segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Podemos partir desse mundo antes da hora?



 
A hora, o momento, o instante da morte suscita ainda muita incompreensão, mesmo entre espíritas. Normalmente, o delicado assunto vem à baila quando ocorrem fatos inesperados e chocantes, com elevado número de óbitos e extrema comoção social. Os que entendem não haver momento prefixado para a morte até se louvam em textos de O Livro dos Espíritos, mas esquecidos de que estes sempre estão subordinados a um todo, cuja lógica granítica não pode ser apanhada no calor de uma preconcepção que se quer confirmar a todo custo.
O n. 746 da Obra-base registrou que o assassinato é grande crime aos olhos de Deus, pois “aquele que tira a vida ao seu semelhante corta o fio de uma existência de expiação ou de missão”, aduzindo a isto que “aí é que está o mal”… A intenção foi desqualificar o crime, valorizando a vida em seus propósitos mais altos, e não propriamente afirmar o absurdo de que seria possível uma pessoa deixar de cumprir sua missão, ou de expiar suas faltas, se uma terceira tentasse e conseguisse matá-la. Houve imprecisão na retórica, mas não serve de exemplo aos mais versados na Filosofia Espírita, preconizadora da bondade e da justiça de Deus acima de tudo.
O que não soa bem é que se negue a Providência e se aclame o acaso em nome do Espiritismo, tanto mais lamentavelmente num momento decisivo como o da morte. Segundo Allan Kardec: “O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; apenas apresenta as bases e os pontos fundamentais que se devem desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação.” (Revista Espírita. Julho de 1866. Perguntas e problemas.) Todavia, não é o caso de recorrer a esta importante advertência do mestre. O próprio Livro dos Espíritos bem estabelece que “fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte o é” (853).
Tal instrução, contudo, não prega o óbvio, o fato biológico de que viver implica necessariamente morrer. O que proclama é que o instante da desencarnação é predeterminado, e não a banalidade de que morrer é inevitável aos mortais. Até porque ao núcleo do sujeito (instante) é que diretamente se dirige o seu predicativo (fatal), com o perdão deste brevíssimo lembrete de sintaxe da nossa Língua. O Livro dos Espíritos revela, portanto, a verdade transcendente de que “qualquer que seja o perigo que nos ameace, se a hora da morte ainda não chegou, não morreremos”, acrescendo a isto que “Deus sabe de antemão de que gênero será a morte do homem e, muitas vezes, seu espírito também o sabe, por lhe ter sido isso revelado, quando escolheu tal ou qual existência”. (853-a.)
Nesta mesma linha doutrinária, o n. 199 da Obra-base já estabelecera que a morte de uma criança “pode representar, para o espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar”. Os Instrutores da Codificação aludem a um processo deflagrado pelo próprio espírito em vida passada, e que teve por efeito abreviar-lhe aquela estada física, a qual findou antes do tempo que lhe fora prefixado, motivando a necessidade de uma vida futura mais breve, a interromper-se na infância. Ou será que a alguém acode o pensamento de que tal espírito deve retornar numa nova e mais curta existência porque um terceiro lhe ceifou a vida pregressa antes do momento em que devia terminar? O primeiro padeceria inocentemente o resultado de falta cometida contra si por outrem…
Fora zombar da Providência! O que a Doutrina Espírita ensina com precisão é que se for destino de alguém não perecer, ou perecer de tal maneira, assim será; e mesmo a interferência dos espíritos poderá verificar-se para tanto. É o que se lê no Livro que lhes traz o nome (ns. 526, 527 e 528). No “Resumo teórico do móvel das ações humanas”, síntese dos ensinos de O Livro dos Espíritos acerca da liberdade e da fatalidade, Kardec é muito claro: “No que concerne à morte é que o homem se acha submetido, em absoluto, à inexorável lei da fatalidade, por isso que não pode escapar à sentença que lhe marca o termo da existência, nem ao gênero de morte que haja de cortar a esta o fio” (n. 872).
Assim, no caso do assassinato em foco no n. 746 da Obra-base, a existência de expiação, ou de missão, foi interrompida dessa forma porque Deus o permitiu, em função de haver chegado a hora, o instante, o momento de seu fim. Todavia, não se conclua daí que haja redução de responsabilidade do assassino. Cometeu voluntariamente um crime, dívida que haverá de saldar a seu tempo. Exceto mediante práticas suicidas, não é possível partir deste mundo antes da hora.
Para uns, será o instante e o gênero da morte uma expiação; para outros, mera prova. Conforme o axioma kardeciano: “[...] a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação”. (O Ev. seg. o Esp., cap. V, n. 9.) A morte, porém, acontecerá no momento preciso, individual ou coletivamente; sendo certo que, de modo imprevisto, ninguém desencarnará vítima de falta alheia, o que, entretanto, não supõe a predeterminação do ato equívoco, mas a infalibilidade da Divina Lei. O Juiz, neste caso, lavra em termos irrepreensíveis o seu veredictum, porquanto, “para Deus, o passado e o futuro são o presente”. (Kardec. A Gênese. Frontispício.)
Aos infratores, as dívidas; às “vítimas”, a liberdade, o progresso espiritual, quer por simples prova, quer por expiação.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal de Amor!
Natal é a presença de Jesus em nossos corações,
não só representa a fé mas a vida,
O nascimento do Filho de Deus!


A consciência de família, amor, paz, felicidade!


Que o sentido do Natal esteja sempre presente em nosso dia a dia
e que a esperança seja um objetivo concretizado.


Que a luz do Menino Jesus percorra cada lar
trazendo alegria aos nossos corações.


Que a Fraternidade Universal seja nossa meta e
que haja somente amor em meio a tempos difíceis,
assim encontraremos a Paz tão almejada!


O Natal do Amor é a fé e esperança renascida nos olhos de uma criança!

" Feliz Natal "

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A LEI DE DEUS


"Não penseis que eu tenha vindo destruir a lei ou os profetas." (Mateus, 5:17)

Normalmente as pessoas se referem à Bíblia como “Bíblia sagrada” ou “a palavra de Deus”. Dão muito valor a tudo que está escrito nela. Assim, é comum entenderem que quando se referia à lei Jesus falava do Velho Testamento. Mas nem tudo que está no Velho Testamento é a lei de Deus.

A lei de Deus são os dez mandamentos que foram recebidos por Moisés e constituem o primeiro código moral da humanidade. Através dele o ser humano começou a ter noção de suas responsabilidades para com Deus, o próximo e consigo mesmo.

Jesus aprovou os dez mandamentos e confirmou os ensinamentos a respeito do amor a Deus, da não adoração de ídolos e imagens, do dever dos filhos para com os pais, do respeito ao próximo, da reencarnação,

O Velho Testamento é o conjunto da tradição do povo judeu, antes de Jesus. Nele temos a lei de Deus, os ensinos e as previsões dos profetas, as práticas religiosas, a legislação, a história e as lendas daquele povo.

Moisés é a principal figura do Velho Testamento. Porém, Moisés não foi apenas líder religioso. Era um líder político. Parte do que deixou é de origem divina e outra parte leis humanas. Moisés, também, estabeleceu práticas religiosas para o judaísmo, que é a religião que os judeus seguem até hoje.

O fato de Jesus ter nascido entre os judeus não significa que estivesse de acordo com suas práticas religiosas e seus costumes. Ele modificou ensinos sobre o divórcio, apedrejamento das adúlteras, perdão das ofensas, oferendas, comunicação com os mortos, juramento, mãos lavadas, alimentos impuros, o rigor com o sábado. Também, foi contra a conduta dos escribas e dos fariseus, que eram os principais religiosos de sua época.

Quando Jesus falou dos profetas estava considerando seus ensinos morais e suas previsões sobre a vinda do Messias. Cada etapa de sua vida foi prevista durante séculos e Ele agiu de acordo com essas profecias, desde seu nascimento até a ressurreição.

Jesus confirmou os dez mandamentos, mas reformou outras partes do Velho Testamento. Se Ele considerasse que todo o Velho Testamento fosse a lei não o teria alterado, já que não veio para destruir a lei e os profetas.

A maioria das orientações do Velho Testamento é útil apenas para aquele povo e para aquela época. Se dermos o mesmo valor ao que Jesus ensinou e ao restante da Bíblia podemos nos confundir e adotar práticas que não trarão nosso crescimento espiritual. Poderíamos, também, aceitar como válidos ensinamentos que estão em desacordo com o Evangelho.

Para nós, cristãos, o importante é o ensinamento de Jesus. Ele nos mostrou que o papel da religião é esclarecer e dar as diretrizes morais para o ser humano. Estes ensinos são eternos. O restante é transitório.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Na Trilha do Mestre

Livro: Benção de Paz
Emmanuel & Francisco C. Xavier

"Partindo Jesus dali, viu um homem, chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me! Ele se levantou e o seguiu". (Mateus, 9:9).

É importante verificar que o Mestre não estabelece condições para que o discípulo lhe compartilhe a jornada.
Não pergunta se ele se julga dotado com a força conveniente...
Se é fraco de espírito...
Se é demasiado imperfeito...
Se sofre em família...
Se possui débitos a solver...
Se padece tentações...
Se está acusado de alguma falta...
Se retém valores de educação...
Se é rico ou pobre de possibilidades materiais...

O Senhor diz apenas segue-me, como quem afirma que, se o aprendiz se dispõe realmente a segui-lo, será suprido de socorros eficientes, em todas as suas necessidades.
A lição é clara e expressiva. Reflitamos nela para que não venhamos a permanecer na sombra da indecisão.

domingo, 1 de novembro de 2009

RAIVA


A raiva, também conhecida como ira, cólera, irritação, nervosismo, é uma velha conhecida de todos nós. Apesar de tão comum é uma emoção que devemos evitar. São muitos os problemas que ela gera. Compromete nossa saúde, prejudica as pessoas que convivem conosco, faz com que elas se afastem de nós e atrai companhias desencarnadas indesejáveis. Num momento de fúria podemos fazer algo de que nos arrependeremos amargamente. Quantos assassinatos, brigas e separações são causados pela ira!

A maior dificuldade para eliminarmos a raiva é que colocamos a responsabilidade nas outras pessoas. Sempre que nos irritamos justificamos que foi devido ao comportamento de alguém. As pessoas podem nos prejudicar, coisas ruins podem acontecer conosco, mas ninguém pode nos obrigar a sentir raiva ou a reagir de forma violenta. É nossa a responsabilidade de controlar nossos sentimentos.

O orgulho é a explicação para este sentimento. É a causa das contrariedades, até das mais insignificantes. Ele nos faz sentir superiores às outras pessoas e assim esperamos que todos se dobrem diante de nós. Consideramos qualquer contrariedade como uma ofensa à nossa personalidade. Sempre temos uma justificativa para nossos atos negativos, mas não temos uma palavra de compreensão para com os erros alheios. Não aceitamos que todos temos defeitos e que o próximo tem o mesmo direito de errar do que nós.

Nossa visão estreita do mundo nos leva a cultivar a raiva. Damos muita importância a pequenos fatos. Temos reações desproporcionais diante das contrariedades. É importante entender que todos passamos por dificuldades, que não somos só nós que temos problemas. Precisamos ver as coisas de cima. Pessoas que passam por um grande perigo, por um risco de morte, uma doença grave, uma tragédia em família, uma grande crise financeira ou emocional tem mais facilidade de lidar com os pequenos incidentes da vida. Muitas vezes temos que passar por grandes sofrimentos para eliminar esta visão mesquinha das coisas. Por isso é bom que mudemos nossa maneira de sentir e agir, para não precisar passar por lições mais duras.

É comum justificarmos nosso temperamento nervoso como sendo característica de nossa personalidade, como se não tivéssemos controle sobre ele. O Espiritismos nos esclarece que somos Espíritos em evolução e que somos o resultado do que fizemos no passado. Não foi Deus que nos deu nossos defeitos. Fomos nós que os construímos e compete a nós eliminá-los. Sem esta noção de responsabilidade fica difícil nos dispormos à reforma íntima.

É comum dizermos que a raiva, a agressividade são necessárias, pois sem elas as pessoas não nos respeitariam, se aproveitariam de nós. Na verdade o que faz com que percamos o respeito das pessoas é nosso descontrole. Se tratamos com maturidade, firmeza e serenidade as diversas situações da vida ganhamos o respeito e a admiração de todos. Não é preciso aceitar, mas, devemos saber reagir com dignidade. Como não possuímos esta capacidade e não queremos nos esforçar para consegui-la preferimos continuar no erro. Chega um momento que a agressividade vira um vício e não conseguimos viver sem ela.

Para eliminar a raiva é importante compreender as pessoas e desenvolver uma visão mais ampla da vida. Mas é necessário também desenvolvermos o controle sobre nossas reações evitando a agressão física ou verbal, os pensamentos de revide e a mágoa. Não tem como mudar um hábito sem esforço e disciplina.
Enviado por Nilton Wagner Barbosa

O PENSAMENTO

O pensamento é um atributo do Espírito. São nossas criações mentais, como idéias, imagens e palavras.

É o ponto de partida para todas as nossas realizações. Tudo que o ser humano constrói começa a existir a partir do pensamento. Esta construção pode se dar no mundo material ou no mundo espiritual. Nossos pensamentos criam imagens que são acompanhadas pelos desencarnados.

O Espiritismo nos ensina que o pensamento também o meio de comunicação entre os Espíritos. Este contato se dá através da sintonia. Quando pensamos entramos em contato com todos que estão na mesma faixa vibratória. Estejam encarnados ou desencarnados.

Somos como estações emissoras e receptoras, pois influenciamos e somos influenciados por energias que estão em sintonia com nosso pensamento. Também atraímos as companhias espirituais que estão de acordo com as energias que emitimos.

Quando pensamos construímos nosso futuro, pois atraímos para nós o que pensamos. Daí a importância de disciplinarmos nossos pensamentos. Para isto podemos seguir três passos:

É importante termos vigilância sobre o que pensamos. Na maior parte do tempo pensamos em coisas que não nos dizem respeito e que não tem utilidade para nós e nem para as outras pessoas. Temos aí os pensamentos adequados ou inadequados.

Estejamos atentos a quando nos entregamos a um determinado pensamento. Devemos evitar pensamentos que não sejam apropriados ao momento. Muitos de nós nem consegue acompanhar o que ocorre ao seu redor por ficar perdidos em pensamentos inoportunos. Temos os pensamentos oportunos e inoportunos.

E finalmente devemos cuidar de como pensamos. Devemos observar sempre que sentimento está associado a cada pensamento, pois é o sentimento que define nossas companhias espirituais. A cada pensamento podemos ligar um sentimento positivo ou um sentimento negativo. Assim um pensamento vai se diferenciar de outro por ser alegre ou triste, otimista ou pessimista, construtivo ou destrutivo, respeitoso ou desrespeitoso, amoroso ou odioso, vicioso ou sadio.

Todos nós temos um desejo-central, que é a principal manifestação do que somos. Nossos pensamento tendem a retornar sempre a este tema, que pode ser dinheiro, sexo, beleza, afeto, cultura, fé, bondade, etc.

E é através deste desejo-central que os Espíritos obsessores nos atingem, criando imagens ou atraindo para junto de nós outros espíritos que mantém a mente fixa no mesmo assunto. Assim trabalham uma fraqueza nossa e reforçam nossas tendências negativas. Como temos a tendência de acreditar que acontece aquilo que está ligado a nosso desejo-central ficamos vulneráveis à ação destes Espíritos.

A disciplina do pensamento não é algo distante, que deve ser observada apenas por religiosos ou intelectuais. É uma necessidade para todos nós. Deve ser buscada de forma constante, pois é através de nossos pensamentos que construímos a vida que teremos. E Jesus nos alerta para a importância do pensamento quando nos recomenda “orar e vigiar para não cair em tentação”.
Enviado por Nilton Wagner Barbosa