segunda-feira, 25 de março de 2013

QUARESMA! PERÍODO DE AUXÍLIO DA ESPIRITUALIDADE!



A Quaresma é o tempo litúrgico (Michaelis: conjunto de cerimônias eclesiásticas - refere-se à Igreja) de conversão, que a Igreja marca como preparação para a grande festa da Páscoa (ressureição de Cristo).


A Quaresma dura 40 dias (começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos). Sua duração está baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. Dentre outros momentos, é descrito o período de quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública.


Assim, durante este período os membros das igrejas são convidados a um momento de penitência e meditação, por meio da prática do jejum, da caridade e da oração.


Os quarenta dias que Cristo passou no deserto é fato histórico e nos remete à meditação, reflexão sadia, mudança de nossos hábitos maléficos para nós e para os que nos rodeiam.



Pedimos permissão para transcrever um trecho de um texto muito bem escrito pelo blog Centro Espírita Lar de Caridade sobre a quaresma:


"Essa também é uma época muito especial para o Plano Espiritual. Afinal a Espiritualidade está sempre atenta a todas as possibilidades de ajuda, de resgate e de esclarecimento dos nossos irmãos desencarnados (...) que estão estagiando nas trevas criadas por eles mesmos.
É essa oportunidade que o Plano Superior aproveita para poder resgatar aqueles que tocados por esse período de penitência e meditação, se desvinculam de seu sofrimento íntimo e rogam por socorro. Afinal de contas são milhares de cristãos, que nesse momento mudam a psicosfera do Plano Físico e Espiritual e tocam aqueles que lhes são caros e que estão estagiando nas zonas umbralinas, e são esses últimos os mais beneficiados por esse recolhimento, porque eles ficam mais suscetíveis aos socorristas de todas as horas.
É por esse e por vários outros motivos que toda religião ou crença tem seu valor, sua necessidade de existir e todos estão certos dentro do que acreditam. E como o nosso Pai Maior não nos desampara em momento algum, a sua misericórdia chega através das mãos daqueles que nos possam atingir.
Devemos ter sempre a fraternidade em nossos lábios e aproveitar a época oportuna e orar pela humanidade. Se já o fazemos, continuemos com nossas preces nos unindo agora aos nossos irmãos de outras religiões para que o amor esteja sempre presente em nossos corações."


"O objetivo da religião é conduzir o homem a Deus; ora, o homem não chega a Deus senão quando está perfeito; portanto, toda religião que não torna o homem melhor, não atinge seu objetivo."
O Evangelho Segundo o Espiritismo (Capítulo VIII)

domingo, 24 de março de 2013

ON ou OFF, de que lado estás?

Não é de hoje que o mundo esta mudando cada vez mais rápido.
Vivemos numa era onde o que é novo pode se tornar obsoleto amanhã.
Uma era onde as grandes transformações acontecem a mais de 100 mil kbytes por segundo mesmo quando estamos OFF.
As mudanças climáticas estão aumentando e prever o futuro ficou quase tão incerto quanto tentar adivinhá-lo.
O transito está caótico e chegar primeiro ficou mais importante que chegarmos juntos.
Não existe mais diálogo.
Buzinar virou mais importante que falar.
Estamos compartilhando individualidade ao invés de solidariedade.
Vivemos numa era onde 24 horas é pouco para respondermos todos os emails que recebemos.
Nossas redes sociais e nossos amigos agora são virtuais.
Antes vivíamos conectados a terra, ao mato, ao vento, a água ou simplesmente as coisas que nos fazem bem.
Agora estamos apenas conectados a INTERNET.
Será que é essa a evolução da humanidade?
Aquilo que vai nos levar adiante?
On ou Off, O que devemos ser?
De que lado devemos estar?
Pedir licença, por favor, falar obrigado, tu primeiro e desculpe é OFF.
Dizer Olá ou as vezes não dizer nada é ON.
Prazer em reunir amigos, juntar a turma e compartilhar experiências é OFF.
Enviar mensagens prontas e curtir fotos de desconhecidos é ON.
Jogar bola, andar de skate, conhecer pessoas, se aventurar é OFF.
Viver o tempo todo dentro do escritório e não sair do quarto é ON.

On ou Off, de que lado estás?

Está é uma das poucas respostas que não vais encontrar no Google.
É preciso parar para pensar, afinal é muito dificil saber como vai ser o futuro quando não tens a menor idéia do que está acontecendo no presente.
É hora de reiniciar o seu jeito de olhar o mundo.
Que o mundo pode ser igual, mas diferente.
Não adianta quereres a sustentabilidade sem ser sustentável.
De que lado estás?
O consumo inconsciente pode ser evitado, o que tens demais muitos ainda nem conhecem.
O desperdicio deve ser combatido.
O colapso econômico do planeta não se resolve com a elevação das tuas contas, mas talvez com retorno às tuas origens humildes, sinceras, despretenciosas, colaborativas e auto produtivas.

On ou Off, de que lado estás?

Está passando a hora de te ligar.
Plante o bem para colher o bem.
Onde se planta tem vida.

Temos que ficar com o planeta e respirar o mesmo ar
Temos que deixar filhos melhores para que tenhamos netos melhores.
Sustentabilidade é isso, saber se desligar na hora certa e respeitar o meio ambiente, viver em comunidade e para a comunidade.
As melhores idéias do mundo, são as melhores idéias para o mundo.

LEMBRE-SE: Não existem flores sem sementes e o mundo está ficando carente de gentileza.
A intolerância está gerando intolerância.
Somos capazes de reclamar uns dos outros mas não somos capazes de responder a uma indelicadeza com um sorriso.
Senão mudarmos, o mundo não muda.
 

On ou Off, de que lado estás?

O mundo está mudando muito rápido.
Ou corremos agora, ou iremos correr atrás.
Conecte-se a um novo futuro para o planeta.
Nunca deixe que ELE desligue.
 
Desconhecemos autoria

sábado, 23 de março de 2013

DIAS DIFÍCEIS

Dias Difíceis

Há dias que parecem não terem sido feitos para você.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que você chega a pensar que conduz o mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao se erguer do leito, pela manhã, encontra a indisposição moral do companheiro ou da companheira, que lhe arremessa todos os espinhos que o mau humor conseguiu acumular ao longo da noite.
Sente o travo do fel despejado em sua alma, mas crê que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Sai à rua para atender a esse ou àquele compromisso cotidiano, e se defronta com a agrestia de muitos que manejam veículos nas vias públicas e que os convertem em armas contra os outros...
Constata o azedume do funcionário ou do balconista que lhe atende mal, ou vê o cinismo de negociantes que anseiam por lhe entregar produtos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-o imbecil.
Mesmo assim, admite que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontra-se com familiares ou pessoas amigas que lhe derramam sobre a mente todo o quadro dos problemas e tragédias que vivenciam, numa enxurrada de tormentos, perturbando a sua harmonia ainda frágil, embora não lhe permitam desabafar as suas angústias, seus dramas ou suas mágoas represadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensa que deve aguardar que essas pessoas se resolvam com a vida até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que você diz recebem interpretação negativa, o carinho que oferece é mal visto, sua simpatia parece mero interesse, suas reservas são vistas como soberba ou má vontade.
Se fala, desagrada... Se cala, desagrada.
Em dias assim, ainda quando se esforce por entender tudo e todos, sofre muito e a costumeira tendência, nessas ocasiões, é a da vitimação automática, quando passa a desenvolver sentimentos de autopiedade.
No entanto, esses dias infelizes pedem-nos vigilância e prece fervorosa, para que não nos percamos nesses cipoais de pensamentos, de sentimentos e de atitudes perturbadores.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas Leis que regem a vida terrena, desejosas de que se observe e verifique suas ações e reações à frente das mais diversas situações da existência.
Quando perceber que muita coisa à sua volta passa a emitir um som desarmônico aos seus ouvidos; se notar que escolhendo direito ou esquerdo não escapa da crítica ácida, o seu dever será o de se ajustar ao bom senso.
Instrua-se com as situações e acumule o aprendizado das horas, passando a observar bem melhor as circunstâncias que o cercam, para que melhor entenda, para que, enfim, evolua.
Não se esqueça de que ouvimos a voz do Mestre Nazareno, há mais de dois milênios, a dizer-nos: No mundo só tereis aflições...
Conhecedores dessa realidade, abrindo a alma para compreender que a cada dia basta o seu mal, tratará de se recompor, caso tenha-se deixado ferir por tantos petardos, quando o ideal teria sido agir como o bambuzal diante da ventania: curvar-se, deixar passar o vendaval, a fim de se reerguer com tranquilidade, após o momento difícil.
Há, de fato, dias difíceis, duros, caracterizando o seu estágio de provações indispensáveis ao seu processo de evolução.
A você, porém, caberá erguer a fronte, buscando o rumo das estrelas formosas, que ao longe brilham, e agradecer a Deus por poder afrontar tantos e difíceis desafios, mantendo-se firme, mesmo assim.
Nos dias difíceis da sua existência, procure não se entregar ao pessimismo nem ao lodo do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que lhe inspirariam o abandono dos seus compromissos, o que seria seu gesto mais infeliz.
Ponha-se de pé, perante quaisquer obstáculos, e seja fiel aos seus labores, aos deveres de aprender, servir e crescer, que o trouxeram novamente ao mundo terrestre.
Se lograr a superação suspirada, nesses dias sombrios para você, terá vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da guerra em que a Terra se encontra engolfada.
Confia na ação e no poder da luz, que o Cristo representa, e siga com entusiasmo para a conquista de si mesmo, guardando-se em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos seus dias.
 
Redação Momento Espírita

sexta-feira, 22 de março de 2013

ORAÇÃO E HUMILDADE

Oração e Humildade 
 
Meu Deus, sei que ainda sou um ser em evolução e que muitas vezes fujo dos objetivos que o Senhor traçou para que eu alcance a minha felicidade.
Sei também que nem sempre consigo fazer o bem que desejo, e muitas são as vezes que faço o mal que já não gostaria mais de fazer.
Por isso venho a ti, Senhor, para rogar forças, coragem e lucidez para acertar mais vezes do que me equivocar, e quando me equivocar, que seja por fraqueza ou ignorância, mas nunca por deliberação.
Venho a ti para pedir que não permitas, em tempo algum, que eu perca a vontade de viver, apesar dos momentos de dor e de sofrimento, que por certo terei que passar.
Pedir ajuda para cultivar o otimismo, mesmo que o futuro não seja tão promissor.
Para que me ensine a desenvolver o romantismo, ainda que em meu peito o coração pareça ter emudecido.
Senhor, ajuda-me a não perder a fé na amizade, mesmo que às vezes os amigos me traiam ou me abandonem nos momentos em que mais precisar deles.
Ajuda-me a cultivar o hábito e a alegria de ajudar as pessoas, ainda que muitas delas sejam ingratas e incapazes de retribuir.
Ensina-me a manter o equilíbrio até nos momentos de grandes abalos, em que tudo conspire para que eu perca o rumo.
Senhor, ajuda-me a amar sem esperar retribuição nem reconhecimento dos seres amados.
A observar a vida com brilho no olhar, até nos momentos em que a escuridão turbe os meus olhos.
A enfrentar os desafios da vida com garra e disposição, mesmo sabendo que as derrotas são inevitáveis no meu caminho.
Permite-me usar sempre a razão e o bom senso, ainda que o apelo dos vícios seja forte, insistente e constante na minha intimidade.
Sobretudo, Senhor, ajuda-me a elevar o sentimento de justiça acima dos meus próprios interesses.
Permite-me conservar o amor pela família, mesmo que ela me exija imensos esforços e árduas renúncias em prol da sua harmonia.
Ensina-me a ver sempre o lado bom e belo das coisas, apesar das lágrimas que brotam amargas do fundo da minha alma.
Senhor, que eu jamais perca a vontade de herdar as estrelas, mesmo habitando um planeta pequeno e de categoria inferior.
E, acima de tudo...
Que eu jamais esqueça que o Senhor é a inteligência suprema e que me ama infinitamente...
Que provê minhas necessidades, ampara-me sempre e só quer o meu aperfeiçoamento.
Que eu possa entender as pessoas que são mais frágeis que eu...
A não julgar o meu semelhante...
A educar meus sentimentos e desenvolver minha inteligência...
E, por fim, que eu nunca esqueça que sou um Espírito imortal... E que minha felicidade é uma conquista minha...

* * *
Nos dias em que a tristeza se apresentar, dissimulada e insistente em sua janela, recolha-se por alguns instantes...
Busque sintonizar com as forças do bem, que pairam acima das nuvens densas que envolvem a Terra, e alimente sua intimidade com a harmonia celeste.
Não se deixe envolver pela tristeza, pois ela lhe impedirá de ver a esperança que insiste em lhe acenar com a certeza de que um novo e lindo dia surgirá.


Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 21 de março de 2013

OS MARTÍRIOS MODERNOS


Na história do Cristianismo, inúmeros espíritos de elevada hierarquia foram enviados por Jesus com a missão de conduzir os seguidores da nova doutrina, afim de que não nos perdêssemos pelos caminhos...

Vários exemplos podem ser citados: Kardec, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá, Francisco de Assis, Estevão, entre outros. Pelas vias da reencarnação, esses e vários outros homens de confiança de Jesus estiveram repetidamente entre nós, relembrando conceitos importantes para o nosso crescimento espiritual.

Vale lembrar que o próprio Cristo foi crucificado, tamanho o amor por Ele doado e a incompreensão recebida em troca. E, entre outros trabalhadores devotados que, em seu Nome foram martirizados, podemos citar Tiago Maior, Paulo, John Huss, Estevão, etc. Esse último é considerado pela maioria dos historiadores do Cristianismo, como o primeiro mártir da Doutrina Nascente.

Naquela época, se os interesses dominantes fossem contrariados, os ousados trabalhadores do Messias sofriam amargas retaliações, a ponto de, algumas vezes, serem mortos pelos poderosos, posteriormente a julgamentos arbitrários e, não raro, simulados.

Atualmente, aqueles que buscam verdadeiramente a reforma íntima e a divulgação da Boa Nova (pelo trabalho, pela palavra e pelo exemplo) também encontram seu martírio. Mas, inegavelmente, o sofrimento que se enfrenta nos tempos modernos difere muito dos que foram vivenciados pelos mártires citados acima. As leis humanas protegem-nos dos assassinatos, espancamentos, etc. Mas os martírios morais nos afligem, com toda a pujança. Reflitamos sobre isso.

Numa primeira análise, reflitamos sobre um trecho da carta de Paulo aos Efésios (capítulo 04, versículos 17 a 24), quando o mártir nos fala sobre o homem velho e o homem novo. O primeiro reflete, claramente, nossas encarnações pretéritas, instintivas, grotescas... O segundo, o ser evangelizado, renovado, que se esforça para seguir Jesus, pelos seus exemplos. Pois bem: esses dois seres (homem velho e novo) estão brigando dentro de nós, pois o homem novo quer nascer, e o homem velho teima em não morrer. Esse é o primeiro martírio que enfrentamos: o conflito do que é correto, com o que nos interessa.

Em segundo lugar, vamos refletir sobre outro ponto dessa caminhada evolutiva. Após a chamada ‘conversão’, quando iniciamos a reforma íntima e o homem novo começa a vencer a luta, outro martírio inicia-se. O verdadeiro cristão parece remar contra a maré, em termos sociais. Está sempre na contramão, com relação àquilo que a sociedade prega. Vejamos:

   Quando a sociedade sugere a vingança, o cristão sugere o perdão.
   Quando a sociedade sugere a atitudes drásticas, o cristão sugere paciência.
   Quando a sociedade sugere o julgamento, o cristão sugere o discernimento.

E, pela demonstração de amor ao próximo e bom senso, o verdadeiro cristão é taxado pela sociedade de: bobo, subserviente, sem amor próprio... 
São assim tratados os que amam ao próximo, sem condená-lo, quando tudo assim conspira.

No âmbito religioso, também encontramos martírios modernos. Em todas as seitas contemporâneas, há preconceitos contra os irmãos que seguem outras linhas de raciocínio religioso, contrariando claramente a lei do amor que Jesus nos ensinou. Com base nesse preconceito, nota-se discriminação, agressão verbal e até agressão física, em casos extremos...

Jamais nos esqueçamos, porém, que Jesus ampara os mártires modernos, e seus sofrimentos não são em vão. Muitas vezes, resgatam erros clamorosos do passado, e ainda que não seja essa a causa, quando não se revoltam contra os agressores, dão exemplo de amor incondicional ao Evangelho redentor. Ali, o Mestre Nazareno recomendou que amássemos os inimigos, fizéssemos o bem aos que nutrissem por nós o ódio e orássemos pelos que nos perseguissem e nos caluniassem, pois assim seríamos filhos do Pai que está nos Céus.

André Luiz Iesi Sobreiro

quarta-feira, 20 de março de 2013

O QUE TEMOS

Na visão tantas vezes pessimista, do homem, ele se esquece de que tem multiplicadas razões para ser infinitamente grato a Deus.


Foi certamente reflexionando a respeito das tantas bênçãos de que dispõe, que alguém elaborou uma prece, mais ou menos nos seguintes termos:

"Eu agradeço a Deus... Pelos impostos que eu pago, porque isso significa que tenho um emprego... Muitos desejariam estar no meu lugar e não se importariam nem um pouco em ter tal desconto em seu salário, porque teriam um salário..."

Agradeço a Deus pela confusão que eu tenho que limpar após uma festa, porque isso significa que estive rodeado de amigos, que mesmo num mundo onde tantos afirmam não ter tempo, eles têm tempo para me visitar no meu aniversário, na minha formatura, na comemoração de um sucesso na minha carreira ou simplesmente em um dia comum qualquer.

Agradeço pela minha sombra que me segue, porque isso significa que ando ao sol...

Pelas paredes que precisam ser pintadas, pela lâmpada que precisa ser trocada, pela torneira que vaza, pelo ladrilho quebrado, porque isso significa que ainda tenho minha moradia...

Por todas as críticas que faço às coisas que não me satisfazem, porque isso significa que tenho possibilidade de análise e discernimento, tanto quanto vivo em um país onde gozo da liberdade de expressão...

Pelo único lugar para estacionar que encontro bem ao fundo do estacionamento, porque isso significa que além de ter a felicidade de poder andar, tenho a ventura de ter um meio de transporte...

Pela música que toca desafinadamente atrás de mim, porque isso significa que posso ouvir...

Pelo cansaço e os músculos doloridos que eu sinto ao final do dia, porque isso significa que tenho saúde para trabalhar...

Pelo despertador que toca às primeiras horas da manhã, quando ainda me encontro sonolento e gostaria de permanecer dormindo mais um pouco, porque isso quer dizer que mereci a bênção de acordar no corpo outra vez.
  
Por fim... Obrigado meu Deus pela minha vida cheia de problemas, porque eles me farão ter certeza de que eu sou capaz de resolver cada um e, da melhor maneira."  



Por isso  não reclames diante do prato de comida que tens na mesa, pela sua singeleza ou da reprise de todos os dias. Lembra que bem próximo de ti, alguém desejaria intensamente ter um pedaço de pão para saciar a fome.

Diante da ausência do refrigerante ou suco de tua predileção no restaurante em que te encontras, não reclames. Pensa em quantos, no mundo, morrem por ausência de um pouco de água que lhes mantenha a vida.

Diante do congestionamento de trânsito que te detém na rua ou na rodovia, não reclames. Pensa em quantos gostariam de deter o passo um pouco, para descansar, mas não o podem fazer, porque necessitam vencer grandes distâncias a pé, para chegar ao posto de socorro mais próximo.

Enfim, diante da ausência de qualquer coisa que desejes pensa, antes de reclamar, em tudo de que já dispões e que te beneficia com conforto, alegrias e sucessos.

E, em nome da caridade, recorda-te de orar por todos aqueles que não desfrutam dessas mesmas oportunidades.
 
Desconhecemos autoria
 

terça-feira, 19 de março de 2013

APROVEITAR A VIDA


Aproveitar a Vida 

Você aproveita a vida?

É muito comum ouvir as pessoas e, principalmente os jovens, dizendo que querem aproveitar a vida. E isso geralmente é usado como desculpa para eximir-se de assumir responsabilidades.
Mas, afinal de contas, o que é aproveitar a vida?
Para uns é matar-se aos poucos com as comilanças, bebidas alcoólicas, fumo e outras drogas.
Para outros é arriscar a vida em esportes perigosos, noitadas de orgias, consumir-se nos prazeres carnais.
Talvez isso se dê porque muitos de nós não sabem porque estamos na Terra. E, por essa razão, desperdiçamos a vida em vez de aproveitá-la.
Certo dia, um jovem que trabalhava em uma repartição pública, na companhia de outros colegas que costumavam se reunir todos os finais de expediente para beber e fumar à vontade, foi convidado a acompanhá-los.
Ele agradeceu e disse que não bebia e que também não lhe agradava a fumaça do cigarro. Os demais riram dele e lhe perguntaram, com ironia, se a religião não lhe permitia, ao que ele respondeu: A minha inteligência é que me impede de fazer isso.
E que inteligência é essa que não lhe permite aproveitar a vida? Perguntaram os colegas.
O rapaz respondeu com serenidade: E vocês acham que eu gastaria o dinheiro que ganho para me envenenar? Vocês se consideram muito espertos, mas estão pagando para estragar a própria saúde e encurtar a vida que, para mim, é preciosa demais.
* * *
Observando as coisas sob esse ponto de vista, poderemos considerar que aproveitar a vida é dar-lhe o devido valor.
É investir os minutos preciosos que Deus nos concede em atividades úteis e nobres.
Quando dedicamos as nossas horas na convivência salutar com os familiares, estamos bem aproveitando a vida.
Quando fazemos exercícios, nos distraímos no lazer, na descontração saudável, estamos dando valor à vida.
Quando estudamos, trabalhamos, passeamos, sem nos intoxicar com drogas e excessos de toda ordem, estamos aproveitando de forma inteligente as nossas existências.
Quando realmente gostamos de alguma coisa, fazemos esforços para preservá-la. Assim também é com relação à vida. E não nos iludamos de que a estaremos aproveitando acabando com ela.
Se você é partidário dessa ideia, vale a pena repensar com seriedade em que consiste o aproveitamento da vida.
E se você acha que os vícios lhe pouparão a existência, visite alguém que está se despedindo dela graças a um câncer de pulmão, provocado pelo cigarro.
Converse com quem entrega as forças físicas a uma cirrose hepática causada pelos alcoólicos.
Ouça um guloso inveterado que se encontra no cárcere da dor por causa dos exageros na alimentação.
Visite um infeliz que perdeu a liberdade e a saúde para as drogas que o consomem lentamente.
Observando a vida através desse prisma, talvez você mude o seu conceito sobre aproveitar a vida.
* * *
A vida é um poema de beleza, cujos versos são constituídos de propostas de luz, escritas na partitura da natureza, que lhe exalta a presença em toda parte.
Em consequência, a oportunidade da existência física constitui um quadro à parte de encantamento e conquistas, mediante aprendizagem onde o Espírito se embeleza e alcança os altos planos da realidade feliz.

Redação do Momento Espírita