA - A palavra Zoantropia tem origem do latim (zoo= animal e anthropos= homem) e é o fenômeno em que espíritos desencarnados devotados ao mal se tornam visíveis aos homens sob formas de animais, demonstrando assim sua degradação tanto moral, quanto espiritual. Esse processo de transformação também pode se dá através de uma metamorfose perispirítica, processada através de uma indução hipnótica, em que o desencarnado inferiorizado em suas culpas, ganha a forma animalesca.


terça-feira, 2 de abril de 2013

FELICIDADE E TRABALHO


Felicidade e trabalho, dois temas da vida que se complementam, à maneira do teto e do alicerce de uma construção.
Indubitavelmente, a terra ainda é uma estância de provas regenerativas, sem possibilidade de oferecer – nos a felicidade integral.

Entretanto, nela encontramos todo o material de que necessitamos para elevá- la na categoria dos mundos.

Dificuldade, tribulação, sofrimentos e atritos são alguns dos agentes, com os quais nos será possível organizar o aperfeiçoamento de nós mesmos.

Se podemos sugerir o começo do imenso trabalho alusivo à realização que procuramos, é preciso erradicar a insatisfação que tantas vezes nos caracteriza, instalando em nós todos, o amor e a humildade, a paciência e a coragem, por instrumentos do serviço que nos será possível manejar com acerto, no nosso próprio benefício.

Não existe pântano que não possa ser drenado e nem penúria que a benemerência não consiga extinguir.

Em suma, estamos todos, os espíritos vinculados à terra, num plano de grandes conflitos, carregando o fardo das nossas imperfeições, adquiridas ao longo dos milênios, mas o supremo Pai jamais nos tirou a bênção da esperança, e, em razão disso, ser–nos– á possível aceitar os agentes que dispomos, a fim de melhorar-nos, melhorando a vida, em torno de nós.
A vida no planeta é assinalada por embates e antagonismos diversos, no entanto, a paz e a alegria se nos farão companheiros em todos os dias da terra e do mais além, se nos dispusermos a aceitar a existência que nos foi concedida, a amar aos nossos semelhantes e a servir incessantemente, realizações que buscam unicamente uma só atitude:

Trabalhar…….

Desconhecemos autoria

segunda-feira, 1 de abril de 2013

ESTAÇÕES DO ANO


Qual estação do ano você prefere? O calor do verão, o suave perfume e as temperaturas amenas da primavera, ou ainda o vento fresco outonal precursor dos dias frios invernosos?


Alguns se adaptam aqui ou acolá, nessa ou naquela temperatura, estação, clima... Mas nenhum de nós poderia dizer que uma delas é a mais importante. Cada uma tem sua finalidade.

Assim podemos dizer de nossa existência aqui na Terra. A cada época da vida, a cada estação do ano, objetivos, experiências e desafios novos.

Nascemos qual a primavera, cheia de promessas e de um vir a ser, no construir planos para um futuro próximo.

É na nossa primavera, nos primeiros anos de nossa existência que nos preparamos para uma nova vida que se inicia.

Nessa época, quando as lembranças e valores do ontem ainda dormitam, é que a terra do coração deve ser adubada, e cultivados novos valores nos jardins de nossa intimidade.

A infância, primavera de nossa vida, é época propícia para a educação e formação de novos caracteres em nosso mundo íntimo, quando nos estruturamos, alma imortal, para os desafios de nova existência.

Como na natureza, após a primavera, em nossa vida chega o verão, oportunidade de produzir, crescer e frutificar. A juventude nos chega com a empolgação, energia e arroubo, suas parceiras diletas.

Porém, como na natureza, os frutos do verão serão condizentes com os cuidados realizados na primavera. Pomar cuidado na primavera, frutos saudáveis no verão.

No verão de nossas vidas é a época do aprendizado, quando os valores que trazemos na alma, desde o ontem, se somam aos adquiridos em mais essa existência para enfrentar desafios e embates.

No verão, os momentos decisórios de nossa existência, quando as opções do caminhar são tomadas, e as estradas a trilhar são escolhidas.

Logo mais, quando menos se espera, à empolgação dos dias intensos se sucedem os prenúncios do outono. As experiências vividas na estação anterior ganham a oportunidade da reflexão. No outono de nossa vida, a maturidade nos chega trazendo o aprendizado.

Nos dias outonais da existência o aprendizado e a vivência do verão ganham o tempero da experiência, que oportuniza novas opções, que novos olhares nos ensejam reflexões mais profundas.

Logo mais, o ocaso do inverno nos arrebata a existência, através da velhice, quando a alma reencarnada tem o ensejo de olhar todo o seu caminhar, refletir e analisar toda uma vida.

O inverno, ao contrário do que se pensa, é estação de conquistas. Já não mais as conquistas externas, pois que o corpo alquebrado e a energia da juventude distante pedem outros caminhos.

É na velhice que as mais profundas análises do próprio eu se oportunizam, quando olhamos nós mesmos em perspectiva, ao longo de mais uma existência vivida.

E para que essa reflexão, ao final de uma existência?

Aí, olhamos para a natureza para aprender, que a reflexão profunda e silenciosa do inverno, é só mais um preparo para a outra primavera que se aproxima.

Redação do Momento Espírita.