sexta-feira, 7 de setembro de 2012

FLAGELOS DESTRUIDORES




    Os flagelos destruidores tem como fim fazer progredir a humanidade mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? 
        Preciso  é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.
       Deus emprega outros meios todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.
        Nos flagelos tanto sucumbe o homem de bem  como o perverso. Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real. Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.
        Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.
        Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.
        Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.
Os flagelos destruidores têm utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.
        Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoismo.
        Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.
        Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles?  Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A BRANDURA


"Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra".

Por esta e outras máximas, Jesus faz da brandura, da moderação, da mansuetude, da afabilidade e da paciência, uma lei.

Condena, por conseguinte, a violência, a cólera e até toda expressão descortês que alguém possa usar para com seus semelhantes.

Podemos perceber, dessa forma, que os ensinos de Jesus não são bem compreendidos por nós e, menos ainda, vivenciados.

Prova disso é o nosso comportamento diário, diante de situações e pessoas.

Um dia desses, transitávamos por uma rua da nossa cidade e paramos no sinal fechado.

Observamos no veículo ao lado um adesivo com a seguinte citação evangélica: "Já não sou eu quem vive, mas é Cristo que vive em mim".

De fato a frase chamou-nos a atenção pela beleza da idéia que contém, mas infelizmente não retratava a realidade.

Ao aproximar-se um desses garotos que entregam panfletos de propaganda nas esquinas, a senhora que dirigia o veículo, o tratou com aspereza.

Gesticulando raivosa espantou o menino, que afastou-se um tanto desorientado.

É muito comum percebermos esse tipo de situação, pois Jesus tem sido muito divulgado ultimamente, mas pouco vivido.

Para que o cristo possa de fato viver em nós, é necessário que nos esvaziemos um pouco do egoísmo.

Enquanto estivermos cheios de nós mesmos, certamente não haverá lugar para Ele em nossa intimidade.

É muito fácil viver os ensinamentos de Jesus dentro dos templos religiosos que freqüentamos, onde a situação e as pessoas nos favorecem.

Quando tudo está calmo e todos se comportam com serenidade, é fácil ser brandos e pacíficos.

Todavia, os ensinos do Mestre de Nazaré devem ser vivenciados 24 horas por dia.

É verdade que algumas coisas não são bem como gostaríamos que fossem.

Não nos agrada encher o veículo de papéis de propaganda, mas será preciso agredir com palavras aqueles que os entregam?

Agindo assim, deixamos de lado outro ensino do Cristo: "fazer ao próximo o que gostaríamos que ele nos fizesse".

É importante, antes de agirmos com rudeza, colocarmo-nos no lugar do outro e nos perguntarmos como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos em seu lugar.

Se fizermos isso, com toda certeza não nos equivocaremos mais, e por conseguinte estaremos agindo como verdadeiros cristãos.

Você sabia?

Você sabia que os mundos também evoluem e tornam-se cada vez melhores?

É por isso que Jesus afirmou que são bem-aventurados os brandos porque possuirão a terra.

A Terra, que é um planeta de expiações e provas passará a mundo de regeneração e albergará os espíritos que já se melhoraram a ponto de merecê-la.

Os que ainda persistirem no mal reencarnarão em outros planetas, de conformidade com sua evolução.
 
É assim que se expressa a justiça divina. A ninguém desampara, mas também a ninguém privilegia, todos temos as mesmas chances, basta que saibamos aproveitá-las.
 

Autor:
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. IX, item 4.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

SORTE, AZAR, FATALIDADE...




Muitas pessoas acreditam que o que ocorre em nossa vida é sorte ou azar, não sabem estas pessoas que tudo obedece ao que foi acordado antes do renascimento. Deus nos deu o livre arbítrio e por isto tudo o que nos acontece é devido a nossa própria escolha. O chamado destino existe, mas as coisas vão acontecer de acordo com o nosso livre arbítrio. Vejamos o que diz o livro dos espíritos:






            Questão 851 – Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra, quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados? Nesse caso, em que se torna o livre arbítrio?
            A fatalidade não existe senão pela escolha que fez o espírito, em se encarnando, de suportar tal ou tal prova. Escolhendo ele se faz uma espécie de destino que é a conseqüência mesma da posição em que ele se encontra. Eu falo das provas físicas, porque para que é prova moral e tentações, o Espírito conservando o seu livre-arbítrio sobre o bem e sobre o mal, é sempre senhor de ceder ou de resistir. Um bom espírito vendo-o fraquejar, pode vir em sua ajuda, mas não pode influir sobre ele de maneira a dominar sua vontade. Um espírito mau, quer dizer, inferior, mostrando-lhe, exagerando-lhe um perigo físico, pode abalá-lo e  assustá-lo; mas a vontade do espírito encarnado não fica menos livre de todos os entraves.
            Questão 852 – Há pessoas que uma fatalidade parece perseguir independentemente de sua maneira de agir; a infelicidade não está em seu destino?
            Provavelmente sejam provas que elas devem suportar e que escolher. Mas, ainda uma vez, levais à conta do destino que não é, o mais frequentemente, senão a consequência de vossa própria falta. Nos males que te afligem, esforça-te para que a tua consciência seja pura, e tu serás consolado em parte.
            Questão 853 – Certas pessoas não escapam de um perigo mortal senão para cair num outro: parece que elas não poderiam escapar à morte. Não há nisso fatalidade?
            Nada há de fatal no verdadeiro sentido da palavra, senão o instante da morte. Quando esse momento chega, seja por um meio ou por outro, vós não podeis dele se livrar.
            Questão 854 – Da infalibilidade da hora da morte, segue-se que as precauções que se toma para evitar são inúteis?
            Não, porque as preocupações que tomais vos são sugeridas para evitar a morte que vos ameaça; elas são um dos meios para que a morte não ocorra.
            Questão 855 – Qual o objetivo da providência ao fazer-nos correr perigos que não devem ter consequência?
            Quando tua vida é posta em perigo, é uma advertência que tu mesmo desejaste a fim de te desviar do mal e te tornares melhor. Quando escapas desse perigo, ainda sob a influência do perigo que correste, sonhas, mais ou menos fortemente, segundo a ação mais ou menos forte dos bons espíritos, em te tornares melhor. O mau espírito sobrevindo pensa que escaparás igualmente de outros perigos e deixas de novo tuas paixões se desencadearem. Pelos perigos que correis, Deus vos lembra vossas fraquezas e a fragilidade de vossa existência. Se examinarmos a causa e a natureza do perigo, ver-se-á que, o mais frequentemente, as consequências foram a punição de uma falta cometida ou de um dever negligenciado. Deus vos adverte, assim para vos recolher em vós mesmos e vos corrigir.
            Exemplos práticos:
01.Não é fatalidade pessoas atingidas por balas perdidas. Provavelmente elas cometeram assassinatos em vidas passadas e vieram resgatar o seu débito nesta vida desta forma.
02.Um médico brigou com uma pessoa que não se sentindo conformada com a briga, foi em casa pegou uma arma e veio esperar o médico no hospital. Este médico mais um outro estavam fazendo uma cirurgia. A pessoa armada olhou pela janela, fez mira no médico brigão e apertou o gatilho quando o outro médico surgiu na frente e recebeu a bala na cabeça. Teve morte instantânea. Ele nada tinha a ver com a briga. Não foi fatalidade, foi o planejamento que ele fizera na espiritualidade.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

A SAMAMBAIA E O BAMBU

Certo dia os problemas me fizeram dar-me por vencido.
Renunciei ao meus sonhos, meus objetivos e as minhas metas.
Resolvi desistir até da minha vida.
Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.
“Deus, eu disse:
Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”
Sua resposta me surpreendeu:
“Olha em redor. Estás vendo a samambaia e o bambu?”
“Sim, estou vendo”, respondi.
“Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem.
Não lhes deixei faltar luz e água.
A samambaia cresceu rapidamente.
Seu verde brilhante cobria o solo.
Porém, da semente do bambu nada saía.
Apesar disso, eu não desisti do bambu.
No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa.
E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu.
Mas, eu não desisti do bambu.
No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa…
Mas, eu não desisti.
Mas… no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra.
Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura.
Ele ficara cinco anos afundando raízes.
Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.
A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.
E olhando bem no meu íntimo, disse:
Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes?
Eu jamais desistiria do bambu.
Nunca desistiria de ti.
Não te compares com outros”.
“O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer
do bosque um lugar bonito”.
“Teu tempo vai chegar” disse-me Deus.
“Crescerás muito!”
Quanto tenho de crescer? perguntei.
“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.
E eu deduzi: Tão alto quanto puder!
Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti.
Nunca te arrependas de um dia de tua vida.
Os bons dias te dão felicidade.
Os maus te dão experiência.
Ambos são essenciais para a vida.
A felicidade te faz doce.
Os problemas te mantêm forte.
As penas te mantêm humano.
As quedas te mantêm humilde.
O bom êxito te mantém brilhante.
Mas, só Deus te mantém caminhando...

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

QUEM DOBROU TEU PÁRA-QUEDAS HOJE?



Charles Plumb, era piloto de  um bombardeiro na guerra do Vietnã.
Depois de muitas missões de  combate, seu avião foi derrubado por  um míssil.
Plumb saltou de pára-quedas,  foi capturado e passou seis anos numa  prisão norte-vietnamita. Ao retornar aos Estados  Unidos, passou a dar palestras relatando  sua odisséia e o que aprendera na  prisão.
Certo dia, num restaurante, foi  saudado por um homem:
“Olá, você é Charles Plumb, era piloto no  Vietnã e foi derrubado, não é mesmo?"
“Sim, como sabe?", perguntou Plumb.
“Era eu quem dobrava o seu pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?"
Plumb quase se afogou de  surpresa e com muita gratidão respondeu:
"Claro que funcionou, caso  contrário eu não estaria aqui hoje."
Ao ficar sozinho naquela noite,  Plumb não conseguia dormir, pensando e  perguntando-se:
“Quantas vezes vi esse homem no porta-aviões e nunca lhe disse Bom Dia? Eu era um piloto arrogante e ele um simples marinheiro."
Pensou também nas horas que  o marinheiro passou humildemente no barco  enrolando os fios de seda de vários  pára-quedas, tendo em suas mãos a vida  de alguém que não conhecia.
Agora, Plumb inicia suas palestras   perguntando à sua platéia:
"Quem dobrou teu pára-quedas  hoje?".
Todos temos alguém cujo trabalho  é importante para que possamos seguir  adiante. Precisamos de muitos pára-quedas  durante o dia: um físico, um emocional,  um mental e até um espiritual.
Às vezes, nos desafios que a vida nos apresenta diariamente, perdemos de vista o que é verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Deixamos de saudar, de agradecer,  de felicitar alguém, ou ainda simplesmente  de dizer algo amável.
Hoje, esta semana, este ano,  cada dia, procura dar-te conta de quem  prepara teu pára-quedas, e agradece-lhe.

As pessoas ao teu redor notarão  esse gesto, e te retribuirão preparando  teu pára-quedas com esse mesmo afeto.
Todos precisamos uns dos outros,  por isso, mostra-lhes tua gratidão.
Às vezes as coisas mais importantes da vida dependem apenas de ações simples, como:
Um telefonema..., um sorriso...,  um agradecimento..., um Gosto de Você..., um  Te Amo...,
Obrigado por todos os favores  que sem merecer recebi de ti e nunca  te agradeci.
 Pensem nisso e...
 Boa semana!

domingo, 2 de setembro de 2012

ISTO CHEGA AO CORAÇÃO !!!


Em uma noite qualquer em um hospital qualquer, Célia que aguardava, ansiosamente, notícias de seu filho Joel, pulou da cadeira quando viu o cirurgião chegar e perguntou:
"Como está meu filho? Ele vai ficar bem?"
O cirurgião disse:
"Sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas não podemos evitar."
Célia então falou:
"Por que as crianças tem câncer? Será que Deus não se preocupa com elas?"
Onde estava Deus quando meu filho precisou dele?"
O cirurgião disse:
"A enfermeira sairá para lhe deixar uns minutos com o corpo de seu filho antes de o levarem para a Universidade."
Mas Célia preferiu que a enfermeira a acompanhasse enquanto se despedia de seu filho. Passou a mão no seu cabelo, e aí então a enfermeira perguntou se ela queria guardar alguns fios de seu cabelo. Célia aceitou e a enfermeira cortou uma mecha e colocou em uma bolsinha de plástico e deu a Célia.
Aí Célia explicou à enfermeira:
"Foi idéia de Joel doar o corpo à Universidade para ser estudado.
Disse que poderia ser útil a alguém. Era o que ele desejava. Eu, a princípio me neguei, mas ele me disse:
"Mamãe, eu não o usarei depois que morrer, e talvez ajude uma criança a desfrutar de um dia mais ao lado de sua Mãe."
"Meu Joel tinha um coração de ouro, sempre pensava nos outros e desejava ajudá-los como pudesse."
Aí então Célia saiu do Hospital Infantil pela última vez, depois de
ter permanecido por lá nos últimos seis meses. Colocou a bolsa com os pertences de Joel no assento do carro, junto à ela. Foi difícil dirigir de volta para casa, e mais difícil ainda foi entrar na casa vazia. Levou a bolsa ao quarto de Joel e colocou os carrinhos de miniatura e todas suas demais coisas como ele gostava. Sentou na cama de Joel e chorou até dormir, abraçando o pequeno travesseiro dele. Acordou cerca de meia-noite, junto a
ela, havia uma folha de papel dobrada. Célia abriu e era uma carta que dizia:
"Querida Mamãe,
Sei que você deve sentir minha falta mas não pense que eu te esqueci ou que deixei de te amar só porque não estou aí para dizer TE AMO. Pensarei em você cada dia mamãe e cada dia te amarei ainda mais. Algum dia voltaremos a nos ver. Se você quiser adotar um menino para que não fiques tão sozinha,ele poderá ficar no meu quarto e brincar com todas as minhas coisas. Se quiser uma menina, provavelmente ela não gostará das mesmas coisas que os meninos gostam portanto a senhora terá que comprar bonecas e outras coisas de meninas, nesse caso a senhora poderá doar as minhas coisas para outro menino. Não fique triste quando pensar em mim, estou num lugar grandioso.
Meus avós vieram me receber quando cheguei, me mostraram um pouco daqui deste maravilhoso lugar, mas levarei muito tempo para ver tudo. Os anjos são muito amigos e me encanta vê-los voar. Jesus não se parece com as imagens que vi dele, mas soube que era ele assim que o vi. Jesus me levou para ver
Deus!! E, acredite, mamãe! E eu me sentei no colo dele e falei com ele como se eu fosse alguém importante. Eu disse à Deus que queria te escrever uma carta, para me despedir e acalmá-la, mesmo sabendo que não era permitido.
Deus me deu papel e sua caneta pessoal para que eu pudesse escrever esta carta.
Acho que se chama Gabriel o anjo que a deixará cair para você.
Deus me disse para responder o que você perguntou:
"Onde estava ele quando eu precisei?" Deus disse: "No mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz. Estava justo aí, como Deus sempre está com todos os seus filhos."
Esta noite estarei na mesa com Jesus para o jantar.
Sei que a comida será fabulosa. Ah! quase esqueci de dizer... Não sinto mais nenhuma dor, o câncer foi embora. Estou feliz porque eu já não conseguia mais suportar tanta dor e como Deus não podia me ver sofrendo daquela maneira, aí enviou o Anjo da Misericórdia para me levar. O Anjo me disse que eu era uma entrega especial, foi como cheguei aqui."

Assinado com Amor:

Deus, Jesus e Eu.

sábado, 1 de setembro de 2012

A QUESTÃO DO TEMPO




O vestibulando chega correndo ao local da prova, mas o portão se fecha à sua frente. Ele senta e desaba.

Tanto esforço. Tanta preparação. Tanto estudo. Tudo perdido por um atraso mínimo de segundos.

O pedestre observa o sinal vermelho, mas decide atravessar correndo porque está atrasado para um compromisso.

Freada brusca. Susto. Talvez ferimentos graves. Tudo por questão de um segundo de precipitação.

O funcionário chega correndo, esbaforido, bate o cartão e vai para seu local de trabalho.

Ali, precisa de alguns minutos para se recompor. Subiu as escadas correndo, porque os elevadores estavam lotados e ele não desejava se atrasar, a fim de não ter descontados valores ao final do mês em seu salário.

Desculpas se sucedem a desculpas. Não deu tempo. Não foi possível chegar. Perdi o ônibus. O trânsito estava terrível na hora em que saí.

Tempo é nossa oportunidade de realização, que devemos aproveitar com empenho.

A nossa incapacidade de planejar o tempo provoca a desarmonia e toda a série de contratempos.

O tempo pode ser comparado a uma moeda. Se tomarmos de uma porção de ouro e cunharmos uma moeda, poderemos lhe dar o valor de um real.

Este será o valor inscrito mas o valor verdadeiro será muito maior, representado pela quantidade do precioso metal que utilizamos.

As moedas do tempo têm uma cunhagem geral, que é igual para todos: um segundo, um mês, um ano, um século. Mas o valor real dependerá do material com que cunhamos o nosso tempo, isto é, o que fazemos dele. Para um correto aproveitamento desse tesouro que é o tempo, é preciso disciplina.

Para evitar correria, levantemos um pouco mais cedo. Preparemo-nos de forma mais rápida, sem tanta "enrolação".

Deixemos, desde a véspera, o que necessitaremos para sair, mais ou menos à mão, evitando desperdícios de minutos a procura disto ou daquilo.

Se sabemos que o trânsito, em determinados horários, está mais congestionado, disciplinemo-nos e nos programemos para sair um pouco antes, com folga.

Esses pequenos cuidados impedirão que percamos compromissos importantes, que tenhamos de ficar sempre criando desculpas para justificar os nossos atrasos, que tenhamos taquicardia por ansiedade ao ver o relógio dos segundos correr célere, demarcando os minutos e as horas.

Na órbita das nossas vidas, não joguemos fora os tempinhos tantas vezes desprezados.

Aproveitemos para escrever um ligeiro bilhete de carinho a alguém que esteja enfrentando momentos graves.

Telefonemos a um familiar ou amigo que não vejamos há muito tempo.

Cuidemos de um vaso de planta. Desenvolvamos idéias felizes para fazer o bem a alguma pessoa que saibamos necessitada.

Valorizemos os minutos para descobrir motivos gloriosos de viver, para aprender a amar a vida e iluminar o nosso caminho.

Fonte: Vereda familiar - cap. 3 Uma razão para viver - cap. O grande tesouro