domingo, 6 de janeiro de 2013

RECOMEÇAR

Não importa onde você parou... em que momento da vida você se cansou... o que importa é que sempre é possível e necessário recomeçar.
Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo...

É renovar as esperanças na vida e, o mais importante: acreditar em você novamente.

Sofreu muito nesse período? Foi aprendizado...

Chorou muito? Foi limpeza da alma...

Ficou com raiva das pessoas? Foi para perdoá-las um dia...

Sentiu-se só por diversas vezes? É porque fechou a porta até para os anjos...

Está se sentindo sozinho? Talvez você tenha afastado as pessoas no seu "período de isolamento"..

Acreditou que tudo estava perdido? Era o início da sua melhora...

Pois bem, agora é hora de reiniciar, de pensar na luz... de encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Tem tanta gente esperando apenas um sorriso seu para se aproximar.

Que tal dar um jeito no visual, fazer um novo curso ou realizar aquele velho desejo de aprender a pintar, desenhar, dominar o computador, ou qualquer outra coisa?

Observe quantos desafios a vida está a lhe oferecer!

Quanta coisa nova está esperando para ser descoberta!

Quando nos trancamos na tristeza, nem nós mesmos nos suportamos, ficamos horríveis.

O mau humor vai minando nosso fígado, até a boca ficar amarga.

Se você está se sentindo assim, com a sensação de derrota, é hora de recomeçar...

E hoje é um bom dia para enfrentar novos desafios.

Defina aonde você quer chegar e dê o primeiro passo.

Comece por fazer uma faxina mental, jogando fora todos esses pensamentos e sentimentos pessimistas que se acumularam ao longo do tempo.

Atire para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade de entrar.

Desfaça-se desse sentimento de inferioridade, de incapacidade, e valorize-se. Você é o que fizer de você.

Em seguida, faça uma faxina no seu quarto. Jogue fora todo aquele lixo que você acumula há tempos, só como recordação do passado.

Papéis velhos dos quais você nunca precisou. Disco e fitas que você não irá mais ouvir, ingressos de cinema, bilhetes de viagens, e tudo aquilo que só traz recordações tristes.
Abra seu guarda-roupa e retire tudo o que não usa mais. Doe para alguém que precisa. Doe os calçados que apertam seus pés ou que não servem porque seu número não é mais o mesmo.
Para recomeçar é preciso abrir espaços mentais e físicos...

Depois que tomar essas providências, leia um bom livro, assista um bom filme, para alimentar sua mente com idéias positivas e otimistas.

Aproxime-se dos amigos, dos familiares, das pessoas alegres que ajudarão você a sustentar o bom ânimo e a coragem.

Evite, enquanto se restabelece, a presença de pessoas pessimistas e desanimadas. Só as busque quando estiver forte o bastante para poder ajudá-las.

Busque um lugar calmo e eleve a Deus uma prece.

Mas comece agradecendo pela vida, pelas oportunidades renovadas, pelos obstáculos e desafios que surgem no caminho. Eles nos fazem mais forte quando os superamos.

Lembre-se: o dia de hoje é uma página em branco que o Criador lhe oferece para que você escreva um novo capítulo da sua história.

Recomeçar é só uma questão de querer. Se você quer, Deus quer. É por isso que Ele acena sempre com essa nova chance chamada presente.

Pense nisso e não perca nem mais um minuto!



Momento Espírita
 

sábado, 5 de janeiro de 2013

VÍCIOS



“... O  CORPO NÃO DÁ CÓLERA AQUELE QUE NÃO A TEM, COMO NÃO DÁ OS OUTROS VÍCIOS; TODAS AS VIRTUDES E TODOS OS VÍCIOS SÃO INERENTES AO  ESPÍRITO; SEM ISSO, ONDE ESTARIAM O MÉRITO E A RESPONSABILIDADE?...” (Evangelho Segundo o Espiritismo Cap.IX, item 10  Hahnemann , Paris 1863).

­­­­ Precisamos conceituar vícios:
SÃO DEPENDÊNCIAS VIGOROSAS E PROFUNDAS DE UMA PESSOA QUE SE ENCONTRA SOB O CONTROLE DE OUTROS OU DE  DETERMINADAS COISAS.


Não  apenas o tóxico, as drogas lícitas são vícios, o sentido é mais amplo.
     
Desde pequenos  aprendemos a ser dirigidos por adultos SUPERPROTETORES que nos imprimiram “CLICHÊS PSÍQUICOS” como repressão e refletem até hoje como mensagem bloqueadora dentro de nós.

Resultado disto:
·         Pessoas sem autonomia
·         Pessoas dependentes
·     Pessoas antisociais(por ver negada a seleção de amigos e parceiros afetivos)
·         Pessoas de caracter  oscilante
·         Pessoas indecisas
·         Pessoas assustadas
·         Pessoas medrosas
·         Pessoas inseguras

Fatores  propícios para o vício:
·Ambiente familiar/social desarmônicos (ali manifestam-se os TRAUMAS, DESAJUSTES E CONFLITOS, que trazemos gravados no nosso perispírito fruto de encarnação passada).
· Sociedade Machista  (mulheres eram educadas para servir e isto  era considerado virtude.
· Álcool, sexo, nicotina, jogos diversos, drogas farmacológicas que são formas amenizadoras que compensam momentaneamente as CARÊNCIAS, ANSIEDADES, DESAJUSTES, as tensões psicológicas da áreas frágeis da alma desestruturada, reduzindo os impulsos energéticos que produzem as INSATISFAÇÕES, o chamado ‘MAL ESTAR INTERIOR’.
·  O álcool e as drogas são sedativos  ou analgésicos,  mas por causar gravíssimas conseqüências são denominados “VÍCIOS AUTODESTRUTIVOS”.
·   A comida é considerada “VÍCIO NEUTRO” de início, transformando-se em ‘OPÇÃO DE FUGA’ negativa e desorganizadora do corpo físico/psíquico.

Há também, os vícios chamados "COMPORTAMENTAIS" que fazem  com que as pessoas sejam consideradas de difícil convivência ou inconvenientes, por exemplo:
 
· Vício de FALAR DESCONTROLADAMENTE, sem raciocinar, desconectando-se do bom senso e equilíbrio.
· Vício de MENTIR CONSTANTEMENTE (Fuga da realidade).
· Vício de se LAMENTAR SISTEMÁTICAMENTE (se fazem de vítimas para receber atenção dos outros).
· Vício de  se ACHAR SEMPRE CERTOS (para suprir a insegurança).
· Vício INCONTIDO DE GASTAR DESNECESSÁRIAMENTE(desculpa para adiar decisões importantes em sua vida).
·  Vício de CRITICAR E MAL JULGAR AS PESSOAS (se sentir maior e melhor).
·  Vício de TRABALHAR DESCONTROLADAMENTE 
(falta de coragem de enfrentar seus conflitos).

NA VERDADE TODOS OS NOSSOS VÍCIOS SÃO MEDOS DE  ASSUMIRMOS O CONTROLE DE NOSSA VIDA, DE SERMOS RESPONSABILIZADOS POR NOSSOS ATOS E ATITUDES, PERMITINDO QUE ELES FIQUEM FORA DE NOSSO CONTROLE E DE NOSSAS ESCOLHAS.

_Quaisquer que sejam nossos “VELHOS HÁBITOS” urge refletirmos  e buscarmos solução.

COMO FAZER? 
Começando por  nos indagarmos:

1.    Porque somos dependentes e qual a forma de nos relacionarmos com essa dependência.
2.      Aguçar nossa capacidade de DECIDIR, DE ESCOLHER, DE OPTAR sem a opinião dos outros.
3.     Combater nossa tendência de sermos “BONZINHOS", de querer agradar os outros, pagando o preço de nos desagradar.
4.    Estimular nossa habilidade de dizer “NÃO” quantas vezes forem necessárias, desenvolvendo nosso senso de autonomia.
5.     Estabelecer no AMBIENTE FAMILIAR um clima de RESPEITO e LIBERDADE, eliminando a SUPERDEPENDÊNCIA, para que possamos ser nós mesmos e deixar os outros serem eles mesmos.
6.       Criar PADRÕES DE COMPORTAMENTOS POSITIVOS (comportamentos são hábitos).
7.  Concientizar-nos que somos seres humanos livres por natureza, mas responsáveis por nossos atos e pensamentos (LIVRE ARBÍTRIO).
8. Cultivar o autoconhecimento constantemente, reforçando nossa visão nos traços de nossa personalidade que já conhecemos.
9. Buscar nossos traços interiores desconhecidos, analizando as opiniões das pessoas a nosso respeito.
10. Aceitar plenamente nosso lado “INADEQUADO”, sem JAMAIS escondê-lo e procurar equilibrá-lo.


Meditemos sobre essas ponderações que auxiliarão a nos libertar dessas “NECESSIDADES CONSTRANGEDORAS” cujas matrizes se encontram na intimidade de nós mesmos.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

PENSAMENTO E DOENÇAS




























A consciência do ser humano espraia-se por todo o seu organismo através das variadas expressões de capacidade vibratória dos elementos que o constituem.
Desse modo, operando em harmonia conjunta, cada célula é portadora de pródomos de consciência individual, em cujas tecelagens delicadas se imprimem as necessidades evolutivas do ser humano.
Trabalhadas pelos comandos automáticos do perispírito, elas resultam da condensação de ondas específicas que conduzem os conteúdos morais encarregados de produzirem os órgãos e os diversos mecanismos constitutivos do indivíduo.
A célula, é, portanto, em si mesma, a materialização do molde energético elaborado pelo modelo organizador biológico.
Quando ocorre a disjunção molecular de cada uma, pelo fenômeno da morte física, não se dá a desintegração ou o aniquilamento daquele que a constituía, permanecendo como parte integrante do conjunto ordenador. Como conseqüência, cada uma possui registros especiais que se encarregam de sincronizar-se num conjunto harmônico total. Esse tipo de registro pode ser considerado como uma forma de consciência embrionária que conduz e preserva informações sobre as ocorrências de que participa.
O perispírito, dessa forma, é também constituído pelo conjunto dessas consciências celulares que formam a consciência global encarregada de transmitir ao Espírito as memórias, as conquistas e realizações de cada experiência reencarnacionista, e de todas elas em conjunto, sempre alteradas conforme as transformações naturais da etapa vivenciada.
Os pensamentos que se originam no ser espiritual, à medida que se transferem para as áreas da sensação, da emoção e da ação, imprimem os seus conteúdos nas referidas células de energia que os executam na forma física, estabelecendo os resultados conforme a qualidade da onda mental.
Graças ao teor vibratório de cada emissão pensante, a carga estimula a consciência celular que se sente mais fortalecida, gerando saúde, ou se desarmoniza, produzindo doença. Mesmo que venha a desestruturar-se a célula física, no processo de desorganização liberta a de natureza energética que influenciará os futuros mecanismos de equilíbrio ou de desajustes do ser humano.
As doenças mais graves são aquelas que se originam na alma, espraiando-se pelo organismo físico e transformando-se em processos degenerativos, infecciosos, produzindo dores, ou se exteriorizam como conflitos que se convertem em transtornos psíquicos, cuja gravidade se encontra na razão da causa produtora.
A sementeira do ódio, do ciúme, da inveja, da ira e de outros anestésicos do Espírito, produz vírus e vibriões psíquicos que atacam o próprio como o organismo daquele que, desprevenido, inspirou a produção dessas ondas devastadoras que a mente produz e direciona conforme a sua estrutura moral. Ao mesmo tempo, ideoplastias sustentadas pelo pensamento fixo em idéias perturbadoras e agressivas, contribuem para o surgimento de toxinas que invadem o organismo desarticulando-lhe a estrutura vibratória, enfermando-o, e trabalhando para matar-lhe as defesas, os fatores imunológicos.
A conduta mental expressa o nível de evolução em que estagia cada ser, encarregando-se de produzir bem ou mal-estar, saúde ou enfermidade, alegria ou tristeza, sempre resultando da faixa vibratória em que permanece.
Essas condutas esdrúxulas, em que muitos se comprazem, transferem-se de uma para outra existência, graças à memória e consciência da célula psíquica, que modelará a equivalente orgânica com a carga de energia que conduz. Assim, essa onda influenciará a criatura desde a sua formação genética, alterando-lhe a estrutura de acordo com a qualidade da mensagem de que se faça portadora.
As enfermidades da alma têm caráter psíquico e se encontram nos refolhos da mente desvairada, que se vincula aos estados aberrantes do comportamento, quando poderia ser direcionada para as aspirações do equilíbrio, da razão, da felicidade.
Os sentimentos vis abrem campo à sua instalação, tornando-se de diagnose difícil e tratamento deficiente, improvável de levar a resultados favoráveis à saúde.
Assim, os desvarios do sexo, as viciações de toda natureza, a irascibilidade, os estados pessimistas transformam-se em agentes vivos que se encarregam de agir conforme o direcionamento que recebem do dínamo mental gerador do qual procedem.
Da mesma sucederia se fossem cultivados outros sentimentos e preservados os valores éticos promotores do ser, que se encarregariam de corresponder à fonte produtora com ondas de bem-estar, de esperança, de harmonia, de felicidade...
Os cromossomos que se implantam na estrutura física mediante o núcleo da célula em que se estabelecem, mantêm-se no Espírito graças ao citoplasma no qual se fixam. São indestrutíveis, enviando suas mensagens através do núcleo genésico, ao tempo em que plasmam as futuras formas vivas em todos os seres, no plano físico ou no espiritual.
Quanto mais a investigação científica penetra na estrutura da forma, melhor verifica ser a mesma uma aglutinação de partículas cada vez menores até perder-se na energia que é o ponto de partida para a matéria.
Como o Espírito é energia pensante, princípio inteligente do Universo, assimila as vibrações mais sutis e exterioriza-as mediante ondas mentais que se corporificam, tornando-se parte integrante do conjunto em que a vida física se expressa.
Assim sendo, as viciações geradoras de enfermidades da alma – que permanecem como depressão, tormentos íntimos, angústia, insegurança e outros – quando se dá a desencarnação do paciente, prosseguem imantadas aos campos psíquicos nos quais foram geradas, exigindo período correspondente de mudança mental para serem diluídas e desaparecerem.
A ocorrência da morte biológica não faculta a libertação dos hábitos perversos e doentios que foram acalentados durante o largo período da existência física. Da mesma forma que se foram implantando lentamente e gerando condicionamentos que se transformaram em processos perturbadores, a readaptação ao equilíbrio e a reconstrução das estruturas energéticas afetadas exigem tempo correspondente, durante o qual são recompostos os campos vibratórios que foram danificados.
Isso é compreensível, porque as descargas produzidas pelos sentimentos vis produzem toxinas de alto teor hormonal que modificam os códigos do DNA, neles fixando o tipo de onda e a sua procedência perturbadora. À medida que se repetem essas fixações ao largo do tempo, maior se faz o dano causado à estrutura íntima do mesmo, impondo como processo de reparação, desde o além-túmulo, uma mudança total de comportamento, que se encarrega de constituir-lhe a dupla hélice, que são os dois cordões entrelaçados e formados por substância química específica.
Assim, as enfermidades da alma se farão recuperar somente quando houver transformação estrutural do pensamento, que se encarregará de construir novos alicerces super sutis, que se consubstanciarão nos futuros códigos de DNA, restabelecendo a consciência individual das células e, por fim, integrando a consciência do ser no conjunto da harmonia da Consciência Cósmica.

 (ÂNGELIS, Joanna de (Espírito). Dias Gloriosos. [psicografado por] Divaldo Pereira Franco.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

FORMAS-PENSAMENTO



































No complexo capítulo das obsessões avulta (aumenta) uma ocorrência grave, que passa, não raro, despercebida de alguns estudiosos dessa grave psicopatologia espiritual.

Desejamos referir-nos às perturbações denominadas como formas-pensamento.

Em sua realidade estrutural, o pensamento é neutro, canalizando a força de que se constitui conforme o direcionamento que lhe seja dado.

Conseguindo plasmar as ideias que assumem expressões transitórias, aureola-se de energias saudáveis, quando cultiva o amor, as aspirações de enobrecimento, o Bem.

Da mesma forma, reveste-se de miasmas (exalações nocivas à saúde) que configuram expressões angustiantes, tormentosas.

O pensamento é energia dinâmica em contínua movimentação.

Irradiação dos equipamentos mentais, executa ações que se tornam somatizadas pelo organismo, tanto para o equilíbrio quanto para a desordem emocional e celular, abrindo espaço, nesse último, para a instalação de muitas enfermidades.

Orientado de forma saudável, atua no seu campo vibratório de maneira compensadora, qual ocorre nos casos das autoterapias pela oração, meditação, visualização ou através dos medicamentos placebos que, absorvidos em clima de confiança, produzem efeitos maravilhosos.

Igualmente, em face da evocação de acontecimentos passados ou da captação visual, auditiva e olfativa de alguma coisa, conduz a memória aos momentos já vividos em torno daquelas ocorrência ou produz reações orgânicas nos aparelhos digestivo, sexual, nervoso...

Em razão da tendência comum a muitas criaturas para o cultivo de ideias deprimentes, vulgares, agressivas, o pensamento constrói paisagens terrificantes pela sordidez (indignidade), pela qualidade inferior, nas quais o indivíduo fica submerso, respirando o bafio (mau cheiro) pestilencial que organiza a paisagem infeliz.

Semelhantemente, a construção mental de formas sensuais, hediondas, vingadoras, adquire plasticidade e vida, tornando-se parte integrante da psicosfera do seu autor.

À medida que se concretizam, na razão direta em que são vitalizadas, essas construções passam a agir sobre o paciente, causando-lhe conflitos muito desgastantes.

Essas imagens vivas adquirem identidade e espontaneidade, agredindo e ultrajando aquele que as estimula e mantém.

Quando em parcial desprendimento pelo sono, torna-se vitimado pela multidão que o envolve, encarcerando-o em estreito círculo de viciações nas quais se compraz (regozija-se).

Alimentando-se dos vibriões mentais – aspirações perniciosas que o pensamento elege – parecem seres reais ameaçadores que exaurem a fonte na qual se originam.

Estimulados e direcionados por afinidades morais inferiores de Espíritos perversos, zombeteiros ou vulgares, transformam-se em processos obsessivos que assumem caráter de crescente gravidade.

Aqueles que se permitem fixações mentais viciosas, malfazejas, invejosas, sem que se deem conta, transformam-se nas primeiras vítimas da ocorrência nefasta, retendo-se nas faixas primitivas onde se homiziam (abrigam) as forças da perversidade e do primarismo.

São comuns esses fenômenos de auto-obsessão entre as criaturas humanas por cultivarem pensamentos negativos e insensatos que os aprisionam nas malhas fortes das próprias ondas mentais.

Diante das injunções de tal natureza, como de outras, o valioso recurso da oração é terapia poderosa que desagrega essas energias mórbidas (doentia) e propicia aragem mental salutar para novas e superiores formulações, que passarão a envolver o paciente, restaurando-lhe o equilíbrio. 

Especialmente antes do repouso pelo sono diário, a vigilância mental se torna de alta importância, a fim de que as propostas enobrecidas do pensamento induzam o espírito a viajar às regiões ditosas (feliz, venturoso) de onde retornará renovado, edificado e predisposto à conduta correta.

Na raiz de qualquer transtorno obsessivo sempre se encontra presente a inferioridade moral do paciente, cuja irradiação vibratória propicia campo hábil para as conexões e fixações perturbadoras.

Desse modo, ao lado da oração é indispensável a renovação interior para melhor, conduzindo à ação caridosa, dignificadora, responsável pelo crescimento espiritual do ser.

Sem olvidar-se (esquecer) o estudo do Espiritismo, que é o mais completo tratado de psicoterapia que se encontra à disposição, aquele que deseja uma existência saudável deve iniciar o esforço pelo conseguir, pensando na forma correta, otimista, confiante, para viver em paz construindo a sociedade harmônica, parte integrante do anseio de todos os homens e mulheres de Bem.

(MIRANDA, Manoel Philomeno de (Espírito). Mediunidade: Desafios e Bênçãos. [psicografado
por] Divaldo Pereira Franco. 1ª ed. Salvador, BA: Livraria Espírita Alvorada, 2012. Pg/43a46)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

QUE NESTE ANO...


Que neste ano possamos sonhar,
E acreditar, de coração, que podemos realizar cada um de nossos sonhos,
Que estes sonhos possam ser compartilhados pelo bem,
E que eles tenham força de transformar velhos inimigos em novos amigos verdadeiros,

Que neste ano possamos abraçar,
E repartir calor e carinho,
Que isso não seja um ato de um momento,
Mas a história de uma vida.

Que neste ano possamos beijar,
E com os olhos fechados, tocar o sabor da alma,
Que tenhamos tempo para sentir toda a beleza da vida,
E que saibamos senti-la em cada coisa simples,

Que neste ano possamos sorrir,
E contagiar a todos com uma alegria verdadeira,
Que não sejam necessárias grandes justificativas para nosso sorriso,
Apenas a brisa do viver,


Que neste ano possamos cantar,
E dizer coisas da vida,
Que não sejam apenas músicas e letras,
Mas que sejam canções e sentimentos,

Que neste ano possamos agradecer,
E expressar a Deus e a todos: “Muito Obrigado!”,
Que neste “todos” não sejam incluídos apenas os amigos,
Mas também aqueles que, nos colocando dificuldades, nos deram oportunidades de sermos melhores.

E assim começamos mais um Ano Novo,
Um dia que nasce, um primeiro passo, um longo caminho,
Um desafio, uma oportunidade e um pensamento:
“Que neste ano sejamos, Todos, Muito Felizes!”

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

ENCERRANDO CICLOS



































Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedido do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora.

Soltar.
Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão


Texto de Fernando Pessoa