sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

NUNCA É TARDE


Nunca é Tarde
Nunca é tarde para pensar na vida,
procurar uma saída, erguer as mãos caídas, recomeçar...

Nunca é tarde para levantar os olhos,
andar de cabeça erguida, contemplar um novo horizonte, sonhar...

Nunca é tarde para estender a mão amiga para tirar alguém da briga que luta contra a solidão,nunca é tarde para ouvir a voz da razão seguir a ordem do coração e viver com gratidão...

Nunca é tarde para saciar a fome ao dividir o pão, ser luz para alguém sair da escuridão, caminhar de mãos dadas
sentindo a emoção de haver feito o bem para um irmão...

Nunca é tarde para rever os amigos, ajudar os aflitos, resolver os conflitos no diálogo e não aos gritos, ser vencedor e não vencido pois tudo é belo mais que bonito...

Nunca é tarde para mudar os planos, recuperar o ânimo, caminhar juntos, rever os enganos, enfrentar as barreiras dos anos e no final ainda dizer te amo...

Nunca é tarde para dizer sim para vida,
para dizer perdão querida, dizer não ao ego enxugar uma lágrima para curar um ferida...

Nunca é tarde para mudar de gesto,
de atitude e de pensamento para ser feliz, deixar o protesto, sentir a liberdade numa prece...

Nunca é tarde para dar um basta na amargura, refazer a postura, deixar a vida dura, encontrar a esperança que ficou perdida, viver a paz que é sem medida...

Nunca é tarde para abraçar um filho,
sentir o seu amor, orientar seus caminhos para jamais andar sozinho e deixar de ser menino em sua vida escolhida...

Nunca é tarde para dizer que não sei, reconhecer que errei e que tanto tempo passei a me enganar, e por causa da alma ferida nunca encontrei a saída que me impedia de caminhar...

Nunca é tarde para sorrir, agradecer a Deus pela vida, viver a realidade de um novo dia, aprender o que não sabia,
fazer o que não fazia e ensinar o que vivia...

Nunca é tarde para fazer o bem,
ser amigo de alguém, ajudar a quem não tem, dizer sempre o que convém,
respeitar não ir além, viver sempre amando alguém...

Nunca é tarde para ver Deus na natureza, dizer amém, assim seja, dar um basta na tristeza, estar em paz com todos, ser feliz e que Deus nos proteja...

Nunca é tarde para sair da rotina,
aprender com disciplina, não desistir,
dar a volta por cima depender sempre de Deus, crer no que Ele nos ensina, ser feliz é nossa sina... 

Do blog Mensagem Espírita

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O CONHECIMENTO DA LEI NATURAL



Depois de muitos séculos de desunião, ou, pior ainda, de estúpida e feroz hostilidade recíproca, eis que as Igrejas Cristãs começam a compreender a conveniência de colocarem em segundo plano as questiúnculas que as dividem,  para darem mais ênfase ao objetivo essencial que lhes é comum: a  edificação das almas para o Bem, dispondo-se a envidar sérios esforços no sentido de extinguirem, em suas respectivas hostes, o malfadado sectarismo, responsável por tantos males, substituindo-o por um espírito de tolerância e de colaboração mútuas.
Esse nobre movimento constitui, sem dúvida, uma excelente contribuição à causa da fraternidade universal.
Não deve, entretanto, parar aí, mas sim evoluir até o reconhecimento de que as demais religiões, embora não cristãs, também são dignas de todo o respeito, pois na doutrina moral de cada uma delas existe algo de sublime, capaz de levar os seus profitentes ao conhecimento e à
observância da Lei Natural estabelecida por Deus para a felicidade de todas as criaturas.
Ninguém contesta ser absolutamente indispensável habituar-nos, pouco a
pouco, com a intensidade da luz para que ela não nos deslumbre ou
encegueça.
A Verdade, do mesmo modo, para que seja útil, precisa ser revelada de conformidade com o grau de entendimento de cada um de nós.
Daí não ter sido posta, sempre, ao alcance de todos, igualmente dosada.
Para os que já alcançaram apreciável desenvolvimento espiritual, muitas
crenças e cerimônias religiosas vigentes aqui, ali e acolá, parecerão absurdas, ou mesmo risíveis.
Todas têm, todavia, o seu valor, porquanto satisfazem à necessidade de grande número de almas simples que a elas ainda se apegam e nelas encontram o seu caminho para Deus.
Essas almas simples não estão à margem da Lei do Progresso e, após
uma série de novas existências, tempo virá em que também se libertarão de crendices e superstições para se nortearem por princípios filosóficos mais avançados.
Por compreender isso foi que Paulo, em sua primeira Epístola aos
Coríntios (13:11), se expressou desta forma:
“Quando eu era menino, falava como menino, julgava como menino,
discorria como menino; mas, depois que cheguei a ser homem feito, dei de mão às coisas que eram de menino.”
Kardec, instruído pelas vozes do Alto, diz-nos que em todas as épocas e
em todos os quadrantes da Terra, sempre houve homens de bem (profetas) inspirados por Deus para auxiliarem a marcha evolutiva da Humanidade.
Destarte, “para o estudioso, não há nenhum sistema antigo de filosofia,
nenhuma tradição, nenhuma religião, que seja despicienda, pois em tudo há germes de grandes verdades que, se bem pareçam contraditórias entre si, dispersas que se acham em meio de acessórios sem fundamento, facilmente coordenáveis se vos apresentam, graças à explicação que o Espiritismo dá de uma imensidade de coisas que até agora se nos afiguravam sem razão alguma, e cuja realidade está irrecusàvelmente demonstrada”.

Do livro “AS LEIS MORAIS” de RODOLFO CALLIGARIS


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SEXO



1 - A Doutrina Espírita condena o amor livre?
O Espiritismo não se situa como um tribunal. Apenas nos informa quanto às conseqüências de nossos atos e nos ensina que o amor nunca é livre, porqüanto é impossível exercitá-lo em plenitude sem cogitar da felicidade e do bem estar do ser amado.

2 - O que é então, o amor livre?
Apenas libertinagem sexual, em que se confunde amar com transar, nos domínios da inconseqüência.

3 - E isso é ruim?
Em princípio é muito bom, mas nunca nos realiza afetivamente, deixando sempre um resíduo amargo de inquietude e insatisfação.

4 -  Não se deve buscar o sexo antes do casamento?
Na atual conjuntura, pretender que os jovens esperem pelo casamento para exercitar o sexo, seria o mesmo que tapar o sol com a peneira. Mas deveriam colocá-lo no lugar certo: depois do amor. Não exercitá-lo antes da certeza de que há entre os parceiros uma ligação afetiva legítima.

5 -  Isso não fica complicado quando a disposição é apenas de um dos parceiros? 
A moça, por exemplo, cujo namorado insiste em transar?
Se tal orientação não serve para o parceiro, o parceiro não serve para ela.

6 -  Tal comportamento pode parecer fácil na teoria. Na prática não é assim, porqüanto há um estímulo, quase uma indução àpromiscuidade.
É um problema de consciência, um caminho a seguir. Nunca foi fácil remar contra a correnteza. Jesus dizia que tudo é possível àquele que cre. Se estivermos convictos de que esse é o caminho, chegaremos lá.
   
  7 - Normalmente, logo nos primeiros contatos, os rapazes querem ir para o motel. Se a jovem se recusa, perdem o interesse. como lidar com esse problema quando ela se sente atraída por alguém que age assim?
Se houver nele um sinal de vida inteligente, algo além do mero comportamento instintivo de macho obtuso, gostará de vê-la resistindo e mudará suas disposições. Se não mudar, a jovem deve partir para outra. Atração irresistível é filha de devaneios fantasiosos.

8 - E quando o jovem não consegue passar sem o sexo Promíscuo?
Experimente ocupar seu tempo em atividades produtivas, relacionadas com estudo, realização profissional, atividade religiosa, exercício do Bem. Pensamento vazio é forja do demônio —diz o velho ditado. Saem dela as brasas mais ardentes do desejo sexual.

Do livro: NÃO PISE NA BOLA

RICHARD SIMONETTI

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

DESEJO E PRAZER

O desejo, que leva ao prazer, pode originar-se no instinto, em forma de necessidade violenta e insopitável, tornando-se um impulso que se sobrepõe à razão, predominando em a natureza humana, quando ainda primitiva na sua forma de expressão. Nesse caso, torna-se imperioso, devorador e incessante.
Sem o controle da razão, desarticula os equipamentos delicados da emoção e conduz ao desajuste comportamental.
Como sede implacável, não se sacia, porque é devoradora, mantendo-se a nível de sensação periférica na área dos sentimentos que se não deixam de todo dominar.
É voraz e tormentoso, especialmente na área genésica, expressando-se como erotismo, busca sexual para o gozo.
Em esfera mais elevada, torna-se sentimento, graças à conquista de algum ideal, alguma aspiração, anseio por alcançar metas agradáveis e desafiadoras, propensão à realização enobrecedora.
Dir-se-á que as duas formas confundem-se em uma única, o que, para nós, tem sentido diferente, quando examinamos a função sexual e o desejo do
belo, do nobre, do harmonioso, em comparação àquele de natureza orgânica, erótica, de compensação imediata até nova e tormentosa busca.
O desejo impõe-se como fenômeno biológico, ético e estético, necessitando ser bem administrado em um como noutro caso, a fim de se tornar motivação para o crescimento psicológico e espiritual do ser humano.
É natural, portanto, a busca do prazer, esse desejo interior de conseguir o gozo, o bem-estar, que se expressa após a conquista da meta em pauta.
Por sua vez, o prazer é incontrolável, assim como não administrável pela criatura humana.
Goethe afirmava que ele constituía uma verdadeira dádiva de Deus para todos quantos se identificam com a vida e que se alegram com o esplendor e a
beleza que ela revela. A vida, em conseqüência, retribui-o através do amor e da graça.
O prazer se apresenta sob vários aspectos: orgânico, emocional, intelectual, espiritual, sendo, ora físico, material, e noutros momentos de natureza abstrata, estético, efêmero ou duradouro, mas que deve ser registrado fortemente no psiquismo, para que a existência humana expresse o seu significado.
O prazer depende, não raro, de como seja considerado. Aquilo que é bom, genericamente dá prazer, abrindo espaço para o medo da perda, das faltas, ou para as situações em que pode gerar danos, auxiliando na queda do indivíduo em calabouços de aflição.
Muitas pessoas consideram o prazer apenas como sendo expressão da lascívia, e se olvidam daquele que decorre dos ideais conquistados, da beleza
que se expande em toda parte e pode ser  contemplada, das inefáveis alegrias do sentimento afetuoso, sem posse, sem exigência, sem o condicionamento carnal.
Por uma herança atávica, grande número de pessoas tem medo do prazer, da felicidade, por associá-lo ao pecado, à falta de mérito, que se tornaria uma
dívida a resgatar, ensejando à desgraça vir-lhe após, ou, talvez, como sendo uma tentação diabólica para retirar a alma do caminho do bem.
Tal castração punitiva, que se prolongou por muitos séculos, ao ser vencida deixou uma certa consciência de culpa, que liberada, vem conduzindo uma verdadeira legião de gozadores ao desequilíbrio, ao abuso, ao extremo das aberrações.
Como efeito secundário, ainda existem muitas pessoas que temem o prazer ou que procuram dissimulá-lo, envolvendo-o em roupagens variadas de
desculpismos, para acalmar seus conflitos subjacentes.
Acentuamos, porém, que o prazer é uma força criadora, predominante em tudo e em todos, responsável pela personalidade, mesmo pela esperança.
Muitas vezes, é confundido com o desejo de tudo possuir, a fim de desfrutar, mais tarde, da cornucópia carregada de todos os gozos, preferentemente o de
natureza sexual.
Wilhelm Reich, o eminente autor da Bioenergética, centrou, no prazer, todas as buscas e aspirações humanas, considerando que a pessoa é somente
o seu corpo, e que este é constituído por um sistema energético, que deve ser trabalhado, sempre que a couraça bloqueie a emoção, propondo como terapia a Teoria dos Anéis, a fim de, através da sua aplicação nas couraças correspondentes, poder liberar a emoção encarcerada.
Tendo, no corpo somente, a razão de ser da vida, Reich tornou-se apologista do prazer carnal, sensual, capaz de levar ao estado de felicidade psicológica, emocional.
A natureza espiritual do ser humano, no entanto, não mereceu qualquer referencial de Reich, assim como de outros estudiosos do comportamento e da
criatura em si mesma, na sua complexidade, ficando em plano secundário.
Desse modo, o desejo e o prazer se transformam em alavancas que promovem o indivíduo ou abismos que o devoram.
A essência da vida corporal, no entanto, é a conquista de si mesmo, a luta bem direcionada para que se consiga a vitória do Self, a sua harmonia, e não
apenas o gozo breve, que se transfere de um estágio para outro, sempre mais ansioso e perturbador.

DO LIVRO: AMOR, IMBATÍVEL AMOR
DIVALDO PEREIRA FRANCO
DITADO PELO ESPÍRITO JOANNA DE ÃNGELIS

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

PROBLEMAS DO MUNDO

O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. 

Ouro no mar. 
Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.
O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes.

Espaço nas cidades. 
Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.
O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. 

Cultura na técnica. 
Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. 

Teorias nas escolas filosóficas. 
Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.
O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. 

Organizações econômicas. 
Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.


Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o mostro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.


Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: 


“Fora do Cristo não há solução.”


Bezerra de Menezes - Chico Xavier

domingo, 2 de dezembro de 2012

ACEITAR E RENOVAR


Aceitar e Renovar
Aceitarás a dificuldade, não por fardo de aflição que te arrase as energias, mas por ensinamento que te habilite à mais ampla aquisição de experiência.

Não te rebelarás contra a enfermidade...
Saberás, no entanto, afastá-la com os recursos curativos de que disponhas, imitando o devotamento do lavrador que protege a enxada em cuja cooperação encontra o pão de cada dia.


Entenderás os seres amados que te apresentem lamentáveis quadros de provação, tolerando-lhe, com serenidade, até mesmo as injúrias...
Ainda que seja à distância, porém, não só farás o possível para desculpá-los, como também te empenharás a auxiliá-los na melhoria do espírito.


Suportarás a preterição e o menosprezo nas áreas da atividade profissional...
Não renunciarás, contudo, ao dever de aprimorar-te, a fim de ser mais útil à comunidade à qual te vinculas.
Até mesmo em nós próprios, admitiremos certas falhas de extinção difícil, chegando a medir com sinceridade, a extensão de nossas deficiências...
Mas prosseguiremos, fazendo o melhor de nós, até que nos sintamos curados das imperfeições que nos caracterizem, com o esmeril do trabalho, ao calor da responsabilidade constante.
Paciência é compreensão.
Compreensão é luz de amor.


Aceitemos os obstáculos por testes de resistência, e as provas por lições... Entretanto, saibamos acolhê-los, agindo sempre por superá-los na expansão do bem, de vez que estamos todos na forja da luta evolutiva, com a certeza de que degraus para cima é que configuram a estrada de elevação
.

Emmanuel - Pisicografia de Chico Xavier
Do livro: Busca e Acharás

sábado, 1 de dezembro de 2012

A CRIANÇA EM NÓS...

Quando estivemos experienciando a idade tenra das idéias fartas e perspectivas menos duras, o volume da alegria se alicerçava ante as brincadeiras pueris, risos inundados de permissão ao novo e claro, o conforto do abraço e carinho de nossos pais e tutores.

A eclosão da adolescência mais sugere um incômodo psíquico pela abundância de sugestões na formação do corpo e entendimento da nova existência, que necessariamente uma fase de êxtase moral e/ou espiritual.

Contudo, na fase adulta, me parece, em minha parca e humilde percepção, que estamos em momento inoportuno para a felicidade.

- Preferimos escolher o trabalho que pague as contas, que o trajeto onde guardamos por anos no subconsciente de nossos sonhos infantis.
- O Status do adulto ficou estagnado nas roupas de marca, conquistas indébitas, amores de ocasião, relacionamentos furtivos; A vida passa por ele e ele, só direciona seu pensamento no imediato.
- Os gritos no lar se justificam pelos adultos, pois o dia foi duro. Na ocupação profissional que abraçou pensando apenas em disponibilizar o melhor na construção material do lar.

.Mas, ainda acredito na dimensão da nova era que confunde meus sentidos até hoje.
Onde monogamia não seja ingenuidade, onde trabalhar com respeito não seja utopia, onde estar presente na vida dos filhos não seja hipocresia, onde fazer a caridade não seja oportuno para os inescrupulosos.

Ainda me vejo sob o olhar inteligente e fraterno de minha avó, ante o desejo arrebatador da energia de estar com quem pense no bem dos outros. Ainda ouso falar de Jesus nos momentos de crise e não vejo problemas em chorar quando não consigo dominar o monstro que ainda repousa dentro de mim. Acreditando piamente que outras crianças envelhecidas pelo corpo e tempo físico, se agigantem e dominem o pensamento vigente da sociedade.
Pois, precisamos de mais crianças felizes e menos adultos frustrados.

Fernando Ben
                                                                                  25/11/2012 Rio de Janeiro